A última Malfoy
6 A teia de mentiras de Darla.
“Querida filha, como está? Espero que muito bem e aproveitando cada momento em Hogwarts. Acredite, está será a melhor fase de sua vida! Por aqui está tudo bem, sempre com muito trabalho e pouco descanso para esse seu velho pai. Infelizmente esse ano não conseguirei tirar o dia para passar o Natal com vocês em casa. Peço que me perdoe, prometo lhe mandar muitos presentes para compensar, começando com esse que está recebendo agora.
De seu querido pai Scorpius Malfoy. ”
Ainda deitada na cama a menina terminou de ler a carta que recebera, observava a caligrafia fina e elegante enquanto seus olhos se encheram de lágrimas causadas pela frustração que estava sentindo naquele momento. A carta havia sido entregue no dia anterior, mas Ágata havia relutado em lê-la. Já sabia que se ele havia mandado um presente junto com a carta, era porque este vinha acompanhado de alguma notícia que ele sabia que ia deixa-la triste.
Todos os anos ela contava os dias para passar o natal com o pai e cumprir a agenda de atividade anual dos dois: patinar no lago congelado, tomar chocolate quente em seu piquenique pós-natal com os restos da ceia, entre outras atividades que realizavam todos os anos. Era uma tradição que ele havia quebrado. Enxugou rapidamente os olhos antes que Darla acordasse e a visse chorando. Era uma manhã de sábado e faltava exatamente uma semana para o Natal, sem o pai ela não tinha certeza se passaria o feriado com a mãe e seus milhares de eventos sociais ou se ficaria ali em Hogwarts com os outros perdedores cujas famílias não se importavam o suficiente para recebe-los em casa.
Vestiu o roupão verde esmeralda, um par de pantufas, penteou os cabelos loiros e desceu para o salão comunal sentando-se em frente a lareira com o diário de Bellatrix no colo e a caixa preta de veludo que continha o presente do pai, pensando em qual abriria primeiro. Decidiu por abrir o presente do pai e a caixa revelou um lindo colar de prata com esmeraldas. Mesmo contrariada ela não pode evitar um sorriso de satisfação, o colar era magnífico e muito delicado, colocou-o sobre o colo segurando-o e tentando imaginar como ele ficaria nela. De repente sentiu que alguém parou atrás dela, se abaixou enquanto uma mão afastava delicadamente seus cabelos para o lado e fechava o colar.
Ela se virou rapidamente.
—Esse colar ficou lindo em você! – Mathew sentou ao lado dela na lareira.
Ela descera aquele horário afim de ficar sozinha porém ele devia ter tido a mesma idéia.
—O que faz acordado tão cedo Mathew?
-Matt na verdade. É um prazer finalmente te conhecer. – Disse pegando a mão dela e apertando enquanto ela sem reação o mirava incrédula.
—Está brincando comigo?!
—Na verdade não, muito obrigada por convence-lo a me deixar tomar o controle. Agora vamos falar de como vamos nos livrar dele para que eu possa habitar esse corpo em paz sem o fraco do meu irmão.
Com certeza não era Mathew quem estava ali, o outro falava com propriedade e confiança como se fosse dono do lugar, muito diferente de irmão.
—Em primeiro lugar nós vamos conversar, depois eu decido o que faremos com a sua situação relacionada ao Mathew. – Disse ficando séria com um ar de superioridade. – Acabou de chegar e já acha que pode me pedir favores?
— Nós somos iguais Malfoy, posso sentir a aura de magia negra que envolve você! Está lidando com algo muito poderoso e quero participar, mas antes preciso de ajuda para ser o único habitando esse corpo. O Mathew me enfraquece, e não serei de muita utilidade se estiver sempre correndo o risco de ele tomar o controle.
—Eu entendo tudo o que acontece com você Matt Wood, mas primeiro tem que se provar digno e capaz de ter minha confiança. Mas admito que em cinco minutos de conversa, você ganhou mais a minha atenção do que o Mathew em meses aqui!
— Me conte algo que eu não saiba. – Respondeu presunçoso.
E ali Ágata já descobriu a maior fraqueza de Matt: seu ego. Era só bajulá-lo um pouquinho e ele estaria praticamente em suas mãos.
—Mais tarde vou apresentá-lo ao restante do meu grupo, todos já estavam a par da situação de vocês e vão adorar te conhecer.
—Também estou ansioso, tenho muito o que compartilhar com vocês. E acredito que se me der uma chance poderemos formar um casal muito poderoso. – Disse se aproximando e invadindo o espaço pessoal dela.
—Hey! Calma aí galanteador, meu foco está em outras coisas nesse momento. – Disse empurrando-o delicadamente.
—Não estou falando de amor Malfoy, estou falando de estratégia, com o tempo vai perceber que um cara como eu, não nasceu para ser seguidor de ninguém, se quiser me manter ao seu lado tem que ser como um igual.
—Me prove que é capaz e depois discutimos esses detalhes.
Como Mathew havia falado, o irmão era extremamente indisciplinado, ela teria que ficar muito alerta com ele, se não conseguisse subordiná-lo ele poderia tentar tirar o poder dela.
—Vou te provar o meu valor Malfoy, e acho que o melhor para você é que considere minhas palavras para que sejamos bons aliados e não me trate como um reles seguidor ás suas ordens.
— Sugiro que vá para o seu dormitório, se troque e mais tarde nos encontraremos com todos. – Disse ela firmemente.
Ele sorriu para ela, um sorriso bonito e macabro ao mesmo tempo com um olhar que esbanjava maldade. O rosto de Mathew já era familiar e nunca chamara muito a atenção da garota, mas com a personalidade forte do irmão imediatamente ele havia se transformado e ficado muito atraente aos olhos dela. Realmente era outra pessoa! Ele levantou-se e subiu novamente para o dormitório deixando-a sozinha. Com certeza o temperamento dele era muito difícil, e o garoto pensava grande demais para o pouco tempo que estava ali, porém Ágata gostou muito disso. Ele era um desafio.
Abriu o diário de Bellatrix afim de focar em outras coisas, e ali estava escrita nas páginas amarelada tudo sobre as três maldições imperdoáveis:
“ .... Hoje tentamos lançar Cruccio e tive pouco resultado, Tom disse que devemos realmente odiar a pessoa em quem estamos lançando para que as maldições funcionem...”
Isso não seria problema para ela, a cada ano que passava seu ódio pelas pessoas inferiores que a rodeavam só aumentavam. Se tinha uma coisa que ela boa era em canalizar suas emoções para a magia, seria capaz de lançar um Avada Kedrava com perfeição se quisesse! Esperava que seus colegas não vacilassem agora que as coisas estavam tomando um caminho com poucas chances de voltar atrás.
— Acho que agora está na hora de buscar o segundo objeto da bússola, talvez até tenham chance de usar uma das maldições.
Ela sorriu reconhecendo a voz antes mesmo de levantar os olhos da página que estava lendo: Tom Riddle.
— Acho que terei mais tranquilidade em explorar o castelo já que ele fica quase vazio no Natal.
—Sugiro que se prepare muito bem, você não sabe onde a bússola vai te levar e nem o que contém lá.
—Prometo que estarei mais preparada do que o dia que entrei na toca do Barrete. – Disse ela rindo e lembrando-se de seu desespero com o monstrinho.
Ele riu também, e ela se perguntou quando foi que ele virou aquele homem frio de que todos se lembravam com temor. Suas mãos estavam lado a lado apoiadas no tapete, e ela sentia levemente seu toque. Fez questão de não mexer um músculo, com medo de que ele tirasse mão de perto da dela e ela perdesse aquele momento. Tom a deixava confusa, e isso fazia com que ela se torturasse constantemente por se sentir atraída por ele.
De canto de olho ela mirou seu rosto, ele estava lindo com as chamas da lareira formando sombras em seu rosto em seu cabelo castanho sempre perfeitamente arrumado. Por um momento ela teve vontade de passar a mão por aqueles cabelos e acariciá-los. Se perguntava como seria a sensação e se alguém já tinha feito isso, talvez Bellatrix.
—Ágata... – Ele a chamou de volta e ela o olhou constrangida.
—Desculpe, o que disse?
—Perguntei se já sabe como vai fazer com Mathew Wood.
—Ah sim... preciso ver como é o comportamento de Matt enquanto penso em uma forma de ajudá-lo a ficar no controle para sempre.
—Tome cuidado com ele, me parece um tipo ambicioso e não vai se subordinar tão fácil. Você vai ter que ser muito firme com ele.
—Vou encontrar uma forma de controlá-lo.
Logo os alunos começaram a acordar e descer para o café da manhã tornando impossível que ela continuasse sua conversa com Tom. Então ela voltou para o seu dormitório a fim de colocar uma roupa e tomar o café da manhã. Depois todos se reuniram na biblioteca para falar sobre Matt.
—Não acredito que perdemos nosso Mathew. – Disse Rosie com um beicinho.
—Deixa de ser tapada! Ele não morreu, só terá outra pessoa no controle do corpo dele. – Retrucou Lizzie como se fosse a coisa mais normal do mundo.
—Eu não sei como não percebi a troca sendo ele tão diferente assim do irmão. – Alex se questionava.
—Ele finge muito bem! Ninguém percebeu até que ele quis se revelar hoje de manhã. – Respondeu Ágata.
Matt adentrou a biblioteca parou por um momento e quando os viu veio em direção a eles, antes e chegar á mesa delas deu um sorriso e uma piscadela para umas garotas do terceiro ano que cochichavam e o encaravam indiscretamente, imediatamente elas explodiram em risinhos e acenos.
—Tanto lugar e vocês resolvem se reunir na biblioteca. – Disse ele franzindo o cenho e puxando uma cadeira ao lado de Ágata.
—É um dos lugares mais tranquilos. – Retrucou a garota.
Enquanto isso as gêmeas o olhavam de embasbacadas. Até a voz dele era diferente.
—Aí estão as fãs de Mathew – Disse apertando a mão das garotas que estavam mudas diante dele — Prazer meninas eu sou o Matt e já lhes adianto que sou muito melhor que ele!
—Bom vamos direto ao ponto. – Disse a Malfoy séria e cortando o momento galanteador do garoto. – Mathew me contou que o Ministério usou, nos raros casos iguais ao de vocês, alguns feitiços para que o mais forte absorvesse o mais fraco e assim ganhasse o domínio.
—São feitiços altamente sigilosos, e sem ofensa, mas vocês não vão conseguir encontrar as instruções, e mesmo conseguindo isso requer um certo tempo e eu não posso correr o risco de que Mathew volte.
—Justamente por isso que vamos encontrar uma forma melhor, mas antes de coloca-los à sua disposição preciso de uma prova de que você será leal a mim e seguira minhas ordens.
—Vai ter sua prova de lealdade mas vai ter que provar sua força, não vou me deixar dominar facilmente, só vou seguir alguém que realmente me prove que é capaz de me superar e liderar.
—Muito bem, vamos duelar se eu ganhar você me jura lealdade eterna.
—Perfeito e se você perder eu me torno o novo líder e todos vocês vão me seguir.
Eles se encaravam ferozmente, enquanto isso os outros apenas observavam aquela briga por poder com medo de interferir. Aqueles dois eram muito intensos!
—Apenas me diga onde e quando. – Desafiou a menina erguendo uma sobrancelha.
—Na noite de Natal após o toque de recolher, você escolhe o local.
—Na torre leste, temos uma sala grande e bem afastada.
—Mas você não vai para casa em todos os Natais? – Questionou Rose para a Malfoy.
. – Esse ano ficarei no castelo tenho alguns assuntos para resolver. Depois de duelar e colocar o Matt no lugar dele é claro.
O menino apenas riu, estava se divertindo com a situação, não tinha nada a perder. Já Ágata estava apostando toda a liderança que levou anos para conquistar.
—Considerando tudo o que está acontecendo ficarei com você. – De pronto Alex respondeu.
—Com certeza! Jamais vamos deixa-la sozinha aqui e também precisarão de nós para intermediar o duelo. – Comentou Lizzie com Rosie concordando ao seu lado.
Apenas Darla não havia dito nada, seria impossível convencer os pais a deixarem-na ficar em Hogwarts. Só esperava que Malfoy entendesse. Preocupada encarava suas mãos de cabeça baixa, ela queria muito poder ficar e presenciar tudo aquilo, o Natal seria agitado no castelo!
Os dias se passaram e a véspera do Natal chegou. Realmente não teve negociação, os pais de Darla obrigaram-na a ir para casa.Não gostavam de perder a chance de passar um tempo com ela. Chateada acenou para os amigos que ficaram na porta do castelo enquanto ela se afastava.
A volta para casa foi silenciosa e entediante, ela estava sozinha na cabine do trem. Seu coração estava apertado principalmente por ter deixado Alex, adoraria ter passado aquela data com ele. Chegou na estação na estação pegou seu malão e desceu do trem em meio aos alunos que agitados procuravam os pais na estação.
—DARLINHA! – Seu irmão mais novo Greg veio correndo em sua direção quase derrubando-a.
Os pais Ella e John Longbottom, vieram logo atrás do menino, ao seu encontro para um abraço caloroso. Sim, ela era uma Longbottom e parente distante de Neville, o mesmo que ajudara a derrotar Voldemort na batalha de Hogwarts muitos anos atrás. Para ser específica, seu pai era sobrinho neto dele. É claro que a Malfoy sabia desse detalhe sobre Darla, mas elas ignoravam seu sobrenome e sua história de família, para Ágata o que importava era seu sangue puro e sua genialidade com poções.
Além disso seu pai era Auror e devido a isso ela sempre conseguiu informações para a amiga sobre o passado: informações antigas sobre os Comensais da morte e todos os detalhes daquela época e assim o que Ágata não conseguia descobrir com sua família Darla ajudava lendo escondida livros e relatórios sigilosos do escritório do pai.
—Que saudade da minha filhinha! – O pai sorriu abraçando-a mais uma vez.
—Também senti falta de casa. – Mentiu ela.
—E como estão as coisas em Hogwarts? Ganhando muitos pontos para a Lufa Lufa? – Perguntou a mãe orgulhosa.
—É claro. – Respondeu Darla forçando um sorriso.
Mais uma de suas mentiras. Os pais nunca souberam que a menina estava na Sonserina. Não aguentariam saber disso, a família tinha muito preconceito com a casa, diziam que só “gente ruim” saía de lá. Ela ficou tão apavorada quando o chapéu a colocou na única casa que seus pais não queriam que acabou mentindo para ganhar tempo e se preparar para contar a verdade. Cinco anos haviam se passado e ela ainda sustentava aquela mentira. Sua sorte era que seu irmão ainda era pequeno e quando tivesse idade para ir para Hogwarts ela já teria saído, com sorte não descobririam nunca.
Chegaram em casa e ela subiu para seu quarto, o local estava todo decorado com as cores da Lufa Lufa. Franziu o nariz, não aguentava tanto amarelo. Já estava sentindo falta dos tons de verde da sala comunal da Sonserina.
— Adivinha quem vem jantar? – Perguntou sua mãe animada.
—Não sei mamãe, ainda estou me recuperando da surpresa que foi essa nova decoração no meu quarto.
—O Marcus! – Respondeu a mãe quase saltando de empolgação.
Marcus era seu namorado e um dos motivos de ela esconder o que tinha com Alex. Quando completou os onze anos o menino não foi para Hogwarts, simplesmente porque seus pais resolveram educá-lo em casa. Os Skeeter eram muito paranoicos e achavam que a escola não seria um lugar seguro. Eram donos de um pequeno jornal e viviam distribuindo notícias de que ninguém estava seguro e que um dia Voldemort voltaria, jogavam ao mundo bruxo um monte de conspirações malucas e por incrível que pareça, tinham muitos leitores que os seguiam e concordavam com suas teorias. Darla se perguntava o que fariam se algum dia eles conhecessem Ágata.
-Achei que só o veria daqui a dois dias no Natal, mas já que ele vem acho que preciso de um pouco de privacidade para me arrumar e esperá-lo. – Disse empurrando a mãe gentilmente para fora do quarto.
-Estou muito feliz que esteja aqui. – Disse mais velha acariciando o rosto da filha e descendo para o andar debaixo.
Darla ligou o chuveiro e se apoiou na parede deixando a água cair sobre sua cabeça e desejando que poder sumir por aquele ralo. Sua vida estava uma grande bagunça! Ela havia acumulado tantas mentiras ao decorrer do tempo que sentia estar vivendo uma vida dupla. Em casa a menina exemplar da Lufa Lufa, com um relacionamento perfeito que já durava a dois anos. Em Hogwarts a garota da Sonserina, apaixonada por um Goyle, melhor amiga de uma Malfoy e provavelmente com tudo se encaminhando para ajudar se tornar uma espécie de Comensal da Morte. O que mais a assombrava era o medo que tinha de Alex descobrir sobre Marcus, ela não podia pensar na idéia de perde-lo. As coisas estavam apertando e logo ela teria que contar a verdade e escolher um lado definitivo, ou no mínimo dar um jeito de dispensar Marcus Skeeter.
Desceu para o jantar e Marcus veio encontrá-la no meio da escada.
—Meu amor, como senti sua falta! – Disse o rapaz enquanto a beijava.
— Espero que tenha guardado um lugar para mim ao seu lado na mesa. – Disse ela sorrindo.
—Como sempre, minha princesa.
Se encaminharam para a cozinha onde a mãe já estava servindo a todos. Darla cumprimentou os sogros, Allan e Úrsula.
—Querida nos desculpe por aparecermos, hoje sei que deve estar cansada da viagem, mas Marcus estava muito ansioso para vê-la e não podia esperar.
Se Darla bem a conhecia, aquilo não fora idéia de Marcus, era Úrsula quem estava ansiosa por arrancar algum escândalo de Hogwarts afim de denegrir a escola.
—Então como andam as coisas por lá? A Malfoy não colocou as garrinhas de fora? – Perguntou ávida por um furo, eles odiavam os Malfoy.
—Na verdade eu quase nunca a vejo e não tenho muito contato com ela. – Disse Darla cortando-a.
—Eu me lembro de Scorpius todo orgulhoso contando para os colegas no Ministério quando a menina foi para a Sonserina. – Disse o pai. – Como se fosse uma coisa boa.
—Por isso que eu escolhi educar Marcus em casa! – Disse Allan orgulhoso. – Não ia permitir que ele se misturasse com esse tipo de gente.
—Eu confio muito em Darla e sei que ela não nos decepcionará. — Disse o pai sorrindo para a filha que retribuiu engolindo em seco.
— Sempre tive curiosidade de conhecer seus amigos de Hogwarts, você nunca fala deles. — Marcus comentou enquanto cortava uma fatia do assado em seu prato.
—Verdade filha! Alguém de família conhecida? – Perguntou a mãe.
—Um Potter talvez... – Disse Úrsula sorrindo com olhos brilhando só de pensar na possibilidade.
—Sinto em lhes informar que não tenho muitos amigos, e os que tenho são de família trouxa. Vocês não conhecem as famílias e nunca os convidei para vir aqui porque eles passam as férias e feriados no mundo trouxa. – Disse ela aliviada por seu raciocínio rápido.
—Não falei que essa menina era meu orgulho! – Disse o pai feliz por saber que sua filha se relacionava com nascidos trouxa.
Darla encheu a boca com purê de batatas antes que alguém lhe fizesse mais alguma pergunta. Sua cabeça latejava, sentia um aperto em seu peito, não sabia como iria aguentar mais três dias com aquelas pessoas e toda aquela bagagem de mentiras que vinha acumulando nos últimos anos. Se perguntava como estariam seus amigos em Hogwarts.
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