7 Pecados Capitais
8 Extra: Líder de verdade.
Notas iniciais
Mas até o próximo... Bem, não sei quanto tempo levará. Estou LOTADA de pendências na faculdade.
Com comentários, quem sabe não adianto?
#Chateada com vocês. :/
Gaara estava cansado do sangue derramado. Ainda mais dramático que isso, estava cansado do sangue jorrando.
Era sempre ele o elemento principal para que sangue acontecesse.
Havia Kankuro tempos atrás.
Kankuro não se importava muito com o número de pessoas prejudicadas com os combates. Ele gostava, tão somente, dos resultados. E que fossem positivos.
Kankuro era o rei-líder. Pomposo, despreocupado e aparentemente carismático. Seria um ótimo aliado. Se tivesse perdido menos tempo comendo empregadas.
Ainda que de todo mal fosse, Gaara não conseguia odiá-lo. Há um motivo.
Gaara o matou quando ainda era apenas o líder dos soldados. Porque quis. Porque quis poder. Porque quis a coroa.
Foi assim. Simplesmente.
Fez cruelmente um amontoado de pele retirado impiedosamente com uma faca. Levou os pedaços do corpo para a floresta, onde animais selvagens puderam, finalmente, comer uma carne pura. Uma coroa nas mãos do ruivo soldado que já possuía muitos votos, se não todos, não era nada demais. Gaara pensava que aquilo era tudo. O ápice. De soldado qualquer para líder-rei.
- Ainda cansado? – Ino estava sentada nas costas do ruivo de pernas de índio. As mãos branquinhas com bonitas e recém cortadas unhas massageavam-no na região da nuca.
- Você não faz ideia. – Falou baixo. Quase sem realmente dizer. Admitir cansaço é uma das coisas que um rei não deve fazer.
- Eu sei que você não tem nada a ver com aquilo. No castelo do rei Hyuuga. – Massageando um ponto estratégico, fez com que o homem apenas mexesse o pescoço.
- Você previu?
- Apenas a moça encontrando o corpo. A Tenten. – Afundou o polegar com bastante cuidado. Sentiu Gaara finalmente relaxado, amolecendo abaixo dela com uma vagareza sensual. – Mas podemos tentar alguma coisa.
- Prever? E você sabe quem foi?
- Sim. E para a segunda pergunta, não. Eu não vi quem foi.
Passou a mão esquerda pela coluna de Gaara enquanto desmontava de seu corpo. Deixou a mão direita em cima dele. Deitou ao seu lado como da outra vez. Ele estava de bruços e ela não. Olhando para o teto de seu quarto, uma pergunta inconveniente veio a sua mente. Tão ousada quanto seus gestos protegidos das vistas curiosas às quatro paredes. No fim, não perguntou nada. Apenas afirmou, virando o rosto para olhá-lo.
- Aqui mudamos.
- Quê? – Olhou-a nos olhos, mas não moveu o corpo em nenhum centímetro.
- Nós somos mais... Naturais aqui neste quarto. Sozinhos.
Gaara fechou os olhos.
- Eu sou o rei. Não posso mostrar o que te mostro. Não posso deixar que meu corpo relaxe da forma como você o faz ficar, pra todos os outros. Eles esperam que eu seja convincente em tudo.
- É difícil fazê-lo desligar da realidade.
- É fácil. Suba novamente. Nas minhas costas.
Gaara se lembrou do dia em que recebeu a coroa. A imagem em sua mente se dissipou quando sentiu o corpo morno de sua bruxa sentando em cima de suas costas.
- Você a pegou nas mãos como se fosse tudo. – Ino se mexeu em cima dele, deitando o corpo nas costas sardentas e enormes. Por um segundo, o homem pensou que ela estava falando sobre ele pegá-la num futuro próximo. – A coroa.
O bumbum empinado de Gaara foi fracamente empurrado para baixo pelas pernas dela. O ruivo, entretanto, continuou imóvel.
- Mas você se arrependeu na mesma noite. Você era um menino, apenas... – A cabeça repousou na nuca dele, mas ela apoiou apenas o queixo ali. Perto o suficiente do ouvido cheio de sardas fracas, continuou. – Chorou pela primeira vez. Estava com medo de você mesmo. Como se sente hoje?
- Vazio.
- Eu sei. Queria que você dissesse em voz alta. – Deitou a cabeça novamente na nuca dele, fechando os olhos em seguida.
- É algum método de tortura?
- Não. Quero que você sinta tudo isso. E depois, quando sentir esse turbilhão de agonia em segundo plano, pense neles. Nos sentimentos.
- Como posso sentir algo em segundo plano?
- Você já está fazendo isso. – Desceu as mãos pelas laterais do corpo dele, massageando a beira de seu abdômen. Achou engraçado que covinhas na pele dele representassem seus músculos. Eram tantas linhas que não havia pele reta. Realmente quis checar a barriga dele. Sentiu que não era a melhor ideia. Ino não podia dizer que não sabia que estava provocando-o de alguma forma vulgar. Ela sabia. Mas queria que ele se sentisse... Liberto. Pelo menos dentro daquele quarto.
Gaara, por sua vez, já não relaxava mais. A rigidez em seu corpo devia-se ao simples fato de suas calças estarem lotadas. De tensão. De tesão.
Estava excitado.
- Não entendo. – Murmurou, concentrando a atenção no movimentar dos seios dela em sua pele. Quase podia sentir os bicos saltos.
- Agora não mais está. – Ela sorriu, esticando os braços por cima dos dele. Estava deitada em cima do corpanzil enorme, na mesma posição. – Quando estiver relaxado e pensando nas cenas que viveu, você conseguirá distinguir três Gaaras da Areia. Quando conseguir, é porque está analisando tudo em segundo plano.
- Co...?
- Relaxe de novo. – Ela pediu, encostando os lábios timidamente na pele dele. Na nuca dele. Apenas encostou. Levantou, voltando à posição inicial. Sentada nele. Desta vez com as pernas circundando-o aos lados. Quando ia massageá-lo, Gaara virou o corpo de repente, quase fazendo-a cair, se não fosse pelo fato dele mesmo segurá-la pelas ancas. Suas mãos enormes quase escaparam para dentro do vestido esfarrapado que ela usava.
Ainda que por cima do pano, ambos puderam sentir o roçar da grossura com a suavidade. Ela estar no colo dele parecia certo. O ambiente foi preenchido de silêncio. O olhar intenso que trocavam quase alucinava em quentes cenas.
Perturbado, largou-a de lado.
Levantou.
- Onde é o seu banheiro?
Ino estava vermelha demais para dizer em voz alta. A falha e o embaraço seriam inevitáveis.
Apontou.
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