50 tons de submissão

2 Capítulo Dois - Lembraria de cuidasse


Notas iniciais
Oii (= mais um capítulo, espero que gostem e comentem

Henri engoliu um seco ainda absorvendo tudo que a jovem acabara de dizer. Conheceram-se em uma loja de roupa masculina, sua loja favorita. Precisava de uma roupa para presentear seu irmão mais velho, Benjamin. E, ao contrário do esperado, quem veio lhe atender foi Kaya.Uma jovem simples e nada oferecida, mulheres ao qual Henri não sabia lidar.

O nariz de Henri tocou o fino nariz da jovem, fazendo seu coração bater descompassado, mas fora o toque do celular de Kaya que a despertou. Ou melhor, despertou-lhes. Henri parecia estar em transe ao lado dela, não gostava daquela sensação. Afastou-se de imediato.

''Tudo bem. Fica calma, Juli. Já estou indo. Não, não chore, está bem?'' — dizia Kaya apressadamente, seu olhar encontrou com o de Henri, ele não parecia irritado com a situação. Desligou o celular, mesmo não acabando de imediato o tormento de Julietta. Julietta era a jovem que Kaya dividia o apartamento, eram antigas vizinhas na Inglaterra. Kaya veio estudar, Julietta fugir do ex-namorado obcecado, pai dá filha que nasceria em dois meses.

''Aconteceu algo grave?'' — perguntou ele.

''Não sei, ela só chorava'' — murmurou mais para si — ''Eu preciso ir, ela deve estar me esperando. Obrigada pela noite, senhor Henri. Foi incrível''

Ele sorriu.

''Eu vou te levar'' — disse, pegando as chaves em cima do criado mudo

''Não precisa, eu pego um táxi''

''Venha logo'' — ele foi na frente, quase rindo. Ela o acompanhou.

''Há algo engraçado nisso?''

''Seu celular, ainda fabricam aparelhos assim?''

Ela irritou-se, mas não quis deixar transparecer

''Eu gosto dele''

Ficaram calados a maior parte do caminho. Ela quis sentar no banco de trás, preferiu assim. Ele não pediu para que ela o acompanhasse no banco da frente. Porém, a observava, as vezes, pelo retrovisor interno.

''Essa sua amiga... Aconteceu alguma coisa?'' — ele perguntou, olhando de relance para o retrovisor.

''O ex namorado dela, não aceita o término. Fizemos de tudo para que ele não descobrisse que estavamos vindo para França, mas ele descobriu o novo número dela. O que já é suspeito''

''Isso é perigoso, eu posso...''

''Não'' — repreendeu ela — ''O senhor não pode. Deve estar muito ocupado'' — tirou o cinto e abriu a porta do carro antes que ele parasse. — ''E, obrigada''

''Cuide-se'' — dissera ele, ela pode ouvir antes de bater a porta do carro. Não estava chovendo, mas correu para o velho prédio. Quando estava com as pernas no elevador, tomou consciência de que não teriam mais notícias um do outro: um breve se cuida. Lembraria de cuidasse, depois de chorar mais uma vez no elevador.

Notas finais
Beijos