Quando o dia amanheceu, Cecília se arrumou e foi para a escola. Ela estava ansiosa, pois esperava que essa escola fosse legal, ou pelo menos melhor que a última. O uniforme da escola era bom, parecia o de um filme americano. Era uma camiseta meia manga branca e uma saia vermelha. Ela colocou um tênis branco e saiu.

A escola não era longe, era a umas quatro quadras de sua casa, então ela foi a pé. No caminho ela viu muitas crianças uniformizadas com suas mães.

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Ao chegar lá, ela ficou feliz. A escola era grande e tinha um espaço enorme para fazer o que quiser. Quando o sinal tocou, ela entrou.

***

No final da aula, ela estava indo embora, quando viu um grupo de garotos discutindo porque um dos times do jogo de futebol tinha uma pessoa a menos.

Ela jogou o material no chão e foi até os garotos.

–Eu posso jogar no time que falta gente! –falou ela.

Um dos meninos virou para ela confuso, e ao ver que a voz vinha de Cecília, começou a dar risada. Ao perceber que Cecília estava falando sério, gritou:

–Nem pensar!

–O que é? Tá com medo de perder para uma garota?

O rosto do menino mudou de risos a raiva.

–Não! Ninguém vence de mim! Muito menos uma garota!

–Tudo bem, então eu vou jogar!

–Mas...

Antes que o menino pudesse reclamar o jogo começou. Quase ninguém passava a bola para Cecília, então ela pegou a bola de um garoto e fez gol.

Por um minuto todos ficaram olhando para ela, depois o jogo continuou e o time dela venceu.

–Isso foi sorte de principiante?

Cecília virou e viu o garoto que tinha encontrado antes na floresta. O que ele fazia lá? Ela não ideia. Pelo seu rosto dava para perceber a surpresa.

–Não, isso foi você vendo uma verdadeira jogadora em ação.

O menino riu.

–Tá bom, te vejo na floresta... Algum dia, talvez?

–Nos vemos lá.