7 Pecados Capitais

16 Temporada de tempestades


Notas iniciais
Er... Boa leitura! E pra quem ficou decepcionado pelo momento "GaaIno" cortado, só uma dica: Relaxem! Haha (Vcs entenderão quando lerem. :x)

Ino estava maravilhada. Gaara deu à ela um recado através de um guarda real. O recado ordenava que ela fosse ao penúltimo andar da torre na manhã seguinte.

O castelo dos Sabaku era o segundo maior antes do castelo Uchiha ser queimado. Castelo era a maneira de chamar suas propriedades. Às vezes as construções sequer tinham porte para serem chamadas de castelo, mas como pertence a um rei...

De qualquer forma, embora fosse uma enorme construção, só possuía uma torre, e esta torre ficava ao fundo do castelo. Atrás, de maneira mais simples.

O primeiro, segundo e terceiro cômodos da torre pertencem a qualquer hóspede. O quarto cômodo pertence a princesa Temari. O quinto pertenceu a Gaara no passado, e agora era o novo quarto de Ino. O sexto e último, um mistério para qualquer pessoa, o quarto do rei.

Ino sempre fora hospedada num quartinho e banheiro junto com os dos outros empregados, numa escadinha num corredor escondido e mal iluminado.

O presente de ter ganho um novo quarto era surreal. Gaara não estava ali com ela, mas ela certamente saltitaria por aquele lugar inteiro para achá-lo. Ela agora tinha uma cama montada. Um banheiro grande, com uma banheira! Sabonetes coloridos, um armário grande, lençois limpos, cobertores de pele, inúmeras lamparinas... Como estava feliz! Ela tinha até três novos perfumes!

Jogou-se na cama, embrenhando-se nos lençois grossos. Esparramou-se naquele enorme colchão tão macio, sorrindo como uma criança que acaba de ganhar um doce de chocolate e cacau quente. O doce mais gostoso de todos os reinos!

Bateu as unhas um pouco crescidas num móvel ao lado da cama. Virou o olhar para a superfície dura em que bateu os dedos, enquanto a lamparina acima do móvel iluminava seu rosto. Apoiou os cotovelos na cama. O móvel tinha duas gavetas largas, mas não altas. Sorriu. Tirou chinelas de pano com os pés, chacoalhando-os, largando os calçados no ar. Após ouvir o barulho da rebeldia, das chinelas caindo no chão de madeira, engatinhou na cama até chegar no seu primeiro criado-mudo.

Abriu a primeira gaveta, erguendo a cabeça para olhar o que tinha dentro. Seus olhos coçaram, irritados com a emoção. Seu coração acelerou.

Um... Manchador¹ vermelho e um papel envelopado. Pegou os dois. Abriu o envelope e deitou na cama, ao lado do móvel, onde a luz da lamparina era mais forte.

Você merece conforto e proteção. Esse é um pequeno presente pelo seu comportamento comigo.

Não o de ontem. O seu comportamento desde que nos conhecemos.”

Suspirou, sorrindo. Inúmeras sensações percorreram por seu corpo, e um deles, o predominante, pareceu esquentá-la vagarosamente. Vergonhosamente, aquele calor parecia surgir da sua região mais íntima. Como uma língua que sobe séria e desejosamente por sua barriga, até transformar-se num sopro quente em seu rosto.

¹Manchador refere-se ao Manchador de boca. O batom.

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Tenten estava completamente largada. Os braços estavam atrás da cabeça, acima do travesseiro. O corpo moreno e formoso, com algumas curvas muito evidentes, estava relaxado e inclinado para a direita.

Já à esquerda, o corpo enorme e bonito, e não exatamente fortíssimo, apenas forte o suficiente, era o de Neji. Os olhos dele estavam nela, mais especificamente no pescoço. Sem malícia.

Os dela, perdidos no teto do quarto dele.

– Minha cabeça está uma confusão. Você é tão bom e tão ruim ao mesmo tempo...

Neji sorriu discretamente, virando o olhar levemente parado para o teto também. Queria detestá-la.

– Você é boa. – Ele afirmou, fazendo a moça virar o corpo para olhá-lo. – Mas você me irrita.

– Você é todo regrado. – Ela riu, zombando de uma qualidade dele que ele se orgulhava. – Eu fujo de regras.

– E as quebra com facilidade.

– Eu gostaria de conhecer as lojinhas do centro da cidade.

Neji hesitou, virando a cabeça devagar para olhá-la. Como ela conseguia mudar de assunto tão rápido? Os olhos débeis dos dois se encontraram.

– Estamos numa guerra e você quer ir ver lojinhas?

– Estamos numa guerra e você fica fazendo chá de maconha concentrado? Sinceramente, quando falei pra você se tratar não quis dizer isso.

– Curandeiro quem pediu.

– Duvido que pediu essa quantidade toda de erva.

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– Posso comprar também uma bolsa?

Neji carregava sacolas, arrependido desde o começo de ter aceito sair de casa. Na verdade tinha plena consciência do que estava fazendo, e aquilo estava o matando. Não podia dizer a si mesmo que a culpa era da maconha, pois ele sabia que era dele mesmo.

– Não.

– Está bem. Eu não vou sair de casa mesmo.

Aquela sentença o fez ficar pensativo, parado no lugar em que estava. Analisou as costas de Tenten enquanto ela olhava as bolsas com admiração. Nem eram bonitas. Eram bolsas grandes de pele, que serviam geralmente para cavaleiros levarem suprimentos. Talvez porque ela era uma jornalista, tivesse a necessidade de ter uma bolsa grande.

De qualquer maneira, isso não foi o que prendeu a atenção dele, deixando-o desatento, na verdade. Fora a frase que ela dissera com tanta naturalidade. “Não vou sair de casa.”

Aquilo ecoou duramente. Ela realmente não tinha para onde ir.

Como diria que ela não poderia ficar com ele para sempre? Tenten era uma boa moça, e ele não queria magoá-la. Mas também não podia sustentá-la.

E era um grande mentiroso! Ele pode sustentar seu reino todo e ainda muito lhe sobra. Por que não poderia sustentar alguém que precisa de abrigo? O problema é que o alguém que precisa de abrigo não é quem ele gostaria que fosse. Não é alguém de seu reino que está morrendo de fome, embora ele saiba que ninguém lá morre de fome.

– Deuses...! – Praguejou baixo, fazendo a moça olhá-lo sem entender.

Ele mesmo não estava entendendo seu raciocínio.

– Chega de compras, Tenten. Vamos embora.

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Sakura dormia no primeiro quarto de hóspedes. Acordou tarde com um pequeno sorriso, bocejando pela ótima noite de sono e pelo resquício de sonolência que a rondava. De qualquer forma, estava bem acordada, e levantou.

Foi usar o banheiro, feliz em encontrar em cima da pia algumas vestes para o banho. Olhou para o box de pano, puxando a cortininha. Uma enorme banheira! Mas o sorriso sumiu quando olhou para o lugar onde o chuveiro deveria estar.

– Ué... – Murmurou desentendida.

Antes que pudesse ter outra reação, duas batidas fracas na porta deixaram-na alerta. Andou até lá ruidosamente, esquecendo-se que estava de panos de dormir. Abriu a porta gentilmente, dando de cara com um enorme guarda real vestido com armadura.

O homem demorou alguns segundos para falar. O rosto, é claro, estava desprotegido. E Sakura notou que olhava para ela com curiosidade.

– Senhorita... – Começou, fazendo uma breve reverência. – O Príncipe Uchiha deixou um recado somente para a minha majestade, e minha majestade pediu que eu o repetisse para a Senhorita.

Sakura assentiu, mas o pequeno flash de confusão nos olhos dela não escapou da análise do guarda, que quase soltou um sorriso.

– Sasuke-sama viajou. O assunto é restrito, mas ele pediu à minha majestade que fosse nomeado um guarda para a senhorita, e este sou eu. Eu guardarei a senhorita até que o príncipe volte. E isso pode demorar alguns dias.

– Se você será o meu guarda, me chame de Sakura. Obrigada.

Tão desatenta que ele mal pode sentir-se feliz por saber o nome da bela dama. Pareceu que após ouvir a notícia, o brilho dela escorreu na pele como suor e secou.

– Como se toma banho aqui? – Ela perguntou de repente. O guarda levou segundos para entender a pergunta.

– Hóspedes devem pedir água, senhorita Sakura. Aqui na torre a água não chega. Eu chamarei uma serviçal responsável por isso. Espere um momento.

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Sasuke já sentia o pênis dolorido. Os olhos escuros estavam sombreados de cansaço. A boca pálida estava seca, e ele se sentia sedento. Por água, comida, descanso...

Diminuiu o ritmo do cavalo, percebendo que toda aquela areia começava a se transformar numa pequena cidadela. Seus ombros cairam. Estava aliviado!

Ainda andando vagaroso, estranhou o farfalhar pesado que a areia começou a fazer. Uma gritaria ao longe começou. Especificamente onde tinham pequenas construções que formavam a pequena vila, bem a frente dele. Um barulho atrás dele ecoou, fazendo-o virar.

Teve a impressão que girou o corpo em câmera lenta. O cavalo relinchou, saltitando louco, furioso e medroso. Sasuke bambeou, sentindo o corpo inteiro reclamar de dor. Bateu as rédeas tentando avançar, ou mesmo se esconder em qualquer lugar. Mas não deu tempo. A tempestade de areia o engoliu como o fechar do olho engole a claridade.

Que diabos era aquilo?

Foi o que pensou antes de receber areia em todos os orifícios desprotegidos que tinha, mal podendo regular a respiração. – Na verdade não conseguia sequer respirar.

Semi-inconsciente, sentiu o cavalo sapateando uma das patas em seu peito sem querer, correndo para longe. Havia uma dor furiosa se espalhando por todos os seus órgãos.

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– É estranho. – Afiando uma estaca, o mais jovem parecia compenetrado. – Vejo uma diferença, agora.

– O que você quer dizer? – Fugaku comia enquanto sorria. Estava hospedado na casa de um nobre amigo. – Céus, isso aqui está empapado. – Reclamou do arroz, batendo os talheres com força desnecessária.

– Desculpe, majestade. – Amiri baixou a cabeça em respeito, mas não em obediência. Suspirou. Teria de falar pela terceira vez para sua esposa grávida preparar outro prato.

– Estou falando de masculinidade. Amadurecimento.

– Sasuke nunca foi um idiota. – O pai franziu o cenho. – Me intriga que você não saiba da carta que ele pediu para o papa, Itachi. Ele achava que estava fazendo isso em segredo, mas não sabe que há minha gente lá também.

– E o que você está pretendendo, papai?

– Você sabe... Matá-lo como fiz com você. Mas eu mesmo. De verdade. – Sorrindo, o velho empurrou o prato com a comida. – Mas antes o faremos aprender. Ele trará o papa consigo, e o papa não é dos meus. Não se pode tirar um papa a toa de seu templo.

– E...?

– E que eu destruí meu castelo, mas vou fazer desta casa meu simples e novo reino.

– Mas pai... Aqui moram pessoas. – Itachi largou o que estava fazendo por um segundo. – Mesmo que você finja que demoliu aquilo para servir melhor o seu povo, há destroços queimados por toda a parte. E há testemunhas.

– Haviam. Eu matei quem estava nas redondezas. – Fugaku deu os ombros. – Sasuke vai demorar dias para ir e voltar. Meus soldados estão cuidando da limpeza do antigo castelo. E Sakura é um impedimento para ele viajar agora. Ela ainda deve precisar passar as pomadas pela surra que dei, e nós dois sabemos o quanto Sasuke é dedicado com ela.

Itachi assentiu pensativo. Voltou ao trabalho.

– Então você sabia o tempo todo da carta. – O filho afirmou, tentando entender o raciocínio do pai. – Destruiu seu castelo por isso, dando a chance que Sasuke queria de derrubá-lo. Deu um motivo forte. Agora provavelmente você deve ter lotado de soldados nas trilhas para o seu castelo, para que Sasuke não saiba que você está recolhendo tudo o que destruiu. E ele irá atrás do papa. E será deserdado, pois acusou um rei de algo que nunca aconteceu.

– E depois será morto por mim. Fim de história. Eu não gostei do homem que Sasuke se tornou. Que pena.

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Gaara estava exausto. Visitou a área toda que conferia ao reino dele, tranquilizando seu povo da melhor forma possível. Não podia dizer que foi eficaz, já que ele mesmo pediu que fossem cuidadosos, mas serviu para ao menos aliviar a população. Muitos nem sair de casa saíam. Os armazéns não abriam mais, só vendiam quando a pessoa que precisava de comida vinha bater na porta.

O ruivo não queria controlar isso. Era bom que as pessoas fossem precavidas. Se um ataque surpresa acontecesse, eles pelo menos não seriam prejudicados. Talvez.

Jantou calmamente, incomodado com o suor que o banhava desde muito cedo. Orientou alguns guardas a ficarem no portão principal a noite, enquanto outros cercavam o restante da casa. Estava temendo que algo acontecesse, pois a visão de Ino podia não ser aquela que ela teve antes. Pediu a uma serviçal que levasse água quente ao seu quarto, e direcionou-se para lá.

Ino... Um outro problema que não tinha vontade de lidar. Só queria tomar banho e dormir. A presença dela estava o incomodando de uma maneira estranha.

– Gaara! – Ouviu quando passou pelo andar dela. Ela estava na porta do quarto que ele lhe deu, com seu novo pijama reforçado com panos grossos.

Como já estava a frente, perto de subir o próximo lance de escadas, virou a cabeça. Mas não saiu do lugar. Ela rapidamente percebeu a aura negra pairando belamente pelos olhos dele.

Ele rapidamente percebeu o manchador vermelho levemente borrado nos lábios dela.

– Queria agradecê-lo. – Mansa, fez apenas um leve baixar do corpo, cumprimentando-o formalmente. Entrou no quarto.

O homem ficou algum tempo parado no mesmo lugar, olhando para onde ela tinha acabado de sumir. Não queria tratá-la mal, mas sentia-se completamente errado perto dela. Não era certo! Tudo tornava-se um grande erro.

Mas ele voltava a errar tão frequentemente...

Contrariado, andou devagar, tirando a enorme pele que cobria sua roupa fina. Abriu a porta do quarto jogando a pele discretamente no chão, procurando sua formosa loira com o olhar.

Ela estava num canto escuro do cômodo, deixando as chinelas de pano ali. Olhou-o procurando-a, e antes de seus olhos se encontrarem, encolheu-se ao ver aquele corpo exageradamente forte e sardento completamente tenso.

– Você nunca me procura quando está relaxado.

– Eu a encontro pra relaxar.

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Por sorte uma mão amiga o estava acariciando. Uma mão amiga feminina, parecia. Quente, pequena e certeira. Abriu os olhos devagar, respirando com dificuldade.

Queria um copo de água. Era tudo que queria.

Mas a mão, que ele descobriu ser de uma bonita mulher ruiva, massageava seu peito com delicadeza. Ergueu levemente a cabeça. Foi aí que a moça percebeu que ele acordou.

– Você deve estar querendo tomar água e um banho, mas por conta deste roxo, o senhor vai precisar da minha ajuda.

Sasuke lembrava-se de uma situação parecida com aquela, onde ele era o que cuidava e se aproveitava da situação.

– Me chame de Karin, viajante.

Extra especial:

Os sinos.



– Deuses...! – Tenten ria, limpando o rosto numa sequência absurda de vezes que Neji não conseguia acompanhar. – Nós acabamos de tomar banho de lago! E ainda é dentro dessa sua casona. Você nunca disse que tinha um lago particular, e...

– Eu sei. – Ele murmurou, arrancando a grama e a jogando no chão. Estava mal humorado. A roupa branca completamente molhada o deixando gracioso, bem como a carinha emburrada.

Um silêncio recaiu sobre os dois de maneira incômoda, mas os olhos analíticos de Tenten já trabalhavam totalmente recuperados da lerdeza proporcionada pelo chá de mais cedo. Os braços bonitos dele estavam em evidência, enquanto o cabelo sempre perfeito estava bagunçado e molhado. Neji estava sentado no chão com uma perna deitada, enquanto a outra estava erguida. O braço dele apoiado no joelho. Ela esqueceu que ele estava machucado.

Os pés eram bonitos, contrariando tudo o que Tenten já viu. Os pés dos homens eram a coisa mais feia, mas os dele tinham as unhas circulares e perfeitas, cortadas rentes, como a das mulheres. Ela sorriu pelo traço vaidoso que ele possuía e pela organização até consigo. Quando subiu o olhar de volta para olhá-lo, ele a estava olhando também.

Algo pareceu soar estridente na cabeça do Hyuuga, mas deu-se conta que soava em todo o lugar. Eram os sinos da igreja católica. Ainda assim, quando Tenten ergueu a cabeça assustada, ele não pode desviar os olhos do exposto e molhado pescoço dela.

As pequenas gotículas de água dançavam pela pele pouco morena de maneira convidativa, enquanto os lábios entreabertos eram o melhor dos mundos. E ele sabia que eram.

Imaginou-a deitada abaixo dele, enquanto tirava a roupa grudenta e desnecessária para mostrá-lo seus atributos certamente exagerados, como ele notava que eram. Quando acordou do devaneio, viu-a se aproximar engatinhando. Estava imaginando aquilo também?

Sentou na frente dele, apoiada nos joelhos. Mirou os olhos escuros nos olhos absurdamente claros, como se quisesse dizer alguma coisa. Abaixou a cabeça, desistindo de dizer, mas levantou-a logo depois e se aprumou perto dele, levando a boca direto no seu branquelo pescoço.

Neji piscou seguidas vezes.

– Eu quero beijá-lo de novo. – Murmurou, e a voz dela pareceu ávida. Novamente tão impulsiva...

Tomou a boca dele com uma sofreguidão esquisita, que ela mal sabia ter dentro de si, na expectativa de beijá-lo outra vez. Largou as mãos nos braços dele, apertando-os como se o obrigasse a fazer aquilo. A estar com ela. Mal sabia que Neji também esperava por aquele momento, embora sempre estivesse evitando que ele acontecesse.

Deslizou a língua pelos lábios pequenos e bonitos dele, tornando aquele contato sensual. Invadiu o corpo maior e troncudo com o seu, fazendo-o desfazer aquela pose que a impedia de avançar mais.

Estavam quase abraçados, envolvidos numa quentura corporal elevada e promíscua.

Quando ele foi empurrado para o chão, quem ficou por cima foi ela. Mas os sinos soaram outra vez, e sua mente confusa sentiu o impacto da torção de seu pé quase recuperado. A mulher sentada com a íntimidade em cima do quadril não tão largo quanto o dela rapidamente levantou, assustada com o novo som. Um silvo doído e estranhamente melodioso que o homem durão abaixo de si soltou com uma nota de desespero.

– Adeus, momento estranho. – Ela murmurou, ajudando-o a levantar devagar. Recebendo depois um duro resmungo cansado do rei.