50 tons de submissão

15 Capítulo Quinze - Indelicadeza


Notas iniciais
oi :) Comentem seus lindjos Beijoos.

Henri se mexe na cama, abre os olhos relutantes. Despertou ao ouvir soluços, procura Kaya pela cama, mas nada. Levanta da cama e abre um pouco a cortina bege da janela, já é noitinha. A lua está linda. Os soluços aumentaram, mas foram abafados. Ele abre a porta do quarto sem fazer barulho. Vê apenas Kaya de costas, ela chorava copiosamente, tinha algo em suas mãos, mas ele não consegue ver o que é.

‘’Tudo bem?’’ — pergunta, aproximando-se do sofá marrom. Kaya olha pra trás, seu nariz está vermelho e entupido, os castanhos olhos estão inchados.

‘’Desculpa’’ – ela disse, soluçando. Henri se aproximou e abaixou-se na frente da jovem, seus olhos seguiram dos livros que estava em suas mãos para o rosto dela.

‘’Eii, o que houve?’’ – pergunta ele, afastando algumas lágrimas do rosto dela.

‘’A Esther morreu’’ – as lágrimas voltam novamente, Kaya abraça ele e os soluços retornam – ‘’Ela morreu’’ – ele acaricia o cabelo dela, ficam abraçados até a jovem se acalmar.

‘’Deixe-me fazer um chá para você, está bem?’’ – pergunta ele, olhando para ela. Kaya afirma com a cabeça.

Ela deita no sofá e continua abraçada com o livro. Não entende por quê Esther Earl morreu, ela está zangada, assim como o John Green. Nunca aceitaria a morte daquela garota, pessoas como ela não deveriam morrer nunca. São pessoas estrelas, pessoas luz, pessoas eternas.

Henri volta para o sofá. O chá é de hortelã, seu favorito.

‘’Obrigada’’ – agradece, seu nariz ainda está entupido.

‘’Disponha’’ – ele senta no extenso sofá e apoia os pés dela em seu colo. Acaricia primeiro seus dedões, logo depois sobe. Está massageando sua panturrilha. Kaya fecha os olhos, a sensação é boa. – ‘’A panturrilha é nosso segundo coração’’ – ele diz, sem parar de massagear.

‘’Jura?’’ – murmura ela.

‘’Sim. Ele ajuda parte do sangue a voltar para o coração’’ – explica ele. – ‘’É um dos ‘corações periféricos. Obviamente não é um coração, literalmente, mas eles devolvem o sangue ao ‘verdadeiro’ coração’’

‘’Interessante’’

‘’Sim’’

‘’Você sabe tudo’’

‘’Não, sei apenas algumas coisas’’

‘’Tudo’’

Ele ri.

‘’Você é teimosa’’

‘’Você é um nerd’’ – brinca ela

‘’Você deveria tratar bem os nerds’’

‘’Por quê?’’

‘’Se você for notar, a maioria deles são famosos atualmente... ricos, empresários, milionários...’’ – ele beija o corpo dela enquanto fala. Está sobre ela, coloca a xícara com chá e o livro sobre o criado mudo. Roça os lábios no dela, puxa os carnudos lábios da jovem com suavidade. É incrível a conexão deles. As mãos dele percorrem o corpo dela, os lábios deles viajam sem mapa. Ele acaricia o cabelo dela – ‘’Eu adoro ficar assim com você’’ – sussurra ele, enroscando o nariz com o da moça.

A campainha toca. Kaya abre os olhos

‘’Podemos fingir que estamos mortos’’ – brinca Henri.

A campainha toca novamente. Ele levanta libertando-a.

‘’Oliver!’’ – exclama Kaya. – ‘’As meninas ainda estão no hospital’’

‘’Hum... Eu sei, na verdade, eu vim saber se você está bem’’ – diz Oliver, estendo o buquê de flores para ela.

‘’Que lindas!’’ – são realmente lindas. Margaridas, sua favorita. Henri chega até a porta, está usando apenas uma calção folgado e seu cabelo está bagunçado. Seu braço percorre a cintura de Kaya. – ‘’Obrigada, Oliver’’ – ela se inclina abraçando-o. Oliver fica sem jeito. Henri observa tudo, taciturno. – ‘’Oliver esse é Henri, Henri esse é Oliver.’’

‘’Olá’’ – eles dizem, em uníssono.

‘’Acho que nunca ouviu de mim, mas já ouve bastante sobre você’’- diz Oliver, humorístico.

‘’É, eu nunca ouve falar de nenhum Oliver.’’ – Henri responde, sério. O clima está pesado.

‘’Tudo bem. Eu preciso ir agora’’ – diz Kaya, um pouco sem jeito –‘’Dormir’’

‘’Ainda são 18:40’’ – Oliver diz, checando seu relógio dourado.

‘’Precisamos ir, porque vamos transar’’ –esclarece Henri. — ‘’Tenha uma boa noite, senhor Oliver’’ – e fecha a porta, Kaya olha para ele boquiaberta. — ‘’O que foi?’’ – pergunta ele, naturalmente.

‘’Nada’’ – ela balança a cabeça, ainda está com um sorriso bobo no rosto. Henri a puxa pela cintura, o buquê cai no chão.

‘’São minhas favoritas’’ – ela diz, olhando para a boca dele.

‘’Posso comprar todas para você’’ – eles se beijam e caminham tortamente até o quarto, Henri não vai sem antes pisar nas flores.

Silêncio. Total silêncio. Julietta está dormindo na cama, a filhinha está no berço ao lado. Já estão em casa. Kaya está em sua aula de italiano, todas as convocadas precisam saber falar italiano. Pelos seus cálculos, faltava apenas quatro dias para a lista de aprovadas ser publicada. Quatro dias para aperfeiçoar seu italiano. Ainda não havia conversado com o Henri sobre sua viagem, ele sabia da escola de ballet, já era um caminho. Kaya olha para a tela do seu celular, cinco chamadas não atendidas. Oliver.