7 Pecados Capitais

19 Quando a sombra aparece.


Notas iniciais
Yess! Quem está preparado para o hentai? Brinks, é só no episódio que vem. O episódio 20! Hehe 20 capítulos, nem acredito. Vocês merecem um vintão perfeito, por isso, estou preparando-o desde já. AGRADEÇO PRA CARALHO. Não há melhor forma de expressar essa emoção do que com um palavrão. Agradeço quem comenta. Putz, é tudo pra mim. Ler um comentário é sentir uma emoção que vocês nem imaginam. Sempre façam isso! :/ E... Vamos logo!

Sakura via-se ao espelho com uma careta. Estava de calças de dormir, mas da cintura para cima estava nua. Os roxos de antes eram fracos hematomas que não doíam. Causavam um pequeno incômodo. Os recursos não eram muitos para se ter uma cura rápida, mas a curandeira disse que aquela pasta em creme melhoraria muito. E de fato melhorou.

A passava naquele momento, massageando cada ponto de seu corpo. Como os ferimentos na perna eram os que ela mais alcançava, estavam curados. Nada doía mais ao ponto de fazê-la agonizar, exceto uma coisa.

Sua honra.

Algumas lágrimas escaparam por seu rosto, mas ela não contorcia a face para entregar-se aos soluços. Um choro puro, infeliz e delicado. Longe de ser dramático. Algo libertador e ao mesmo tempo perdido.

Reconheceu que a liberdade lhe fora dada através de Uchiha Sasuke. Desde o início, sabia que ele seria a causa de um sentimento maior dentro dela. Pensava que era desgosto. Raiva. Mas desde que eles começaram a dar-se bem, sem realmente machucarem um ao outro com insultos, o sentimento era liberdade. Ele a deixava ser livre.

Colocou a blusa de pano fino. Ouviu batidas na madeira escura da porta.

Talvez pudesse dizer a Sasuke em tempo que o agradecia, mas que planejava uma fuga ilegal.

Áthila foi quem abriu passagem, mas não chegou a entrar no quarto da dama. Sorriu cúmplice. Ele quem pretendia levá-la embora e escondê-la, mas mesmo assim ela não conseguia associar o sentimento de liberdade a ele.

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Naruto cavalgava num ritmo mais tranquilo fazia algum tempo. Ainda passava pelas florestas do reino do fogo, mas não estava apressado. Seu destino era o reino Hyuuga.

Em algum momento da viagem, distraído com a plantação morta do local, ouviu gritos. Parou o cavalo rapidamente, tentando não fazer nenhum ruído. Deu uma pequena batidinha com a palma da mão no corpo do animal e embrenhou-se na grama alta.

Não soube exatamente porquê ficou surpreso.

Fugaku estava transando com um homem. Naruto não conseguia ver muito, se não corpos nus e os cabelos grisalhos e longos do velho no ombro pelado. Poderia dizer que era grotesco ver o pênis daquele rei e os rugidos que ele soltava, mas havia algo ainda mais aterrorizante na cena. Um corpo ensanguentado. Perto deles. E Naruto até podia ver mais daquilo, mas quando a voz de Fugaku soou como um trovão...

– Você quer morrer dando como a sua namorada?

A resposta do homem fora uma batida desesperada na grama. Certamente não queria dar e nem morrer.

Naruto não se importou quando fez uma barulheira. Voltou abaixado e apressado até seu cavalo, montando nele e batendo as rédeas. Fugaku certamente o viu, mas só queria sair dali bem rápido. Que Deus o perdoasse por ter visto aquilo. E que Deus perdoasse Fugaku.

Sentia-se enjoado.

Assim como Hinata, que resolveu deixar Tenten e Neji brigando no cômodo de trabalho do rei e foi deitar. Seu estômago estava doendo.

Quase não mais que seus ouvidos.

– Entenda! – A voz do homem pareceu com um barulho de trovões. As linhas de expressão estavam todas aparentes. – Eu só quis livrá-la. Não encare como se estivesse comprando você. Nem dinheiro eu dei!

– Eu já entendi. – Emburrada, jogou-se no futon. Caiu sentada e com os braços cruzados. Neji estava em sua mesa, mas a moça não conseguia vê-lo direito pois seu rosto estava parcialmente coberto por uma pilha de papeis.

Ter um futon simples no local de trabalho de um rei era normal, mas a morena não sabia disso. Adorara a maciez daquele objeto.

– Eu não. – Murmurou. – Tenho uma boa memória. Uma vez você me disse que o governo que te perseguia era o de Orochimaru, e este homem não é Orochimaru.

– É. – Ela parou subitamente de afofar o futon, olhando sem expressão para a mesa de madeira do Hyuuga como um ponto fixo. – É uma ótima observação. – Tenten deitou, puxando um travesseiro fino e pequeno. – Hidan é quem age. A cabeça do governo é Orochimaru, e se permite dizer, é uma cabeça pensante e perigosa.

– Você o conhece? – Neji agora anotava algumas coisas, auxiliado pelo lornhons* de seu falecido pai.

Tenten assentiu, mas deu-se conta de que Neji provavelmente não viu o gesto que ela fez. Sentindo-se cansada e atribuindo isso à noite mal dormida, fechou os olhos e bocejou.

– Sim. Ele quem me torturava.

*Lornhons: Modelo antigo de óculos que possui uma haste lateral para segurá-lo na frente dos olhos.

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A noite chegou vagarosa. Gaara estivera ocupado com os treinamentos do dia. Só queria tomar um banho, comer uma boa sopa e dormir. Pediu que levassem água e mais tarde comida para ele. Rumou ao quarto desejando não ter de parar seu caminho nem por um instante.

Estranhamente não encontrou Ino em seu trajeto. Tudo parecia silencioso e, mais uma vez, solitário. Continuou a andar, entrando em seu quarto e batendo a porta.

Ofegou. A verdade é que não era capaz de dormir sem a massagem de sempre. Estava terrivelmente escravo daqueles afagos gentis.

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– Nossa. – Ino comentou pesarosa enquanto embebia as mãos no creme. Massageava Sakura nas costas, mas ela estava tão travada... – Então essa é a história destes machucados... Fique tranquila. Toda noite eu posso passar o creme em você. Já está quase sumindo.

A loira sorriu. Não tinha consciência de que seus sorrisos e sua dedicação às coisas inspiravam as pessoas. Nunca saberia quantos problemas de Gaara resolveu apenas com palavras inocentes e sábias.

– Você está sendo muito boa comigo. – A Uchiha comentou, abaixando a blusa de pano fino enquanto virava-se para a nova amiga. – E eu não tenho como agradecer.

– Estes momentos bastam para mim. – Confessou. – Fico feliz de ter uma amiga. Eu nunca tive uma que sempre pudesse conversar.

A partir dali, a conversa tomou um rumo perigoso.

– Agora podemos conversar sempre.

– Você tem um segredo? Um que não contaria para ninguém, se não para uma amiga?

Sakura piscou algumas vezes. Pos um dedo na boca como se dissesse que estava pensando. A intensidade naquela época era algo marcante. Pessoas inocentes confiavam. Aconchegavam-se ao pouco de espaço que recebiam. E assim aconteceu com Sakura e Ino, que olhavam-se com uma verdade tão absoluta e pura, sem a malícia do mundo, que se sentiam prontas para contar cada detalhe de suas vidas sem ocultar um só acontecimento.

– Eu tive sonhos promíscuos com o filho do meu marido uma vez.

Envergonhada, a mulher de cabelos alinhados, longos e rosas confidenciou. Suas bochechas ganharam uma coloração adorável.

– Eu posso ver o que acontece na vida das pessoas. Antes do acontecimento ocorrer.

Ino não tem a noção do quão condenada uma bruxa é, e foi por isso que não entendeu os olhos de Sakura arregalados. Estavam em cima do futon no quarto de hóspedes, olhando-se. A lamparina iluminava precariamente seus rostos, mas a Yamanaka distinguiu a nova emoção de Sakura. Medo.

– Você... É uma bruxa?! – Exasperada, acabou por gritar. Horrorizada.

– Eu... – Ino ia dizer, mas Sakura se afastou tão repentinamente que a loira ficou calada.

– Deus... Você não é digna! – Com os olhos arregalados, a jovem começou a passar a mão nos cabelos repetidas vezes. – Eu serei sensata. – Murmurou algumas vezes, saindo do quarto de pijama e às pressas.

Ino ficou olhando para a porta aberta. Sem entender.

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Gaara ficara sabendo através de carta que Uchiha Sasuke se aproximava com o papa. Se recebera só agora aquele documento, era porque Sasuke já havia saído há algum tempo. Provavelmente estava chegando.

Guardou o envelope na primeira gaveta de seu pequeno móvel, tossindo e sentindo-se mal por algum motivo perturbador. Tomara banho com lerdeza, e esperava o jantar impaciente. Quando pensou que ia finalmente comer, quem irrompeu pela porta sem nem ao menos bater fora Sakura. E ele estava informalmente vestido.

– Ino... – Falou ofegante. Tivera que subir inúmeros degrais. – Ela é uma bruxa, majestade!

Parte dois.

Quando a sombra colide com a pessoa.

Gaara olhou a mulher atentamente. Uma bela mulher. Mas não ficou atento ao físico, é claro. Tinha nas mãos um problema que custaria a vida de Ino. Ficou nervoso. Começou a pensar em mil coisas. O foco tornou-se algo impossível, longínquo. Para ganhar tempo, soltou:

– O quê?!

Ela o olhou. Ruborizou. Talvez tivesse notado a situação em que os colocara.

– Ino é uma bruxa. Uma bruxa! Ela trará maus ares ao reino do senhor, vossa majestade.

Gaara, então, sabia como contornar aquele imenso problema de uma maneira simples. Era patético, mas dependia apenas de sua atuação e persuasão.

– Eu já sabia. – Disse. Sakura o olhou assustada.

– Então você...

– Eu a amo.

Que maneira mais eficaz de convencer uma mulher pura como Sakura, que ele sabia que era, do que contando uma historinha de amor?

– Mais do que o meu reino. – Aquela declaração assustou Sakura outra vez. – Eu a amo com todas as forças que possuo. E não posso queimá-la como a igreja ordena. Eu morreria por dentro.

Não sabia como Sakura estava acreditando. Os olhos dela pareciam brilhar mais. A pose de durona se desfez. E tudo por uma história que ele contava de maneira fria. Sem emoções. Mas uma boa história.

– Peço sua ajuda. Nunca conte para ninguém. Me proibiriam de viver este amor de uma maneira muito dolorosa.

Ela assentiu. Não significava que agora voltaria a falar com Ino. Não mesmo.

– Oh... – Ela murmurou. – É um sentimento nobre, senhor. Mas é proibido.

– É. – Pausou, olhando-a para filmar sua reação. – Exatamente como o que você nutre pelo filho do seu marido.

Naquela noite, Sakura dormira com o coração apertado. Por diversos motivos. A descoberta, a maneira como fora pressionada a guardar um segredo profano, a amizade sincera que desfez antes mesmo de começar, a partida de Sasuke e a sua partida. Não poderia esperar Fugaku encontrá-la. A ideia de Áthila fora realmente boa. Ela não teria coragem de fugir sozinha.

Adormeceu sentindo-se cansada e amedrontada. Em algum momento do descanso, um sonho desfez suas linhas de expressão do rosto e a relaxou.

Áthila estava vestido como guarda. Segurava firmemente uma espada longa e com uma lâmina perigosamente arredondada, tal como uma foice. Sasuke apareceu de qualquer lugar. Ela não via rostos, mas sabia que eram eles.

Estava sentada na graminha, arrancando pétalas de um girassol pequeno.

– Bem me quer, mal me quer...

Sasuke bateu sua espada com a de Áthila, distraindo-a das frases vazias cantadas de pétala por pétala. O Uchiha tinha uma aparência limpa, jovial. Como sempre.

Os pés estavam descalços e firmes no chão, vermelhos com a pressão que fazia para manter-se equilibrado. Agora o guarda de Sabaku no Gaara imprimia força para cima do moreno.

As pernas de Sasuke estavam cobertas por uma roupagem branca. O tecido folgado balançava com o vento.

Subiu os olhos naquela máscula imagem.

O peito deliciosamente esculpido tinha linhas retas e paralelas. Sasuke era branco como as pétalas esquecidas do girassol. Algumas pintas pequenas transformavam o corpo definido em adorável.

A envergadura era assustadoramente espaçosa. Ele poderia abraçá-la e cobri-la de proteção.

Assim sendo, as costas eram grandes. Estavam curvadas numa pose de luta clássica. Compunham um físico docemente tentador.

Sakura não se distraiu, entretando. Fixou o olhar no pescoço liso e sensual, que segurava o rosto nobre e ao mesmo tempo agressivo. Olhar a expressão de Sasuke era ver o mau humor em pessoa. O maxilar bonito, nem pontudo e nem quadrado, fazia dos lábios dele a mais gostosa tortura. Ela não sabia como era acariciar aquela pele fina e avermelhada.

Os olhos dele desviaram de Áthila para ela, e assim a mulher pode analisá-los. Ou tentar. Aqueles olhos enormes e famintos tinham uma nota de aflição. De urgência. Depositavam terror em Sakura, mas pelos sentimentos não tão corriqueiros. Fisicamente falando, não havia olhar mais bonito.

Abaixou suas orbes cansadas para ter certeza da localização do girassol que deixara na grama, mas ele sumiu. Em seu lugar, uma flor vinho e feia reluzia. Apanhou-a. Os espinhos a picaram, mas antes de soltar, sentira o delicioso aroma do guerreiro Uchiha.”

O sonho se dissipou devagar, mas Sakura não acordou naquela noite.

Quartos acima, Gaara já sabia que tentar proteger Ino era perda de tempo. Descobririam cedo ou tarde. Não podia contar esta historinha novamente pensando que alguém acreditaria.

Virou-se para o lado, apreciando a falta de luz. Fechou os olhos. Quase inconsciente, ouviu a porta ser aberta e sentiu o movimento em sua cama. Não moveu um músculo.

Notas finais
AGRADECIMENTO especial à Hidden M, que se dispôs a me ajudar. (E eu não esperei pra ter feedback. Desculpa, sou ansiosa assim! HAUAHUAHA) BEIJOS!