7 Pecados Capitais
21 O nosso Deus - Parte final.
Notas iniciais
Sakura arregalou os olhos. Colocou a mão na boca. Andou poucos passos para trás, até trombar com alguém que acabara de chegar e não fazia ideia do quê estava acontecendo.
O moreno subiu as mãos no topo da cabeça da Uchiha e acariciou três vezes.
– Tenho boas notícias.
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Sasuke estava suando, e o tom de sua voz estava demonstrando seu cansaço. Gaara levantou rapidamente, olhando primeiro para Sakura. Queria se certificar de que ela ficaria calada.
– Como foi? – Perguntou ao príncipe Uchiha, estranhando que o moreno tivesse aparecido ali sozinho.
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– Inútil! – Urrou, atento aos olhos desesperados que suplicavam piedade. Abaixo de seu corpanzil malhado, uma figura ligeiramente parecida se debatia. – Estou cansado de você. – Sem hesitar, Fugaku arrastou a lâmina da navalha pelo pescoço alvo de Itachi. – Eu odeio quando não consigo te controlar. Você é a maior decepção do papai! – Os olhos de Itachi já estavam perdidos, rolando sem vida. Mas a fúria de Fugaku permitiu que ainda enfiasse a faca pelo peito do filho por diversas vezes. – Nem merecer uma cova você merece. Igual sua mãe. Eu devia te jogar na porta do reizinho de merda do seu irmão. Como você pode fazer isso comigo, filho? – Num pulo, Fugaku ergueu-se e chutou a presença já sem vida de seu filho mais velho. – Você não pensa em ninguém. – Riu-se. – Aparentemente estou enganado, mas já não posso mais te perguntar.
Com os pés descalços marcando o assoalho de sangue, Fugaku começou a andar de um lado para o outro de maneira ritmada.
– Você pensa no seu irmãozinho. Aquele animal enclausurado que dá o pintinho pros amigos sentarem. É isso que iam fazer um no reino do outro. – Colocou a mão no queixo. – Se quer saber de uma coisa, defunto, eu não vou permitir que aquele moleque ria de mim. Não sabe nem enfiar numa mulher e acha que me toma o poder.
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– Fui nomeado rei. – Sasuke respirou fundo. – E agora tenho todos os soldados do meu pai nas mãos. Acredite em mim, eles estão ao meu favor.
Sakura virou para o rapaz lentamente, com os olhos arregalados. Gaara ficou um instante sem fala.
– Sério? – Ele e Sakura perguntaram juntos. O Uchiha pareceu até ruborizar um pouco. Coçou a nuca.
– Sério.
– Mas...
– Eu adoraria explicar agora, mas estou exausto.
– Pretende dormir? Eu preciso saber da situação, Sasuke. – Gaara parecia ter um olho em Ino e outro no amigo.
– Pretendo tomar banho. Eu tenho fome. Conto tudo depois, quando vier comer. Vocês não comeram ainda, né? – Com um anuir de Gaara, o novo rei Uchiha deu as costas. Mas não sem lançar um olhar caloroso na direção de Sakura.
Diabos! Agora todos lançavam olhares na direção dela.
Ficou parada, vendo o homem sair em passos largos. Aquele corpo enorme parecia prestes a colidir com o chão. Estava até curvado, possivelmente pelo cansaço.
A visão das costas de Sasuke fez Sakura perder a noção de onde estava. Naquele momento, seus pensamentos estavam todos no instante em que tornaram-se próximos, amigáveis. Ela lembrou-se da primeira vez em que as mãos dele hesitaram em tocá-la quando estava machucada. Lembrou-se do cuidado que teve ao carregá-la para longe do pai. Lembrou-se de quando ele virou seu guarda pessoal contra Itachi, mesmo que achasse que ela estava imaginando coisas. Não foram muitos momentos, afinal, mas alguns foram intensos demais. Como o dia que foi massagear o corpo dela com o creme medicinal. As mãos grandes dele apalpavam todos os contornos de seu corpo sem medo, transformando, finalmente, a tortura de estar machucada e precisando de cuidados em algo prazeroso. Como poderia fugir com Áthila sabendo que queria sentir as mãos de Sasuke outra vez em suas costas? Roeu a unha. Queria ouvi-lo dizer, mesmo que sem jeito como Gaara fizera, que estava apaixonado por ela. Seria tão...!!!
E foi por isso que correu. Subiu as escadas da torre rapidamente, pensando que talvez, com Sasuke sendo o novo rei, teria a proteção dele contra Fugaku. A proteção dele e de todos os guardas!
Quando chegou ao quarto e abriu a porta, porém, todas as ideias que tinha se dissiparam. Sasuke estava sentado na cama. Nu. E mesmo que um segundo depois o moreno tenha o escondido com as roupas, Sakura já tinha visto aquele longo detalhe do corpo de Sasuke a mostra. Caído.
Ficou muito quente. Imaginava-se quase roxa de vergonha.
– Sakura! – Ele ralhou. Engoliu seco, sinalizando para que ela saísse. – Saia daqui. Vá!
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– Qual o seu problema? – Neji perguntou finalmente, cruzando os braços na altura do peito. Tenten estava deitada na grama, na beira do lago onde estiveram noutro dia. O tom de voz do Hyuuga não fora amigável, mas também não fora grosseiro.
Tenten apenas colocou a cabeça para trás para que pudesse vê-lo.
– É tarde. Vamos entrar.
– Sente aí. – Ela convidou, voltando a olhar para o escuro. A única coisa que os iluminava ali era um lampião que Tenten trouxera e alguns vagalumes zanzando.
Neji considerou juntar-se, mas logo veio à mente o que aconteceu aos dois da última vez. Era ridículo admitir que sentia uma coisa forte por aquela garota, mas era mais ridículo ainda ser rei e ser sempre e pra sempre responsável. Por que não saía fodendo meretrizes como Naruto, ou saía para cavalgar sozinho como Gaara e Sasuke?
Respirou fundo, fechando os olhos apenas por um instante. Estava pensando demais. Como sempre. Olhou para o chão, onde o lampião iluminava. Uma árvore troncosa estava ali, perto.
– Levante. – Ele murmurou, descruzando os braços devagar.
– Oi?
A lentidão foi substituída por urgência. Neji andou até ela e abaixou o suficiente para apanhá-la pelos ombros. Tenten estava com os olhos arregalados, e o corpo desarmado pela surpresa, completamente mole. O tempo que teve para reação colidiu com o momento que Neji prensou-a numa árvore. Algumas folhinhas caíram, e a boca dele estava na dela. Outra vez.
O ventre da moça revirou-se numa agitação desconfortável. O que na verdade tornou tudo um aconchego familiar, fora a bem vinda carícia que Neji fez em suas costas. De fato a brutalidade infrequente do homem a deixou desorientada, mas lá estava o delicado e educado Hyuuga alisando sua boca com um cuidado...
Suspirou deliciada, fazendo-o tirar a língua de perto da dela. Olhou-o com um sorriso amarelo, mas seus olhos brilhantes não estavam dispostos a desviar o olhar dele.
– De novo? – Perguntou. – Não se arrependa depois. – Disse baixo, avançando os dedos pelo pescoço branquelo, rodeado de pintinhas. Sem deixá-lo responder alguma coisa, colocou os lábios acima dos de Neji num beijinho seco, mas quente. Sem esperar que ele reagisse, subiu a mão até as orelhas frias do homem, empurrando devagar sua cabeça para o lado, enquanto a dela ia para o lado contrário. Finalmente estava com a língua dentro daquele rei, e aquele momento tão esperado superou o sentimento que os alertava para ficarem longe um do outro. Neji segurou Tenten pela cintura, percebendo que o corpo dela tinha contornos generosos. Sentiu os braços femininos, morenos, descerem por seu cabelo, encaixando logo depois despreocupadamente em seus ombros. As mãos dela pareceram fechar-se em torno dele, assim como as línguas que se encurralavam ávidas. Um último beijo molhado foi trocado para que pudessem permitir que o ar viesse, mas os lábios de Neji pareciam grudados nos da moça ainda. Quando abriu os olhos, a figura masculina já a observava perigosamente perto.
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Ino remexeu-se, sentindo o corpo dolorido. Estava tão mal aconchegada! E quando abriu os olhos, sentiu-se triste. Ali era o melhor lugar para se deitar. As pernas de Gaara. Estavam na biblioteca. Ele sentado no sofá de pele de cavalo, e ela com a cabeça nas pernas dele, deitada.
Como pode reclamar? Não queria sair dali.
Embora Gaara estivesse cochilando, quando ela se mexeu, ele acordou. Encarou abobado o pequeno sorriso da moça. Quando ia afastá-la de seu colo para levantar, ela jogou os braços aos lados do corpo dele, impedindo-o.
– Fique aí. – Murmurou. Escondeu o rosto no quadril masculino.
Diferente das outras vezes, Gaara estava perfumado. Fechou os olhos.
– Não é um bom lugar pra você meter o rosto. – Ele comentou, colocando a cabeça para trás. Tentava achar uma posição confortável. A voz dela veio num trêmulo murmúrio:
– Por quê?
Mas diferente do que ele pensou, ela não se afastou. Contrariando-o, procurou uma brecha na roupagem pesada. Queria a pele dele. Tão sardenta, tão macia... E achou. O ruivo encolheu a barriga de leve ao sentir a respiração e a boca travessa da bruxa.
– Ino, não faça isso.
– Por que não? – Ela perguntou. O som emburrado o fez bufar.
– Você não saberá como prosseguir, e eu vou querer que você prossiga.
Ela sorriu. Ele sentiu a boca dela se mexendo em sua barriga, e sabia que era um sorriso. A profetiza roçou os dentes na pele morna, virando o próprio corpo para ficar ainda deitada, de cara para o local em que Gaara apreciava com o olhar. Seus gestos não eram tão inocentes, mas também não eram depravados, e ao constatar aquilo, Gaara soube que tinha uma dama.
As mãos pequenas estavam então nas laterais das calças dele, abaixando-as devagar. Ino percebeu que a cada toque que dava mais para baixo daquela região, mais intranquilo ele parecia.
De relance, Gaara viu a porta aberta. Seu pensamento foi que tinha muitos empregados. Algum por certeza fecharia a maldita porta.
Seu segundo pensamento se perdeu enquanto engolia seco. Com uma pequena ajudinha, ela abaixou a calça dele, e agora estava com as calças pijama. Certeiras, as mãos dela foram parar no volume que tanto queria ser liberto daquela roupa.
– Devagar. – Instruiu-a, percebendo que ela fora um pouco... Rápida em segurá-lo.
Bastou uma carícia para que Gaara fechasse os olhos, engolindo novamente o seco sabor do tesão. Ino, assistindo a reação dele, pensou que queria ver mais daquilo. Era tão gracioso! Por isso desceu do sofá, colocando-se entre as pernas dele e puxando a calça branca e fina do seu pijama, liberando aquela coisa que fez seu coração ficar disparado.
Agora ele quem esperava uma reação dela.
Sem ter certeza de estar fazendo certo, mas atenta ao prazer que ele parecia sentir, acariciou aquilo da forma que dava. De cima para baixo repetidamente. Riu-se baixinho, apaixonada pela boca dele entreaberta. Mas ele segurou a mão dela, fazendo-a parar.
Olhou-a nos olhos. Sua mão grande parou perto da boca dela.
– Cuspa aqui. – Mandou.
Ino olhou da mão dele para ele. Cuspir?
– Faça.
Sem entender, ela o obedeceu. Ele continuou parado, então ela cuspiu novamente. Observou depois, maravilhada, a mão dele cobrindo o próprio pênis com habilidade. Acariciou a si mesmo, pensando que aquilo a faria compreender como acariciar um homem. E assim, copiando-o, dominou a situação novamente. Deslizou a mão com facilidade, cuspindo desta vez diretamente nele. O ruivo sorriu.
Que diabos estava fazendo com Ino?
Mas ela pareceu entender o sorriso dele de outra maneira, acelerando o movimento com menos delicadeza. Viu-o encolher a barriga. Viu-o ofegar. Ouviu-o soltar um urro. Aquilo era simplesmente maravilhoso!
Mas ele a surpreendeu. Sua mão enorme empurrou sua cabeça loira para baixo, e de repente, ele queria que ela colocasse a boca ali. Ino teve poucos segundos para pensar.
– Abra a boca. – Mandou. Não soou grosseiro. – Não me morda. – Alertou.
Ela assentiu, mas ele logo meteu o pênis na boca dela, praguejando pelo tesão que sentia e pela maneira que a estava ensinando aquilo.
– Evite os dentes, Ino. – Disse. Queria simplesmente rasgar a garganta dela. Agarrou seus cabelos dourados, ensinando-a a mexer a cabeça ritmadamente. – Cuspa.
O rei nunca pensou que o som de um cuspe fosse tão loucamente prazeroso. Cada vez que ela aprendia algo, o interior dele festejava. Estava ensinando uma mulher a chupá-lo e não queria nenhuma outra ali.
– Que boquinha... – Comentou aéreo e bem baixo, para ele mesmo, quando ela decidiu fazer aquilo sozinha.
Entusiasmada com o comentário discreto que ouviu, tornou a movimentação também entusiasmada, deixando o ruivo inquieto demais. A mão dele estava novamente em seus cabelos, forçando-a desesperadamente. A urgência dele exigia cada vez mais dela, mas quando engasgou, Gaara sequer fez menção de parar de forçá-la.
– Deus do céu... – Disse, largando um gemido trêmulo, diferente de como a voz dele soava normalmente.
Ino apenas forçou-o a parar de forçá-la, mas ele estava ofegando, ainda mais intranquilo que no início. Querendo-a tanto...
– Venha? – Pediu. Ela percebeu que ele precisava, porque estava masturbando a si mesmo com rapidez.
Ino não pensou duas vezes.
Fora a melhor escolha, porque quando subiu os lábios pelo longo pênis do rei, viu-o revirar os olhos.
– Tire a boca. – Mandou rapidamente, arfando enquanto gozava na própria mão. Manchá-la seria demais. Pra sua sanidade mental.
Curiosa, assistiu-o parar de se masturbar enquanto limpava a mão na própria roupa. Sorriu. Queria ver novamente! Tudo. Gaara parecia um homem, e não um rei. Tão cheio de sensações que ela queria de novo...!
Foi por isso que o abocanhou, chupando de baixo pra cima da melhor maneira que conseguiu.
– Meu Deus! – Ralhou, piscando os olhos inúmeras vezes. Tentava organizar a respiração. – Você... Ino...
Ela sorriu, sentindo o gosto esquisito dele em sua boca.
Gaara puxou as calças para cobrir-se, abaixando na altura dela.
– Ino, isso é tão errado... – Comentou, ainda um pouco perdido. Surpreendeu-se quando ela levantou o corpo, abraçando-o de repente.
– Não é. – Negou como uma criança. Daquelas que não sabe a consequência das coisas, mas que acredita veemente no que diz. – Eu vi outro homem comigo, mas eu quero você comigo.
Se Gaara tinha estranhado o abraço, agora estava tenso, duro nos braços dela. E ofegante.
– Não entendi. – Empurrou a cintura dela delicadamente, mas não a soltou. Olhou para cima, procurando os olhos azuis de sua bruxa. Estavam molhados.
– Eu vi um homem loiro, de cabelos longos. Os olhos verdes dele me olhavam com carinho, e ele me dava carinho. Mas eu queria que fosse você. Eu quero que seja você.
– Homem loiro? – Perguntou com o cenho franzido.
– Ele usava roupa como daquele homem que cuida do jardim. – Nervosa, Ino roeu as unhas. Gaara desceu as mãos pelo bumbum dela, parecendo pensativo.
– Inoichi-san. Será que você viu o Inoichi? – Estranhou. A dava carinho? Inoichi a dava carinho? Nem percebeu que a porta estava fechada.
– Hum? Inoichi?
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Sakura mordia os dedos. Vira tudo. Deus, vira aquilo! Era tão bonito! Cheio de amor, sorrisos, paixão, prazer, pecado... Era tão diferente do que viveu com Fugaku... Era Ino e Gaara fazendo de suas memórias algo um pouco melhor.
E então o pecado caiu em suas costas como se quisesse a esmagar cruelmente. Correu. Correu para seu quarto, atrás de seu colar santo. No armário era onde ele estava, então arreganhou as portas e começou a rezar assim que o teve nas mãos.
– Me desculpe por ter visto aquele ato, meu Deus. Ela é uma pecadora, e eu me mostrei uma também. Eu os observei pecando, e gostei. Eu vi tudo! Deus... Não tire meu lugar do paraíso. – Quase engasgava.
– Sakura.
A rosa quase pensou que Deus a respondeu, no entanto, a voz vinha de trás dela. Virou-se, encontrando nas sombras Uchiha Sasuke. Sentado em sua cama.
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