6 Months
11 Problemas a vista
Notas iniciais
Espero que gostem *---------*
Boa leitura :}
Onegai, leiam as notas finais!
Lucy’s POV
Respirei fundo, mergulhando uma última vez antes de sair da piscina. Enrolei-me em uma toalha do Resort que havia por perto, estremecendo um pouco por causa da alteração repentina de temperatura – meu corpo estava quente, indo contra a brisa gélida que soprava. Subi vagarosamente até meu quarto, não prestando muita atenção no que acontecia ao meu redor; se alguém me chamasse, eu provavelmente não atenderia. Arrastei-me para o banheiro, retirando a roupa pelo caminho e enfiando-me debaixo da ducha fria, a fim de acalmar os nervos. Ignorando o retesar de meus músculos, fechei os olhos e apoiei a cabeça na parede do Box, tentando relaxar o máximo possível, apesar do turbilhão de pensamentos que me assolava naquele momento.
Depois de longos minutos, minha consciência ecológica se manifestou e eu decidi sair. Fechei o registro com uma lentidão desnecessária, obrigando-me a voltar para o quarto e colocar alguma roupa leve já que, estranhamente, uma vontade súbita de ficar a tarde inteira deitada na cama tomou conta de mim. Mas eu não contava com a figura sentada em minha cama, brincando com a ponta dos lençóis, atipicamente pensativo e cabisbaixo. Franzi o cenho.
– Sting?! Céus, onde você esteve?! Fiquei preocupada. – Disparei, não me importando em estar apenas de toalha frente a ele; Sting cresceu comigo, é praticamente meu irmão, não havia motivos para vergonha e, além do mais, a situação poderia ser considerada crítica.
Ele não desviou os olhos dos panos que cobriam a cama, respondendo-me com a voz perdida e indiferente. – Eu estava... por aí. Não há motivos para se preocupar, Lucy, eu estou bem.
– Lucy?! Desde quando você me chamar de Lucy pode ser considerado seu estado normal, Sting Eucliffe?! Ande, desembuche! O que houve com você?! – E foi então que ele, finalmente, levantou o rosto em minha direção. O choque foi imenso. – Céus, Sting! Que olho roxo é esse?! Quem fez isso?!
– Acalme-se, Lucy, por favor. Eu mereci... E, bem, Rogue tinha todo o direito de querer me bater. – Meu primo respondeu, dando de ombros, mas, conhecendo-o o tanto quanto eu conhecia, sabia que ele estava magoado com o melhor amigo e consigo mesmo. – Preciso me desculpar com Levy.
– Deve saber que ela não quer saber de você, correto?! – Ele assentiu, voltando a abaixar a cabeça, ficando, novamente, pensativo. – Ora, vamos, você deveria ter pensado nas consequências! Agora de quê adianta ficar chorando sobre o leite derramado?! Seja homem, Sting! Erga a cabeça e conserte seus erros. Tenho certeza de que, com o tempo, Levy-chan vai perdoar você.
– Ela parece estar bem feliz com Rogue. – Comentou, soando amargurado. Dei de ombros.
– Na verdade, eles não estão juntos, mas pense o que quiser. – Respirei fundo. – Agora me diga onde esteve.
– Já disse, por aí... Se me dá licença, eu preciso hibernar um pouco. – Ri brevemente. Era incrível como, mesmo cheio de problemas, Sting conseguia ser o mesmo palhaço de sempre. – Posso ficar aqui com você?! Imagino que Rogue não me queira lá. Sabe, ainda tenho amor à vida. – Assenti, rindo baixinho novamente. Suspirei, pegando uma roupa qualquer no armário e vestindo, logo em seguida jogando-me sobre a cama macia. Acariciei levemente os cabelos de Sting, fazendo-o se aconchegar mais a mim e adormecer rapidamente. Ah, esses adolescentes.
~#~
Pisquei lentamente, acostumando meus olhos a pouca claridade. Quando me dei conta, já era noite; eu havia dormido demais! Procurei por Sting, mas, em seu lugar na cama, havia apenas um bilhete pequeno. Abri-o.
“Blondie, você dorme demais. Saí para comer alguma coisa e conhecer um pouco a cidade. Nos falamos amanhã.
Beijos.
Sting”
Suspirei, levantando-me vagarosamente e pegando uma roupa qualquer no armário; iria tomar mais um banho para ver se acordava. Após alguns minutos debaixo de uma água quente, dessa vez, voltei para o quarto, vestindo uma roupa qualquer, mais apresentável, caso Gray realmente levasse a sério o que dissera. Oh céus, o que eu faria?! Respire, Lucy, respire fundo, vai dar tudo certo.
– “Oh, why you look so sad?! Tears are in your eyes, come on and come to me now.” – Fui interrompida de meus devaneios pelo toque insistente do celular. Franzindo o cenho, peguei o aparelho, intrigada. Por que meu pai estava me ligando?!
– Moshi moshi?!
– Lucy?! Olá, minha querida. – A voz de meu pai do outro lado da linha soara tão frágil e fraca.
– Olá papai. Como está o senhor?
– Be-bem – Ele, repentinamente, começou a tossir com força. Franzi ainda mais a testa. Meu pai parecia mal. – Mas eu quero saber de você, minha pequena. Como estão as coisas aí?! Sting está cuidado de você?
Ri baixinho. – Sim, papai, está sim. Está tudo bem?! Você parece tão fraco...
– É só uma gripe que me pegou de jeito, mas eu vou melhorar. – Fiquei preocupada. A saúde do grande senhor Heartfilia nunca foi das melhores, e uma gripe poderia ser alarmante. – Afinal, o aniversário do meu bolinho de arroz está chegando, não é?! O que vai querer de presente, querida?!
– Oh, papai! Você sabe que eu nunca liguei para isso. Contanto que você esteja aqui, já será o suficiente para mim. – De uma forma estranha, eu sabia que ele havia sorrido do outro lado da linha. Não pude deixar de sorrir junto. – Ah, pai, encontrei Loki e Áries aqui. Eles nos chamaram para ficar com eles na casa de veraneio dos pais de Áries.
– Isso é ótimo, minha querida. – E, novamente, a crise de tosse iniciou. Aquilo não parecia sintoma de uma simples gripe. – Querida, papai precisa desligar para resolver alguns assuntos importantes do trabalho. Mais tarde nos falamos para combinar as coisas do seu aniversário.
– Tudo bem. – Tentei não soar triste. Parece que determinadas coisas nunca mudam. – Eu amo você, papai...
Mas ele já havia desligado.
Suspirei, sentando-me na cama, mordendo o lábio inferior com força para tentar segurar as lágrimas que queriam escapas de meus olhos. Definitivamente, meu pai nunca mudaria, e eu continuaria a sofrer por isso. Era doloroso demais e, a cada dia que se passava, a saudade de minha mãe apenas aumentava, por mais que fizesse bastante tempo desde sua morte.
– Ah, mamãe...
– Está tudo bem, Lucy?! – Uma voz grave e masculina perguntou, parecendo vir da porta. Busquei com os olhos pelo dono das palavras, deparando-me com Gray apoiado no batente, os braços cruzados na altura do peito. – Por que está chorando?! – Eu não havia percebido que as malditas lágrimas haviam conseguido cair, sem minha permissão. Enxuguei-as rapidamente com mãos trêmulas.
– Estou bem, fique tranquilo.
Gray sorriu, caminhando lentamente em minha direção e jogou-se ao meu lado no colchão. Eu estava de costas para ele e, se aproveitando disso, o moreno me puxou pela cintura para que eu caísse sobre seu peito. Arfei, sentindo sua risada baixa ao pé de meu ouvido.
– Não quero ver você, chorando, Lucy. – Sussurrou, fazendo com que arrepios perpassassem meu corpo. Suspirei, ficando de frente para ele e fitando seus olhos escuros e hipnotizantes.
– Obrigada, Gray. – Ele sorriu abertamente e, ao segurar meu queixo com delicadeza, encostou seus lábios nos meus, superficialmente. Logo em seguida, sua língua pediu passagem, a qual eu concedi, suspirando quando um beijo lento e carinhoso se iniciou. O moreno se pôs sobre mim, puxando-me pela cintura para ficar mais perto de seu corpo e eu precisei conter um gemido ao senti-lo puxar meus cabelos da nuca.
Deixei a cabeça pender para trás, dando total liberdade a ele. Gray distribuiu beijos desde o lóbulo de minha orelha, até meu colo relativamente exposto pela regata que eu vestia. Seus lábios eram atipicamente gélidos, causando-me uma sensação afrodisíaca graças à diferença de temperatura entre nossos corpos. Novamente, sua boca foi de encontro a minha, dessa vez, em um beijo ardente e desejoso, acabando com meu fôlego em um piscar de olhos. Ao no separarmos pela falta de ar, direcionei minhas mãos levemente trêmulas à barra de sua camisa, puxando-a para cima com urgência. Ele pareceu entender meu desespero e retirou-a com facilidade pela cabeça. Sorri, agradecida, trazendo-o pela nuca para próximo de mim, beijando-o mais uma vez.
Suas mãos habilidosas passeavam pelas laterais de meu corpo, descendo e subindo, lentamente, aumentando consideravelmente os arrepios loucos que me assolavam. Céus, esse garoto sabia exatamente o que fazia. Ele dedilhou meus quadris com delicadeza, ainda que fazendo uma deliciosa pressão sobre minha pele eriçada com seus dedos ásperos. Suspirei pesadamente e tenho certeza que fiquei da cor dos cabelos de Erza quando me dei conta de que minha blusa jazia no chão.
– Gray! – Repreendi, recebendo uma risada gostosa em resposta, enquanto ele começava a procurar o feixe de meu sutiã em minhas costas. No entanto, foi interrompido por uma criatura infeliz e demoníaca que invadia o quarto naquele exato momento.
– Olá, casal de pervertidos! Interrompo algo?! – Aquele ser insuportável de cabelos cor-de-rosa perguntou, sorrindo da forma mais inocente possível. Gray grunhiu, sentando-se na cama e fuzilando Dragneel com o olhar. Céus, alguém me segura antes que eu mate esse garoto. Qual o problema dele?! – A propósito, belos airbags, loirinha. – Corei furiosamente, erguendo-me em um pulo e vestindo minha regata jogada ao chão. – E então, estou interrompendo algo?!
– Não, Natsu, nós estávamos jogando Uno. – Gray retrucou, a voz carregada de sarcasmo e fúria. Como ele ficava lindo com raiva... Foco Lucy!
– Nossa, que ótimo! Parece divertido. Posso jogar também?! – CARALHO EU VOU MATAR ESSE IDIOTA!
– Sai daqui, seu idiota! – O moreno pareceu ouvir meus pensamentos, levantando-se e empurrando Natsu para fora do quarto. Antes de sair, o rosado virou-se para o amigo, com um sorriso canalha brincando nos lábios.
– A vingança é um prato que se come frio, Gray. – E sumiu pelo corredor. Grunhi, jogando-me pesadamente sobre a cama, sentindo Gray deitar-se ao meu lado. Ele enlaçou minha cintura, puxando-me para perto e fazendo com que eu deitasse a cabeça sobre seu peito musculoso e ainda exposto.
– Gomem, Gray. Ele estragou todo o clima. – Comentei, cabisbaixa, e ele riu, beijando o topo de minha cabeça com carinho.
– Relaxe, Lucy, temos seis meses inteiros ainda. Tempo é o que não falta. – Sorri, fechando os olhos ao sentir suas carícias em meus cabelos. Adormeci, estranhamente, com a imagem de certo ser de cabelos cor de algodão doce na cabeça.
~#~
No dia seguinte, antes de partirmos todos para a casa de Áries, eu puxei o algodão doce ambulante pelas mãos até um canto mais isolado. Ele iria ouvir umas poucas e boas.
– Qual o seu problema, Dragneel?! – Soltei, exasperada, tentando falar baixo para não chamar atenção.
– O meu? Nenhum. Mas você parece ter vários, principalmente um mau gosto terrível. O Gray, loirinha?! Com tanta gente melhor por aí.
– Espero que não esteja se referindo a si mesmo.
– Óbvio, a quem mais seria?! Gray?! Laxus?! Gajeel?! Tsc! Sou muito melhor do que todos eles juntos. – Não me contive e soltei uma gargalhada alta, jogando a cabeça para trás e encostando-me em uma parede.
– Me poupe, Dragneel. Agora, se puder, me deixe em paz, ok?! Eu não sou nada sua para você ficar se metendo em minha vida assim, sem mais nem menos.
Eu não havia notado, – estava furiosa demais para isso – mas o corpo de Natsu estava perigosamente próximo do meu e, rapidamente, ele prensou-me contra a parede em que eu me apoiava, colocando um braço de cada lado da minha cabeça, prendendo-me ali. Abaixou o rosto para que ficasse da altura de meu ouvido, soltando uma baforada quente de ar naquela região. Estremeci involuntariamente.
– É aí que você se engana, Loirinha. – O tom forte que ele usou para pronunciar o apelido ridículo foi, como posso dizer, erótico e sexy, quase soando como um gemido rouco de êxtase. Puta que pariu, eu havia me arrepiado completamente com aquilo e, em meu íntimo, uma vontade louca de que Natsu sussurrasse mais uma vez daquela forma em meu ouvido se fez presente. Qual o problema dele?! Não, melhor... Qual o meu problema?! – Você é minha, Lucy. De mais ninguém. Apenas minha. Desde que eu pus meus olhos em você. Não importa onde e com quem você esteja, eu estarei lá, a espreita, pronto para te tirar dos braços de quem ousar te tocar mais intimamente. – O corpo de Natsu parecia pegar fogo e isso acabava sendo uma sensação deliciosa. Ele ergueu a barra de meu vestido soltinho, dedilhando a parte interna de minha coxa, arranhando a pele com suas unhas curtas. Mordi o lábio inferior, fechando os olhos com força. E, foi quando sua mão esperta alisou minha intimidade por cima do tecido da calcinha – não vou negar que aquilo me fez estremecer loucamente em seus braços e eu precisei conter um gemido baixo – que eu me toquei do que estava se passando ali. O que diabos eu estava o deixando fazer comigo?!
Minhas mãos foram direto na parte esquerda de seu rosto, empurrando-o para o lado com um tapa ardido e quase barulhento. As marcas vermelhas de meus dedos estavam cravadas na pele branca de sua face e seus olhos estavam cobertos pelos fios rosados. Mas, apesar de tudo isso, ele sorria. Bufei, andando a passos apressados para longe dele. Entrei no carro alugado por Rogue, soltando fogo pelas ventanas. Quem aquele idiota pensava que era?! Kami, dai-me paciência porque se me deres força eu mato Natsu Dragneel.
E, por cima de todas as ameaças de morte que eu formulava em minha cabeça e as formas de tortura que eu criava, uma frase pairava, causando-me um leve desconforto ambíguo.
“Você é minha, Lucy”
Notas finais
Bom, essa semana não haverá post, nem nessa, nem em LM, porque eu tenho uma prova importante de matematica no sabado e terei que estudar MUITO.
Mas no fds terá capítulo prontinho pra vocês :333
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