50 tons de submissão
1 Capítulo Um - Transando com os olhos azuis
Notas iniciais
Essa é a primeira fanfic erótica que escrevo, obrigada por ler (=
E, eu posto diariamente
Boa leitura
Noite fria, ainda terminavam o jantar. Kaya quase não falava. Ele também não. Henri estava mais ocupado, observando a mulher a sua frente, que mais parecia uma garota. Ela não falava muito, mas sabia fluentemente inglês, alemão e francês.
''Por que não me conta um pouco sobre você?'' — perguntou ele, ainda olhando para o rosto juvenil da moça. Gostava de como os olhos dela eram grandes demais para o fino rosto, gostava também da cor dos lábios rosados. Não conseguiu evitar e pensou em outros lábios também.
''Não há muito o que falar de mim'' — argumentou ela
''Tente'' — ele ainda a devorava com os olhos. — ''Por qual motivo saiu da Inglaterra?'' — droga,pensou ela. Aquele assunto era delicado, seu ponto fraco e ele era apenas um desconhecido. Um flash da câmera fotográfica quase cegou os castanhos olhos de Kaya, ela fez uma careta, contragosto. — ''Porra, vamos. Venha comigo'' — Henri disse levantando da mesa e deixando um bolão de euro, várias notas de quinhentos, sobre a mesa. Na rua, o Zenvo ST1 esperava-os. Kaya lembrou de fechar a boca, ainda ficava encantada com aquele carro. Primeiro ela entrou, ele veio logo atrás.
''Bonne nuit, Pavaror'' — Henri falou olhando um minuto para o celular. Logo depois voltou sua atenção para Kaya, a garota parecia constrangida, estava a ponto de chorar- ''Gostaria de conhecer minha casa, senhorita?''
''Não sei, acho que não é uma boa ideia, está tarde...'' — as mãos da jovem seguiam uma sequência um tanto engraçada, ora segurava a borda do vestido de cetim azul marinho, ora entrelaçava-se com a outra mão.
''Não iremos demorar, você comentou que gosta de livros, eu tenho uma biblioteca gigante''
''Amo'' — corrigiu ela.
''Como?'' — franziu o cenho
''Eu não gosto, eu os amo'' — ele não conseguiu esconder um sorriso, voltou sua atenção para o velho motorista, que até então mal se mexia e falaram em um idioma desconhecido para Kaya. — '' Sérvio, posso te ensinar depois'' — respondeu ele, percebendo a interrogação no rosto da jovem.
A casa dele era um sonho, para começar não era uma casa.Ele morava em um edifício, na cobertura. O prédio tinha trinta e seisandares. A piscina era gigante. A biblioteca cheia de livros. Ele enorme também, ali, a devorando com os claros olhos azuis.
''Seus olhos são...'' — começou ele, estava a alguns passos de distância, apoiado no grande sofá, os braços cruzados, um pouco abaixo do tórax.
''Gigantes'' — ela disse, rindo. Ele porém, não riu, contribuiu com um sorriso. Ela ruborizava.
''Eu os amo''
''Acho que as revistas de fofocas estão enganadas'' — brincou ela — ''Você é extremamente sentimental, senhor Henri''
''Você não é?'' — seu rosto transparecia calma. Ele chegava mais perto com tamanha paciência, seus olhos seguiam os dela e logo depois analisavam os lábios rosados. Ela sentiu então algo diferente, sentia-se excitada só com aproximação dele.
''Acho que não'' — argumentou ela
''O amor é pura física, senhorita Kaya'' — ele agora estava a poucos três passos dela.
''Poderia me explicar? Filava aulas de física quântica''
''Dois corpos permanecem unidos'' — ele estendeu a mão, tocando o fino braço dela. Ambos se arrepiaram. Ele gostou da maciez da pele dela — ''permanecem juntos boa parte do tempo, falando coisas bregas e esdruxulamente ridículas um para o outro. Mas isso é bonito, porque no começo tudo é lindo e maravilhoso.'' — os dedos dele roçavam sob a pele morena dela, os olhos de ambos estavam quase transando. — ''Temos então três variáveis, o nível de idiotice do homem, iremos chamar de nh. O nível de idiotice da mulher, podemos chamar de nm. Mas tudo depende do nível de tolerância do corpo de menor idiotice. 90% dos casos o homem que é despachado. Vocês, mulheres são criaturas magníficas para se contentar com meros homens. É apenas questão de tempo para descobrir que a pessoa não é o amor da sua vida.''
''Seu romantismo é fascinante'' — ironizou ela. Se aproximando mais dele.
''Meu raciocínio é mais'' — ele disse sério.
''Não é chato?''
Ele franziu o cenho.
''O quê?''
''Estar sempre no controle''
''Não, gosto de exercer comando sob tudo''
''E o mundo? Você não pode exercer controle sobre ele''
''O mundo é grande''
''Enorme'' — argumentou ela — ''Não é legal estar perdida nele''
''Basta procurar um atalho''
''Me empresta seus lábios?''
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