50 tons de submissão
5 Capítulo Cinco - Uma Afirmação
Notas iniciais
Kaya encarava séria Juan, em poucos instantes sua visão já estava embaçada com as lágrimas, quando estava com raiva sempre chorava. Era involutário. Não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar.
Desobedientes eram as lágrimas, em poucos minutos seu nariz já estava vermelho acompanhando os grandes olhos castanhos claros, mais lágrimas e mais lágrimas. Pareciam intermináveis.
A sala estava em completo silêncio agora. Kaya correu para fora, levando consigo a bolsa e as apostilas.
Prendeu o longo cabelo e começou a lavar o rosto em uma das pias do banheiro. Apenas gostaria que ele estivesse ali, gostaria de não precisar sair da cama e encontrar pessoas como o Juan. A gente sai de casa pra se fuder, que escrotidão. Kaya ouviu passos e olhou mais uma vez para o espelho, a situação não havia melhorado tanto, mas estava melhor.
''Kaya?'' — era a voz do professor
''Estou aqui'' — respondeu ela, o professor estava na porta do banheiro feminino. É claro, ele não podia entrar.
''Vamos'' — completou ele com um sorriso amigável.
Recebeu uma careta em reprovação. Ele sorriu mais uma vez.
''Vamos. Você não pode se abalar com um filho da puta'' — piscou o professor.
No apartamento, Henri terminava de se arrumar. Ligou para Sarah há poucos minutos. Na cobertura não havia câmeras e Henri tinha um elevador apenas dele, apenas ele supervisionava. O jantar com os pais havia sido agradável, seu pai continuava achando caro todos os investimentos que Henri fazia, não tinha sido em vão que quase havia falido, se não fosse Henri. Era um ótimo negociador, ele não concordava muito com isso. Pelas câmeras do corredor Henri vê Sarah chegando, estava com um vestido colado e decotado, era mais bonito e provocante que o de mais cedo. Assim que ela tocou a campainha ele abriu a porta.
''Trouxe vinho'' — ela levantou a garrafa — ''Domaine Leflaive, mon amour, seu favorito''
Sorriram. Ele deu espaço e ela entrou primeiro. Só quando a viu por trás que Henri reparou em como o vestido ficava colado no corpo de Sarah. A bunda dela estava tão empinada.
''Agradecido, você já provou o Grand Cru?'' — perguntou ele, abrindo a adega
''Já ouvi falar'' — respondeu a moça, olhando encantada para a garrafa de vinho na mão dele. Ele colocou duas taças incrustada de diamantes. — ''Henri!'' — a garota olhava absorta para as taças — ''Isso é...'' — ela olhou pra ele e depois pra taça. Ele sorria.
''Diamantes brancos e rosados'' — estendeu a taça com vinho para ela.
''Você não estava tão chique assim antes da minha partida'' — brincou ela
Ele riu. Brindaram.
''A nossa saúde!'' — completou ele, bebericando o vinho.
''A nós!'' — ela disse, tomando quase toda a taça. — ''Magnífico! Eu posso...'' — ela apontou para a garrafa do vinho.
''Fique a vontade'' — ele a observava. Ela não tinha mudado muito, continuava aquela mulher de vinte e sete anos com mentalidade de quinze. Sarah pegou então a garrafa, esvazioua em minutos. Henri riu. — ''Cuidado'' — advertiu ele.
''Acho que você devia ter cuidado'' — Sarah disse, começando a tirar a roupa. Começou pelo vestido, então saltou o cabelo, o salto alto. Henri apenas a observava. Ela jogou a última peça da lingerie para ele. Não aguentando, os dois começaram a se beijar, estavamos afobados e bêbados. Sarah rasgou-lhe a blusa, arranhava-lhe as costas. Ele a levou então para o quarto que ambos conheciam bem. O quarto da dor. Fechando a porta Henri a jogou na cama, ela provocava-lhe. Ora masturbando-se com os dedos, ora ficando de quatro. Ele balançava a cabeça, estava louco de tesão. Amarrou-lhe de quatro na cama e começou sua própria exploração. Chupou toda a buceta dela e estimulava seu ânus com o dedo. Sarah gemia, arfava, gritava. Implorava por ele. Ela gozou duas vezes, estava quase delirando. Henri não aguentando mais de tanto tesão, colocou a camisinha e montou nela. Ele tinha um chicote em couro na mão e batia-lhe na bunda. Ora com a mão, ora com o couro. A branca bunda de Sarah estava vermelha e com uma marca da mão de Henri. Ele puxou o cabelo dela pra trás, parecia estar em transe. Ofegava alto, gemia palavras sem nexo, chamava por uma tal de Kaya. Quando chegou ao seu ápice, Henri inclinou a cabeça, deixando a sensação de prazer inundar seu corpo.
Kaya já havia chegado em casa, Julietta arrumava o quarto da filha mais uma vez, estava tão ansiosa para ver o rostinho de Giovanna. Kaya chegou e foi direto para o quarto, não falou nada, nem olhou para Julietta. Ela precisava de um tempo e amiga entendia.
Deitada na cama, Kaya pensava em tudo que ocorrera consigo no dia. Todas as reclamações do patrão, das perguntas insultantes da jornalista, da idiotice do Juan, nos olhos de Henri. Seu celular vibrou, era uma mensagem do Oliver.
Vamos sair amanhã
Não, eu preciso estudar e ajudar a Julietta na arrumação - mentiu Kaya, mesmo assim enviou a mensagem para Oliver.
Não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Amanhã, depois da aula. Boa noite, bons sonhos.
A jovem ficou alguns instantes olhando para o visor do celular, a dançinha de seus dedos era engraçada. Acontecia sempre quando não sabia o que falar. Freud dizia que nunca conseguimos esconder um segredo, se não falamos através da boca, falam as pontas dos dedos.
Ok, boa noite
O celular apagou e Kaya dormiu.
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