6 Months
10 Controle seus hormônios!
Notas iniciais
Boa leitura, minna
Lucy’s POV
Meus olhos demoraram a se acostumar com a claridade repentina. Abri-os lentamente, focalizando o teto do quarto. Resmunguei algo, esfregando o rosto com as mãos antes de erguer o tronco, prestes a me levantar. Minha cabeça girava e doía, provavelmente por causa da ressaca do dia anterior. E foi então que me dei conta de dois fatos cruciais.
Primeiro: eu não estava em meu quarto.
Segundo: Gray ressonava tranquilamente ao meu lado.
- NANI?! – Berrei, me arrependendo no instante seguinte. Massageei minhas têmporas lentamente, já que as mesmas latejavam dolorosamente. – O que faz aqui, Gray?! – Resmunguei para ele, que tinha os olhos arregalados em minha direção, mas logo começou a rir. Bufei, observando-o apoiar-se no cotovelo para me olhar.
- Hm, bem, esse é o meu quarto. A lógica diz que não há nada mais sensato do que eu estar nele. – Retrucou ironicamente, piscando maroto para mim. Revirei os olhos, reparando então que eu ainda vestia a roupa justa do dia anterior. Gray pareceu notar a mesma coisa. – Deve ser desconfortável dormir com essa roupa. – Comentou, seu olhar percorrendo toda a extensão de meu corpo. Por mais que a frase pudesse ter soado inocente, as orbes acinzentadas dele estavam recheadas de malícia.
- Pervertido. — Resmunguei, dando um tapa ardido no braço musculoso de Gray, que gemeu, esfregando a área atingida, fuzilando-me com o olhar. Ri baixinho, saindo rapidamente da cama antes que ele pudesse revidar ou algo do gênero. Peguei meus sapatos e chaves pelo caminho, caminhando até a porta. Entretanto, hesitei com a mão na maçaneta, uma dúvida martelando em minha mente. – Onde seu amigo idiota e esquisito de cabelo cor-de-rosa dormiu?!
- Natsu?! – Gray perguntou, rindo e eu apenas assenti, o cenho franzido. – Não sei, mas no Resort não foi. – Deu de ombros despreocupadamente. Imitei o gesto, murmurando um “nos vamos no café” antes de sair.
Parei em frente a porta do meu quarto, abrindo-a lentamente. Não pude deixar de arregalar os olhos para a cena com a qual me deparei: Levy e Rogue dormiam serenamente, abraçados como um casal; a cabeça dela servido de apoio para o queixo dele. Sorri maliciosamente, esgueirando-me para dentro do banheiro, não sem antes buscar algo para vestir dentro do armário. Enfiei-me debaixo da ducha fria, sentindo o enrijecer de meus músculos e o arrepiar de minha pele, mas dei de ombros, indiferente. Saí do box, penteando os cabelos molhados com os dedos, colocando a roupa leve e simples que havia separado. Calcei meus chinelos, escovei os dentes e saí sorrateiramente do quarto, fazendo de tudo para não acordá-los. Dona Levy McGarden me devia algumas boas explicações...
Levy’s POV
Resmunguei algo indecifrável ao abrir os olhos, sendo cegada por toda aquela luz matinal. Sol do demônio! A dor em minha cabeça poderia ser julgada como algo que nem palhaços mereciam sentir, por mais que eu os odiasse e temesse até o último fio de cabelo. Suspirei sofregamente, fitando o peitoral que subia e descia a minha frente. Deixei meu olhar subir até o rosto sereno de Rogue e minhas mãos foram, inconscientemente, até seus fios negros, acariciando-os; surpreendi-me com a maciez dos mesmos. Quando vi um sorriso singelo tomar conta das feições dele, parei com os carinhos.
- Por que parou?! Estava tão bom. – Resmungou, fazendo um bico, o qual eu julguei extremamente fofo e irresistível.
- Gomene, eu acordei você. – Sussurrei, sabendo que, se elevasse o tom de voz, minha dor apenas pioraria. Rogue abriu os olhos e eu me deixei perder naquela imensidão avermelhada, sentindo-o acariciar as maçãs de meu rosto gentilmente. Beijou então minha testa, roçando nossos narizes. Sorri boba com o gesto e corei, voltando a brincar com o cabelo dele. Minha cabeça latejou de forma lancinante e eu não fui capaz de conter um gemido, causando preocupação no moreno a minha frente.
Ele se levantou, esticando uma mão. Peguei-a, erguendo-me junto, ainda que cambaleasse.
- Vá tomar um banho enquanto trago um analgésico. – Disse, sorrindo de canto e empurrando-me em direção ao banheiro. Resmunguei, retirando o vestido da noite anterior e deixando a água quente relaxar meus músculos tensos. Após, mais ou menos, meia hora, minha consciência ecológica começou a me importunar sobre meu desperdício desnecessário e então decidi sair. Enrolei-me em uma toalha, dando de cara com Rogue jogado em minha cama, fitando o teto como se fosse algo realmente interessante. Dei de ombros, rindo baixo e fazendo com que ele me notasse. Corei furiosamente quando seu olhar incisivo percorreu meu corpo.
Rogue pigarreou, disfarçando e eu corri para o banheiro, já com uma muda de roupas em mãos. Vesti-me apressadamente, voltando para o quarto e pegando o comprimido que ele segurava.
- Vai melhorar sua dor. – Comentou, o rubor ainda presente em suas bochechas, por mais leve que fosse. Caminhamos em silêncio para fora do cômodo, parando em frente ao elevador. Quando entramos, precisei fazer a pergunta que já me consumia fazia algumas horas.
- Você, err... Você viu Sting hoje?! – Minha voz saíra baixa e levemente embargada. Rogue me fitou com o cenho franzido, os lábios unidos em uma linha tênue. Estremeci com a intensidade de seu olhar.
- Não. Quando fui ao quarto, não havia de indícios de que ele passara por lá. E, ao que me parece, ele também não dormiu no Resort. – Respondeu após alguns segundos, a voz fria como um iceberg. Torci a boca em compreensão, meu olhar recaindo para meus pés. Quando o elevador parou, Rogue me surpreendeu ao entrelaçar nossos dedos, indo em direção ao restaurante do Resort. Todos olharam maliciosamente para nossas mãos unidas e eu só pude corar; ele, entretanto, sorriu de forma reconfortante para mim, piscando. E, pela primeira vez durante aqueles dias turbulentos, eu senti que estava tudo bem.
Lucy’s POV.
Nós conversávamos animadamente e, vez ou outra, Levy e Rogue trocavam olhares e sorrisos cúmplices. Falando nos dois, eu não havia visto Sting desde a noite na boate. Por mais que eu estivesse chateada e decepcionada com ele, o loiro infeliz ainda era meu primo e sua segurança me preocupava. Por hora, decidi deixar de lado, afinal, ele sabia se cuidar.
- Lucy! – Escutei uma voz conhecida chamando meu nome e não pude deixar de sorrir abertamente quando Loki se aproximou de nós com Áries, sua namorada. Loki era meu ex-namorado e, ironicamente, meu atual melhor amigo. – Não esperávamos encontrar você aqui.
- Bom, como a faculdade só começa no semestre que vem, nós decidimos descansar um pouco e viemos para cá. – Ele acenou animadamente para Levy e Erza, que retribuíram com a mesma intensidade. – E vocês?! O que fazem aqui?!
- Faculdade, também. – Respondeu a rosada, sorrindo meigamente. – Viemos passar uns tempos na casa de veraneio dos meus pais. E, por falar nisso, porque você e seus amigos não ficam lá conosco?!
- Ah, Áries, não queremos tirar a privacidade de vocês. – Notei que Loki corou levemente, mas Áries apenas sorriu da forma doce de sempre, fazendo um gesto com as mãos, como se dissesse que isso não era importante.
- Não há problemas com isso, afinal, a casa tem vários quartos. E, de uma forma ou de outra, é muito ruim apenas nós, chega a ser solitário, ironicamente. – Loki respondeu no lugar da rosada, sorrindo para mim.
- Vocês têm certeza disso?! Meus amigos podem ser barulhentos e espaçosos. – Comentei, pesarosa.
- Como se Loki fosse diferente. – Áries murmurou, e eu não pude deixar de rir. O ruivo fechou a cara, bufando.
- Tudo bem então, se vocês dizem... – Virei-me para meus amigos, que apenas assentiram, concordando com a ideia, parecendo bastante animados.
- Ótimo! Nos encontramos amanhã, às 10:30 em frente a entrada do Resort. – Assentimos e eu observei-os se afastarem, voltando a conversar com meus amigos. Terminamos o café e subimos para nossos quartos, vestindo as roupas de banho para podermos aproveitar a piscina. Quando eu estava saindo para o corredor, vejo Natsu abrir a porta de seu quarto, os cabelos desgrenhados, as roupas amassadas e o rosto sujo de batom feminino. Ele pareceu me notar, enquanto eu apenas o fitava com um olhar desdenhoso. Como aquele garoto era ridículo.
Natsu apenas revirou os olhos para mim, adentrando o cômodo e fechando a porta com força. Segundos depois, Gray saiu de lá, piscando maroto.
- Vamos apostar quem chega na piscina primeiro?! – Brincou, aproximando-se de mim. Revirei os olhos, rindo.
- E o quer o perdedor vai precisar fazer?! – Perguntei, entrando no jogo.
- O ganhador decide. – Retrucou, sorrindo maliciosamente. Engoli a seco, estremecendo com as segundas intenções daquele gesto. – No já, ok?! – Colocamo-nos em posição de partida e ele iniciou a contagem. Ao som do “já”, disparamos em alta velocidade em direção as escadas. Eu dava o meu máximo, mas era incontestável o fato de que Gray era muito mais rápido do que eu. O resultado foi iminente.
Ele pulou na piscina dez segundos antes de eu alcança-lo.
- Perdeu, loirinha! – Comentou ao aparecer novamente na superfície. Deixei meu corpo cair pesadamente dentro da água, refrescando-me de todo o calor do momento. – Hora da minha recompensa. – Arregalei os olhos, sentindo meu corpo ser prensado contra a borda da piscina.
- O-o qu-que pensa qu-que está fazendo, Gr-Gray?! – Sussurrei, a voz falha, e ele apenas sorriu maliciosamente, os lábios perigosamente próximos dos meus. Seu hálito de menta começou a me embriagar e eu não fui capaz de conter um gemido baixo quando senti-o distribuindo beijos leves e molhados em toda a extensão de meu pescoço, subindo lentamente até minha orelha, puxando o lóbulo entre os dentes. Estremeci em seus braços. Orelha era sacanagem.
Dedilhei os músculos rígidos e bem definidos de seus braços, subindo até a omoplata, e descendo por toda a extensão de seu tórax e abdômen. Ele soltou a respiração pesadamente ao pé de meu ouvido e me fitou, o acinzentado de seus olhos estava enegrecido, repleto de um desejo reprimido. Meu coração martelava contra meu peito e, antes que minha consciência me assolasse, embrenhei meus dedos nos cabelos molhados de Gray e puxei-o para selar os lábios nos meus. Gemi involuntariamente quando nossas línguas de envolveram em uma dança sedenta e sensual, o calor subindo por nossos corpos, que, de tão unidos, poderiam se fundir.
As mãos de Gray apertaram firmemente minha cintura, enquanto eu continuava a arranhar sua nuca com minhas unhas curtas. Quando o ar começou a faltar, ele sugou meu lábio inferior com volúpia, arrancando mais um gemido rouco meu, fazendo uma trilha de beijos lânguidos por toda a extensão de meu pescoço, percorrendo a clavícula e chegando ao colo de meus seios. Por mais que estivéssemos em local público, eu já havia mandando a sanidade para os infernos.
Enlacei minhas pernas na cintura dele, sentindo-o apalpar e apertar minhas coxa com deleite. O volume dentro de sua bermuda roçou contra minha intimidade e eu precisei controlar meu instinto de jogar a cabeça para trás e gemer alto, já que, junto a isso, havia o fato de uma de suas mãos estar massageando meu seio. E, foi quando a mão ágil de Gray se preparou para deslaçar a parte de cima do meu biquíni, que eu precisei, a muito contragosto, pará-lo. Seu olhar ensandecido me fez querer retomar de onde havíamos parado, mas isso precisaria ser deixado para outra hora.
- Estamos em uma piscina pública, Gray. Controle seus hormônios! – Sussurrei, ofegante, ajeitando-me, ficando ao lado dele. O moreno respirava pesadamente, a cabeça baixa. Mergulhou então para longe de mim e, após alguns minutos, voltou, parecendo mais calmo.
- Hoje à noite, seu quarto. Dê um jeito de despistar Levy. – Sussurrou em meu ouvido, puxando o lóbulo entre os dentes, antes de sair da piscina para se secar. Eu estava atônita, inalando o ar com dificuldade. Meu corpo havia entrado em ebulição apenas com aquelas palavras. E logo minha mente se pôs a projetar pensamentos nada santos sobre o que faríamos mais tarde. Balancei a cabeça, mergulhando na água gélida, a fim de acalmar os meus malditos hormônios.
Notas finais
Então até amanhã, minna-san
Fale com o autor