Notas iniciais
Voltei, meu amores! Acharam que eu não ia postar mais né? Aqui estou eu, porque eu sou duro na queda. Uns avisos: "Açúcar" é atualmente minha fic com o melhor desempenho. Vocês conseguiram elevar todos os meus comentários, acompanhamentos, favoritos, recomendações e visualizações. Obrigado a cada um de vocês leitores que me fazem crescer a cada dia nesse pequeno site. Se continuo postando fanfic e tendo ideias, é por culpa de vocês. Espero nunca perder de nenhum de vocês nas minhas próximas fics. Semana passada eu não postei capítulo porque meu computador tá com um problema na tecla "Alt Gr" e eu uso ela para fazer os pontos de interrogação, mas eu já arranjei outro modo, então tá tudo certo. Sem contar que era semana de provas na escola, então já viram... Capítulo dedicado a Bia e a KlaineManiac que recomendaram a fic semana passada. Obrigado meu amores, saibam que vocês sambam em quesito leitoras ♥ Agora deixa eu calar a minha boca, porque faz tempo que não tem capítulo. Boa leitura. Lumos!

Depois de um jantar reunidos, enquanto os meninos estavam na casa da árvore, Blaine e Kurt estavam sentados no jardim sentindo a tranquilidade da vizinhança. Por um longo momento Kurt ficou observando Blaine, que se mantinha pensativo desde o jantar.

– Eu sou um pai ruim? – Perguntou se virando para o castanho.

Kurt ficou surpreso. Não que Blaine fosse um pai ruim, ele talvez só não fosse um exemplo, mas dizer aquilo não iria ajudar o moreno ou deixar Kurt em paz com sua resposta.

– Por que diz isso?

Blaine demorou para responder e quando fez, veio depois de um longo suspiro.

– Tenho pensado no que você disse quando transformou o quarto do Ian. – Ele nem ao menos olhava Kurt nos olhos. – E quando você estava fora para as férias, quando todo aquele nosso momento acabou, achei Ian distante e talvez o silencio fosse minha culpa. Também quando vi ele chorando numa estação de trem por uma coisa que eu não tinha dimensão da diferença que fazia na vida dele. Foi realmente péssimo. Então eu fico me perguntando se eu realmente sou um pai para ele, porque pais dão suporte aos filhos quando eles precisam, estão ali para eles quando eles mais precisam, mas quando vejo Ian de outra forma que não seja feliz, eu simplesmente travo. Não sei se é pela ideia de me incomodar em ver o meu menino daquele jeito ou por não saber o que fazer e acabar piorando. – Blaine sentiu uma lágrima escorregar por sua pele. Era realmente difícil admitir aquilo em voz alta.

Kurt involuntariamente pegou a mão do moreno.

– Olhe para mim. – Pediu Kurt. O Anderson virou a cabeça enquanto engolia em seco e abria seus olhos marejados. – Eu sei como se sente.

– Oh, por favor. – Blaine encarou a grama.

– Não, é sério. Eu realmente sei. – O castanho deu uma rápida olhada para trás, em direção a casa da árvore e em seguida voltou para Blaine. – Quando August era pequeno, eu não sabia como lidar com tantas coisas. Era mais fácil decorar dez peças do Shakespeare, do que me lembrar dos cuidados que eu precisava ter quando trocava a roupa dele, dava banhou ou preparava a mamadeira. – Kurt mordeu o lábio inferior. – E ver Sebastian conseguindo tudo com tanto sucesso me deixava preocupado. Me questionava se aquilo, se ser pai, era para mim. Foi então em um dia qualquer, onde Sebastian estava trabalhando em outra cidade e August começou a chorar. Eu fiquei desesperado. Tentei faze-lo comer, verifiquei a fralda, coloquei a chupeta de volta na boca dele para que ele voltasse a dormir e nada funcionava. Então por instinto ou algo assim, comecei a cantar para ele e ele se silenciou para prestar atenção. Enquanto eu cantava aquela música, eu percebia que eu estava ali por ele, não fui atrás dele porque ele estava chorando, mas sim porque meu instinto de pai me dizia que algo estava errado com uma parte de mim.

– Acho que acabei acordando tarde demais para isso... – Blaine encarou seus pés.

– Não, Blaine. Você não percebeu tarde, você percebeu. Isso é o que importa. E você quer mudar a situação. Entende o que eu digo? – O moreno concordou. – O que eu tenho para te dizer é que Ian é um menino incrível. Ele tem um poder de fazer todo mundo gostar dele por onde ele passa. Só que talvez você tenha se esquecido disso. Não deixe aquele menino crescer, ir para uma faculdade e nunca mais “voltar”. Porque você piscou os olhos, o doce Ian já está casado e com um terceiro filho a caminho. Passe mais tempo com ele! Aproveite ele e agradeça por ele ainda se importar com sua ausência, porque outras crianças simplesmente aceitariam o fato e diriam que seu pai não as amam. – Blaine concordou enquanto chorava ainda mais. – Para aquele menino, não importa o tamanho do presente, o que importa é o significado das palavras que vem dentro do cartão. Se lembre disso. Ele só quer o pai dizendo que o ama e lhe dando um abraço forte quando tiver um pesadelo ou o machucarem na escola. Da mesma forma que você se importa em ficar comigo e demonstra toda a preocupação em me fazer sentir seguro, vai tirar de letra como expressar o amor que tem por ele.

Blaine observou o castanho com cuidado. Kurt era tão certo de tudo. Ele sempre dizia a coisa certa, fazia a coisa certa e conseguia fazer com que Blaine se sentisse certo. Kurt o completava, porque enquanto ele tinha o medo, Kurt vinha a coragem que ele precisava, assim, completando ele.

O moreno pegou as duas mãos de Kurt e beijou as costas da mão delicadamente. Quando se separou, o castanho olhou para trás. Os meninos estavam no interior da casa.

Kurt se aproximou de Blaine e deu um rápido beijo em seus lábios, sentindo o sabor do Anderson por mais uma vez. Blaine afirmava sua tese: Kurt sempre fazia a coisa certa.

[...]

– Blaine? – Perguntou August conforme ia adentrando o escritório do vizinho. O moreno estava sentando atrás de sua mesa.

– Oi, August. Sente-se. – O moreno indicou a cadeira, em seguida retirou os óculos e entrelaçou os dedos em cima da mesa.

– Meu pai disse que você precisa da minha ajuda. Tem algo a ver com Ian? – O menino sentia-se um completo estranho conversando Blaine quando os dois estavam sozinhos.

– Mais ou menos. – Blaine respirou profundamente, reunindo as palavras. – Conversei com seu pai sobre minha relação com Ian. Eu sabia que eu tinha alguns problemas de comunicação com ele. – Nesse momento, Blaine viu August erguendo uma sobrancelha. – Eu sei que não são poucos, ok? – O menino sorriu. – Mas eu não sabia que o perturbavam tanto e o deixavam tão triste. Então, seu pai me aconselhou, dizendo que deveríamos passar mais tempos juntos. Com isso em mente, ontem me veio a ideia perfeita e preciso de sua opinião.

Antes que Blaine pudesse mostrar o monitor para o menino, as palavras de August o fizeram parar.

– Eu posso dar minha singela opinião? – Blaine um pouco surpreso, concordou vagarosamente. – Não acho que você seja um pai ruim ou coisa do tipo, apenas acho que você perde oportunidades algumas vezes. Para mim foi tão maravilhoso conhecer Ian e ele é tudo isso com base no que ele aprende com você. – Blaine olhou rapidamente para seu colo. – Provavelmente meu pai não foi tão fundo, mas eu nunca tive papas na língua e não vai ser agora que eu vou ter. Ian é nada para Scott, ele não conhece a mãe e só tem você para correr quando as coisas ficam difíceis, mas você parece que nunca está lá para ele, exemplo disso foi toda a história com o Harry Potter. – Blaine se sentia suas bochechas ficarem vermelhas. – Esteja lá para Ian quando ele cair, porque é a única coisa que ele deseja. Porque talvez um dia ele caia, mas não será você quem ele pedirá ajuda, porque por vários anos ele teve que aprender a se virar sozinho.

Um silêncio invadiu a sala. Blaine mordia seus lábios, enquanto August tentava o encarar nos olhos. Ele sentia como se tivesse falhado como pai. Aquilo havia sido seu sonho por tantos anos, mas agora outro sonho estava atrapalhando isso.

August se levantou, foi até o homem e o abraçou por alguns instantes.

– Obrigado. – Disse Blaine. – Pela sinceridade.

– É isso! – Exclamou o menino.

– Eu sei, eu só estou...

– Não, não, não isso. Isso! – Blaine tirou os olhos de seu colo e olhou para o menino. August apontava para o computador. – Ele vai adorar! Não chega nem perto do que um dia ele imaginou, mas nessa situação é literalmente o melhor que você pode fazer. Blaine, você conseguiu! Você se superou! – August abraçou o homem novamente, mas mais rápido.

– Sério? B-bom, seu pai disse que eu deveria achar um modo de me conectar mais a ele, ter algo para conversar... Como eu não tinha dado o presente dele ainda, acho que essa vai ser uma boa. – Blaine se recompôs enquanto o menino observava o computador. – Foi por isso que eu te chamei. Preciso de um jeito para dizer a ele e talvez você pudesse me ajudar.

Apesar de ter visto uma aba do Youtube com o nome de seu pai nele e viajado por um momento, August havia escutado as palavras de Blaine.

– De jeito nenhum. Você já fez tudo isso sozinho e executou maravilhosamente. Surpreenda ele da melhor maneira que você achar. – Blaine ia protestar, mas o menino começou a se afastar da mesa. – Pegue os conselhos do meu pai e os meus e ache a melhor maneira de agradar ele. – O menino abriu a porta, deixando apenas a cabeça para dentro da sala. – Boa sorte.

Blaine bufou e afundou na cadeira. Enquanto ele observava o monitor, ele notou que havia deixado um dos vídeos de Kurt abertos. Por um longo momento o moreno se perguntou se aquele foi o motivo pelo qual August havia ido embora; e sim, se ele tivesse ido contar para Kurt.

– Droga! – O moreno cobriu os rostos com as duas mãos. Se os meninos descobrissem agora da situação de Blaine e Kurt, o castanho iria virar uma fera.

[...]

– Como anda as coisas com seu pai? – Perguntou August, enquanto Ian e ele voltavam da escola.

– As mesmas. – August se segurou para não rolar os olhos. – Mas nada de diferente. Antes assim do que pior.

– Quem sabe as coisas não mudem? Talvez a resposta de tudo esteja mais perto do que você imagina... – O menino tentou animar Ian.

– Claro. – Ian apenas não queria mais botar fé ou esperar por algo que não iria acontecer.

O ônibus entrou na rua dos meninos e eles logo ficaram em pé para sair. Eles atravessaram o corredor e ficaram de frente para a porta. O ônibus parou e os dois saltaram. Cada um atravessou seu jardim.

– Vamos fazer alguma coisa amanhã? – Perguntou August abrindo a porta da própria casa.

– Não sei. Pensou em alguma coisa? – O outro castanha gritava de volta.

– Lanchonete? – Perguntou não botando muita fé na ideia.

– Pode ser. Depois podemos andar de bicicleta perto do parque?

– O senhor é quem manda. Até o jantar. – O Hummel entrou em casa.

– Ian? – Chamou Blaine assim que ouviu a porta sendo aberta.

– Eu? – Respondeu ele. Blaine andava tão calado que o garoto até estranhou aquilo. – Onde você está?

– No andar de cima. Venha aqui, preciso de sua ajuda. – Gritou o moreno de volta.

O menino deixou seus sapatos e sua mochila no canto do corredor e subiu as escadas correndo. Chegando no quarto do pai, o viu em cima da uma mala, tentando fecha-la.

– Uh... Vai viajar novamente? – Perguntou o garoto um pouco triste.

– Não. Sente-se aqui em cima, por favor. – O menino fez. – Nós vamos viajar.

– Eu não sei se quero ir para Los Angeles, principalmente agora com os conteúdos de provas. – Disse o menino um pouco preocupado.

– Imaginei que não. Mas não estamos indo para tão longe quanto pensa. – O moreno fechou a mala e o filho saiu de cima dela. – Vamos de carro. – O homem pôs a mala de pé.

August deixou suas sobrancelhas se erguerem. Blaine não estava brincando.

– Posso saber para onde estamos indo pelo menos?

– Nenhum lugar de especial, é que o Ministério quer falar comigo sobre meu emprego, então talvez eu não precise mais sair da Flórida para resolver os casos. – O menino ficou desanimado. Ele achou que ele e o pai iam pelo menos se divertirem, mas pelo menos iam ficar juntos por um final de semana. – Arrume suas malas, sairemos daqui a pouco. – O menino concordou em silencio e foi para a porta do quarto. – Ah, quando terminar, desça e entregarei seu presente.

– Tudo bem. – O menino foi direto para o quarto. Assim que chegou lá, encontrou duas malas prontas e uma pelúcia do Dobby em cima de uma delas. – O que é isso? – Se questionou enquanto ia andando em direção a pelúcia.

Embaixo dela, se encontrava uma carta. O menino viu que ela havia sido escrita “por” Dobby. Com um sorriso curioso no rosto, ele abriu a carta e começou a ler.

Um dia disse a Harry Potter para não ir para Hogwarts pois um grande perigo o aguardava. Naquele ano, o senhor Harry Potter viveu uma aventura e teve provas de quem eram seus amigos de verdade.

Dobby sempre soube que Harry Potter era especial, mesmo antes de liberta-lo do seu ex senhor. Dobby também sabe que Ian é um menino valioso e importante e que em seu coração, só há coisas boas, que deixam seus amigos e pai muito orgulhosos.

Com um pedido de ajuda do senhor Blaine, Dobby veio te pedir: não vá para a cozinha

O menino deixou seus olhos correrem pela carta. O menino pegou a pelúcia e saiu correndo para a cozinha. Quando chegou na cozinha, não notou nada de diferente, a não ser uma caixa em cima da mesa, que novamente continha uma carta por cima.

O menino se aproximou e abriu a caixa. Dentro, havia um grande bolo rosa, com os dizeres em verde: “Felizes Aniversários, Ian”. O menino foi atrás do cartão para uma explicação.

“Quero começar dizendo que eu não tenho segredo nenhuma para dizeres e mesmo se dissesse, não diria para vocês e não adianta perguntas.

Olár, Ian. Desculpe pelo meu bolo, acabei deixando meu guarda-chuvas em minha motocicleta, então não tive como arrumar. Mais quero dizeres que andei falando com seu país e descobri que você é muito parecido com Harry; e quem se parece com Harry, merece ser meu amigo.

Vim dizeres que você não pode ir para armário embaixo da escada sair. Vá direto para seu quarto e fique lá. Não estamos em tempos seguros. Algo terrível se aproxima para o herdeiro distante de Harry Potter senhor.

Com carinho, Hagrid.”

O menino voltou a correr, mas desta vez foi para o armário debaixo da escada. Houve um destaque entre os casacos pretos de seu pai e a carta branca. Ele abriu a terceira carta.

Espero que minha carta tenha chegado a tempo, minha nova coruja se parece um pouco com Errol.

Olá, Ian. O mundo da magia não para de falar sobre você. Dizem que você é... Bom, não posso dizer no momento, mas creio que nos encontraremos em pouco tempo para confirmar os rumores. Consigo sentir isso até em minha cicatriz.

Seu pai me mandou algumas corujas e soube que era você... Olha eu me entregando novamente... De qualquer forma... Tenho uma mensagem para você: Não saia de casa até que eu vá lhe buscar. Mas enquanto isso, procure Hermione por sua casa, ela saberá lhe explicar como serão seus próximos passos”

Ian leu a última parte novamente. Como ele acharia Hermione? Ele já havia passado por toda a casa. Hermione gostava de livros, mas o seu quarto só tinha a mensagem de Dobby.

Livros. Livros. Escritório.

Sem olhar para ler a assinatura, o menino correu para o único lugar na casa que ainda havia livros. O menino abriu a porta do escritório do pai, que sempre ficava trancada, e entrou.

Uma bagunça. Livros no chão, papeis amassados por toda a parte, cortinas amarradas, cadeira e mesa viradas e em cima de outros móveis. Aquela não era Hermione. O menino foi entrar no quarto, mas antes que fizesse, foi olhar por onde estava andando, quando viu uma carta rasgada aos seus pés. Nela havia a assinatura de Hermione. Ele a pegou e analisou.

Quem poderia ter feito aquilo? Ele voltou o seu olhar para a sala, mas só depois notou que a estante havia sido mexida. Ele não sabia se havia sido seu pai, porque faz tempo que ele não entrava no cômodo, ou a pessoa que bagunçou a sala.

O menino foi até a estante vazia e olhou por trás dela. Arranhada, havia uma mensagem.

Jamais vai ler a carta da sangue-ruim. Hahahaha.

E espero que nunca seja inteligente o suficiente para achar isso.

Com toda a raiva, Pirraça”

– Eu não acredito! – O menino por um momento se esqueceu que Pirraça não existia. – O que eu vou fazer agora?

Nesse momento, uma coisa tocou a janela. O menino foi em direção ao som, desamarrou as cortinas e deu de cara com uma coruja branca que segurava uma carta no bico. O Anderson abriu a janela e pegou a carta, quase no mesmo instante, a coruja voou para longe.

Ele abriu a quarta carta.

São tempos ruins. Estão atrás de você Ian. Minha única dica é que fique com seu pai, pois eles estão chegando.

– Ron”

O menino correu para o quarto do pai. O quarto estava vazio. Sem malas e sem seu pai. O menino correu para o próprio quarto. Suas malas também haviam sumido. O menino começou a correr para o andar de baixo.

– Pai? – Ian queria entender porque surgira um frio em sua barriga. – Pai?!

– Petrifucus Totatulus! – Anunciou Blaine, quando o menino estava no topo da escada. Mais por surpresa por ver o pai em uma roupa da Lufa-Lufa e segurando uma varinha do que por obedecer o feitiço, Ian congelou.

– Pai, o que-

– A-há. – O homem pedia que o menino se calasse. – Preciso dizer algumas coisas antes. – O homem tomou um pouco de ar. – Eu sinto muito. – Ele fez uma nova pausa. – Eu nunca quis te ver daquele jeito, nunca quis te ver triste, longe e não poder fazer nada. Você foi sempre o que eu quis. Se eu não fosse advogado, eu provavelmente me contentaria e viraria cantor ou sei lá, mas não ter o meu Ian, o menino que sonho desde que era um pouco mais velho que você, iria me matar todos os dias, porque sem você, minha vida não adiantaria de nada. – Blaine já estava chorando. – Eu sou capaz de me atirar em frente à uma bala para te salvar, sou capaz de pular de um avião sem um paraquedas para ajudar o seu abrir e sou capaz de te amar tanto, que um Avada Kedavra iria criar apenas uma cicatriz em sua testa caso fosse lançado contra você. – Ian que já tinha os olhos marejados, deixou a primeira lágrima cair. – Eu não sou um exemplo de pai, sei disso, mas hoje estou aqui para mudar tudo e fazer essa próxima semana a melhor de sua vida, passar cada segundo com você e aproveitar o menino maravilhoso que eu tenho orgulho de chamar de filho. Novamente, eu sinto muito pela dor e solidão que te causei, mas aqui estou eu, outro bobão da Lufa-Lufa, pedindo desculpas e querendo consertar minha bagunça. Você desculpa seu pai? – Perguntou Blaine de braços abertos.

O menino ficou encarando o rosto do pai. Tudo o que ele sempre quis, estava realmente acontecendo. Ele poderia ter ido pra Hogwarts, mas nada iria se comparar com aquele sentimento.

Ian voltou a descer as escadas e pulou nos braços do pai. Os dois se abraçaram com todas as forças. Blaine seria eternamente grato à Kurt e August. Eles trouxeram sentido a família dele novamente. Ele não pretendia soltar o filho tão cedo, mas o menino se separou, segurando os ombros.

– Não tem o que desculpar se me lançar um Obliviate. – Ian estava testando o pai.

– Eu não seria capaz. – Respondeu o moreno dando mais um abraço no filho. O homem colocou o menino no chão. – Gostou da surpresa? – Ele foi até a sala.

– Jamais imaginaria que estivesse lendo os livros. – Disse seguindo o pai, mas logo o homem voltou, com ele, sua capa, uma camisa branca e sua gravata da Grifinória. – É sério que vamos viajar fantasiados?

– Claro. Vai ser essencial. Assim chegaremos mais rápido. – Brincou Blaine enquanto se abaixava e ajudava o filho a trocar a camisa. – E só um complemento do que disse: eu não li os livros, só vi os filmes.

– Mas como você sabia do Pirraça? – Blaine agora colocava a capa no garoto.

– Eu não li, mas Kurt leu. – O moreno piscou para o filho.

– Ah sim. Isso explica a carta do Ron... – O menino sabia que havia algo de errado. Por fim, Blaine colocara a gravata vermelha e dourada. – Ok. Podemos ir agora? – Blaine tirou a varinha de Ian do bolso e o entregou. – É sério mesmo? – O garoto sorria largamente.

– Qual o feitiço fazemos quando uma porta está trancada? – Blaine acabou soando um pouco alto.

– Alohomora.

No mesmo instante, a porta da casa se abriu e eles puderam ver a imagem de Kurt e August. Kurt estava com o uniforme da Corvinal e August com o da Sonserina. Ian ficara mais confuso ainda.

– Eles estão indo? – Perguntou para o pai. – Você sabia disso? E você realmente é da Sonserina?

– Em primeiro lugar, não, não sabia. Segundo, não sei nem o que significa isso, mas eu sempre gostei de verde e estou melhor que os três juntos. Aposto que faço umas magias bem loucas. – Disse ele balançando a varinha em sua mão.

– Não sou Chapéu Seletor, mas ele te colocou no seu devido lugar. – Brincou Ian.

– Ian, o carteiro acabou de deixar isso para você. – Disse Kurt, com um envelope me mãos. O menino o pegou. Era de Blaine.

– Você me mandou uma carta?

– Abra. – Pediu Blaine sorrindo.

O menino abriu a carta. Dentro dela havia diversos bilhetes. Quando o menino puxou o primeiro, viu que um ingresso. Eram ingressos do parque do Harry Potter em Orlando.

– Isso-

– Sim. – Respondeu Blaine.

– Nós-

– Sim. – Respondeu Kurt.

– E-eu-

– Pelo o amor do Harry Potter, sim Ian, estamos indo para Orlando! – Gritou August.

Blaine se abaixou ao lado do menino.

– Qual a melhor forma de um pai e um filho fazerem as pazes do que em um parque do Harry Potter?

– Ai meu Deus! – Ian pulou no pescoço de Blaine e o abraçou. – Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Você é o melhor pai do mundo! Eu sei que isso agora pode soar ridículo, mas um pai que admite suas falhas e faz isso, é com certeza o melhor pai do mundo.

Pronto. O dia, a semana, o mês, o ano e a vida de Blaine já estavam feitos. Ele sentiu seu coração se encher ao ouvir aquelas palavras.

Notas finais
Basicamente foi isso. Próximo capítulo/parada: PARQUE DO HARRY POTTER! Até a domingo que vem meus amores. Nox!