7 Pecados Capitais

11 Guilhotinas ineficazes Pt. final


Notas iniciais
Yessss! Postei e estou inspirada. Encontrei inspiração. Só não encontrei um novo notebook. ): Pra quem não sabe, agora o meu desliga sozinho. Mas eu estou usando o da minha mãe de vez em quando. Enfim... Boa leitura! Estamos ficando quentes, hum?

Ino estava sentada nas costas de Gaara outra vez. Suas pernas brancas como neve, tal como a textura macia, eram o foco do olhar entreaberto dele. Estavam ao redor de seu corpo. O ruivo bocejou com a carícia inocente que recebia nos ombros sardentos, então ergueu um pouco a cabeça da visão tentadora e fechou os olhos. A loira não estava disposta a deixá-lo dormir, porém.

– Conheci o Áthila. – Ela contou, cessando os gostosos movimentos que fazia para deitar em cima dele gentilmente.

A notícia fez Gaara abrir os olhos de repente e estreitá-los.

– Meu soldado de guerra? O que eu te disse sobre não ir ao...

– Não fui. Ele veio até mim. – Soprou no ouvido dele sem segundas intenções, recebendo um grunhido como resposta. – Me impressiona que você saiba os nomes deles e diferenciá-los.

– O que ele queria? – O homem respirou fundo, sendo direto em sua pergunta. – E eu sei quem todos são. Fui um deles, Ino.

– Queria demais. Fez um pedido. – Ela traçou a nuca dele com o queixo. – Queria que eu buscasse previsões para ele.

– Buscar?

Ino desmontou do ruivo, caindo ao lado dele. Ganhou um novo colchão de Gaara, pois ele alegou que o dela era muito duro, porém tinham vezes que preferia estar deitada acima do corpo dele.

– As visões vêm até mim. Ele queria que eu forçasse...

– Entendi. – Virando o rosto para ela, porém ainda de bruços, bocejou de novo. – Não o atenda mais. Entendeu? Se acontecer de novo, diga que eu ordenei que você ficasse calada. Se eu souber de alguma coisa...

Embora a voz do rei estivesse ligeiramente tomada por uma calmaria normal quando os dois conversavam a sós, a ordem estava explícita.

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– Eu aprecio sua preocupação, irmão. – Tomou um longo gole de café. – Mas sei me cuidar perfeitamente bem. Até aqui, permaneço vivo. Vê? Eu sou um ilusionista.

Itachi pousou o copo de barro em cima da mesinha de madeira, observando os outros dois, sentados lado a lado em pequenos colchonetes quadrados de pano (almofadas), olhando-o atentamente. Sakura fazia isso descaradamente, mas sempre colada no Uchiha mais novo. Talvez pensasse que Sasuke fosse protegê-la dele.

– Depois respondo perguntas. Antes... Tenho observado faz muito tempo. Desde as crueldades do meu pai, até a sua imprudência, Sasuke. – O moreno dos cabelos longos declarou, sem desviar o olhar uma única vez. – Isso que você tem feito... – Sasuke sabia que Itachi se referia à seu comportamento em relação a Sakura. – Ele saberá. Esta amizade que criaram os levará ao caixão, senhores. É o único lugar que posso garantir que vão. O seu olhar é escuro e medonho, Sasuke, mas sempre diz tudo o que preciso saber desde que te espiono, ou mesmo quando éramos vivos e juntos. Pra ele, pro pai, você não diz nada. Você grita o que está passando pela sua cabeça. Ele te lê. Te vê como uma peça emperrada no jogo que só ele ganha. Você consegue entender isso? – Focalizou Sakura. – Quero que você engravide do meu pai. Um herdeiro é o que precisa para dá-lo uma última chance de ver a luz. Eu pretendo fazer tudo numa única jogada. E ganhar.

A “conversa” continuou com uma atmosfera densa ao redor. Nem Sakura e nem Sasuke ousavam interromper Itachi, O renascido.

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Neji não era nenhum padre, mas abençoava seu povo pela segunda vez. Pediu que todos rezassem e pedissem glórias a seus Deuses. Relatou os acontecimentos em sua mansão com discrição, apresentando os dois projetos de economia que desenvolveu para aqueles que produzem e geram lucros com o uso da terra, que naquela estação e clima, estava danosa. Nunca mencionou o ataque à sua pessoa e o assassinato abaixo de seu teto.

Tenten só pode suspirar ao ouvi-lo tão... Comandante.

A morena aguardava na carruagem de trás da dele, ao lado de Hinata. A única que poderia acompanhá-lo na primeira carruagem seria a Rainha Hyuuga. Mas ela gostava de estar longe. Mesmo repetindo que nada aconteceu entre eles, o movimento espirituoso dos lábios dele estava, de alguma forma, difícil de esquecer. Atormentando-a.

Longe demais da realidade, só notou um enorme rasgo na cortina que cobria o compartimento que as duas estavam quando Hinata gritou e o rasgo passou a ser feito com vontade. Antes, talvez, estivesse sendo feito devagar. Para não alarmar.

Antes de sacudir as cortinas do lado contrário, intactas, — As que estavam do lado de Hinata, um papiro sujo de areia foi jogado para dentro da carruagem.

Areia...

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Naruto estava irritado. Ultimamente pegava-se pensando em Hinata, e isso era bom. Estava pronto para cortejá-la e tê-la imediatamente. Não estava pronto era para ter que ouvir a ousada opinião de Tayuya sobre todos os passos que queria dar.

– Você é um péssimo rei. Deixa tudo na mão dos seus pais, que estão velhos e doentes pra cuidar de você. Casou com uma suicida, teve um filho suicida e ainda pensa em casar com uma Hyuuga sem títulos. Que grande presente está dando àqueles que te cuidam, mestre!

– Eu nunca dei autorização para que você fosse tão íntima. – Retrucou estranhamente calmo, sentado na escrivaninha do quarto enquanto redigia uma carta.

– Eu sou sua amante. – Ela sussurrou, arrependida pela explosão que deixou crescer. Por que foi tão bruta? Agora ele a castigaria, por certeza!

– Você só me dá a sua liberdade e a sua carne. – Ele pôs fim à discussão. Rude, mas com o tom de voz baixo. E ameaçador. – Eu não quero conselhos sobre como governo meu povo, meu bem.

– Mas você mal vive aqui, Senhor. É justo que eu...

– Você insiste? – Naruto riu baixo, passando a mão pelo rosto como se não acreditasse na situação. – Eu já assinei uma carta. Esta. – Ergueu-a nas mãos. Viu os olhos de Tayuya encherem de lágrimas. — Se você tinha títulos, agora não tem mais. Ninguém vai querer uma mulher usada. Recolha tudo o que é seu e se prepare para voltar para a sua terra. Isso é justiça.

Antes que tudo virasse uma enorme gritaria e pedidos de perdão, Naruto saiu de ceroulas e roupão real de seu quarto com a carta nas mãos, lembrando-se outra vez da torturante cena de Naori Uchiha esfaqueando-se lentamente, sorrindo com o prazer de jorrar sangue no meio do palácio do ainda príncipe Uzumaki Naruto.

A criança que tiveram assistiu à cena, vivendo apenas seus nove anos. E repetiu o feito da mãe, mas sem plateia. O menino Cezario, de nome italiano, cortou-se no próprio quarto.

Se Tayuya era necessária nestes tempos antigos, e mesmo depois da morte de Naori, agora não é mais.

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Neji só percebeu o alvoroço quando os guardas dele começaram a empurrar sua simplória e agora assustada gente, que o escutava com tanto louvor. As pessoas não entenderam de início, mas rapidamente começaram a se espalhar, como se algo de horrível estivesse acontecendo.

Os olhos perolados do moreno, sempre compreensivos e ao mesmo tempo, numa pura e única junção, severos, ganharam um brilho assassino. Os guardas estavam cobrindo a segunda carruagem. Isso significava que algo aconteceu com Tenten e Hinata.

Ele não aguardou. Era um homem hesitante quando se tratava de ataques. Gostava de pensar em primeiro lugar. Mas desta vez, por algum motivo insano e perturbador, só conseguiu pensar no que faria se o assassino as tivesse matado. Ou se o assassino fosse mesmo Tenten.

Desceu as ruínas da grande pedra que servia para seus discursos e conversas com as pessoas e correu tanto quanto pode até onde a bagunça acontecia.

– Me dê isso. – Falou à Tenten assim que a encontrou tomando da água que guardavam nos compartimentos do meio de transporte. – Me dê isso, Tenten! – Ignorante e grosso, como nunca se apresentou, tomou o papiro das mãos da moça. A adrenalina que o percorria era perigosa.

Não leu o papel em voz alta.

Hoje é dia. Outra vez. Mas não será um pequeno assassinato. Será um genocídio.”

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– Deuses! – Ino gritou. Os olhos estavam arregalados. Dois círculos azuis como o céu, expressando o mais autêntico dos sustos.

Gaara se sobressaltou. A primeira coisa que fez, abobalhado pelo momento prazeroso que estava tendo, com a guarda completamente desarmada, foi erguer-se, sentando no chão. A bruxa loira colocou a mão na testa repetidas vezes, como se quisesse socar-se.

– Isso é demais. – Dizia atormentada e entorpecida por algo que o ruivo nunca viu na vida. O que era aquilo? Magia?

Ela estava deitada no chão. As roupas estavam bagunçadas, e o seio direito quase de fora. Foi um mero detalhe para ele, que esquadrinhava o corpo dela. Estava a procura do que podia causar dor à moça. Mas era invisível. Não tinha nada!

Até que lhe ocorreu, quando ela falou o nome “Uchiha” num urro violento, que estava tendo uma visão. Ino estava tendo uma visão.

A matança que eu via da janela era horrível. Para ajudar, a janela não era muito alta do térreo. Eu podia ver privilegiadamente. Eu nunca vi tanta morte num mesmo segundo. Sangue por toda a parte.

Éramos duas Inos. A Ino real, a que estava realmente na cena da visão, e eu. A que estava assistindo a tudo, deitada no chão do meu quarto com Gaara da Areia.

Aquele não era o castelo de Gaara. As bandeiras penduradas nos cavalos de guerra eram...

– Uchiha!

Uma moça de cabelos rosa chorava bem baixinho, rezando um terço. Tenho a sensação de que ela está ali por muito tempo.

Algo entra pela porta do quarto que estávamos, e anda até ser iluminado pela luz da lua. Só pude perceber que é noite agora, embora já tivesse visto o céu negro.

É Hyuuga Neji. O moço que nos recebeu em seu castelo.

Ele nos diz, e ouvi de maneira muito ruidosa, algo sobre sairmos de lá com ele e em segurança. Por trás da propriedade. Vejo a mim mesma ajudando a moça de cabelos rosa a se levantar, mas então um urro chama a minha atenção na janela. A minha e a da Ino da visão. É o urro do Gaara. Ele está lá embaixo. Ele...”

– Ino. – Gaara chamou baixo, movendo-a devagar até o colchão que ele mesmo ordenou que levassem ao quarto dela. – Acorde, inferno.

As sacudidas que o ruivo dava de nada adiantavam. Vestiu seu roupão, deu uma última olhada na moça que agora respirava com mais facilidade e saiu do quarto, rumando à cozinha para buscar uma jarra de água. Pra ela.

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– Estamos todos posicionados?

Os guerreiros assentiram. Mesmo os que não estavam prontos.

– Bom. – Aprovou. – Conheço aquele castelo com a palma da minha mão. E deveria, certo? Cobriremos todas as entradas e a única saída. Será magnífico. Sairemos quando o sol estiver se pondo. Daqui até lá não é longe. Chegaremos exatamente no início da noite.

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Neji estava assustado. A mensagem ameaçadora no papiro estava numa mistura de inglês com espanhol que realmente o deixava confuso. Ninguém antes avisou que faria um genocídio. Era...

Olhou para Tenten e Hinata. Hinata o olhava assustada depois dele ter contado o que o bilhete dizia, mas Tenten nem o encarava.

– O que aconteceu? – Perguntou baixo enquanto voltavam o mais rápido possível para seu castelo. Todos na mesma carruagem. Tocou a cortina rasgada com a ponta do dedo, exibindo um anel de prata que usa no polegar.

Tenten não abriu a boca. Abraçava ao próprio corpo, mas estava inexpressiva, apenas encostada no encosto macio da carruagem.

Hinata respondeu.

– Alguém nos deu este bilhete de uma maneira assustadora. Rasgou a cortina numa selvageria...

– Primeiro fez devagarzinho. Eu sequer ouvi. Quando nos sobressaltamos, o facão já tinha rasgado o pano.

A voz de Tenten estava baixa e sem emoção. Neji começou a se sentir mal por vê-la daquela forma.

Hinata não quis intervir, embora tivesse ficado brava por ter sido cortada. E contrariada. Aquela situação não permitia que ficassem bravos uns com os outros. Tinham de estar unidos. E se ela realmente tinha essa riqueza de detalhes na ponta da língua, por que ignorar? Talvez servissem de pistas.

– O papel está sujo de areia. O único local que tem areia é...

– Gaara. – Neji falou, olhando Tenten nos olhos. – Eu não posso acreditar que Gaara da Areia me traiu desta maneira. Matando minha gente, me enganando dentro da minha casa... Sendo meu aliado!

Irritado, Neji sequer percebeu que suas palavras seguintes assustariam muito mais as moças do que o bilhetinho de Gaara da Areia.

– Eu vou matar. EU VOU MATÁ-LO!