6 Months
5 Despedidas e reencontros
Notas iniciais
Muuuuuito obrigada por lerem, minna *-----------*
Boa leitura ^^
Lucy’s POV
- ACORDA NEGADA! – Berrei, entrando no quando dos meninos, que resmungaram alguns xingamentos indecifráveis, atirando almofadas e travesseiros em mim. Levy ria baixo enquanto eu corria em direção à cama de Rogue, jogando-me em cima dele; a azulada fez o mesmo com Sting. Mas, obviamente, ao invés de fazê-lo levantar, Levy o fez agarrá-la e então os dois começaram a dança de enguias se engolindo. Revirei os olhos, saindo de cima do moreno e estendendo uma mão para ele, que balançou a cabeça, entediado, como eu, para a cena ao lado.
- Ok, enguias apaixonadas, já podem parar de se engolir agora. – Rogue, meu querido, você lê pensamentos agora, é?! Pare de plagiar minhas definições geniais. (Levy: você é loira, nada do que você faz é genial, Lucy. Lucy: não interfira nas minhas narrações, maldita! Levy: vingança é um prato que se come frio, la la la)
- Vocês são chatos, hein?! – Resmungou um Sting sonolento, levantando-se com a ajuda de Levy, que parecia que iria explodir de tão vermelha que estava.
- Me ame. – Falei, dando a língua para eles. Eu e a azulada saímos do quarto, sendo seguidas por Rogue, que fora em direção ao banheiro. Como já estávamos prontas, descemos até a cozinha, esperando-os para tomar café da manhã. As duas donzelas apareceram após meia hora, sob reclamações de Levy e xingamentos meus.
- Tomou seu gardenal hoje, Blondie?! – Provocou Sting. Em resposta, mostrei meu dedo do meio sem olhá-lo, continuando a comer meu bolo de chocolate.
- Já tomou seu antidepressivo?! – Ele franziu o cenho para mim, parecendo realmente confuso. – Acha que eu não vi você chorando como uma criança porque a terceira temporada de Glee acabou?! – Meu primo arregalou os olhos, corando furiosamente. Levy e Rogue engasgaram com suas bebidas, quase cuspindo-as na mesa, segurando o riso com todas as forças. Sting abriu e fechou a boca algumas vezes, totalmente pego desprevenido. Bufou, levantando-se e subindo em direção aos quartos. Quando ouvimos a porta bater, soltamos todas as risadas presas.
Terminamos nosso café e fomos pegar nossas malas para podermos partir para o aeroporto. A ansiedade me consumia, misturada com o sentimento de nostalgia por reencontrar Erza. Juntas – eu, ela e Levy – nós possuíamos uma amizade de 15 anos. Nos conhecemos aos 4, na creche em que estudávamos. E, desde então, nos tornamos amigas inseparáveis. Até o dia em que a ruiva precisou se mudar para uma cidade relativamente longe, com o intuito de cuidar de seu avô, Rob. Faz quase dois anos que não a vemos.
Após as malas estarem devidamente arrumadas dentro do carro de Rogue, Levy foi atrás de Sting enquanto eu, tremulamente, me dirigi ao escritório de meu pai. Nossa relação, de uns tempos para cá, melhorou consideravelmente. Ele parou de me culpar pela morte de Layla, minha mãe, e começou a me tratar com mais carinho, tentando se tornar, ao menos, um pai presente. Bati, hesitante, na porta imponente de carvalho negro de seu escritório, ouvindo o singelo “entre” proferido pela voz grave de meu pai do outro lado. Adentrei o cômodo silenciosamente, observando as costas largas dele, que se encontrava virado para a grande janela que permitia termos uma bela visão dos campos da propriedade.
- Pai?! – Chamei com um tom de voz ameno, sendo o mais amigável possível. A verdade era que eu e meu pai nunca conseguiríamos manter uma relação fraternal como as que se vê por aí. Sempre haveria a mágoa, o rancor, a desconfiança, os tormentos de nosso passado turbulento. Suspirei frustrada, sentindo seu olhar sobre mim. Eu nunca sabia o que se passava pela cabeça de meu pai, e desvendar seus olhares era algo realmente complicado de se fazer.
- Está indo?! – Perguntou e eu apenas afirmei com um menear fraco de cabeça. Ele se levantou, indo em direção à estante, pegando uma pequena caixa cor-de-rosa envolta por um laço vermelho. Meu nome estava escrito em dourado. – Guarde bem isso, Lucy.
- O que é?! – Perguntei, curiosa, prestes a retirar o laço que a selava, sendo impedida por meu pai.
- Algo que quero que abra quando estiver no avião. É um presente de sua mãe e... Meu. – Arregalei levemente os olhos com aquela declaração, sentindo-os marejarem. – Não chore, eu não aguentaria ver você chorando novamente, pequeno bolinho de arroz. – Foi o estopim. Debulhei-me em lágrimas, como uma criança sem o brinquedo favorito. Papai e mamãe me chamavam de pequeno bolinho de arroz na minha infância, devido à minha singela – grande – obsessão por bolinhos de arroz, além da mania de sempre importunar Virgo para me ensinar a fazê-los. Meu pai riu baixo, envolvendo seus braços ao meu redor, afagando meus cabelos.
- Pai... Me perdoe, por tudo. – Murmurei, a voz embargada.
- Lucy, não se desculpe, você jamais fez algo de errado. Eu que sempre fui o pai ausente e insensível. E aqui está você, sendo a filha maravilhosa que nunca deixou de ser. Você cresceu tão rápido, Lucy. Logo, logo será uma médica renomada e mundialmente reconhecida. – Ri baixinho, abraçando-o com mais força.
- Eu amo você, pai.
- Eu amo ainda mais, minha Lucy. Espero que faça uma boa viagem. Se Sting não tomar conta de você, ele terá de se ver comigo. – Comentou, sério, me fazendo rir com vontade.
- É mais fácil eu cuidar dele. – Retruquei e meu pai riu, concordando. Saímos de seu escritório, descendo para a sala, encontrando todos a nossa espera. Apertei a caixinha em meus dedos, abraçando meu pai com todas as forças, sendo retribuída à altura. – Vou sentir sua falta. – Sussurrei contra sua camisa, sentindo-o beijar o topo de minha cabeça.
- Vou te ligar toda semana, querida. Quem sabe não faço uma visita?! Afinal, seu aniversário é daqui a dois meses, correto?! – Assenti, sorridente e então nos despedimos de meu pai, seguindo para o carro de Rogue. O caminho até o aeroporto foi regado à risadas, gritos histéricos meus e de Levy quando alguma música que gostávamos tocava na rádio, xingamentos de Sting e resmungos de Rogue.
Chegamos à sala de embarque e eu procurei Erza com os olhos. Quando uma cabeleira ruiva surgiu em meu campo de visão, cutuquei Levy e nós corremos até ela. No entanto, meu sobrenome é desengonçada e o da azulada é azarada, resultando na nossa queda por cima de dois garotos.
- Céus, olhem por onde andam, suas destrambelhadas. – Resmungou um deles, o que estava por baixo de Levy, empurrando-a para o lado e se levantando. Arregalei meus olhos quando o fitei; o garoto era alto, musculoso, a pele levemente morena, com cabelos negros que passavam da cintura. Olhos avermelhados e piercings por todo o corpo. Que bizarro.
- Você já pode sair de cima de mim. – Sussurrou o garoto que estava embaixo de mim e foi então que notei nossa posição desagradável. Levantei às pressas, corada, recebendo um sorriso malicioso em troca. – Não que estivesse me incomodando... – Completou o loiro, piscando para mim. Indignada, revirei os olhos, mostrando o dedo do meio para ele. – Olha, Gajeel, ela é meiga. – Falou para o outro, rindo.
- Vamos, Laxus, largue essas duas para lá. Erza está nos esperando e não queremos estressá-la, ok?! Ainda tenho amor à vida. – Retrucou o tal de Gajeel, emburrado, dando as costas para uma Levy perplexa e enfurecida.
- Espera, vocês disseram Erza?! Onde ela está?! Marquei de nos encontrarmos aqui. – Falei para o loiro, só então reparando em sua aparência. O tal de Laxus era alto e musculoso como Gajeel, a pele branca, cabelos loiros e olhos azuis, o esquerdo marcado por uma cicatriz em forma de raio. Ele usava uma espécie estranha de fones de ouvido, ou algo parecido.
- Então vocês são as amigas que ela disse que iriam conosco para o Resort?! – Laxus perguntou, sorrindo abertamente. Seu olhar malicioso recaiu sobre mim, analisando-me de cima a baixo. – Interessante...
- Venham logo. – Resmungou Gajeel, indo em direção à cabeleira ruiva de Erza. Acenei para Sting e Rogue, que vieram atrás de nós. Pareciam discutir sobre algo no caminho.
- Erza, sua vaca! – Berrei, pulando em cima dela, que gargalhou, retribuindo meu “abraço” desajeitado.
- Vejo que já conheceu Laxus e Gajeel. – Falou quando nos soltamos. – Levy, sua pequena! – Berrou, agarrando a azulada, que a xingou por ter sido chamada de pequena. Levy odiava quando brincávamos com sua altura.
- Erza, minha querida, vá se foder. – Retrucou Levy, dando um tapa no braço da ruiva. Repentinamente o silêncio recaiu sobre nós, enquanto todos os presentes nos olhavam abismados por termos tratado Erza daquela forma. Aparentemente, eles a temiam. Caímos na gargalhada, as três, apenas deixando-os mais confusos.
- Erza, gostosa! – Ouvimos o grito longe de Sting, que, segundos depois, girava Erza no ar enquanto ríamos.
- Sting, quanto tempo. Eu estava com saudades. – Eles se abraçaram e ela fitou Rogue com interesse, recebendo um sorriso de canto do moreno em resposta. E, pela primeira vez em toda minha vida, eu vi Erza Scarlet corada e envergonhada por culpa de alguém que não fosse Jellal.
- Sou Rogue Cheney, amigo de Sting. – Sussurrou Rogue, estendendo uma mão para a ruiva, que correspondeu o gesto, acanhada.
- Erza Scarlet. – Retrucou, ainda corada.
- Ouvi falar muito de você. – Erza agora estava da cor dos cabelos, gaguejando.
- Qu-qu-que le-le-leg-legal.
- Erza, minha filha, tá tudo bem?! – Perguntou uma garota de cabelos azuis como os de Levy, mas com cachos nas pontas, dando tapinhas nas costas de Erza.
- Si-sim, Juvia-chan. Meninas, essa é Juvia Lokser. Juvia, essas são Lucy Heartfilia e Levy McGarden, minhas amigas de infância. – Sorrimos para a azulada, que retribuiu. Erza então apontou para dois garotos que discutiam sobre algo que eu não pude entender. – Vocês não estão brigando, correto?! – Perguntou a ruiva com uma áurea maligna ao redor de si, fazendo-os se separarem rapidamente, gaguejando coisas como “Claro que não, Erza-chan, somos melhores amigos” e “Estávamos apenas nos abraçando amigavelmente”. Não pude deixar de rir do medo evidente que sentiam de Erza. – Esse é Gray Fullbuster. – Apontou para um garoto de cabelos negros e olhos acinzentados. De uma forma estranha, aquele olhar me prendeu em outra dimensão por meros segundo. Um sorriso maroto brincava nos lábios finos dele, me fazendo corar e sorrir de volta. – E esse é Natsu Dragneel. – Apontou para um garoto de cabelos, estranhamente, cor-de-rosa. Olhos de uma cor ônix encantadora e um sorriso brincalhão estampado no rosto.
- Então esse é o famoso Natsu. – Provocou Levy, cutucando Erza, que riu, assentindo.
Sentamos todos nas cadeiras, começando a conversar. Eu e Levy nos demos muito bem com Juvia, a qual descobri, mais tarde, ser prima do garoto de olhos hipnotizantes, o tal de Gray. Sting, Gray, Natsu e Gajeel brigavam sem nenhum motivo aparente, enquanto Laxus e Rogue entretinham-se em alguma conversa que não pude saber o assunto, já que os dois falavam baixo demais.
- Lucy?! – Uma voz atrás de mim chamou e eu me virei, encarando a figura de cabelos azulados e “tatuagem” no olho esquerdo, sorrindo para mim.
- Jellal! –Berrei, correndo para abraça-lo. Ele retribuiu, rindo de minha euforia e então seu olhar se fixou na pessoa atrás de mim.
- Jellal?! – Perguntou a ruiva, paralisada pelo choque do momento.
- Quanto tempo, Erza-chan. – Ele sorriu, caloroso, para ela, aproximando-se. Coitada, Erza vai entrar em pane.
Notas finais
Comentem e deixem titia Sayan feliz *---------*
Aye sir!
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