7 Pecados Capitais

13 Extra: Surpresa!


Notas iniciais
- Um novo episódio já está sendo terminado, então ele sairá em breve. - Eu ando chata com esse negócio de nunca receber reviews. Não tenho no que me apoiar. Fico com aquelas perguntas na cabeça: "Estou satisfazendo?" ou "Estou decepcionando?" É importante que vocês me notifiquem. ): É isso. Vamos ao alarme falso! haha (Vocês entenderão quando lerem.) OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Não pensem que a minha fanfic se trata de guerra. O foco está muito mais nos personagens. Percebam isto! Obrigada.

Hinata acompanhava Tenten enquanto cavalgavam, mas na verdade estava aérea. Nem prestava atenção no trilha que faziam. Sua preocupação estava com Naruto.

Tenten, por sua vez, observava a corrida que Neji fazia. Ele ia à frente, cavalgando de maneira leve e natural. Seus cabelos negros tinham um balanço invejável. Eram grandes como os de uma mulher vaidosa, entretanto, Neji tem as costas largas e os braços musculosos. A envergadura é assustadora. Ele estava simplesmente apaixonante montado naquele cavalo, guiando-as com propriedade e preocupado com os perigos do caminho. E com o perigo da situação toda.

Ino estava agarrada nas costas dele, e Tenten não ficava agradada com aquilo. Por inveja. Mas tinha prós. A loira estava deitada nas costas do Hyuuga, porém os olhos estavam tão longínquos e perdidos, que a morena não podia dizer que a tal Ino estava aproveitando algo forte na pele quente daquele homem tão bonito. Provavelmente estava sentindo saudade de seu rei. O Senhor da Areia. Não era difícil de compreender que a moça estivesse apaixonada. Gaara era um líder nato, bonito e preocupado com ela. Aparentemente.

Voltou a pensar em si.

Por mais que quisesse negar, não esqueceria do contato íntimo que aproveitou com o rei. Neji tinha uma postura majestosa, a voz grossa e baixa, os olhos recheados de sentimentos... Fascinante!

Ao contrário do que todos pensavam, para ela, ele era uma pessoa muito expressiva. Superficialmente era inexpressivo e indiferente, mas ele costumava ser tão intenso com aquele olhar... Pelo menos quando falava com ela. Era uma questão de análise.

Sua desculpa era muito esfarrapada. Queria se convencer que o olhar analítico sob ele não passava de admiração. Um olhar profissional. Por vezes desanimava destes pensamentos porque são tão mentirosos quanto ela, mas negar parecia melhor. Ele podia mostrá-la o desejo com os olhos, mas ela queria muito que ele falasse alguma coisa. Infelizmente, o dia — E os dias seguintes, aparentemente não favoreceriam aquela relação. Talvez sequer sobrevivesse àquela tal guerra repentina.

Sem tirar os olhos das costas dele, fez um pedido aos Deuses. Que não a deixasse morrer sem que pudesse beijá-lo de novo.

Naquele mundo não existiam grandes missões para pessoas como ela. Desde que nasceu de uma família pobre, soube que morreria cedo e de uma maneira merecedora. Ou talvez vivesse de serva, trancafiada num reino. Como sua família. Naquele lugar ela tão somente estaria viva de corpo, pois o espírito libertino já teria afundado em breu.

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Naruto nem sequer estava em seu castelo mais. Montou a guarda e a proteção necessária para seu reino, ou assim pensava que fez, e saiu a cavalo. Estava com muita pressa para nada especial. Talvez uma guerra.

Deixou aquela missão de deixar todo o povo a salavo nas mãos de alguém confiável.

Sua preguiça era um problema e tanto! Naruto tinha sim tempo para organizar ao menos seu lar real, mas preferiu ser carregado pelo cavalo até o primeiro bar aberto. Queria tomar umas antes dessa tal guerra infundada estourar.

Naruto tinha, agora que pensou nisso, alguns problemas.

Sasuke não fora o assassino naquela noite na casa de Neji, e o loiro colocaria a mão no fogo por esta tese. O problema é que a única prova que tinha para aquela ideia, era sua confiança no Uchiha. Esta prova não serviria de nada. Deixou os pensamentos para lá. Não chegaria a nenhuma conclusão interessante.

Pra quê maquinar, então?

– Deuses... Nenhum bar aberto! — Bufou. Apesar da impaciência, já sabia onde ir. O velho Sarutobi sempre teria um rum à disposição do rei.

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O sol finalmente se pôs. Neji tinha acabado de descer do cavalo, já dentro da propriedade dos Uchiha. Olhou para trás, observando Tenten e Hinata se aproximando dele. A que se aproximou mais foi Tenten, e ela não tinha uma feição decifrável.

Estava estranha.

– Muito bem. — O moreno começou, como se estivesse em uma reunião real. Estavam ao ar livre, na frente do castelo de um outro rei que nem Ino ou Tenten conheciam. Ao menos Tenten, que não tinha visões. O escuro começava a dominar o céu. — Minha guarda está pronta para qualquer ataque. O reino que for atacado, soltará inúmeros sinais de fumaça, e é para onde devemos ir. Eu e os guerreiros. Vocês devem ser escoltadas para um local seguro. O que quero de vocês é que sejam rápidas. Não se apeguem a detalhes, por favor. Não se prendam a qualquer morte ou susto no caminho. Cheguem seguras! Qualquer sinal de guerra...

– É aqui. — Ino interrompeu aérea, olhando ao redor. A bandeira Uchiha balançava com o vento gelado, trazendo pressentimentos arrepiantes para a loira. — O sinal é aquele. — Apontou para o alto da colina que cercava o castelo. Guerreiros negros começavam a surgir, descendo a grama baixa em cavalos mestiços.

– Céus... — Neji murmurou, sem perceber que os irmãos Uchiha estavam ali ouvindo o seu apelo o tempo todo.

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– Não há tempo para sair pela frente. — Itachi começou, andando apressadamente até Neji. — Sasuke já foi avisar nossos soldados que cuidam do outro lado dos portões e emitir o sinal de fumaça. Venham comigo que vou colocá-las junto de Sakura.

Tenten pedia o olhar de Neji insistentemente, assustada. Mas em nenhum momento ele lhe ofereceu este olhar cheio de... Qualquer coisa. Ele sequer a olhou.

Ino já sentia as pernas bambas. Tudo que ela viu... Estava prestes a acontecer.

Sasuke estranhou quando deu de cara com os fundos do castelo. Poucos soldados faziam guarda. Chutando alto, menos de vinte. Ali tinham quase cem pela manhã!

O moreno realmente ficou preocupado. Voltou correndo.

Itachi colocou as moças dentro do quarto e bateu a porta, parecendo realmente desesperado. Tenten foi a primeira a botar a cabeça na janela, abafando um leve resmungo de surpresa. A colina estava tomada de cavalos mestiços e figuras negras, e o céu estava cada vez mais escuro.

Ino notou que a moça dos cabelos levemente rosas rezava no canto do quarto, exatamente como na sua visão. Não quis interromper aquele momento tão triste da moça. Já tinha uma ideia do que causava o sofrimento dela.

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Neji já estava perdido naquele momento que corria em câmera lenta. Itachi ainda mais. Sasuke sequer raciocinava direito. Onde é que estavam os incontáveis soldados de seu pai que deveriam estar atrás do castelo?

O moreno mais velho de todos, Itachi, olhava para Neji como se o questionasse: "O que fazer?". Os dois tinham pensado no plano de ataque. Concluíram que o massacre seria ao reino da Areia, e nunca imaginariam que realmente atacariam o reino do fogo. Tanto é que levaram as moças indefesas pensando que ali ficariam seguras.

Quando viram que os cavalos não desapareciam no horizonte, Itachi gritou:

– RECUEM!

Aqueles homens estavam descendo como uma tropa maligna. O escuro parecia tomar o céu gradativamente, como se estivesse preparando as estrelas para o sangue todo que mancharia o solo. A lua já irradiava uma iluminação forte.

O que Neji estranhou foi a falta de equipamento exagerado nas roupagens daqueles homens. Uma guerra tratava-se disso, afinal.

Viu, logo depois de fechar este raciocínio, um cavalo com um guerreiro pomposo. O animal que Neji reconheceria em qualquer lugar, negro como a noite, era torturado com uma espécie de balde amarrado de uma forma estranha na cabeça. No balde, chamas altas eram cultivadas.

Por incrível que pareça, o cavalo não reagia mal àquilo.

– Papai. — Itachi sussurrou, sabendo quem comandava aquele grupo devastador que já destruía as cercas de madeira dos animais criados para fora do castelo.

Quando Sasuke pensou que fossem derrubar os portões de ferro do reino, os cavalos pararam. Neji caiu em si.

– Peguem seus cavalos. Vamos tirá-las daqui. Eles vão incendiar o castelo!