7 Pecados Capitais

15 Quando a paz é demais...


Notas iniciais
Anwar, não sei se já agradeci, mas agradeço de novo pela recomendação. Me deixou muito feliz e inspirada! ~ Seguinte, pessoal. Eu não revisei esse, bem como o outro. Peço perdão pelo erro estranho. Escrevi um "distruído" doloroso no anterior. AUAHUAH Enfim... Vamos ao que interessa!

Quando a paz é demais, o cavaleiro desconfia.

– Eu não gosto desse seu mistério. – Itachi murmurou recostado em seu cavalo. – Tem alguma coisa que você não está contando, e estou ficando preocupado com isso.

Os irmãos estavam no gramado dos Uzumaki, exatamente no quintal, um pouco a frente do castelo. A manhã gelada fazia com que os cabelos volumosos e leves dos dois balançassem incessantemente, num ritmo único. A única diferença entre eles era que Sasuke era um pouco mais alto, mas as feições eram identicas. A de Itachi um pouco mais envelhecida, notóriamente.

Foram os primeiros a abandonar a casa depois do breve café da manhã. Não saberiam explicar quem juntou-se a quem. Tinham a impressão de estar ali faziam horas.

Sasuke não deixou nenhum sentimento transparecer. Seu rosto parecia congelado numa indiferença elegante e cruel. Mesmo quando Sakura se aproximou com as mãos juntas na frente do corpo, ele não teve reação facial, se não o mexer da boca. Os lábios finos e pouco avermelhados falando rapidamente, numa pressa disfarçada com a pose tranquila.

– Nós dois vamos para o reino do Gaara esta noite, e na noite seguinte vamos para o Neji. – O Uchiha caçula falou, virando a cabeça para olhar o irmão, que estava há poucos centímetros dele. Sakura estava a sua frente. Como fora a última a acordar, ficara para trás enquanto Kushina a enchia de comida e preparava uma cumbuca cheia de quitutes, enrolada num guardanapo. – Não sei se você vai conosco, Itachi, mas acho melhor não deixar o pai vê-lo.

– Destruirá o seu plano?

– Eu não tenho um.

– Eu não vou com vocês de qualquer forma. – Itachi subiu no cavalo, e em seguida vestiu uma capa cinza clara com uma touca. – Encontro-os outra hora. Antes tenho algumas coisas para fazer. Também tenho mistérios.

Sakura ficou olhando Itachi se distanciar. O irmão mais velho de Sasuke tinha uma aura acinzentada em volta de si. A moça perdeu um bom tempo com o olhar num ponto fixo, até perceber o olhar também fixo e nada calmo de Sasuke em seu rosto. Virou lentamente, emendando um assunto para não trocar olhares com ele.

– O que estamos esperando?

– Estamos esperando o Gaara. É feio chegamos primeiro que o dono em seu castelo. – O moreno cruzou os braços, desviando o olhar de cima dela. – Não te ensinaram isso?

Ela ignorou o humor matinal do moreno.

– Não.

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Ino também recebeu uma cumbuca de doces e salgados, e naquele momento, comia alguns atrás de Gaara. Ele percebeu que recentemente ela estava muito aérea.

– Não é hora, Ino. – Ele murmurou. Parecia cansado. – Segure-se. Você pode cair.

– Estou com fome.

– Você comeu faz pouco tempo. Não estamos nem no meio do caminho. – Chacoalhando as rédeas para ir mais rápido, continuou a falar. Fez sinal para o Uchiha atrás dele, pedindo que o imitasse e aumentasse o ritmo. Por algum motivo, não queria ficar na floresta mais do que o necessário. – Acho que não vou permitir que o Uchiha parta para o Neji. Não acho que é seguro. O que você acha?

Foi pego de surpresa por um abraço manhoso de Ino, que pareceu grudar-se a ele de uma maneira preguiçosa. Ficou levemente ruborizado. Não pelo ato, mas pela certeza de que o casal atrás deles estavam vendo tudo.

– Ino! – Rosnou. – Temos companhia. Eu sou um rei!

– Não se preocupe. Sakura quer abraçar o Sasuke também, mas tem medo dele.

– Solte. – Ordenou baixo.

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Hinata comia com Naruto. Estavam os dois no jardim da casa, sentados na grama verde clara. O sol colocava-se alto, e o friozinho da manhã fora substituído por uma temperatura morna e agradável, com passageiras brisas frias.

– Quer que eu peça ao seu primo que você fique? – O loiro sorria travesso, melando os lábios de doce de leite.

– Eu gostaria. Mas penso que não é o momento certo. Estamos em guerra declarada.

– Não tão declarada assim. – Corrigiu. – Mas você tem razão, hime.

Naruto, naquele momento, tinha o céu refletido nos olhos. Sorria grande, como uma criança sincera. Comia o doce lambuzando o rosto, e vez ou outra desfazia o sorriso para olhá-la nos olhos.

Hinata pareceu compreender a inquietação em seu interior quando ouviu o gracioso e espontâneo “hime”. Queria muito ser ela o destino dele e dar motivos para que ele sorrisse para sempre. Como estavam sentados lado a lado, ela aproximou-se de repente, beijando os lábios dele. Estavam grudentos.

– Venha você comigo.

Ele a olhou levemente encabulado, lambendo os lábios.

– Eu espero que você entenda, hime, que eu sou um príncipe. E preciso ajudar os meus pais também. – A voz séria e madura sempre chegava aos ouvidos da moça com uma enorme doçura.

– Eu entendo. Vamos nos ver logo, não é?

– Sim. – Antes de beijá-la docemente, Naruto esfregou os narizes dos dois, olhando-a com paixão. Aquele olhar...

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– Neji ainda está comendo? – Hinata perguntou a Tenten, recebendo um positivo da morena. – Mas você é que é sempre a última a sair da mesa! Ele é o primeiro.

– Ele está com uma aparência horrível. – Hinata não arregalou os olhos, mas os abriu levemente quando viu que o primo estava ouvindo a conversa das duas e se aproximava. – Sério, parece que passaram cavalos em cima dele. E ainda acordou tarde.

– Eu estou mesmo cansado. – Ele pontuou, surpreendendo Tenten. – Incrível como a senhorita pode ser desagradável.

– Desagradável é essa mania de chegar de surpresa. – Ela murmurou rabugenta, fazendo Hinata sorrir.

– Está um pouco tarde.

– Está muito tarde, Hinata. – Neji estava mal humorado. Certamente tinha a ver com seu atraso. Coisa que nunca acontecia. Era sempre ele o primeiro a levantar e fazer o que tinha que fazer. – Eu preciso chegar logo. A única coisa protegendo o castelo são os soldados, mas eles precisam descansar.

Como estavam no gramado da casa, montaram no cavalo. Hinata e Tenten ajeitaram as cumbucas de quitutes no cavalo delas, e desta vez quem segurou as rédeas foi Tenten. Pensativa, a morena de olhos escuros observou a dificuldade que Neji teve para subir no cavalo dele. O pé e a perna não pareciam estar melhorando com o tempo.

Suspirou. Sua condição de invasora de castelos a incomodava, mas estava de mãos atadas. Fora expulsa de seu país, e os pais, na verdade, tinham desgosto de ter uma filha tão intrometida.

Teve sorte de invadir um castelo de um homem tão bom. Teve muita sorte.

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Sasuke estava tendo dificuldades para concentrar no caminho. Sentia-se raivoso e rabugento como antes. Antes de passar as tardes passando creme no corpo de Sakura. A tarefa era entediante se vista de maneira geral, mas os detalhes exigiam dele muita paciência e cuidado. Aquilo o deixava mais calmo e paciente, de certa forma. Passava um bom tempo massageando Sakura devagar por causa dos machucados, e aquela terapia funcionava para ele.

Agora parecia um passado distante. O sentimento aflorado de asco criava formas e travava em sua garganta. Tinha nojo de tudo que viu e ouviu. Fosse a mulher que fosse, nenhuma poderia ter passado por aquilo.

Conforme ganhava novas paisagens no caminho, perguntava-se se aquela liberdade era mesmo a tão sonhada liberdade. Não era.

Podia sentir o toque delicado de Sakura em suas costas. Será que era assim que ela tocava seu pai? Isso o enchia de fúria. Não por ela, mas por saber que a delicadeza de uma mulher fora brutalmente violada por um homem agressivo e seco. Apodrecido.

Como pode ouvir por tantas noites tantos insultos e gemidos de dor sem levantar um único dedo para interromper?

Sentia-se fracassado. Desde cedo o pai o afastou, e desde sempre Sasuke se isolou. Por que não tentou mostrar a Fugaku que o amava? Talvez se tivesse feito, o pai entenderia a dor. Talvez fosse um pai amoroso. Talvez fosse pelo menos humano.

Talvez não precisasse usar um papel concedido pela igreja católica contra seu próprio pai.

– Nós demoraremos para chegar?

A voz de Sakura desfez os questionamentos dolorosos do moreno, que tentava equilibrar sua atenção ao caminho e aos planos que traçava. Demorou alguns segundos para retrucar sem interesse:

– Por quê?

Sakura hesitou também.

– Eu gostaria de fazer xixi.

Ele quis rir. O sorriso até se formou, mas não deixou-se humilhar ao fazê-la ouvir o riso dele. Seria algo íntimo demais. – E frágil. Rir era como mostrar uma fragilidade.

– Eu entendo agora porque é que você levava tantas broncas. – O moreno negou com a cabeça como se a repreendesse. – Uma dama não pode falar de maneira tão aberta. De nada adianta ter um rosto tão elegante se tem as maneiras de uma selvagem.

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O sol estava se pondo, Tenten percebeu.

Estava sentada no meio do gramado do castelo no reino Hyuuga. Observava também os cavalos tomarem água. Estavam comendo desde que chegaram da viagem. Provavelmente estavam exaustos. Ela também estava. Andar de cavalo era incômodo e cansativo.

Quando chegaram, Neji estava um pouco alterado. Desceu do cavalo e machucou o pé – Já machucado, mas orgulhoso como era, dispensou ajuda.

A primeira coisa que fez foi conferir soldado por soldado, ordenando que metade deles fossem descansar. Montou um sistema de rodízio, onde a outra metade ficava acordada até o dia seguinte. Neste tempo acordados, um a um sairia para comer dum banquete que Neji mesmo pediu que fosse preparado. Os outros comeriam antes de finalmente poder repousar.

– Você não parece muito de pensar. – Ele murmurou atrás dela. Tenten não ficou surpresa, e nem virou para olhá-lo.

– Não me concentro em uma só coisa, mas consigo enxergar tudo ao meu redor. Só é difícil ter foco.

– Não. Você parece focada.

Tenten ficou em silêncio. Sim, ele tinha razão. Estava focada no eco que a voz dele fez em sua cabeça.

– Você não consegue sentar, não é? Está ficando pior, Neji.

Ele realmente apreciava quando ela falava seu nome de maneira tão íntima.

– Eu ainda tenho o que fazer. Não posso parar para isso.

– Você está parado agora. Cuide-se! – Nervosa, ela levantou num só pulo e falou num só fôlego, embora a voz estivesse mais baixa que o habitual. – Não se maltrate. Se você quer continuar dedicando sua vida ao seu reino e à paz, eu apoio. Mas antes disso, permaneça inteiro.

Neji notou desde o princípio que estava preso nos olhos exageradamente expressivos dela, mas Tenten demorou para cair na armadilha dos olhos dele, porque a concentração estava em falar sem parar e esperar uma reação.

Quando os olhares não se desviavam e o bonito final do pôr do sol fora ignorado, bem como a dor inconveniente de Neji, a única coisa que preenchia a cabeça dos dois era a cena que protagonizaram no escritório do Hyuuga. Mais precisamente a cena do beijo que trocaram.

– Estamos repetindo aquele momento estranho. – Tenten falou depois de longos segundos recheados de expectativas.

– Não vamos repetir. – Neji fechou os olhos por um breve momento. – Mas eu aceitarei a sua sugestão, e tratarei o que precisa de tratamento.

De certa forma, não era aquilo que Tenten julgava normal. O momento estranho não era só estranho. Era estupidamente gostoso, prazeroso e certo. Certo porque seria bom acontecer de novo. Errado era ouvi-lo falar friamente, dando as costas para o segundo momento estranho que teriam.

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Gaara sabia que aquela massagem era algo necessário. Aquelas mãos pequenas e habilidosas, embora inocentes, faziam um trabalho singular. Sentia-se bem ao ter aquele momento silencioso. Silencioso demais.

Ino estava quieta, o que era preocupante. Ela gostava de falar com ele, e ele sabia disso. Em algum momento que as mãos dela pararam de massageá-lo, ele surpreendeu-a virando de repente. Seu corpo musculoso e pálido, cheio de sardas, foi o alvo do olhar da mulher. Gaara sentou silenciosamente, fazendo com que o olhar dela se voltasse para o rosto dele numa pergunta muda.

O que você está fazendo?”

– Deite. – Ele mandou.

Ela demorou para obedecer, mas fez. Tomou o lugar dele no colchão, ficando de barriga para cima. Gaara a viu um pouco nervosa e simplesmente perguntou:

– O que está acontecendo?

Ino não tinha uma resposta exata para aquela pergunta. Muitas coisas estavam acontecendo.

– Vire-se. – Ele pediu. Ela fez rápido, desta vez. Ficou de bruços.

Recentemente Ino estava usando uma cumbuca com um creme branco e cheiroso dentro para massageá-lo. Perguntava-se se ela tinha pego aquele pote da cozinha. Perguntava-se também de onde veio aquele creme.

Usou-o nas mãos antes de cobrir o corpo dela de carícias fortes e milagrosamente eficazes. Ino desmontou sob o toque dele, e Gaara não podia deixar de apreciar a doce entrega do corpo dela.

– Você está distante.

Ino engoliu seco antes de respondê-lo.

– De cabeça? – Ela perguntou como se a pergunta fizesse sentido. Continuou mesmo assim. – Quero descobrir porque minha previsão não aconteceu.

Um torpor estranho percorreu o corpo do ruivo quando um movimento de sua mão arrepiou Ino completamente.

– Não só de cabeça. – Ignorou as angústias dela. No momento, e sabia que depois se arrependeria, queria esquecer do futuro que tanto tentavam prever. Curvou-se acima dela, inclinando levemente a cabeça para beijar o pescoço alvo. Colocou as mãos acima da cintura, sentindo-a mexer-se suavemente.

– Você quer beijar a minha boca de novo?

Gaara não segurou um sorriso ladino, mas não exatamente malicioso. Gostava das perguntas estranhas.

– Quero. E não só a boca.

A mulher ergueu-se pouco. O suficiente para virar, ficando de frente para o homem que gostava muito de admirar. Os olhos claros dele, naquela hora estavam escuros. A mudança de tom adorável sempre a pegava desprevenida, mas agora...

– Seus olhos brilham.

Aquela absurda constatação o deixou desconcertado, mas não demonstrou. Aproximou-se devagar, vendo-a fechar os olhos muito antes da boca dele chegar perto da dela.

– Deuses... – Murmurou. Ela ficava tão bonita quando mostrava-se receptiva...!

Finalizou a distância beijando-a, aproveitando o toque íntimo para deixar tudo muito mais íntimo do que aquilo. Aproximou-se mais, colocando as mãos pela pele dela em diversos lugares. Juntou a língua dela com a dele com uma espécie de gosto necessitado. Queria tanto apoderar-se dos lábios dela, do corpo dela, que mal podia esperar para continuar ensinando tudo o que uma mulher deve saber.

Rasgou as roupas femininas e finas, pensando que aquilo a faria perder o constrangimento rapidamente.

Ino ficou tão vermelha, que ele só descobriu uma maneira de confortá-la. Voltando a acarinhar os lábios dela.

Com uma manha que nunca teve que usar com outras mulheres, tirou a mão dela da frente dos seios, mordendo sem força aquela boca que aprendeu tão bem a beijá-lo.

– Não sinta medo. – Ordenou enquanto descia o rosto pelo colo dela, espalhando os cabelos vermelhos pela pele branquinha e já suada. Estranhamente, a ordem soou gentil. Quase como um pedido. – Não machucaria uma mulher tão preciosa.

Ele se referia aos dons que ela tinha. O de visualizar o futuro e o de deixá-lo louco a ponto de perder a postura de rei e adotar a de um homem.

Beijou-a com paixão. Uma paixão sequer descoberta. Acariciou com a língua os médios e empinados seios dela, sentindo uma enorme pressão nas calças apertadas quando ouviu-a gemer muito baixo o seu nome em forma de pergunta. Ela estava tão deliciosamente perdida no que ele estava fazendo...

Tanto que não percebeu que ele havia baixado as calças o suficiente para masturbar-se. Estava louco para fazê-la conhecer um universo perverso e gostoso, mas sentia-se errado ao pensar em transformá-la tão rápido, sem antes dá-la um conforto, em algo que não queria que ela se tornasse.

Em outras palavras, queria que ela se acostumasse com as carícias mais perigosas antes de mostrá-la um pouquinho da dor e o monte de sensações.

Uma mão acariciava a pele por baixo da calcinha fininha devagar, enquanto a outra estava ocupada entretendo-o, e os lábios experientes e desejosos tentavam não descer demais. Embora a quisesse, repugnava a ideia de mudar aquela doçura que enxergava.

Longos minutos se passaram. Para ele pareceram eternidades, é claro. Queria estar dentro dela, experimentando o sabor daquela profetiza tão deliciosamente sensível e doce. Mas este pensamento se dissipou segundos depois que seu gozo veio. Caiu em si de maneira abrupta quando notou que além de entregue a ela, estava fazendo coisas muito egoístas.

Levantou a calça de qualquer maneira e depositou um beijo seco na barriga da loira, que gaguejou um gracioso miado com o carinho interrompido. Ainda inclinado acima dela, observou-a abrir os olhos, alheia a angústia dele.

Gaara suspirou. Sabia que passaria dos limites. Desceu o rosto até chegar na úmida pele que tanto tentou ignorar.

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– Eu vi que o médico saiu daqui agora, e...

Neji levantou num pulo, o que a fez calar rapidamente.

Tenten entrou no quarto dele com a intenção de ver se ele estava bem, porque viu o curandeiro saindo depois de muito tempo. Não pensou que aquilo o irritaria, mas vendo-o agora...

– Quem te deu permissão para entrar assim? – Perguntou, sentado na cama. Os cabelos levemente desalinhados.

– Ninguém, mas...

– Mas nada. – Calou-a outra vez. – Você está no quarto de um rei! Entre com respeito, por favor. Porte-se com educação. Não invada meu espaço e nem...

– Estúpido. – Ela rosnou, desta vez calando a ele. – Eu queria saber como você estava. Você só pensa em parecer inalcançável, e eu sei que não é só por aparências de rei. É para poder se concentrar no seu dever. Eu já te disse que para completar um dever, você precisa estar inteiro.

– Não pedi o seu conselho desta vez, Tenten. – O nome dela. Ele disse! E saiu tão...

– Você não pede o de ninguém quando se trata do seu íntimo.

– Meu íntimo não precisa de opiniões alheias.

– Você está sendo infantil e orgulhoso.

– Não estou não. – Cruzou os braços. O bico inconsciente a fez sorrir abertamente. Os olhos dela brilharam na direção da mesinha de cabeceira.

– Você tomou ervas misturadas! – Ela exclamou. Bem que ele estava diferente. Aproximou-se como quem não quer nada, ouvindo os resmungos engraçados do homem tão grande, rude e graciosamente gostoso.

– Não se aproxime, sua intrometida.

– Vou tomar esse chá também. – Ela falou. Mas ele não prestou atenção. Momento errado para estar tão desligado. As próximas horas seriam preenchidas de loucuras que Hyuuga Neji sóbrio nunca faria.

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Sasuke não se despediu de Sakura ou de qualquer pessoa. Deixou um aviso com um guarda chamado Áthila. O recado era simples e direcionado apenas para Gaara.

Tomou seu cavalo e ganhou a noite, pensnado na quantidade de dias que levaria para ir e voltar.

Não importava muito. Para ver-se livre da opressão e loucura de Fugaku Uchiha, Sasuke começava a aceitar a ideia de que podia visitar o inferno se necessário fosse.