6 Months
12 O passado sempre volta
Notas iniciais
Bom, primeiramente, eu devo um belo de um pedido de desculpas por passar mais de um mês sem postar. Não há justificativa, mas, estou escrevendo quatro fanfics ao mesmo tempo, então foi MUITO ruim conciliar isso. Mas estou tentando. Além do que minhas provas não ajudam :/
Segundo: UMA RECOMENDAÇÃO?! OH MEU KAMIIIIIIII. ESSA FOI A SEMANA MAIS LINDA DA MINHA VIDA *----* Eu recebi recomendações aqui, em One More Night e duas em Wanted *oooooo* Então, Muuuuuuuuuuuuuito obrigada, Loulise Heartfilia, voce me fez pular como uma louca *-------------*
Terceiro: esse capitulo ficou mais melancolico e com MUITO Jerza *-----------------* amei escrever. Espero que leiam com a trilha sonora, vai ajudar a criar o clima *ooo*
Boa leitura :333
P.S: qualquer erro, me desculpem, não deu para revisar ^^
Lucy’s POV
Quando o carro estacionou em frente à casa de Áries, meu queixo foi ao chão. Eu sabia que ela e Loki eram relativamente ricos, mas não fazia ideia de que era naquela proporção. A fachada da mansão era simplesmente aterradora e digna de contos de fadas. Nos bancos da frente, Levy e Rogue possuíam a mesma expressão perplexa, o que nos levou a demorar um tempo considerável para nos tocarmos que era hora de descer do carro e pegar nossas malas. A rosada ria de nossas caras surpresas, enquanto seu namorado nos ajudava a carregar as bagagens para dentro daquele – sim, era o que mais parecia – palácio.
- Áries-chan, sua casa é maravilhosa. – Comentei com os olhos brilhando. Levy e Rogue apenas assentiram, ainda atônitos, enquanto ela e Loki riam.
- Ora, Lucy, sua casa não fica para trás – Comentou o ruivo, piscando para mim e subindo com as malas.
- Sim, mas é como se estivéssemos em um castelo. – Áries gargalhou, balançando a cabeça, realmente se divertindo com nossas reações. – Onde estão os outros? – Perguntei, olhando ao redor a procura de meus amigos.
- Estamos aqui! – Ouvi a voz de Erza atrás de mim e virei-me a tempo de ver todos de olhos arregalados, incapazes de formularem uma frase coerente. Não pude conter uma gargalhada, juntamente com Áries. Depois da surpresa inicial, eles se recompuseram e subiram com suas bagagens.
- Bom, pessoal, temos vários quartos, então escolham os seus. Podem ficar em duplas ou casais se quiserem. – Disse a rosada e eu senti o olhar malicioso de Levy sobre mim.
- O Natsu está te encarando fixamente desde que pusemos nossos pés nessa casa, assim como o Gray. – Comentou baixinho ao se aproximar de mim. Senti minhas bochechas assumirem um tom rubro, quase escarlate e comecei a gaguejar palavras desconexas. Levy gargalhou. – E aí, com qual dos bonitões você vai dormir?! – Piscou marota, voltando a rir de minhas feições envergonhadas.
- Bom, talvez eu durma no quarto da Erza, já que, provavelmente, você e Rogue dormirão juntos. – Retruquei, devolvendo o olhar e sorriso maliciosos que ela me direcionara anteriormente. Minha amiga corou furiosamente, ficando ainda mais vermelha quando os braços do moreno a envolveram pelos ombros, o que apenas me fez intensificar a malícia de meu sorriso. – Vou deixa-los a sós. – Completei, dando de ombros e subindo a procura de nossos quartos. Óbvio que eu ficaria junto com Levy, ambas sabíamos disso. Mas não perdia a graça vê-la ficar constrangida.
- Vocês estão no terceiro quarto à direita. – Disse Loki quando cheguei ao topo da escada. Sorri em agradecimento, caminhando lentamente, quase de forma arrastada, abrindo a porta, achando que nada mais naquela casa poderia me chocar, mas parecia que eu estava enganada. O quarto era espaçoso e pintado com uma tonalidade amena de amarelo. Na parede à minha frente havia, ao invés do concreto, uma porta de vidro, a qual abria-se para uma varanda circular com vista privilegiada. Encostadas quase que lado a lado encontravam-se duas camas de solteiro que mais pareciam ser de casal, forradas com lençóis de seda branca. Frente a ela, havia uma televisão de, mais ou menos, 32 polegadas, e, um pouco mais ao lado, a porta para o banheiro. E, perto das camas, uma porta amadeirada indicava o Closet. Suspirei. Aquelas férias seriam realmente maravilhosas.
~#~
Erza’s POV
Eu realmente ficara chocada com todo o luxo da casa de Áries; era algo realmente belo e admirável. Ela havia sido terrivelmente gentil ao nos deixar permanecer ali, afinal um bando de adolescentes com os hormônios a flor da pele poderia, rapidamente, destruir aquela mansão. Mas eu os controlaria devidamente.
Juvia e eu dividiríamos o quarto e, por isso, passamos praticamente a tarde toda arrumando nossas coisas, para que nada ficasse desorganizado. Após arrumar a útlima peça de roupa em uma das gavetas do Closet, suspirei, dando-me conta de que já era noite e eu perdera um dia inteiro. Ouvi batidas singelas à porta e arrastei-me até ela, abrindo-a.
- Er-chan! – Lucy cumprimentou, animada. Sorri fraco, assentindo para que ela continuasse. – Eu e o pessoal iremos dar uma volta por aí. Quer nos acompanhar?! – Perguntou e eu neguei com a cabeça, suspirando pesadamente.
- Sinto muito, Lu-chan, mas eu estou exausta. Preciso descansar um pouco. – O sorriso dela morreu, mas ela assentiu, dando de ombros.
- Descanse bastante então, Er-chan. Nos vemos mais tarde. – Abracei-a e voltei para dentro do quarto, jogando-me sobre a cama e fechando os olhos. – Hm, preciso de um banho. – Resmunguei, cambaleando até o banheiro. Abri as torneiras da banheira, vendo o vapor começar a tomar conta do ambiente. Retirei minhas roupas, enrolando-me em uma tolha e pegando o celular dentro de minha bolsa. Fechei a porta, girando o trinco e entrando na água quente. Liguei o player em alguma música aleatória, fechando os olhos e recostando a cabeça no mármore da banheira.
I thought you'd be out of my mind
And I'd finally found a way
To learn to live without you
I thought it was just a matter of time
Till I had a hundred reasons
Not to think about you
Quando meus ouvidos captaram a letra da música, meu coração acelerou, meu corpo inteiro gelando e arrepiando-se.
Maldita música que me fazia lembrar ele.
Suspirei, sentindo o aperto intenso em meu peito. Memórias de um passado relativamente distante começaram a invadir minha mente, enquanto eu controlava com todas as forças o ímpeto de me debulhar em lágrimas. Eu passara tanto tempo tentando ignorar todos os meus sentimentos avassaladores por aquele garoto, mas, quantos mais os anos passavam, mais eu o amava e menos conseguia esquecê-lo.
But it's just not so
And after all this time
I still can't let go
Arfei, mordendo com força o lábio inferior, olhando para o teto com pesar. Os momentos que havíamos passado juntos assolavam minha cabeça, fazendo-a girar desesperadamente. Minhas mãos tremiam e eu não fui capaz de conter as lágrimas que escaparam de meus olhos quando o refrão começou. Aquela música era trilha sonora dos momentos em que, no passado, eu me afundava em um poço de tristeza, arrependimento e amargura ao recordar-me daquela minha paixão tão insana por Jellal.
I've still got your face
Painted on my heart
Scrawled upon my soul
Etched upon my memory, baby
And I've got your kiss
Still burning on my lips
The touch of your fingertips
This love so deep inside of me, baby
Meu choro foi embalado pela voz melodiosa do vocalista, meus soluços sendo abafados pela batida da música. Suspirei, encolhendo-me dentro da banheira, abraçando minhas pernas e afundando a cabeça no vão entre meus joelhos. Eu deixava as lágrimas caírem livremente, não conseguindo mais controla-las; sentia-me uma tola, fraca por ainda sofrer pelas minhas feridas do passado – elas jamais cicatrizariam, eu precisava aceitar. Doía amá-lo. Doía ficar sem ele ao meu lado, mas agora seria muito pior com sua presença por perto. Como eu seria forte?! Não havia nenhuma chance de me manter erguida quando ele era capaz de derrubar-me completamente com apenas um sorriso.
I've tried everything that I can
To get my heart to forget you
But it just can't seem to
I guess it's just no use
In every part of me
Is still a part of you
- Maldito, maldito, maldito! – Praguejei, a voz embargada por meus soluços sôfregos. – Por que você não ficou no Japão?! Por que teve que vir junto?! – Mordi meus lábios, apertando-me ainda mais contra meu próprio corpo, tentando achar alguma forma de consolo, algo que pudesse me tirar de tal poço obscuro de mágoas de sentimentos conturbados. – Por que você me deixou?! – Completei em um fio de voz, sabendo que o consolo o qual eu buscava desesperadamente, só ele poderia me dar. Apenas nos braços de Jellal eu estaria sã e completa; feliz e segura; aquecida e íntegra.
(…)
Something in your eyes keeps haunting me
I'm trying to escape you
And I know there ain't no way to
To chase you from my mind
Grunhi, puxando fios de cabelo com força, respirando ofegante. Parecia que alguém apertava meu coração entre os dedos, e um peso aterrador se fazia presente sobre meu peito. Exaurida de forças e cansada de chorar copiosamente, decidi acabar de uma vez por todas com aquela tortura psicológica, erguendo-me rapidamente e desligando o celular. Respirei, relativamente aliviada, enrolando-me na toalha branca e saindo do banheiro. Abri o closet e peguei um vestido florido que batia na altura de minhas coxas. Vesti-o, calcando um chinelo e caminhando calmamente até a varanda.
O céu naquela noite estava particularmente estrelado. A Lua cheia brilhava de uma forma tão intensa e a brisa morna acariciava meu rosto de uma forma apaziguadora. Fechei meus olhos, deixando toda aquela atmosfera acalmar meus ânimos e ritmar as batidas de meu coração acelerado. Meus pensamentos ainda giravam em torno de Jellal e nosso passado conflitante.
- Ah, Jellal. – Suspirei, abaixando a cabeça e respirando fundo. Não, eu não choraria de novo.
- Chamou?! – Uma voz grave e masculina soou ao pé de meu ouvido e meus pelos da nuca se eriçaram instantaneamente. Virei-me, assustada, dando de cara com um Jellal sereno, sorrindo de canto para mim. Arfei, recuando um pouco, o meio de minhas costas batendo contra a grade da varanda.
- O que faz aqui?! – Perguntei, atônita, observando-o aproximar-se ainda mais. Eu já era capaz de sentir sua respiração batendo em meu rosto, o cheiro de menta de seu hálito invadindo minhas narinas, juntamente com seu perfume amadeirado o qual eu tanto senti falta. – Achei que estava sozinha.
- Eu decidi ficar também. Não estava afim de sair. – Respondeu, dando de ombros. O silêncio reinou por longos minutos, enquanto eu sentia seu olhar incisivo sobre meu rosto, o qual eu sabia que já havia atingido um tom rubro quase que da cor de meus cabelos. Ele pigarreou e eu o encarei, franzindo o cenho, abaixando a cabeça em seguida, envergonhada. Jellal aproveitou a deixa para erguer meu rosto e fitar-me nos olhos, intensamente. – Eu senti sua falta, Erza. – Comentou, o tom de voz baixo e ameno, roçando seu nariz em minha bochecha, fazendo-me fechar os olhos para deleitar-me com a carícia.
- Você foi embora. – Retruquei, a voz começando a embargar por um choro que logo viria. Eu queria ser forte, mas perto dele era impossível. Jellal conseguia me desarmar por inteiro.
Ele suspirou.
- Você sabe que não foi bem assim. – Disse, enlaçando seus braços em minha cintura e puxando-me para perto, grudando nossos corpos.
And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
- Então como foi?! – Perguntei, controlando minha exaltação. Eu não queria chorar, mas parecia que, cada vez mais, meu corpo e meu coração me traíam.
- Eu precisei partir. Você estava ficando magoada demais. Aquela situação jamais daria certo. – Sussurrou em meu ouvido, beijando a região e descendo até meu pescoço e mordiscando minha pele tão sensível. Estremeci em seus braços, mordendo meu lábios inferior para conter um gemido extasiado. Ele sabia todos os meus pontos fracos. Conhecia meu corpo como ninguém, com a palma de suas mãos.
- Você sabe que foi apenas pior, não sabe?! – Com um resquício de voz límpida, consegui proferir, pendendo a cabeça para o lado e liberando o caminho para suas carícias.
- Tenho consciência disso, Erza. Mas minhas intenções nunca foram de magoar você. – Ele cessou os beijos, encarando-me de uma forma tão intensa que me fez perder o chão. Cerrei os olhos, arfando, meu corpo ainda arrepiado, afinal, seus dedos faziam círculos em minhas costas e em meu quadril. – Eu sinto muito.
- Acho que é um pouco tarde. – Comentei, amargurada, desviando o olhar, deixando uma lágrima solitária escapar. No entanto, todas as minhas armaduras de frieza contra ele se dissiparam quando sua voz rouca sussurrou em meus ouvidos uma letra tão bem conhecida por mim. Na realidade, por nós dois.
- And I don't want the world to see me, ‘cause I don't think that they'd understand. When everything's made to be broken, I just want you to know who I am
Afastei-me dele, fitando-o em choque enquanto gaguejava palavras desconexas, fazendo-o rir baixinho.
- Você se lembra... – Murmurei, atônita, enquanto ele nos embalava em uma dança lenta, ainda que não houvesse melodia tocando, voltando a direcionar seus lábios ao pé de meu ouvido.
- Como poderia me esquecer da nossa música?! – Riu, continuando a cantarolar a melodia que marcara um dos dias mais felizes de toda a minha vida. Não fui capaz de conter as lágrimas que caíam incessantemente de meus olhos, afundando o rosto na curva de seu pescoço, puxando-o para mais perto de mim. — And you can't fight the tears that ain't coming or the moment of truth in your lies. When everything feels like the movies, yeah, you bleed just to know you're alive
Ele separou-se de mim, enxugando as lágrimas salgadas em meu rosto com a ponta dos dedos, recolocando, em seguida, as mãos em minha cintura, colando nossas testas, ainda sussurrando a letra linda da música. Meu coração parecia que sairia pela boca, batendo tão descontrolado e descompassado que poderia ser ouvido de longe.
Não aguentando mais aquela tortura, direcionei minhas mãos trêmulas até sua nuca, puxando-o e selando nossos lábios em um beijo repleto de sentimentos guardados a sete chaves dentro de nossos peitos. Ele pediu passagem com sua língua, a qual eu prontamente concedi, sentido minha cabeça girar quando elas se enroscaram em uma carícia marcada por uma saudade avassaladora. Jellal trazia-me cada vez mais para perto de si, como se quisesse fundir nossos corpos. Eu poderia ficar para sempre presa a sensação de ter os lábios dele sobre os meus; o mundo ao nosso redor já não mais me importava. Eu passara anos a fio sofrendo, chorando às escondidas, clamando para tê-lo para mim novamente.
Mas parecia que nada em nossa história daria certo.
Ele afastou-se, arregalando os olhos. Piscou algumas vezes, atônito, olhando para os lados. Passou as mãos pelos cabelos, puxando alguns fios, parecendo desesperado, aflito.
- Eu... E-eu... E-eu não devia ter feio isso. E-Erza, eu... Me desculpe. – Disse e correu em direção a porta, abrindo-a rapidamente e fechando-a com o baque.
- Jellal! – Berrei, tentando alcança-lo, mas quando abri a porta novamente, ele já havia sumido. – Jellal! – Mais um grito saiu por minha garganta e eu voltei para o quarto, soluçando, desolada. Deixei o corpo cair pesadamente sobre a cama, minhas lágrimas caindo como cascata de meus olhos. Eu estava condenada a sofrer sempre por ele; aquela dor jamais me abandonaria. Quando eu o tivera em minhas mãos, Jellal escapara por entre meus dedos, como todas as outras vezes. Nada entre nós jamais daria certo, era uma sina. A cada vez, um dos dois seria o culpado pelo fim trágico. Era a minha dolorosa realidade.
Deixei um berro angustiado escapar de minhas cordas vocais, afundando o rosto no travesseiro, respirando com imensa dificuldade. Eu o amava, esse era meu pecado. Meu passado me atormentava, me torturava, fazia-me afundar em um poço de dor e angústia. Porque, afinal, o passado sempre volta.
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
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