Notas iniciais
Yesss! Espero que gostem. Oficialmente reta final, amigos! Boa leitura. :D Espero comentários, hein? Não posso continuar sem eles. :'( Beijinhos.

– Esse monte de roupas foi o que te protegeu de um corte profundo. – Sasuke murmurou, ajeitando Gaara em seu cavalo. – Não durma. Neji já foi buscar o curandeiro dele. É o melhor das vilas.

O moreno segurava o corpo mole de Gaara com uma mão, enquanto a outra segurava as rédeas. Apanhou as rédeas do cavalo pequeno em que veio, segurando assim, na mesma mão, Gaara e as rédeas do pônei.

O cavalo do ruivo estava arisco, obviamente porque não era seu dono que o montava. Sasuke estava incomodado, seguindo devagar por causa do animal, mas o rei da Areia ficava cada vez mais cansado. Sentia-o ofegante, suado, pesado... Bufou. Andaram até uma árvore que não fosse corpulenta, e o Uchiha aproveitou-se das rédeas do pônei para amarrá-las no tronco. Neji obrigatóriamente passaria por ali, e aí apanharia o pônei deixado. A verdade é que iam demorar demais se ficassem carregando também aquele bicho.

– Vamos. – Determinou, galopando o mais rápido que podia.



Sakura lia deitada na cama. A cada palavra que engolia a seco, o tesão aumentava. Aquele maldito livro era do inferno. Juntava bruxaria e pecado carnal numa mesma história. Sentia-se enojada. De prazer. A atmosfera do contexto era tão luxuriosa, luxuosa, bonita e infernal, que antes de ajeitar-se para descer uma das mãos à cavidade íntima, fechou o livro.

– Estou sendo corrompida. – Resmungou, fechando os olhos por alguns segundos. Algo lá embaixo latejava. Ela queria encostar-se. Queria fechar os olhos como o Rei da Areia fechou. O que poderia ser aquilo que viu no dia da biblioteca? Amor? Certamente. Se pudesse sentir apenas uma pequena porção daquele prazer... Se pudesse ter Sasuke de alguma maneira...

Ergueu-se num sobressalto, ficando sentada na cama. Sentia-se pegajosa, suada. Constantemente associava as coisas ao Uchiha. Desde sonhos até pensamentos. Aquilo era no mínimo esquisito. E viciante.

Levantou da cama num impulso, pensando que seria bom comer alguma coisa. Aalgumas horas se passaram desde o jantar, mas estava faminta.

Pé por pé, desceu as escadas. Encaminhou-se até a cozinha discretamente, visto que a casa permanecia num silêncio amedrontador.

Quanto mais se aproximava, mais nítida e clara parecia a imagem da cozinha. Alguém estava lá. Colocou a cabeça na porta, tentando não chamar atenção. Quis gritar.

Era a bruxa.

Ino estava terrível. Os cabelos estavam bagunçados, a roupa mal colocada e os olhos bem abertos. Ela comia bolo com as mãos, parecendo um animal selvagem. Parecendo uma bruxa não-convencional.

– Sakura?! – A loira perguntou baixinho, olhando para os lados numa sequência absurda de vezes. Sakura franziu o cenho. – Venha comer também. – Fazendo gestos exagerados, a loira acrescentou: — Acabaram de fazer, tem até fumacinha.

Desconfiada, a moça de cabelos rosas se aproximou. Sentou na cadeira de madeira, ficando frente a frente com Ino. O que as separava era uma pequena mesa com o bolo cheiroso em cima.

– Você e Gaara estão realmente apaixonados? – Perguntou de repente.

A loira assentiu inocentemente, deixando os farelos cairem pela mesa.

– E como é?

– Gostoso. – Suspirou. – Quero acariciar o peito dele o tempo inteiro.

Sakura avermelhou. Cortou um pedaço de bolo nervosamente, tentando disfarçar a vergonha que estava sentindo. As duas eram iluminadas por uma lamparina que estava no cantinho da mesa.

– Ele está apaixonado por você? – Perguntou.

Ino desviou os olhos dos dela. A rosa percebeu que a pergunta fez a bruxa refletir, e ficou triste por deixá-la triste.

– Eu acho que está. – Respondeu baixo. – Ele me deixa massageá-lo. – Murmurou. Sua voz sumiu no fim da frase, mas ganhou tom de seriedade ao continuar: — Não se preocupe. Você não sabe o que é, mas sente isso também. Não sente?

As duas olharam-se. O fogo da lamparina estalou, dançando impiedosamente, quase apagando. O rosto da rainha Uchiha ganhou um tom forte de vermelho, e os dedos começaram a tremer. Involuntariamente, coçou o pescoço na região de uma cicatriz pequenina.

– Não sei. – Determinou como resposta.



As duas retiravam-se lado a lado. Sakura achava Ino estranha, delicada e pecadora. Nada nela parecia bom, e ao mesmo tempo, parecia inocente demais pra ser ruim. Espontânea demais pra ser estrategista. Sonhadora demais pra viver em tristeza.

– Desculpe por assustar você. – Sakura quem proferiu a frase, referindo-se ao dia que descobriu tudo e largou Ino sozinha. Surpreendeu-se por aquilo sair dela e ser um pedido tão genuinamente verdadeiro.

A loira a olhou de esguelha.

– Desculpe por assustar você. – Repetiu.

Sorriram cúmplices, mas pequeno. Quando passavam pela sala, uma barulheira as fez ficar assustadas. Sasuke irrompeu pela porta com o corpo de Gaara, sendo ajudado por alguns guardas. Sakura sentiu o coração apertar, enquanto Ino observou embabascada o corpo completamente mole de seu rei. Sentiu seu coração responder também, mas de forma perturbadora. Uma batida atrás da outra, todas como socos de dentro pra fora.

– O que aconteceu? – Sussurrou. O Uchiha falava algo, mas a loira não escutou direito.

– Vamos! Tirem esta mesa. Preciso colocá-lo no tapete. – Segurando ainda o corpo, Sasuke começou a perder a paciência. – Mandei um guarda ir buscar o curandeiro mais próximo. Mais tarde o rei Hyuuga trará outro. Deixe-os entrar. – Disse, colocando o corpo do amigo no chão, no tapete enorme de pelos.

Gaara tossiu.

Ino e Sakura se aproximaram juntas, mas a Haruno tinha um semblante muito distante da agonia. Sasuke parecia maravilhoso ordenando.

– Gaara... – A loira sussurrou. Ficou aos joelhos, tocando os cabelos molhados do homem com cuidado.

Sakura voltou-se para aquela cena, vendo o semblante retorcido de Ino. Sentida, a rosa fungou, lembrando-se de minutos atrás quando as duas falavam sobre o rei da Areia.

– Espero que ele fique bem. – Disse muito baixo, quando Sasuke fez uma sombra acima dela. Perto, quase roçando, ele a respondeu:

– Ele ficará.

Colocou a mão nos ombros dela, subindo os dedos perigosamente para seu pescoço.

– Suba. – Mandou. – É melhor que não fiquem muitos por aqui.



Tenten trazia o cavalo com agilidade. Ela quem trazia o curandeiro, e impressionantemente, tomava a frente de Neji. O moreno estranhou que ela conseguisse andar pela floresta livremente, mas não se manifestou. Apenas observou como era formosa de costas.

Imediatamente imaginou-a nua. De costas.

Balançou a cabeça, alcançando um velho cantil que sempre carregava. Distraído, tomou o conteúdo. Seu corpo enrijeceu. Gaara estava ferido, e ele estava bebendo. Bufou, alcançando os dois facilmente e os ultrapassando.

– Precisamos chegar rápido. – Apressou.



– Não. – Hinata gaguejou, trêmula. O loiro riu, sentindo o corpo dela todo sensível, amolecido.

– Eu nunca fiz isso. – Ele assumiu. Afastou-se, ficando frente a frente. – Nunca fiz tantas vezes.

Hinata avermelhou, como ele imaginou que faria. Os olhos dela, nublados de paixão, fecharam satisfeitos. Os seios enormes esmagados um com o outro, os pés pequenos juntos e o corpo encolhido fizeram Naruto respirar fundo.

– Nem eu. – Ela disse baixo, tranquila.

O loiro se aproximou, passando os cabelos ligeiramente mais longos nos peitos da mulher. Ela sorriu adoravelmente, sentindo as mãos dele em sua barriga.

– Agora que a tive... – Ele apertou seu quadril. – Não quero parar.

O tom de voz sério, carregado de um sentimento profundo, fê-la ficar agitada. Seu corpo cansado correspondia, e quanto mais ele chegava perto, mais podia sentir seu pênis ereto. Ruborizou, sentindo-o subir o rosto quente pela sua pele. O tão sonhado rastro de fogo incendiando onde a pele dele encostava. Miou como uma gata. O mero roçar dele em sua molhada cavidade a fez revirar os olhos. Naruto segurou seu pescoço, apertando-o.

– Como posso ficar sem você? – Perguntou, deixando o bafo quente de sua boca aquecer o nariz dela. – Como posso ficar fora de você? – Tornou a perguntar.

Devagar, abrindo os olhos o máximo que podia, penetrou-a. Seu coração acelerado já passara por aquilo tantas vezes na noite, que Naruto mal podia respirar. Sua boca abriu, num gesto de prazer desesperado.

Ela pareceu chorosa, mexendo-se também. Ainda devagar, abocanhou a boca rosa de Hinata. Seus olhos azuis começavam a lacrimejar, sensíveis ao número de vezes em que o gozo o deixaria sensível novamente.

– Eu... – Ela diria, sendo beijada sem qualquer pausa. Ele parecia vermelho.

Ela afastou-se, e ele desceu a mão do pescoço dela para seu bumbum, ajudando-a a mover-se com facilidade dentro dele.

– Se você ia me pedir pra ir mais forte, eu não aguento mais. – Com a voz abafada, ele complementou. Moveu-se a fim de penetrá-la fundo. – Não quero gozar agora.

Hinata quase pode ver os próprios olhos brilhando. Naruto estava completamente vermelho, esforçando-se para satisfazê-la mais uma vez. O corpo dele, lavado em suor, mexia-se sensualmente, totalmente derrotado, mas tomado pelo prazer sentido. Ajudou-o. Levantou apenas uma perna, passando-a pela cintura dele e deixando-a pesar no corpo masculino. Ao menos o acesso a ela seria fácil. Ele sorriu maliciosamente, metendo cada vez mais forte, ignorando os limites que seu corpo oferecia.

– Mais! – Ela implorou, sentindo o corpo subir pelo impacto do quadril dele com o dela. Gemeu algumas vezes de maneira entrecortada, porque sua voz falhava com o balanço de seu corpo. Por fim, conseguiu apenas largar um gemido longo, feminino, vulnerável. Um gemido que Naruto marcaria para sempre, de tão frágil. Algo que ele foi capaz de tirar dela, e só ele.

– Eu nunca fiz isso. – Ele relatou de repente. Hinata tremia em seus braços, e parecia mais confusa que nunca com a frase que ele repetia. Meteu o topo da cabeça no pescoço dele, puxando um lençol fino para os dois. Afastaram o corpo, incomodados com a quentura. Apenas os rostos ficaram próximos. – Amor. Nunca fiz amor.

Hinata fechou os olhos devagar, sonolenta e apaixonada. Ela assentiu, como se concordasse.

– Eu também. – Rouca, fungou. Queria chorar. O gozo dele molhava o meio de suas pernas, e aquilo a fazia sentir... Dele.

– Quero ficar com você.



Gaara estava sem as blusas. O corpo manchado de sangue seco fazia Ino tremer, e as sardas não pareciam mais tão bonitas escondidas pelo vermelho. Vermelho não parecia mais tão bonito.

Acariciava-o ainda, sentindo seus cabelos duros.

– Limpei a ferida. É bom que sempre deixem água por perto. – O curandeiro da vila da areia não tinha manejo de ervas, já que elas eram escassas por ali. Baixou a fronte respeitoso, dando as costas para todos e deixando-os apreensivos.

– Ele não parece melhor. – Ino choramingou.

No mesmo instante, Neji chegava com o curandeiro de seu reino. O homem vestia branco, os olhos eram analíticos, rápidos. Imediatamente, tomou das mãos de Tenten suas trouxas. Ali trouxera ervas e cremes que pudessem ajudar o rei.

Neji se aproximou de Tenten, puxando-a pelas mãos para um canto onde pudessem enxergar o que se passava. Sasuke estava de pé, olhando o corpo do amigo estirado enquanto passava a mão na franja. Ino estava ajoelhada, perto da cabeça do homem. Acariciava-o fazia muito tempo. O casal recém chegado conseguiu um bom ângulo para assistir o que se passava, e o Hyuuga se perguntou como seria se tivesse seu tio vivo. Teria passado por tantas tristezas na vida como Gaara e Sasuke?

No fundo, Neji sabia o que era tudo aquilo. Pareciam em volta de um túmulo, e aquilo infelizmente não o comovia mais. Vira tantos em sua vida...

Surpreendeu-se ao notar que, entretanto, comovia-o ver alguém sofrer. Gaara era um aliado, mas acima de tudo, um bom amigo. Estavam juntos na medida do possível, conversando, planejando, dando ideias para que o reino do outro pudesse ser o melhor possível. E agora Sasuke era parte do grupo dos reis. Era justo que o Sabaku não os abandonasse.

Em algum momento da reflexão, Tenten apertou de leve sua mão, passando a outra por seu peito. Abraçou-se a ele, sem largar seus dedos. Estranhou. Impulsiva como era, imprevisível como era, um abraço era a última coisa que imaginava receber naquele momento.

– Ele significa para você. – Ela afirmou baixo o suficiente para que só o Hyuuga a escutasse. Ele usou a mão livre para pousar na cintura dela, incerto do que significava aquele momento.

– Eu espero não tê-lo como lembrança.



– Pronto. – O curandeiro sorriu minimamente, mostrando compaixão pela aflição dos presentes. – Fiquem mais tranquilos. O golpe não atingiu nada, apenas o fez perder sangue. Não o movam daqui. Dêem água e sopa até que ele possa levantar. As pastas de cura devem ser passadas pela manhã e pela noite. – O médico fez um gesto respeitoso. – Jpa o benzi em nome de Deus.

– Me sinto melhor. – Gaara murmurou sem voz. Ino foi a única capaz de ouvir, e sua resposta foi acariciá-lo uma última vez.

E se Gaara tivesse fechado os olhos como sua mãe fizera? Não tinha chorado até constatar que, se aquele homem fosse embora de repente, não poderia mais tocá-lo e senti-lo contrair o corpo em resposta. Não poderia sequer olhá-lo. Aquilo era simplesmente sufocante! Estava viciada de uma maneira completamente patética, bastava pensar em não poder vê-lo fechar os olhos, ouvi-lo gemer, ouvi-lo ordenar, ouvi-lo pedindo uma massagem...

Quem a deixaria sair do quarto? Tirariam-na do quarto que ele lhe dera? Quem viria no meio da noite deitar com ela? Quem...? Tudo começou a perder o sentido.

– Ei, não chore! – Solícita, Tenten ajoelhou-se junto a Ino.

Sasuke decidiu que era hora de ver Sakura. Hora de planejar a vida deles.



Sakura estava nua. O lençol cobria até sua cabeça;

– Já estou impregnada. – Choramingava. Seu dedo do meio movia-se entre suas pernas. – Fiquei amiga de uma bruxa. – Chupou o dedo da outra mão, incerta do turbilhão de coisas que a deixavam inquieta. – Eu... – Engasgada, libertou-se do dedo, esfregando a ponta deles por sua intimidade. Refolegou, gemendo baixo. Mexeu-se nos lençois, atormentada. Aquilo era tão gostoso.

Sakura.