Notas iniciais
ERA MENTIRA!! Hahahaha. (Continuação do post do KLM) Capítulo fofo para vocês. Sinto muito por ser tão tarde amores, mas me distraio fácil... Boa leitura. Lumos!

– Pai. – Chamou Ian indo à cozinha com alguns envelopes em mãos. – O carteiro deixou algumas cartas para nós. – O menino se sentou ao lado pai na mesa e colocou os envelopes ao lado do computador do pai.

Blaine olhou para os envelopes e depois sorriu para o filho, bagunçando os cabelos dele. O homem começou a olhar os remetentes. Alguns eram bancos, outros provavelmente eram clientes, mas no meio de tudo isso, só algo havia chamado a atenção do moreno, uma carta de “Nick Sterling-Duval”.

O advogado rapidamente começou a rasgar o envelope, para descobrir que lá dentro, havia uma foto de Nick e Jeff nos tempos da Dalton, com os dizeres: “Nos vemos logo, tio Blaine”. E no canto da foto a assinatura da família inteira, inclusive os pequenos gêmeos.

– Seus tios Nick e Jeff vão vir nos visitar. – Anunciou Blaine ainda olhando para a foto.

– Jura? Quando? – Disse o menino se apoiando sobre o braço do pai, para poder ver a fotografia.

– Aqui não tem data... – Blaine disse procurando alguma pista de quando os amigos viriam para sua casa. O Anderson sabia que o correio do país não era dos melhores e julgar hoje ser sexta feira, provavelmente os amigos estariam chegando no dia seguinte. – Eu acho que amanhã. Começa o final de semana, seu tio Nick ainda é professor, se lembra?

Três batidas vieram da porta de entrada.

– Acho que August chegou. – Disse Ian se levantando.

– Não é August. – Afirmou Blaine pousando a foto sobre a mesa.

– Como sabe? – Gritou Ian enquanto andava pelo corredor da casa.

– August não bate na porta. E há outro detalhe, quando estava no Ensino Médio, dividia o dormitório com Jefferson Sterling e conheço bem essa batida na porta. É da exata pessoa que batia na nossa porta as oito horas da manhã em um Domingo com chuva, para assistirmos filmes o dia inteiro.

Ian rolou os olhos para o pai, que vinha no corredor com as mãos no bolso, e girou a maçaneta, dando de cara com os tios.

– Surpresa! – Gritaram Nick e Jeff.

Ian olhou para trás em choque com pai, que apenas deu os ombros. Blaine sorriu e começou a se aproximar dos amigos.

– Se estivessem apostando corrida com a carta de vocês, vocês teriam perdido. – Afirmando o moreno abraçando o melhor amigo, Nick.

– E você acha que gastaríamos com correio sabendo dos correios desse país? Por favor. – Brincou o castanho. – Quando vimos o seu carteiro se aproximando, pedimos para ele misturar nossa carta com suas dívidas e cartas de prisioneiros que juram sua morte. — Brincou Nick, mas Ian não gostou muito, porque olhou para o pai preocupado.

Blaine levantou uma sobrancelha para o amigo e trouxe o filho mais para perto de sua perna, tentando acalma-lo. Nick deu um sorriso sem graça.

– Então esse é o meu sobrinho? Não pode ser, está muito crescido para ser o pequeno Ian. – Jeff se abaixou na altura de Ian, que sorriu. – Ouvi muito de você, inclusive que é fã de um famoso bruxinho. – Ian corou e abraçou mais o pai.

– Falando em filhos, cadê os gêmeos? – Perguntou Blaine para Jeff.

– Jacob está trazendo. – Disse Jeff ainda na altura de Ian. – Junto com o presente que trouxemos para esse menininho aqui. – O loiro bateu o indicador em cima do nariz de Ian, antes de olhar para trás.

Todos os quatro olharam para uma figura loira empurrando dois carrinhos de bebês. Jacob era muito alto, músculos evidentes, tinha uma cara de inocente. Ele estava vestido com botas marrons, uma camisa xadrez e um macacão jeans.

Blaine não tinha muita certeza do que aquilo significava, já Ian achava que o rapaz tinha saído de um livro de histórias infantis.

– Boa tarde, senhor. – Disse Jacob com o sotaque mais caipira que Blaine já havia escutado. – Olá, menininho. – Disse olhando para Ian, que sorriu e acenou com a mão.

– Blaine, esse é Jacob. Ele é meu primo do interior do Texas e babá por determinado tempo. Isso seria eu, caso minha mãe tivesse o sonho de ir para Los Angeles. Sem ofensas, Jake. – Jeff disse olhando para o primo.

– Carece, não, primo. – Blaine sorria, mas seu interior pedia para levar Jacob para um fonoaudiólogo. Jacob abaixou para pegar um pacote azul no carrinho. – Aqui. – Disse ele entregando para Jeff.

O loiro pegou o pacote e logo repassou para Ian. Que aceitou o presente.

– Espero que goste e que não seja repetido. – Falou Nick sorrindo.

O castanho começou a rasgar o papel azul, que revelou uma caixa preta escrito “Harry Potter” em prata. Ian levantou uma sobrancelha e logo abriu a caixa preta. Dentro dela havia um cachecol verde e cinza.

– Oh-ow. – Blaine cobriu a boca para não mostrar o sorriso.

– O que foi? Ele já tem um desses? – Perguntou Jeff, olhando para o menino.

– Não. Se eu entendi bem, o grupo da cor verde não é o grupo de Ian. – Falou ele olhando para os sorrisos que iam se desmanchando do rosto dos amigos. – Ele é do grupo amarelo.

– Lufa-Lufa? Achei que por ser filho do Blaine, haveria um pouco de Draco Malfoy em você.

– Eu sou Grifinória. – Disse Ian olhando para os tios.

– Opa... – Nick coçou a nuca.

– Mas não tem problema. Eu gostei. Irei guardar com muito carinho. – Disse ele sorrindo com sinceridade para os tios, que também sorriram. – Poderei usar como item decorativo, então eu creio que meu pai irá precisar comprar os cachecóis do “grupo azul” e do “grupo amarelo”, não é paizinho? – Disse o menino sorrindo ironicamente para o pai.

– Sobrou para mim. Ai que maravilha. – Blaine olhava para Nick como se fosse o matar.

Enquanto os amigos entravam na casa de Blaine, um certo Hummel continuava a olhar pela janela, a movimentação no quintal do vizinho.

[...]

– Então, Blaine. – Jeff chamou a atenção do moreno, depois que todos já haviam almoçado e só sobraram Blaine, Jeff e Nick na cozinha. – Nick me contou sobre o tal Kurt. Quando vamos conhece-lo? Quero ver se poderei aprovar ele como seu namorado. – Brincou o loiro enquanto secava a louça do almoço.

– Não estamos namorando. – Disse Blaine guardando os pratos na prateleira do armário.

– Como não? Já faz dois meses que você me ligou para falar sobre ele. Vai me dizer que ele não aceitou seu pedido de namoro? – Perguntou Nick, que lavava a louça.

– Não é isso. Kurt está tendo uma vida muito complicada desde que se mudou. Kurt ficou viúvo no ano passado, o filho dele é pouco arteiro e o que lhe causa preocupações as vezes, sem contar aquele assunto do Cooper que eu te contei, lembra? – Perguntou Blaine olhando para Nick, que concordou com a cabeça. – No dia dos namorados do ano passado, foi o dia em que o ex-marido dele morreu, então ele estava meio sensível naquele dia. Ele só aceitou passar a noite comigo, porque não queria ficar sozinho no quarto se lembrando do ex. – Blaine bufou e olhou para os amigos. – O pai dele morreu mês passado. – Jeff levou a mão a boca. – No leito de morte, o pai dele juntou nossas mãos e pediu que eu cuidasse dele. Então é isso que eu venho fazendo, me certificando que tudo está bem com ele, ao invés de querer assumir alguma coisa ele. – Blaine deu um riso fraco. – E tem mais, Sebastian, o ex-marido dele, foi o primeiro tudo dele. Tudo. Kurt sempre quis ter certeza que estava no caminho certo e que a relação tem futuro. Então, eu só tenho que fazer o que eu estou fazendo e aguardar o próximo passo dele. – Blaine voltou a guardar a louça dele.

– Enfim, já entendi que seu relacionamento com ele é como uma montanha-russa, mas eu preciso ver ele. Saber se ele é bonito, se ele tem um corpinho legal, porque o que você está precisando é de um cara com um corpinho legal. – Disse Nick entregando uma última faca para Jeff.

– “Corpinho legal”? – Blaine começou a rir.

– Se você não ficar quietinho, vai ter que lavar essa faca de novo, porque eu vou sujar ela já, já com o sangue do seu corpinho legal. – Disse Jeff secando a faca e olhando para Nick, que pedia um selinho. – Mas é sério, Blaine, queremos conhece-lo.

– Tudo bem. Eu já sei. Vou pedir algo emprestado para ele. Eu já volto. – Blaine guardou o último copo e saiu correndo de casa.

O moreno deu algumas batidas na porta do vizinho, até que o mesmo abriu. Kurt estava lindo. Ele estava usando uma calça meio floral, com uma camisa azul bem clara, sapatos marrons e um lenço verde que combinava com exata cor de alguns detalhes da calça. O moreno só ficou surpreso porque Kurt não se vestia assim para ficar em casa.

Blaine?! Oi. – Disse Kurt surpreso, mas sorrindo.

– V-você vai sair? – Perguntou ele um pouco sem graça.

– August pediu que eu fosse com ele no shopping comprar alguns jogos de vídeo game. – Mentiu ele. Blaine continuava a analisar o castanho.

– Se incomoda de me emprestar sua colher de sorvete? – Perguntou ele. Kurt assentiu e abriu passagem para ele.

Os dois passaram pelo corredor, onde era possível ver toda a sala. O moreno viu August jogando vídeo game. Com vários jogos em cima da mesa de centro. Blaine levantou uma das sobrancelhas para as costas de Kurt.

O castanho procurou a colher em uma das gavetas, até que achou e entregou ao vizinho.

– Aqui. – Disse Kurt com um sorriso. Os dois começaram a voltar para porta de entrada, até que Blaine parou para cumprimentar August.

– Olá, August. – Disse ele. August não respondeu, apenas levantou uma das mãos desajeitadamente e acenou rapidamente, logo voltando a segurar o controle com as duas mãos. – O que você gosta de roupas, August de jogos. Porque ele parece ter muitos para quem quer mais. – Blaine levantou uma sobrancelha e sorriu para o vizinho.

– Eu estava falando com ele sobre isso quase agora. Nunca vi menino tão consumista. – Blaine as vezes poderia se esquecer que Kurt era ator e que quando ele encenava, não gaguejava de forma alguma. Blaine riu e acreditou no vizinho.

– Enfim, está saindo agora? Gostaria de te apresentar aos meus amigos. – Perguntou Blaine um pouco esperançoso.

– Na verdade não, August estava pedindo para eu esperar mais um pouco porque ele estava em um tipo de final de fase. – Kurt colocou a mão na maçaneta. – Filho, estou no Blaine, quando terminar seu jogo, vá atrás de mim para podermos ir. – Gritou Kurt.

– Tudo bem! – Gritou o menino de volta.

Kurt fechou a porta e os dois começaram a atravessar os gramados. A porta da entrada ainda estava do mesmo jeito que Blaine havia deixado, o moreno abriu a porta e deixou Kurt passar primeiro.

Como as casas eram iguais, os dois andaram mais um pouco até chegarem a entrada da sala. Todos estavam lá, inclusive Nick e Jeff.

– Pessoal, esse é o Kurt. – Disse Blaine indicando o castanho com a mão.

– Oi. – Disse Kurt um pouco envergonhado. O castanho tinha deixado suas bochechas ficarem um pouco coradas com tantos olhares sobre ele.

Nick e Jeff quase deixaram seus queixos caírem. Kurt era lindo. Ele não era nem um pouco parecido com quem eles haviam pensado, porque na verdade eles haviam misturado um pouco de cada ex de Blaine, mas Kurt definitivamente era algo novo e melhor.

Jeff estava até um pouco sem graça, já que ele estava apenas com uns jeans comuns, tênis e um moletom e ver Kurt daquele jeito, depois de ter passado por todos aqueles problemas, o fazia pensar como Kurt estaria se estivesse passando por bons tempos.

Nick estava impressionado. A julgar pela calça justa, Kurt definitivamente havia passado no teste do “corpinho legal”. Blaine provavelmente estaria em boas mãos. O castanho olhou para o melhor amigo e piscou para ele. Blaine ergueu as sobrancelhas para perguntar se Nick tinha certeza, o castanho concordou vagarosamente com a cabeça.

Blaine tirou os olhos de Nick do outro lado da sala e viu Jacob sentando no sofá, sem tirar os olhos de Kurt. Sem contar que o loiro tinha um sorriso no rosto. Blaine franziu a testa e começou a tirar Kurt do campo de visão do texano. O Anderson levou o vizinho até os amigos, que apertaram as mãos uns dos outros.

– Kurtie, olha o que eu ganhei. – Ian chamou a atenção de Kurt e lhe mostrou o cachecol. – Tio Nick e tio Jeff que me deram. – Kurt se abaixou na altura do menino, que estava sentando no chão, junto a Wendy e Peter.

– É lindo, Ian. – Enquanto os dois conversavam. Blaine, Nick e Jeff não paravam de fofocar sobre Kurt.

– Oh, se é. – Concordou Jacob. Quando Kurt olhou para ele, o loiro arregalou os olhos. Aquilo não era para ter saído em voz alta. O loiro ficou corado e abaixou a cabeça, olhando para os gêmeos. Kurt sorriu para o homem.

– Kurt, vamos lá na cozinha. – Disse Blaine olhando para Jacob, enquanto mordia o canto da boca.

Se Jacob não parasse, Blaine ao invés de leva-lo para um fonoaudiólogo, o levaria para uma mesa de cirurgia.

[...]

Won't you come on and come on and raise your glass
Just come on and come on and raise your glass
Won't you come on and come on and raise your glass for me
Just come on and come on and raise your glass for me

Conforme os três amigos pararam de cantar, foram aplaudidos por Kurt e Jacob, um pouco desajeitadamente, pois os dois seguravam taças com vinho. Já eram quase onze horas da noite e Kurt ainda estava com eles. O castanho acabou se esquecendo de que teria que ir ao shopping, já que August não havia vindo-o chamar o dia inteiro.

Durante toda música, Blaine percebeu que Jacob não parava de encarar Kurt ao seu lado no sofá. O loiro tinha um sorriso para o castanho, que parecia notar e não se importar. Mas o moreno estava se importando e muito. Sim, Blaine estava com ciúmes. Ele tivera muito trabalho para um caipirinha, que gosta de bancar o fofo, ficar se derretendo para Kurt.

O castanho olhou em seu relógio.

– É oficial. August passou a perna em mim novamente. – Kurt rolou os olhos.

– August? – Perguntou Jacob ao lado dele. – Seu namorado?

– Não. – Kurt deu uma gargalhada gostosa. – August é meu filho. – Disse Kurt olhando com compaixão para o texano. Jacob concordou com a cabeça e voltou a olhar os gêmeos.

– Kurtie, poderia cantar para mim? Estou com sono. – Perguntou Ian enquanto coçava um dos olhos.

– Blaine vamos trocar de filhos. O seu está indo dormir cedo em uma sexta-feira, August provavelmente vai passar metade da madrugada jogando aquele vídeo game. – Disse Kurt brincando enquanto colocava sua taça em cima da mesa e se levantava do sofá. – Tudo bem. Vamos, pequeno. – Kurt pegou a mão de Ian e o levou para o “quarto” dele.

– Acho que também é hora dos pequenos irem dormir. – Disse Nick olhando para seu filho, que piscava pesadamente. – Blaine, onde iremos ficar? – Perguntou Nick.

– No andar de cima, primeira porta a esquerda. Como não sabia sobre de Jacob, irei pegar um colchão extra. – Nick concordou com a cabeça.

– Vamos pegar o cercadinho dos meninos no carro, Jacob. – Falou Nick tateando os bolsos. O loiro concordou e seguiu o primo.

Blaine e Jeff se abaixaram para pegar os gêmeos no colo.

– Qual o problema do seu primo? Ficar dando em cima do Kurt? – Perguntou Blaine bem baixinho, para que só Jeff pudesse escutar.

– O que? Ficou doido? Jacob não estava dando em cima do Kurt. – Jeff tinha a testa franzida.

– Lógico que estava. Primeiro ele chamou o Kurt de lindo, quase agora ele praticamente perguntou se Kurt tinha namorado. Ele fez essas coisas o dia todo. – Disse Blaine enquanto balançava o sobrinho no colo.

Jacob e Nick entraram na casa carregando uma armação cinza, que depois de montada, se transformaria em um cercadinho para as crianças dormirem. Blaine e Jeff esperaram os dois subirem para continuarem.

– Blaine, para de ser ciumento possessivo. Jacob é casado e hétero. – Jeff também balançava a filha nos braços.

– Ele é o que? – Perguntou Blaine um pouco incrédulo.

– Ele é casado e hétero. Não reparou no tamanho do anel que tem no dedo dele? Aquilo ali quase ocupa o dedo todo. – Disse Jeff rolando os olhos. – Jacob está com a gente porque a mulher dele está grávida e o único bebê que esse daí sabe cuidar é um bezerro. Ele é assim porque eu e Nick somos os únicos gays que ele conhece, deve ter sido por isso que ele perguntou se August era o namorado dele; e ele também gosta de nos tratar como se fossemos mulheres. E elogiar o Kurt, deve ter sido verdade, ele gosta de elogiar quem é bonito, além disso, os olhos de Kurt são da mesma cor dos da mulher dele.

– Oh... – Blaine estava um pouco chocado.

– Espera, você estava com ciúmes do Jacob? – Jeff começou a rir, quando Kurt saiu do quarto de Ian.

– O que eu perdi? – Perguntou Kurt. Antes que Jeff pudesse dizer alguma coisa, Blaine se intrometeu.

– N-nada não, Kurt. Peter acabou de se espreguiçar e-e bateu a mão no meu rosto. – Disse Blaine forçando um sorriso. Kurt levantou uma sobrancelha. Ele sabia quando alguém estava mentindo e o Anderson estavam.

– De qualquer forma, Ian já está sonhando com Hogwarts. – Garantiu o castanho.

– E agora é hora dos pequenos aí sonharem com a Terra do Nunca. – Nick pegou o filho do colo de Blaine. – Venha, Peter. Hora de lutar contra o Capitão Gancho. – Os pais dos gêmeos se viraram para a escada e foram em direção a ela.

– Blaine, acho que também está na minha hora. Eu preciso ir dar bronca em August e ver se ele vai sonhar com alguma coisa também. – O castanho se virou para Jacob. – Prazer em conhece-lo, Jacob. – Disse Kurt acenando para o loiro, que pegou a mão de Kurt e a beijou, inocentemente.

– Boa noite, Kurt. – Se despediu ele. O castanho ficou um pouco surpreso e acabou corando.

– Eu te acompanho até sua casa, Kurt. – Disse Blaine cortando a tensão entre eles. Solteiro ou casado; gay ou hétero, Jacob estava muito abusado na opinião do moreno.

Os dois saíram da casa do moreno e foram até varanda de Kurt em silêncio. Kurt parou em frente sua porta e se virou para Blaine. O moreno estava sorrindo para ele.

– O que foi? — Perguntou Kurt passando a mão sobre seu rosto.

– “Ir ao shopping comprar jogos com August”? Você não iria fazer isso, né? August tinha vários jogos. Por que estava mentindo? – Perguntou sorrindo.

– Eu iria ao shopping. – O castanho de fato iria, só que ele iria comprar coisas para o novo dormitório de August, pois quando viu Jacob, achou que Nick e Jeff estavam apresentando alguém ao amigo, então ele precisava se distrair e uma mudança é o que mais distrai Kurt, seja no visual de alguém ou de algum cômodo da casa. – Estava com muita coisa na cabeça. Os jogos eram uma chantagem para August ir comigo.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo.

– Jacob gostou de você. – Blaine disse com um sorriso de canto.

– E você ficou com ciúmes. – Disse Kurt sorrindo.

– O-o que? F-ficou doido? E-eu não. Ele é hétero e casado, não teria porque eu ficar com ciúmes dele. – Blaine bufou, enquanto desviava do olhar de Kurt.

– Eu escutei o final de sua conversa com Jeff. – Kurt estava sorrindo. – Blaine Anderson com ciúmes de mim? — Blaine ficou vermelho de vergonha. Ele não tinha certeza se Kurt estava vendo por conta da luz. – Saiba que não precisa. Te disse que só entro nessas coisas de amor, quando tenho certeza de que tem futuro. Sem contar que não ficaria me fazendo na sua frente e dentro da sua casa. – Kurt sorria para o moreno.

– Espera, então quer dizer que se você só entra nessas coisas de paquera e tudo mais se ver futuro na coisa? E como já viu que não tinha futuro com Jacob, deixou passar? – Kurt concordou com a cabeça. – Isso quer disser que nós dois-

– Boa noite, ciumento. – Kurt beijou a bochecha de Blaine entrou em casa, observando o moreno.

Blaine ficou por bons segundos encarando aquela porta.

Notas finais
De duas, uma: Quem tá vivo levanta a mão e que não está, nós levantamos as varinhas. Música do capítulo: Raise Your Glass: http://letras.mus.br/glee/1842880/traducao.html Espero que tenham gostado. Semana que vem vai vir outro fofinho. (O que tem semana que vem, é citado brevemente aqui, quero ver se alguém vai conseguir adivinhar.) Nox!