A última Malfoy

10 Uma alma por um anel.


O sábado chegou e todos os alunos queriam passar o dia em Hogsmeade para se distrair e esquecer da dolorosa espera pelos resultados dos NOM’s. Até Matt Wood parecia preocupado, pois engoliu rapidamente seu café da manhã e foi um dos primeiros a sair. Ele vinha evitando Malfoy e seus amigos depois que perdeu o duelo, provavelmente se recuperando de tudo. Alex foi junto com ele, estava evitando Darla desde o incidente nas estufas, ainda achando que ela não queria ser vista com ele por vergonha. A menina queria contar tudo para ele e para Ágata, mas ainda não tinha reunido coragem suficiente, e além disso sentia-se acuada e assustada cada vez que ouvia algum barulho atrás de si, temendo que fosse Marcus.

— Parece que o passeio hoje será só das meninas. – Disse Rosie animada.

— Não entendo porque Alex resolveu sair com Matt. – Malfoy parecia incomodada. — Aconteceu algo?

— C-como eu vou saber? – Defendeu-se Darla, como se estivessem feito a pergunta mais ofensiva do mundo a ela.

— Talvez ele sinta falta de ter um amigo, antes do Matt aparecer ele só tinha a gente. – Disse Lizzie.

— Alex estava furioso com Matt por causa do incidente com a poção do amor. – Disse Ágata desconfiada.

— Vamos parar de fala sobre Alex e sair logo? – Disse Darla nervosa e sem paciência.

— Quanto estresse! Os NOM’s estão mexendo com a sua cabeça. – Comentou Rosie.

Elas terminaram o café da manhã e foram para o povoado. O frio e o vento estavam intensos, e por isso todos tentavam encontrar um lugar aquecido para se reunir e aproveitar o sábado. Enquanto se dirigiam ao Três vassouras, Darla sentiu que alguém a puxava bruscamente pelo braço quase derrubando-a. Virou-se e deu e cara com Marcus.

— Precisamos conversar! – Disse ele com um tom que ela não gostou de ouvir.

— Não quero falar com você agora. – Darla tentou desvencilhar-se e ele apertou mais ainda o braço da garota.

As meninas pararam olhando confusas para eles.

— Quem é esse? – Perguntou Ágata.

— É Marcus Skeeter... – Começou a dizer.

— Sou o namorado dela. – Interrompeu ele enquanto media a loira de cima abaixo, reconhecendo-a.

— Nunca me contou que tinha um namorado, ainda mais um tão imbecil. – Respondeu a menina enquanto olhava a forma como Marcus apertava o braço da amiga.

— Isso não é da sua conta Malfoy nojenta. Sugiro que continue andando e me deixe a sós com a Darla. – Retrucou ele de forma agressiva.

Aquelas palavras sequer incomodaram a garota, ela continuou olhando para ele friamente, enquanto colocava a mão sob o casaco segurando sua varinha.

— Vai me atacar? Eu sei que você não podem usar magia fora da escola, quer ser expulsa?

Naquele momento um aglomerado de alunos já se formava em torno deles prevendo a confusão.

— Tem razão. – Disse Ágata com um sorrisinho no rosto enquanto se aproximava dele. — Não posso usar magia, mas posso fazer isso.

Antes que Marcus se dessa conta, o punho da menina atingiu fortemente seu nariz e Darla jurou ter ouvido um estalo. O sangue jorrou manchando o casaco do garoto que imediatamente tirou as mãos dela e segurou o local onde fora atingido. As gêmeas assistiam tudo sem reação.

— Nunca mais se refira a mim dessa forma, se tem alguém que causa nojo aqui é você Skeeter. – Disse ela com superioridade.

Assim que Ágata deu as costas, ele sacou a varinha e apontou para ela.

— Que feio atacando a oponente pelas costas! – Antes que ele pudesse verbalizar algum feitiço, Matt que havia acabado de chegar com Alex, rapidamente torceu o braço do garoto fazendo- o praguejar de dor enquanto deixava a varinha cair na neve.

— Me solta ou você vai se arrepender disso. – Vociferou ele.

Matt chutou a varinha dele para longe e depois soltou-o de forma brusca fazendo-o cair no chão. Enquanto isso Alex se juntava as meninas tentando tirá-las dali.

— Vamos embora antes que eu resolva dar uma surra nesse idiota. – Disse Matt para Ágata.

O grupo deu as costas para Marcus e abriram caminho no pequeno aglomerado de alunos e curiosos. Enquanto caminhavam para o Três Vassouras, puderam ouvi-lo gritando:

— Vão se arrepender de tudo isso! Meus pais vão publicar tudo sobre as famílias podres de vocês!

Ignorando os gritos, eles entraram no local procurando uma mesa.

— Obrigada! – Darla agradeceu com sinceridade olhando para Ágata e Matt.

— Nossa Malfoy, aquele soco foi incrível. – Brincou Wood mostrando admiração.

— Na falta de poder usar magia tenho que aprender outras formas de manter os idiotas longe. – Respondeu ela dando de ombros enquanto puxava uma cadeira para sentar-se.

— Que história é essa de namorado? – Perguntou Lizzie para a menina.

Ao ouvir essas palavras Alex a olhou confuso.

— Acho que não posso mais manter isso encoberto. – Suspirou Darla enquanto começava a contar tudo. – Como vocês sabem eu sou uma Longbottom, e meus pais tem um grande preconceito com a Sonserina e ... com a família de vocês. – Disse em tom de desculpas enquanto olhava para a Malfoy, Goyle e as gêmeas Parkinson.

— Isso já imaginávamos, mas o que tudo isso tem a ver com aquele babaca? – Perguntou Alex.

— Meus pais planejaram toda a minha vida antes mesmo que eu pudesse dar os meus primeiros passos, e eu sempre senti a pressão de fazer tudo o que eles queriam para não os decepcionar. Meu namoro com Marcus foi uma dessas coisas, assim que os Skeeter se mudaram para perto deles há dois anos, se tornaram amigos da família e quando dei por mim estava sendo empurrada para um namoro.

— Ele não estuda? Eu nunca o vi em Hogwarts e ele parece ter quase a nossa idade. – Disse Ágata franzindo o cenho.

— Ele estuda em casa, os Skeeter odeiam Hogwarts sabe-se lá por qual motivo. – Disse a menina revirando os olhos.

— Que estranho, só agora ele resolver aparecer para te procurar. – Comentou Lizzie.

— É que no último feriado eu fui para casa e tentei terminar com ele. Antes disso ele sempre se mostrou um garoto muito comedido, educado e carinhoso. Mas assim que tentei contrariá-lo ele se revelou um louco, completamente diferente do que sempre se mostrou para mim. Começou a me chantagear. Eu sempre menti para meus pais dizendo que estava na Lufa Lufa, pois eles detestam a Sonserina e não tive coragem de contar a verdade. De alguma forma Marcus sabia de tudo e estava me chantageando, me obrigando a continuar com ele ou contaria tudo a meus pais. Não quero que descubram dessa forma, ficariam muito magoados.

— Você esteve vivendo uma vida dupla esse tempo todo. — Alex ainda parecia magoado.

— Sim, sou muito covarde para enfrentar meus pais e me impor. E depois dessa confusão ele com certeza vai me dedurar.

— É por isso que você estava estranha a semana toda?

— Por várias vezes eu senti que estava sendo observada, mas não havia ninguém, até que aquele dia na estufa eu o vi pelo reflexo da vidraça. Ele é animago e eu não sabia – Disse ela olhando para Alex.

— Clássico dos Skeeter, talvez seja assim que eles consigam acesso a tantos segredos das famílias para publicar em seu jornalzinho de segunda. Devem ser animagos sem registro. — Disse Malfoy pensativa.

— Não sei o que vou fazer agora. – Darla estava a ponto de chorar.

— Tenho um plano, mas não vamos discuti-lo aqui, não é um bom lugar.

Todos olharam para Malfoy curiosos, inclusive Matt.

— Vamos nos encontrar mais tarde naquela sala próxima a torre de astronomia. — Continuou ela. — E você me deve lealdade depois de perder o duelo, se realmente estiver disposto a isso sugiro que vá também. – Completou olhando para Matt.

— É claro que estarei lá, dei minha palavra que se você provasse sua força eu seria leal e pretendo cumprir.

— Já adianto á vocês que não é uma brincadeira de criança. Se comparecerem vão ter que estar dispostos a tudo. Depois do que vamos fazer ficaremos todos unidos por um segredo, algo muito sério que se for descoberto pode nos levar a suspensão ou até pior.

Todos acenaram concordando, eles estavam intrigados com a seriedade na voz de Ágata. O que será que ela iria aprontar dessa vez? Mais tarde naquele mesmo dia após o jantar, todos estavam reunidos no local combinado. Apenas Matt não havia chego ainda.

—Antes que Wood chegue quero conversar com todos vocês. — Eles se reuniram em torno da Malfoy para ouvi-la. — Eu não confio totalmente em Matt, não quero que ele saiba sobre eu ser a sucessora de Voldemort e nem sobre o Dementador naquela sala. Então vou deixa-lo nos ajudar com algumas partes do plano, mas não quero que ele se inteire de tudo.

— Pode deixar que todos vamos cuidar para não falar o que não devemos, não é mesmo Rosie? – Disse Lizzie olhando para a irmã.

— Minha boca é um túmulo. – Respondeu a outra.

— Muito bem, tem algo que não contei a vocês. – Continuou a menina. – Aquele dia quando cheguei próximo ao armário, pude ler suas runas, e basicamente dizia que eu precisava sacrificar uma alma para adquirir o anel de Ekrizdis.

— O que é isso? – Questionou Darla.

— Ekrizdis foi um bruxo das trevas que criou os Dementadores, e também esse anel que me dará o controle sobre qualquer Dementador, inclusive aquele que está na sala.

— E o que quer dizer com sacrificar uma alma em troca do anel?

— Quer dizer que vamos dar um jeito de jogar Marcus la para que eu troque sua alma pelo anel. – Disse a menina tranquilamente. – Será até um bem para a humanidade livrar as pessoas daquele babaca.

— E o que vai acontecer com ele? – Perguntou Darla.

— Não sei e não me importo. Eu precisava de uma alma e agora temos uma que merece esse fim.

Darla parecia relutante em concordar:

— Não sei se é necessário tanto mal assim...

— Ou é isso ou ele contará a seus pais toda a verdade. Pense em como vão reagir, vão te odiar para sempre. – Respondeu Ágata persuasiva.

— Se não for ele será outro. – Completou Lizzie.

— Tudo bem, vamos fazer isso. – Ela finalmente concordou.

— Depois que tiver o anel, como vai fazer para que o Dementador se reproduza? Porque eles estão quase extintos depois que o Ministério parou de usá-los em Azkaban.

— Precisarei encontrar algumas pessoas para ele torturar, quanto mais ele se alimentar mais vai se reproduzir. – Os olhos dela brilhavam ao imaginar. – Mas depois pensamos sobre isso, a prioridade agora é pegar aquele anel.

— Porque não nos contou antes sobre o que tinha lido na runa? – Perguntou Rosie.

— Porque eu não sabia se teria que usar a alma de um de vocês e não queria assustá-los antes da hora. – Respondeu a Malfoy com um sorrisinho.

— Para de ser boba. — Ela começou a rir, mas notando que todo estavam sérios, seu semblante mudou mostrando preocupação. – Gente ela estava brincando, não estava?

Todos a ignoraram.

Logo Matt irrompeu pela porta:

— Demorei séculos para encontrar essa sala, esse castelo é enorme e a escadas se movem a todo instante mudando de direção.

— Só faltava você para Ágata explicar o plano. – Disse Alex, disfarçando a tensão da conversa anterior.

— Muito bem Matt, você Alex e Darla vão me ajudar a capturar Marcus, e depois nós damos um jeito nele. Na segunda parte do plano não precisa se envolver.

— Você ainda não confia totalmente em mim né? – Perguntou ele percebendo que ela estava relutante em revelar o restante do plano.

— Como poderia confiar se me desafiou, me enganou e me deu até poção do amor? Siga minhas ordens e conforme for me provando que é totalmente confiável você vai saber de tudo.

— Você é quem manda. – Ele não parecia nada satisfeito em ficar de fora.

Ágata lhes explicou o plano que colocariam em prática já no dia seguinte, antes que o garoto tivesse chance de voltar para casa e contar tudo aos pais de Darla. Wood ficou impressionado em ver como a menina conseguia formular um plano tão bom com aquela rapidez. Quanto mais a conhecia mais admirado ficava.

No dia seguinte logo cedo, começaram a pôr o plano em ação. Darla estava em uma sala vazia, próxima do corredor onde Ágata havia encontrado o armário das almas, para facilitar quando precisassem levar o garoto para lá. Abriu a janela para que ele pudesse entrar quando chegasse. Mais cedo ela havia mandado uma coruja para ele com uma carta, dizendo que queria conversar melhor, antes que ele falasse com os pais dela. Disse também que podia dar-lhe algo em troca para que ficasse quieto por mais um tempo. Isso com certeza o atrairia. Em um canto da sala Alex esperava quieto, coberto por sua capa da invisibilidade. No corredor Ágata e Matt esperavam pelo sinal escondidos.

Alguns minutos depois do horário combinado o pássaro negro entrou pela janela e se transformou na figura detestável de Marcus Skeeter.

— Olá Darlinha, feliz em me ver?

Ela tentou disfarçar o asco que sentia e sorriu.

— Muito, quero propor uma troca para que me dê mais tempo.

— Onde estão seus amiguinhos? – Perguntou olhando pela sala.

— Estou sozinha, não contei a eles sobre isso.

— Ótimo! O que você tem para me dar?

Assim que ele se afastou da janela e foi para perto de Darla, Alex coberto pela capa da invisibilidade a fechou a bruscamente para que ele não tivesse chance de escapar.

— Incarcerous! – Darla apontou a varinha para ele enquanto cordas o envolviam.

Assim que ouviram as palavras do feitiço de Darla, Malfoy e Wood entraram na sala.

— Silencio! – Disse Wood apontando a varinha para ele e o deixando mudo com o feitiço.

Ele se debatia ainda sem entender o que estava acontecendo.

— Rápido tire suas vestes. – Disse Ágata para Matt.

— Malfoy sua safada, isso não é hora de realizar suas fantasias. – Disse ele rindo.

— Para de ser idiota, você vai trocar de roupa com ele, para que a gente possa leva-lo para um outro lugar sem levantar suspeitas, se alguém nos vir vai achar que ele é um aluno.

— E como vai fazer isso com ele amarrado?

— Só tire a roupa e deixe o resto comigo. – Retrucou ela sem paciência.

— Essa conversa está ficando estranha.

A loira se aproximou do garoto amarrado no chão e pronunciou o último feitiço que precisaria para concluir aquela parte do plano.

— Imperius.

Imediatamente ele parou de se debater e começou a fita-la com um olhar vazio, aguardando a próxima ordem.

— Onde você aprende essas maldições? — Matt estava muito curioso com o que viu.

— Tenho meus métodos. – Respondeu misteriosa enquanto pegava as vestes dele.

Marcus obedientemente vestiu as roupas da Sonserina.

— Pode ir agora. – Disse ela dispensando Matt que saiu contrariado.

— Perfeito, agora é só ir para o andar de cima. – Disse virando-se para os outros dois.

— As gêmeas já estão lá desobstruindo a porta conforme você mandou. – Disse Alex.

Caminharam tranquilamente até o local com Skeeter obediente ao lado deles. Era incrível o que aquela maldição poderia fazer. Chegando lá as gêmeas esperavam sentadas perto da porta.

— Não queremos entrar dessa vez, vamos dar cobertura aqui fora. Já tivemos nossa dose de contato com o Régis Ducinaldo e não foi nada boa. – Disse Rosie

— Régis Ducinaldo? – Questionou Malfoy confusa.

— É o nome que eu dei para seu Dementador de estimação. – Respondeu orgulhosa.

— Pelo amor de Merlin! – Malfoy revirou os olhos enquanto entravam na sala seguida pelos outros.

Estava tudo escuro e como não haviam trazido a bússola, tiveram que usar as varinhas para iluminar.

— Lumus! – Disseram os três em uníssono e as varinhas se ascenderam.

Não havia sinal do Dementador em lugar algum. Antes que ele aparecesse eles se encaminharam para perto do armário. Alex e Darla pararam alguns passos antes para observar de longe. Aquele lugar lhes causava desconforto e calafrios. Ágata por outro lado parecia uma criança em uma loja de doces.

— Marcus quero que caminhe para perto daquele armário e abra-o.

Obedientemente ele caminhou a passos calmos e comedidos abrindo o armário. Foi a cena mais horrível que já haviam presenciado! O Dementador praticamente pulou para fora agarrando o garoto. O medo dele foi tanto que a maldição se anulou e ele tentou correr gritando, mas era tarde, a criatura o agarrou vorazmente erguendo-o do chão, o garoto se debatia enquanto chegava cada vez mais para perto de onde deveria estar a face do outro. Enquanto isso a menina assistia fascinada o Dementador sugar a alma do garoto. Darla por outro lado tremia incontrolavelmente e Alex a abraçou escondendo o rosto dela contra seu peito para impedi-la de ver o resto da cena.

Assim que a criatura terminou de se alimentar algo brilhou dentro do armário e a menina se aproximou triunfante para pegar o anel que havia aparecido. Enquanto isso o Dementador soltou Marcus que caiu no chão com um olhar vazio e sem expressão. A criatura começou a ir na direção de Alex e Darla. Ágata colocou o anel em seu dedo, e o mesmo se ajustou magicamente e serviu perfeitamente.

— Pare! – Ordenou ela e imediatamente a criatura estagnou, e ficou flutuando a centímetros dos dois. — Agora volte para o seu armário. – Ao ouvir as palavras ele flutuou de volta para dentro do móvel e as portas se fecharam.

— E agora o que faremos com ele? — Perguntou Alex, apontando para Marcus.

— Vamos deixá-lo na orla da floresta proibida. Se for atacado acharão seus restos, e caso o contrário, como ele está com as vestes da Sonserina e considerando a má fama dos Skeeter de tentar derrubar Hogwarts, com certeza todos pensarão que os pais o mandaram disfarçado para conseguir algum furo e algo o atacou na floresta.

Fora da sala se reuniram com as gêmeas.

— Prestem muita atenção. Ninguém nunca pode saber o que aconteceu aqui hoje, a partir de agora vocês firmaram um pacto de lealdade comigo. As coisas vão começar a ficar mais sérias e vocês vão aprender alguns feitiços de magia negra, não há mais espaço para desistir.

Darla ainda estava abalada com o que havia visto. As gêmeas olhavam assustadas para o menino que saíra em estado vegetativo da sala.

— Acho que falo por todos nós que seremos fiéis a você. – Goyle tomou a frente. – Seremos os seus novos Comensais.

As meninas concordaram em silencio, estavam impactadas demais para responder com palavras. Ágata dispensou todas as três para seus dormitórios enquanto ela e Alex levaram o garoto e o deixaram sentado embaixo de uma árvore, na orla da floresta proibida. Felizmente ninguém os viu, era domingo e naquele horário os corredores estavam vazios e quase todos os alunos e professores recolhidos em seus dormitórios e salas comunais.

Darla pensou que ficaria impressionada por muito tempo com o que haviam feito, mas para sua surpresa ela encostou sua cabeça no travesseiro naquela noite sem um pingo de remorso ou culpa. Ao seu lado Malfoy sorriu para ela, não precisavam conversar, aquele sorriso dizia tudo: A lealdade incondicional tinha seu preço, mas também haveria muito apoio entre eles.

— Boa noite Malfoy.

— Bons sonhos Longbottom. – Respondeu a menina enquanto apagava a luz do quarto.