Notas iniciais
Olá. Vocês não estão entendendo, pois eu passei a madrugada inteira escrevendo esse capítulo e fiquei bem satisfeito, agora é só ter fé para eu não dormir no curso e nem na escola mais tarde. Capítulo dedicado a Angel Black, que fez a lindeza de recomendar essa fanfic. Obrigado Angel, mesmo, mesmo. Tu não sabe quanto me deixa feliz ver que mais uma fanfic conquistou alguém, capaz de faze-la acompanhar, favoritar ou recomenda-la. Obrigado, flor. ♥ Só quero deixar claro, que a bandeirinha que digo é essa: http://migre.me/p8B63 E os copos não é tipo aqueles brancos de festa e nem Red Solo, são esses: http://migre.me/p8Bjj (Ignora os avisos e só foca no copo com o gelo e o refrigerante) "Mas por que você está explicando isso, Jimmy?" Simples, se fosse o contrário, eu pensaria em bandeirinhas de festa junina e copo de plástico velho. Então estou situando vocês. Boa leitura. Lumos!

Após todos os acontecimentos no parque e tudo o que eles conversaram, a relação de Kurt e Blaine havia melhorado. Principalmente porque o moreno agora podia sentir que Kurt estava se entregando cada vez mais para um possível namoro. Blaine tentava agrada-lo antes mesmo dele pedir algo.

Na volta para casa naquele Domingo, uma das coisas que Kurt propôs foi um churrasco na casa dele. Onde ele poderia chamar todos os seus amigos de tempo de escola, uma pequena reunião mesmo. Blaine se prontificou em ajuda-lo com quaisquer fossem as dificuldades.

Por toda a semana, Blaine andou com Kurt para cima e para baixo em mercados. E por todo esse tempo, o moreno convidou o ator para jantar com ele e Ian. Blaine usava aquilo como uma de suas chaves, a chave do romantismo e do carinho, o que era a base e óbvio, mas Blaine precisava tentar. Em algumas noites, os dois iam para o jardim e ficam observando as estrelas. O moreno as vezes até tentava roubar um beijo, mas sempre acabava acertando a bochecha ou a têmpora de Kurt.

Na manhã de domingo, o dia que seria o churrasco, Blaine convidou Kurt e Gus para tomarem o café da manhã na casa dele. Ele preparou uma mesa linda e farta. Alguns minutos antes de terminar tudo, o moreno ligou para o vizinho e o chamou. No começo, Kurt protestou, dizendo que Blaine já estava o mimando demais, mas com mais alguns argumentos de um bom advogado, Kurt aceitou; só pediu para o moreno esperar, pois precisaria acordar August.

O moreno terminou o café e no mesmo instante que bateu na porta do quarto do filho para acorda-lo, Kurt batia na porta da entrada principal. O homem colocou a cabeça dentro do quarto do filho e o avisou sobre o café e Kurt brevemente, em seguida, foi para a porta.

Quando a abriu, August estava no colo de Kurt, com o rosto encostado no ombro do castanho e pernas e braços envoltos ao pai.

— Não sabia que éramos vizinhos de pandas. – Disse Blaine dando passagem para os dois.

— Você nem imagina como foi descer as escadas com essa criança desse jeito. Sinto que criei diversos músculos nas pernas em apenas alguns degraus. – Kurt caminhou para cozinha, enquanto Blaine fechava a porta.

— Não me chame de gordo. – Murmurou o menino no ombro do pai.

— Gordo não, pesado. – Corrigiu Kurt, sentando ele em uma cadeira. – Onde está Ian? – Perguntou olhando para o moreno.

Blaine parou no meio do corredor e abriu a porta do quarto do filho, de onde o menino saiu e foi para o banheiro logo em frente. O moreno encarava o rosto de Kurt, tentando imaginar o que se passava na cabeça dele.

— Harry Potter, conhece? Pois é. E pensar que foi eu que dei os livros e levei para assistir os filmes.

— Ele sempre dormiu debaixo da escada? – Kurt se sentou ao lado do filho e Blaine em seguida.

— Sim. Já pedi para ele dormir em um quarto, pois eu paguei caro nessa casa para ele dormir debaixo da escada, mas não adianta, sempre foi assim. Para todas as cidades que fomos, ele escolhia dormir debaixo da escada. – Blaine começou a se servir. – Uma vez, quando fomos escolher uma casa, escolhemos uma que era de um único andar, ele abriu o maior berreiro, pois não tinha escada.

— Wow. Ele leva a sério essa coisa. – Kurt se virou para o filho. – Tome, beba leite. – O menino aceitou e tomou lentamente. – Vê? Ian pelo menos sabe se virar, eu tenho que observar cada passo desse garoto. – Blaine deu uma leve risada.

— August é garoto incrível. – Disse Blaine. Kurt sorriu e arrumou os cabelos do filho.

— Blaine, acaba de ganhar pontinhos comigo.

Kurt e Blaine se encararam depois da declaração do menino. Nenhum dos dois estavam esperando aquilo. Uma dúvida gigante surgiu em Kurt, pois ele achava que seu filho já havia reparado nele e Blaine. O moreno negou com a cabeça, indicando que não teve a intenção.

— Bom dia, trouxas. – Disse Ian se sentando a mesa.

— Ian, tenha modos! Peça desculpas. – Anunciou Blaine.

— Blaine, “trouxas” são as pessoas que são bruxos na visão de J. K. Rowling. – Esclareceu Kurt, piscando pra Ian.

— Kurt, você foi enviado por Dumbledore, não é possível. – O menino começou a se servir. O ator franziu o cenho, deixando Blaine confuso. De alguma forma, os garotos pareciam estar aceitando os dois como casal. Era quase como se eles estivessem permitindo isso.

Isso é bom? – Disse Blaine, mas sem que saísse som de sua boca. O castanho com um pouco de vergonha concordou. O moreno imaginou que aquilo fosse a mesma coisa que Gus dissera, só que na língua de Ian. – Bom, Kurt, quando começamos com os preparativos para o churrasco de hoje?

— Jesus, Blaine! Nem terminamos o café e você já está pensando no que vamos comer no almoço. – O moreno logo ficou com as bochechas rosadas. – Estou brincando. Bom, são nove horas, disse para os meus amigos que viessem duas horas, para que eles pudessem dormir até mais tarde até chegar aqui. Então, quando terminarmos aqui, eu irei começar o bolo e você pode montar a tenda no meu jardim.

— Parece bom. – Disse o Anderson comendo um pedaço de pão.

— Pai, tio Barry, tia Rose e meus avós vão vir? – Perguntou August um pouco sonolento.

— Ahn... – Kurt olhou para o moreno, que desviou o olhar. – Não, não vão, querido.

Dali em diante, o café foi um total silêncio.

[...]

— Blaine! – Chamou Kurt da cozinha. – Blaine, vem aqui!

Sem antes receber uma resposta do moreno, Kurt foi até o quintal para falar com Blaine. O moreno já estava se dedicando a montagem da churrasqueira e da tenda. O dia estava um pouco ensolarado, o que ajudava. Depois da virada do ano, a neve costumava ir e voltar, então era possível ver toda a grama.

— Me chamou, Kurt? – Perguntou Blaine limpando o suor da testa. Kurt não gostava de regatas, mas quando viu Blaine na sua, começou a ter uma simpatia por elas.

— Experimente isso. – Kurt levou a colher de pau até os lábios de Blaine. O bolo era de morango e a massa ficaria rosa quando assado. – Bom? – Perguntou ele.

— Muito. Receita da senhora Hummel também? – Perguntou ele. Kurt negou. – Internet? – O castanho negou novamente. — Você que criou? – Kurt concordou.

— Aulas de culinária do ensino médio nunca foram simples, mas consegui aprender algumas coisas. Uma delas foi aprender a fazer minha própria receita. – O castanho limpou o resto de massa da colher. Blaine tentou ignorar aquilo e o que a língua de Kurt estava fazendo na colher. – Você está fazendo um ótimo trabalho. – Kurt olhou a tenda e a churrasqueira. – Finn vai enlouquecer quando ver que vai estrear isso. – Kurt reparou no resto do jardim. – Blaine, poderia me fazer um favor?

— Claro. – O Anderson limpou as mãos e se dirigiu para o castanho.

— Poderia me emprestar sua mesa do jardim? Só a minha ficará muito pequena para a quantidade de amigos que eu tenho.

— Tudo bem. Mas alguma coisa que eu posso fazer por você? – Perguntou ele.

— Acho que foi uma má ideia você me perguntar isso. – Brincou Kurt. — Eu preciso que você junte as mesas naquele canto, depois traga o cooler para o lado de fora, mas isso só mais tarde, preciso que você me ajude a colocar algumas bandeirinhas aqui.

— Está certo. Vou pegar a mesa. – Disse Blaine indo para a porta que dava para a cozinha.

— Enquanto isso eu vou colocar o bolo para assar, terminar a salada da Quinn, as batatas da Mercedes, preciso fazer o molho que Puck gosta- aí meu Deus! – Kurt parou no meio da cozinha, com a mão na testa.

— O que foi, Kurt? Está tudo bem? – Perguntou Blaine indo prestar ajuda ao castanho.

— Não é isso, esqueci de comprar a pimenta da Santana. Ela vai virar uma fera comigo.

— Achei que fosse algo grave. – Disse Blaine sorrindo e voltando para a porta principal.

— Vai por mim, Santana sem pimenta em um churrasco é algo grave. Muito grave. – Revelou Kurt. – Blaine, depois eu preciso que você instale o som, porque o que esse pessoal gosta, é de uma boa música.

[...]

Dezenas de buzinas eram tocadas na frente da casa do Hummel. O homem foi até a porta junto ao filho. Os carros dos seus amigos e familiares estavam todos lá. Kurt fazia gestos para que eles parassem, enquanto August tampava os ouvidos. Em alguns instantes eles pararam.

— Jesus, por que não nos deixam escolher família antes de nascer? – Gritou August para todos. Logo o menino saiu correndo para o carro de Burt e falar com o avô e a avó.

— Fique na sua, baixinho. – Gritou Santana sentando na porta do carro, que tinha o vidro abaixado.

— Vocês podem ser um pouco menos barulhentos? Eu ainda tenho vizinhos! – Disse Kurt descendo da varanda e parando no meio do gramado, esperando os amigos saírem dos carros.

— Kurt, você nos convidou para um churrasco e está pedindo silêncio? É mais fácil comprovar que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar e que o céu é na verdade rosa. – Respondeu Tina.

— Saiam logo desses carros e venham me cumprimentar. Estou sentimental ultimamente. – Disse o Hummel sorrindo.

De um em um, todos cumprimentaram Kurt e August. Quando todos já haviam descido, Kurt lhes mostrou todo o andar de baixo da casa e os mandou para o jardim.

— Kurt, essa casa é demais! – Disse Puck olhando para o tamanho do jardim.

— Pois é, será que não tem algum jeito de conseguirmos outra como essa? – Perguntou Sam.

— Por favor, não inventem de morar aqui. A última coisa que eu preciso é vocês me atazanando todo santo dia. Eu só chamei vocês aqui hoje para fazer uma média, não significa que eu quero ver vocês tomando café da manhã comigo. – Brincou Kurt.

— Eae, esse churrasco começa ou não? – Perguntou Finn.

— Ué, só dependemos de você, grandão. – Disse Kurt olhando para o irmão. – E como sou um ótimo irmão, vou deixar você estrear essa coisa. – Kurt indicava a churrasqueira.

— É sério? – Perguntou Finn olhando para a churrasqueira vermelha.

— Vai logo, Finn! – Falou Kurt. Em menos de dois minutos, a churrasqueira já estava cheia de carvão e acessa. Finn com churrasqueiras era a mesma coisa que August no Natal.

— Kurt, você é meu anjo da guarda. Finn e eu viemos o caminho todo brigando. Agora tenho a chance dele relaxar sem ser de outra forma... – Cochichou Rachel no ouvido do cunhado.

— Aí, credo! Me poupe das coisas que você faz com meu irmão, garota. – Brincou ele. – Vem comigo. – Kurt se virou para os amigos. – Vocês vão se acomodando que eu vou pegar as bebidas, se quiserem ligar o som, fiquem a vontade.

Os dois amigos foram para cozinha e começaram a remover os refrigerantes e as garrafas de cerveja do freezer.

— Acho que temos um engano. – Kurt olhou para Rachel. – Não estou vendo nenhum moreno chamado Blaine aqui. – Falou ela com uma sobrancelha levantada.

— Ele foi se trocar. Fiz ele trabalhar até um tempo atrás. Ele estava todo suado e sujo, mas daqui a pouco ele vai estar aqui e você irá conhecer ele e Ian. – Sugeriu Kurt pegando alguns copos.

— Você nem me disse se conversou com ele. – Falou Rachel organizando os copos na bandeja e colocando os refrigerantes nos recipientes.

— Conversei.

— Me conta tudo e não me esconda nada. – Disse Rachel se aproximando do castanho, mas ainda atenta a sua tarefa.

— Bom, ele passou uma semana afastado de mim, porque quando voltamos pra casa, Barry veio nos visitar, então ele achou que Barry fossem Sebastian e deu um rolo total. Aí eu liguei para meu pai e ele sugeriu que eu desse um primeiro passo, então August, Ian, ele e eu fomos em um parque aqui perto e fizemos um piquenique. Por sorte, August levou a câmera e explicou que era de Sebastian e que tinha ganhado do tio dele e enfim, Blaine acabou descobrindo sobre Barry. – Os dois já haviam colocado todo o refrigerante. Kurt apoiou um braço na mesa da cozinha. – Quando os meninos foram brincar, nós tivemos uma conversa, eu me esclareci e ele também-

— Então vocês estão namorando? – Perguntou Rachel animada.

— Não. Ele me fez pensar em algo. Se Sebastian voltasse hoje, eu ficaria dividido. Eu sei que ele não vai voltar, mas o ponto é eu ficar dividido. Rachel, eu não posso começar a ter um relacionamento com uma pessoa, não sendo totalmente entregue a ela. Entende? – Perguntou o castanho pegando a bandeja.

— Entendo e acho que você está coberto de razão. Deixa as coisas acontecerem naturalmente. Se for para ser, vai ser. – Disse ela.

— Estamos fazendo isso. Ele ainda me disse uma metáfora sobre eu estar dando um molho de chaves para ele e que ele tentaria aproveitar aquilo e achar a chave do meu coração. – Disse o castanho colocando a bandeja com os copos em cima da mesa em frente a Santana.

— Kurt, onde está esse homem? Eu preciso conhece-lo agora. – Rachel estava cada vez mais ansiosa para ver o moreno. Kurt sorriu para ela.

No exato momento, a atenção da morena foi tomada pelas duas figuras atrás de Kurt, na porta de saída para o jardim. Blaine estava com Ian a sua frente. August foi rapidamente até Ian e puxou a mão do amigo e o arrastando para os primos, deixando a atenção toda em Blaine. Os olhos castanhos procuravam Kurt, até que o achou e acenou para ele. O castanho se virou para Rachel.

— Acho que você vai ter seu pedido atendido, Berry. Vem. – O castanho puxou a mão da amiga e foi de encontro ao homem que estava polo e shorts da porta da sua casa.

— Blaine, essa é a Rachel. Rachel, esse é o Blaine. – Disse Kurt indicando os dois.

— Rachel, ouvi que você é ótima para dar conselhos. – Disse Blaine com um sorriso encantador. – Saiba que gosto de você antes mesmo de conhece-la.

— Posso dizer que sinto o mesmo, senhor das chaves. – Disse Rachel apertando a mão dele. Blaine ficou vermelho e olhou para Kurt, que também estava na mesma situação.

[...]

Depois de algumas horas, o churrasco ainda continuava animado. Agora todas as mulheres, Kurt e Blaine, conversavam tranquilamente na mesa.

— Então Blaine, o que você faz da vida? – Perguntou Emma.

— E-eu sou advogado. – Disse ele gaguejando no início.

— Não brinca! – Quinn parecia surpresa. – Já tenho alguém caso Noah apronte uma em Los Angeles. – Brincou Quinn, conseguindo algumas gargalhadas.

— Você mora há muito tempo aqui? – Perguntou Carole. Kurt apenas observava as perguntas de segundas intenções. Ele observou todos muito bem e via eles lançando olhares maliciosos para Blaine e ele.

— Me mudei no mesmo dia que Kurt na verdade. Acho que foi coincidência do destino. – Disse ele sorrindo para Kurt, que novamente estava corando.

— Pai, fique com meu colete. – Ian ficou de costas para o pai e assim que o moreno tirou o colete de nylon, o menino voltou a correr com as demais crianças.

— “Pai”? Olha vejam só! – Disse Santana sorrindo. Blaine retribuiu o sorriso e deu os ombros. – Onde está sua esposa? – Perguntou ela, recebendo uma cotovela e olhar feio de Brittany. Blaine sorriu.

— Eu sou gay e me separei do meu ex. – Disse ele surpreendendo um pouco a todas. – Não estava dando certo e parecia que o relacionamento era unilateral, mas pelo menos ele me deixou uma coisa boa. Ian. – Disse Blaine olhando para o filho brincar.

Algumas mulheres colocaram as mãos em seus corações e olharam para Kurt, que ainda mantinha a palma de sua mão em sua bochecha e sorria para elas.

— Ei, Kurt! – Chamou Puck tomando a atenção de todos que estavam na mesa. – Entra aqui e termina logo esse jogo.

— Espera, vocês estão me chamando para humilhar vocês no futebol, é isso mesmo? – Perguntou castanho se interessando um pouco.

— Vai logo, cara. Vai nos ajudar ou não? – Perguntou Puck.

— Espera. August, vai pegar a câmera. Quero isso no aniversário de todos vocês. – Disse Kurt começando a se aquecer.

— Você sabe mesmo jogar futebol? – Perguntou Blaine chocado.

— Você verá. – Disse Kurt piscando para ele. August já estava de volta e já tinha a câmera preparada. – Vamos, lá! – Disse Kurt batendo palmas.

Seria Kurt, Puck, Sam e Burt contra Finn, Artie, Mike e Will. O time de Kurt fez uma roda.

— Pelas contas de Taylor, temos dez segundos. Consegue fazer um ponto, Hummel? – Todos olharam para Kurt.

— Mande seu filho ficar com os olhos bem abertos nesse cronometro, Puckerman. Puck você segura Mike, Sam você segura o Mr. Shue e meu pai fica com o-

— Finn. Estou sabendo. – Disse Burt.

— Não. Você fica com o Artie. Vou saber me virar com o grandão ali. – Todos bateram palmas e ficaram nas suas posições.

— Todos prontos? Vai!

Assim que Puck anunciou. Todos foram para os adversários. Kurt ameaçou ir para direita, assim Finn o seguiria, mas por Finn ser muito alto, ele vivia de pernas abertas, foi onde Kurt conseguiu uma brecha e passou entre as pernas do irmão, escorregando na grama. Kurt se levantou e saiu correndo, até que conseguiu passar da linha marcada, fazendo o ponto.

Todas as mulheres riram da cara do grandão, enquanto Kurt recebia os elogios das crianças, inclusive de August.

— Esse vídeo vai entrar pra história. – Garantiu o menino.

— Aê, Hummel! Boa! – Puck cumprimentou o amigo. – Vejo que não perdeu o talento para o futebol.

— Nem para futebol e nem para nada, meu querido. Kurt Hummel pode ser comparado ao vinho: quanto mais velho, melhor. – Brincou ele abraçando Finn.

— Será mesmo? Porque já que ganhamos, teríamos a dança da vitória das Cheerios. – Falou Mercedes, se levantando da mesa. – Quinn, Santana e Brittany, se não estiverem muito velhas, venham mexer esses traseiros branquelos. Vocês conhecem essa.

Blaine já estava prestes a ver a performance de “4 Minutes” ao vivo. Esse sim, seria um vídeo que entraria para história.

A negra foi até o computador que era conectado ao rádio. O trio de amigas já se aqueciam, esperando o que viria. O som de “Fergalicious” invadiu o quintal.

— Você canta, Hummel. – Disse Mercedes indo ficar em sua posição.

Kurt
Listen up ya'll cause this is it
The beat that I'm banging is the delicious.

Blaine estava surpreso quão grossa poderia ser a voz de Kurt.

Kurt
Kurt-licious definition make them boys go loco
They want my treasures so they get their pleasures from my photo
You can see me

Quinn, Santana e Brittany
(You can squeeze me)

Kurt
I ain't easy

Quinn, Santana e Brittany
(I ain't sleazy)

Kurt
I got reasons why I tease 'em
Boys just come and go like seasons
Kurt-licious

Quinn, Santana e Brittany
(So delicious)

Kurt
But I ain't promiscuous
And if you was suspicious
All that shit is ficticious
I blow kisses
That puts them boys on rock, rock
And they be lining down the block just to watch what I got

O Hummel conseguia algumas risadas quando usava seu nome na música, mas deixava seu pai, irmão e filho constrangidos. Ele estava gostando daquilo, fazia tanto tempo que ele não dançava, principalmente como um Cheerio.

Kurt, Mercedes, Quinn, Santana e Brittany
It's so delicious (It's hot, hot)
So delicious (I put them boys on rock, rock)
So delicious (they want a taste of what I got)
I'm Cherriolicious (t-t-t-t-t-tasty, tasty)

Blaine estava impressionado com Kurt. Mesmo que não fosse intencional, as vezes o olhar dos dois se cruzavam e Kurt corava na presença do moreno, que parecia estar gostando até demais.

Mercedes
Mercedes-licious def, Mercedes-licious def, Mercedes-licious def
Mercedes-licious definition make them boys go crazy
They always claim they know me
Comin' to me call me Stacy
I'm the M to the E-R-C-E-D the E, the S
And can't no other lady put it down like me
I'm Mercedes-licious
My body stay vicious
I be up in the gym just working on my fitness
He's my witness
I put your boy on rock, rock
And he be lining down the block just to watch what I got

Kurt, Mercedes, Quinn, Santana e Brittany
It's so delicious (It's hot, hot)
So delicious (I put them boys on rock, rock)
So delicious (they want a taste of what I got)
I'm Cherriolicious
(hold hold hold hold hold up, check it out)

Mercedes, Quinn, Santana e Brittany
Baby, baby, baby
If you really wanna play
Honey, give me some patience
Baby, then you'll get a taste
Of my tasty, tasty, I'll be laced with lacey
It's so tasty, tasty, It will make you crazy

Mercedes e Quinn foram até Sam e Puck enquanto Santana e Brittany brincavam entre elas.

Kurt
T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty, T to the A to the S-T-E-Y girl you tasty
D to the E to the L-I-C-I-O-U-S, to the D to the E to the, to the, to the, to the

Mercedes
Hit it Kurtie!

Kurt
All the time I turn around, brothers gather 'round always looking at me up and down lookin' at my- Uh!
I just want to say it now, I ain't tryin' to 'round up drama little mama, I don't wanna take your man!
And I know I'm coming off just a little bit conceited and I keep on repeatin' how the boys want to meet me
But I'm tryin' to tell that I can't be treated like clientele
Cuz' they say: he's delicious
But I ain't promiscuous
And if you was suspicious
All that shit is fictitious
I blow kisses
That puts them boys on rock, rock
And they be lining down the block just to watch what I got, got, got ,got

Kurt, Mercedes, Quinn, Santana e Brittany
Four, tres, two, uno
My body stay vicious
I be up in the gym just working on my fitness
He's my witness
I put your boy on rock rock
And he be lining down the block just to watch what I got
It's so delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
I'm Cheeriolicious, (t-t-t-t-t tasty, tasty)
It's so delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
So delicious (aye, aye, aye, aye)
I'm Cheeriolicious, (t-t-t-t-t-t-t-t-t-t)

Kurt
T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty, T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty
To the T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty, T to the A, to the, to the, to the, to the
D to the E to the L-I-C-I-O-U-S, to the D to the E to the L-I-C-I-O-U-S
to the D to the E to the L-I-C-I-O-U-S, to the D to the E to the, to the, to the, to the

Agora todas as outras meninas haviam entrando para a dança, inclusive Carole e as filhas de Santana e Brittany, e Puck e Quinn.

Todos
Four, tres, two, uno
T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty, T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty
T to the A to the S-T-E-Y, girl you tasty, T to the A, to the, to the, to the, to the
Four, tres, two, uno
D to the E to the L-I-C-I-O-U-S, to the D to the E to the L-I-C-I-O-U-S
to the D to the E to the L-I-C-I-O-U-S, to the D to the E to the, to the, to the,to the, to the, to the.

No final da coreografia, todos estavam aplaudindo. Blaine não parava de encarar Kurt. O ator estava um pouco envergonhado daquilo. Ele nunca liberava esse seu lado e quando liberava pela primeira vez na frente de Blaine, liberava até demais.

O moreno ainda continuava o aplaudindo, com um sorriso bobo no rosto.

[...]

Depois que todos foram embora, Kurt e Blaine ficaram arrumando o quintal, enquanto os meninos brincavam na casa da árvore de Ian.

— Nunca imaginei que iria ver esse seu lado tão cedo. – Disse Blaine passando um pano sobre o plástico da mesa.

— Para. Ainda estou constrangido por isso. Nem meu pai e nem August mereciam ver isso. – Disse Kurt tirando as bandeirinhas.

— Então eu merecia? – Perguntou Blaine se virando para ele com um sorriso malicioso.

— Sem essa, Anderson. Não era para você ver também. – Disse o Hummel descendo da escada. – Não jogo futebol e nem danço assim desde meu tempo de escola.

— Sei... Você joga futebol muito bem por sinal, mas ainda fico com você sendo um animador de torcida, porque você fica T to the A to the S-T-E-Y, boy you tasty, T to the A to the S-T-E-Y, boy you tasty... – Brincou Blaine, fazendo Kurt ficar vermelho.

— Aí meu Deus. – Disse Kurt escondendo o rosto. – Mr. Hot Chocolate nunca mais vai aflorar quando estivemos próximos. – Blaine caiu na gargalhada.

O castanho pegou alguns copos e foi para cozinha. Ele estava tão concentrado na louça, que nem reparou que Blaine havia entrado na cozinha. O moreno chegou atrás de Kurt, bem no pé do ouvido do castanho.

— Mr. Hot Chocolate, uh?! Cuz' I say: you’re delicious... – Brincou Blaine mais uma vez.

Kurt se virou para Blaine e o moreno estava bem perto dele. As respirações já estavam próximas o suficiente, mas Blaine achou melhor segurar a cintura de Kurt e traze-la mais perto. Kurt tirou a mão da pia e colocou sobre o peito de Blaine.

— O-o que você está fazendo? – Perguntou Kurt examinando o rosto de Blaine. Dos olhos até os lábios.

Sem responder, Blaine deu um beijo em Kurt. Mas dessa vez não era algo carinhoso e delicado, Blaine deu um beijo lento e quente no castanho. Daqueles que quando eles se separassem, deixaria eles sem folego. Ele precisava sentir o gosto de Kurt novamente, e depois do que ele viu o castanho fazer naquela tarde, sua vontade apenas dobrou.

As línguas dançavam de uma forma que Kurt precisou colocar as mãos nos ombros de Blaine e puxa-lo para mais perto. Blaine tirou a mão da cintura de Kurt e passou para o quadril. Depois de alguns instantes, Blaine recuou, quebrando o beijo.

— Eu vou terminar o meu serviço. – Disse Blaine olhando no fundo dos olhos azuis de Kurt.

— O-o-oka-y. – Gaguejou Kurt totalmente sem folego e desnorteado. Kurt viu o vizinho ir para o jardim. – E-eu preciso me sentar. – Disse ele puxando uma cadeira.

Notas finais
Eu sei... Eu sei... Mas semana que vem a mordomia das senhoras em ficar no nhonho vai acabar. Queria dizer que no gif, imaginem que o Kurt também dança daquele jeitinho com as meninas. Música: http://migre.me/p8BxL Espero que tenham gostado. Até semana que vem. Nox!