7 Pecados Capitais
25 Noite dos caçadores
Notas iniciais
Sasuke soube imediatamente o que estava acontecendo debaixo daquele lençol, mas nem ele percebeu quando foi que ficou tão duro. Sakura estava querendo enlouquecê-lo como o pai era enlouquecido por dominá-la.
– Sakura. – Chamou. A sobrancelha erguida emoldurando sua confusão e descrença.
Lembrou-se de quando cuidou dela. A imagem veio na mente de repente. Era bom espalmar e friccionar suas mãos no corpo rosado de Sakura, mas tocá-la intimamente, sem tanto cuidado como fez uma vez... Como seria? Ela chutou os lençois desesperada, exibindo um rosto muito vermelho e uma respiração ofegante. Estava nua, mas não tinha percebido que o lençol não a cobria mais. Cobria no máximo seus pés.
Ele percebeu que estava trêmula e com medo de seu julgamento, mas ele não estava em posição de exigir um comportamento respeitoso quando queria tratá-la como trata as prostitutas. O desejo atropelou sua razão de uma forma inexplicável. A respiração tornou-se difícil, os olhos um algoz, as mãos ficaram suadas e o corpo preparado para lutar outras guerras.
O arrependimento sequer nublou sua mente. Nem lembrava que matara seu pai e que aquela miuda mulher pertenceu a ele. Não passou pela sua cabeça que Sakura queria experimentar prazer, afeto, e não violência e dor.
Aproximou-se. Viu-a se encolher medrosa, com os olhos cheios d’água.
– Desculpe, Senhor. – Ele leu o pedido em seus lábios secos. Ela tornou a dizer aquilo algumas vezes, apenas para ela mesma.
Nem aquilo tirara sua vontade desesperadora de estar dentro dela.
– Sakura. – Agora num volume mais baixo, a voz arrastada do rei encheu o quarto. A moça estava paralisada, olhando os movimentos lentos dele que se adiantavam para estar perto dela. – Me mostre o que estava fazendo.
– O quê...? Mas...
– Vamos, me mostre. Eu quero ver.
Sakura engoliu seco quando ele subiu na cama, sentando nela. Apesar de tudo, o olhar dele sequer se parecia com o de seu pai. Era muito mais brilhante e afetuoso.
– Quero ver. – Pressionou. Passou os olhos desde os seios até a intimidade avermelhada da adorável mulher.
Timidamente, ela desceu os dedos finos pela barriga. Observou, ganhando coragem, a mirada devota seguindo seus movimentos. Será que ela conseguiria fazer amor com Sasuke como Gaara e Ino fizeram? Sentiu as bochechas esquentarem. Podia copiá-la. Aquilo agradou Gaara, ela viu! Agradaria Sasuke.
Rodeou seus lábios vaginais, mexendo neles vagarosamente. Inclinou-se para Sasuke, tirando dele a visão de como se masturbava.
– Tire a calça. – Ela disse um pouco incerta. O moreno sorriu de lado, mas não era um sorriso provocativo. Obedeceu.
– Você não se sente mal de deixar seu amigo naquela situação? – Tenten estava séria, o que deixou Neji um pouco desconcertado. Ela não brincava mais com ele, e sua intuição dizia que ela não brincaria mais. – Podíamos ter ficado. – Os dedos dela tiraram a trança do próprio ombro, mas voltaram para o corpo dele imediatamente, o que quase o fizera reclamar alto. O rosnado se perdeu em sua garganta.
– Eu tenho uma responsabilidade. – Ele resmungou desta vez. Bateu as rédeas do cavalo ritmadamente, ignorando os apertos inoportunos que Tenten dava na altura de seu abdomem. – Meu reino precisa de mim. E eu já deixei meu melhor curandeiro com ele. Volto para buscá-lo.
– Eu sei. – Tenten apertou os braços ao redor dele novamente, mas como um abraço. – Desculpa. – O moreno ergueu a sobrancelha. Além de receptiva, Tenten estava constantemente encostando nele. Virou o rosto por um segundo apenas para vê-la de olhos fechados, agarrada em seu corpanzil cansado. – Foi uma pergunta idiota. Ele me pareceu um homem competente.
– Gaara é um guerreiro. – Neji sentiu a cabeça dela deitar em suas costas. – Não posso dizer que o conheço plenamente, mas ele é um homem de palavra. Um rei preocupado com seu reino a sua maneira. Só é uma pena que o irmão dele tenha deixado um povo cheio de deficiências para ele corrigir.
– Uhum. – Tenten resmungou. Neji revirou os olhos. Ela devia estar dormindo, já. – Você o ajudou muito. – Ela comentou baixo.
– Ele é meu aliado.
– Não, Neji. – Tenten apertou-o ainda mais, quase tirando seu ar, esfregando o rosto manhosamente nos cabelos dele. – Ele é seu amigo.
Ino trocou o pano que repousava na testa de Gaara. Ele estava completamente coberto de roupas brancas e finas, mas ainda assim, ela estava chateada por estar proibida de ver as infinitas sardas nas costas dele.
Era por um bem maior. Ele estava melhorando.
– Fique quieto. Toda vez que você acorda, quer sair da cama. – Ela sentou ao lado dele, tomando distância.
– Me sinto melhor, Ino. – Apesar de baixa, a voz continuava firme. – Quero tomar água.
– Eu pego para você. – Ela falou. Abandonou a cama, dando a visão de suas coxas nuas. Ele lhe deu aquela vestimenta curtíssima. Virou o rosto, sentindo um quente incomum nas bochechas.
– Onde está o médico de Neji?
– Está dormindo. Ele cuidou de você enquanto você dormia. – Viu-o sentar com dificuldade, mas Gaara parecia disposto a afastá-la, por isso, não quis ajudá-lo a se mover na cama. Ele também é um homem orgulhoso.
– E Sasuke?
– No quarto. – Ela pausou. Observou-o tomar da água. – Você me assustou. – Murmurou.
– Por que? – A pergunta soou seca, e Ino ficou magoada por um momento.
– Eu pensei que não poderia mais fazer massagens em você.
Ela suspirou em seguida. Os olhares dos dois se encontraram, e Ino percebeu no olho do ruivo uma emoção mais terna e aconchegante. Deitou ao lado dele, que permaneceu sentado. Passou o braço esquerdo em cima das coxas do rei cobertas pelos lençois.
– Vou perguntar ao curandeiro se vou poder fazer massagem em você mais tarde.
Naruto sorriu, balançando a cabeça debilmente naquela maciez sem igual.
– Hime, esses peitos são muito melhores do que qualquer outro. – Beijou o bico de um deles, vendo o rosa pele ficar levemente escurecido. – Não saímos da cama, e pra falar a verdade, quero ignorar qualquer necessidade que tenho de levantar. Você...
Elétrico, o loiro levantou a cabeça. Hinata estava com o rosto corado, enfiado no travesseiro branco.
– Eu juro que nunca fiz nada como isso que fizemos. De longe, foi meu melhor desempenho. – Riu. Corou. – E o seu também, hime! – Apressou em dizer. – Nenhuma mulher... – Suspirou sonhador, voltando a deitar em cima da Hyuuga. – Eu quero reinar com você. Eu quero que você seja a minha rainha.
Hinata abraçou a cabeça de Naruto, espremendo os mamilos no rosto dele. O loiro riu mais alto.
– Eu não posso. – Disse tranquilamente. – Sou infértil. Mas eu posso ser sua amante reconhecida.
O riso do Uzumaki morreu, e ele apoiou o queixo no vale entre os peitos de Hinata. Colocou as mãos no quadril dela.
– Eu quero você. Eu já tive muitas mulheres, mas eu gosto de você. E isso que fizemos... Eu não terei isso com outra. Quero que você esteja comigo. E um herdeiro... Tenho um em mente. – Depositando um beijo onde seu queixo estivera, Naruto deu um tapa na pele da moça carinhosamente. – Vamos comer alguma coisa.
Sasuke era adorável, e Sakura via-se cada vez mais admirada. Ele não gemia, mas sim resmungava. Quando colocou a boca em seu longo pênis, ouviu um rosnado selvagem e, ao mesmo tempo, contido. Gracioso.
O moreno por sua vez, não quis ditar regra alguma. Deixou que ela fizesse o que queria fazer. No início. Sakura era tímida, mas não tinha medo dele. Na verdade ela estava muito solta.
– Nós vamos embora amanhã. – Ele falou baixo, fechando os olhos quando os lábios dela alcançaram os seus carinhosamente. Sakura estava praticamente em cima dele.
Ela ignorou, forçando-o a sentar de uma forma mais confortável para ela, que sentou no colo dele. Devagar, desceu o corpo em torno dele, sentindo a penetração até o final. Resfolegou. Sasuke conteve o impulso de mexer-se, enquanto ela respirava fundo sentindo-o dentro de si imóvel, inteiro e duro. Prestes a se mover, sentiu a vagina contraindo perigosamente, aumentando seu desespero tanto quanto a respiração do Uchiha, que se tornou mais rápida em sua orelha. Moveu-se devagar, sentindo-se completa. Nunca se sentira daquela forma. Seu corpo abrigava o dele completamente, e aquilo não era doloroso. Aquilo era aliviador. Fugaku era só um fantasma, enquanto aquela sim parecia sua doce primeira vez.
Tomada pelo sentimento de plenitude, largou de abraçar o corpo dele para apoiar-se nas coxas lisas e fortes do moreno e aumentar o ritmo de seus movimentos. Foi correspondida imediatamente. Em menos de segundos, estavam se apaixonando pelas posições mais ousadas que já fizeram. O som da pele de Sakura colidindo com a sua era magnífico, mas ficou ainda melhor de escutar quando o barulho pareceu molhado. Ela estava loucamente excitada, molhada por ele, respirando pela boca e vermelha dos pés a cabeça. Sasuke nunca ouvira gemidos tão baixos, intensos e violentos.
– Estou sem ar. – Ela reclamou em algum momento, enquanto quicava nele vigorosamente. Sakura realmente estava chegando perto de ficar roxa, mas não parecia prestes a parar ou pará-lo. Não parecia nem cogitar a possibilidade.
A declaração e a constatação o fizeram rir, e nenhum gozo valeu tanto a pena quanto aquele que teve. Na verdade, começava a descartar todos os que tivera antes.
Dividiria o prazer em sua vida antes e depois de Sakura. Aquele preenchimento dentro dele estava querendo explodí-lo. Ele a queria.
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