Notas iniciais
Boo: Oi meninas! Então, estou aqui para falar algo muito importante... WE R BACK, BITCHES! Dita: Oh, deus, eu esperei tanto por este dia! Olha, se vocês quiserem ficar putas com alguém, escolham a Boo. Ela é quem escreve, eu apenas ajudo, não tenho nada a ver com isso. Boo: Obrigada, Dita, por me defender e.e Dita: É um prazer, você sabe disso, não sabe? Boo: aham. Mas não é isso que viemos falar aqui! A verdade, meninas, é que voltamos! É isso que importa, né? Se quiserem saber o motivo e pans, está no meu perfil, mas saiba que eu amo vocês de coração, ok? E já deixo este capítulo dedicado às meninas que recomendaram. E digo mais, farei um grupo de whatsapp com vocês, assim vocês podem me cobrar com mais facilidade UAHSUAHSUHSA Dita: Uma pena que não poderei estar, já que fui assaltada semana passada. ç.ç Boo: Mas já já você aparece! Enfim, meninas, aproveitem!

"Em disputa de atiradores, quem estiver mais alto vence."

— Mon Dieu, que casa grande! – disse Clöe ao entrar no apartamento de Ethan.

Phoebe sorriu para a amiga, olhando de relance para Henry, que fazia a mesma coisa, porém sem a agitação da irmã. Ele ainda embalava Sophie com carinho, de forma que a pequena estava agora adormecida em seus braços. Ele amava aquela garotinha, a Steele sabia. Deixou um suspiro baixo escapar, sentindo um aperto firme em sua cintura. O calor das palmas das mãos de Ethan atravessou o tecido de seu vestido, causando um calafrio em sua espinha. Por deus, será que jamais iria se acostumar com a presença dele? Fazia anos que não sentia, e nos últimos dias, parecia ter dezessete anos novamente. As mesmas sensações dominavam seu corpo.

Virou-se, ficando de frente para o loiro, sentindo os olhos castanho-esverdeados dele queimarem sua pele. Phoebe pousou uma de suas mãos no braço dele, sentindo o calor de sua pele, já que a camisa social estava dobrada até os cotovelos. Sentiu os pelos ralos e finos, deixando um sorriso brincar em seus lábios. Umedeceu-os, beijando delicadamente a boca quente e macia do loiro, por breves segundos, mas percebeu que o loiro nem se quer olhava mais pra ela. Seu olhar estava fixo em um ponto logo atrás de si, e desvencilhando-se dele, a morena viu os olhos de Henry Moreau a encarar com um brilho diferente.

— Está marcando território? – sussurrou Phoebe.

Ethan Wiegraft puxou a mulher para mais perto de si, colando seu tórax às costas dela.

— Não, eu estou reivindicando o que sempre foi meu, mas ele não sabia. – respondeu ele, com uma pitada de humor em sua voz.

A Steele deixou um riso baixo escapar. Estava pronta para retrucar, porém ele a abraçou por trás, roçando a ponta de seu nariz na orelha da mais nova.

— Não pense que esqueci tudo que aconteceu hoje. Ainda teremos uma conversa séria. Bem séria. — a garota tremeu quando ele lambeu o lóbulo da orelha, assoprando em seguida. — E pode ter certeza que será uma noite longa, cheia de-

— Phoebe, onde tem um banheiro? – perguntou Clöe, praticamente saltitando até o casal, interrompendo-os sem nem sequer perceber.

— Siga o corredor à esquerda, a segunda porta da direita. – disse a garota, afastando-se de Ethan. — Que tipo de anfitriã eu sou, gostariam de ver o quarto de vocês?

— Eles vão ficar aqui?! – perguntou Ethan, surpreso e incomodado.

A Steele o encarou, mordendo o lábio inferior.

— Sim, por que não? Não meus convidados, correto? E você tem vários quartos aqui, eles poderiam ficar com um... – ela suspirou. — Por favor, Ethan.

Os dois se encararam por instantes. O ar já estava carregado de tensão antes, mas agora estava ainda pior.

— Chéri, não é necessário, iremos para um hotel. – disse Henry, olhando diretamente para Ethan. Phoebe respirou fundo, balançando a cabeça, achando tudo aquilo extremamente absurdo.

— Henry...

— Não, ma belle. Clöe e eu iremos para um hotel, não se preocupe.

Phoebe congelou. Ele a chamara de ma belle? Piscou algumas vezes, atordoada demais para poder fazer alguma coisa. Olhou de relance para Ethan e ele estava com o semblante fechado. Extremamente fechado, encarando Henry.

— Pronto! – gritou Clöe ao sair do banheiro — Phoebe, onde eu coloco as nossas mal-

— Pegue as malas, Clöe, iremos para um hotel. – cortou Henry, olhando rapidamente a irmã. — Jantaremos com Phoebe hoje a noite, não é chéri?

Phoebe arregalou os olhos para Henry. Ele forçou um sorriso, e Phoebe percebeu que, mesmo seu sorriso estando forçado, ele ainda era um sorriso bonito. Assentiu, balançando a cabeça, sorrindo para os irmãos.

— Mas por que não ficamos aqu-

— Clöe, por favor, conversamos mais tarde sobre isso. – Henry cortou a irmã novamente. — Mandarei uma mensagem para você do endereço do hotel onde estaremos, chéri. Você escolhe o restaurante, visto que já morou aqui. – Henry depositou Sophie calmamente sobre o sofá da sala, beijando-lhe a testa. — Mon petit. – disse, afagando brevemente os cabelos loiros da afilhada. Ele segurou as malas com firmeza, se aproximando de Phoebe. Colocou uma delas no chão para poder afagar a bochecha rosada da Steele. Para Phoebe, aquilo era mais do que comum entre eles, mas não para Ethan.

Os olhos do loiro estavam cravados em Henry, suas mãos estavam cerradas de tal forma que os nós de seus dedos já estavam brancos. O Moreau olhou para ele e deixou um riso baixo escapar.

— Nos vemos à noite, chéri. Leve Sophie, gosto quando ma filleule está por perto.

— Tudo bem, irei levá-la. – disse a morena, recebendo um beijo na testa dado por Henry. Ele agarrou a mala novamente, passando por Ethan com um sorriso nos lábios.

— Phoebe, sua chienne, quero entender o que acabou de acontecer mais tarde. – disse Clöe em um sussurro. — Até mais!

Ela acenou amigavelmente para Ethan, que apenas forçou um sorriso de lábios fechados como resposta, fechando a porta assim que Clöe passou, indo atrás do irmão.

Phoebe engoliu em seco ao ver os olhos de Ethan injetado de raiva.

—E-Ethan-

— Não quero ouvir nada, Phoebe. Irei para o meu escritório antes que eu faça algo pior do que eu fiz ontem à noite com o seu pescoço. – ele disse. A voz dele estava levemente trêmula, tamanha a raiva que ele sentia. A passos rápidos e duros, ele se afastou, indo para seu escritório.

Phoebe respirou fundo novamente. Caminhou até o sofá, sentando-se do lado de onde Sophie estava deitada, acariciando seus cabelos cuidadosamente para não acordá-la. Ela ficava tão serena dormindo que se assemelhava a um anjo.

Apesar de seus olhos conseguirem enxergar tudo isso, sua mente estava longe demais para poder admirar de verdade. Sentia-se culpada. Deveria ter avisado Ethan sobre a forma de tratamento que Henry possuía com ela e sobre a sua ideia de hospedá-los no apartamento, até por que o apartamento era dele. Pegou a filha no colo, vendo-a se mexer levemente, aconchegando-se nos braços da mãe. Subiu as escadas, colocando-a em um dos quartos, deixando a porta semiaberta. O escritório de Ethan ficava no mesmo corredor, na porta da frente.

Phoebe nem bateu, apenas abriu a porta com cuidado, não querendo fazer muito barulho. A mesa do escritório ficava de frente para a porta, assim Phoebe sabia que Ethan havia a visto, mesmo que ele estivesse olhando fixamente para a tela do computador. Um copo de whisky pela metade estava sobre alguns papéis, mas ao alcance da mão do CEO.

— Phoebe, estou em paciência, se você... – ele se deteve ao olhar para a morena. Phoebe começava a descer as alças do vestido, deslizando-o para baixo. Os seios fartos se destacaram mesmo com o lenço ainda amarrado ao pescoço da mulher. Os mamilos estavam entumecidos, praticamente implorando por atenção.

Phoebe começou a dar passos lentos e curtos até a mesa, movimentando seus quadris de um lado para o outro levemente, instigando quem os olhasse. A calcinha cor branca com um pequeno lacinho cor de rosa na parte da frente pedia para ser rasgada. Ao chegar perto da mesa, a Steele deu a volta, sentando-se no colo do homem. Rebolou levemente, sentindo as mãos dele apertarem suas coxas com firmeza. Deus, ele estada tão duro por debaixo da calça que Phoebe deixou um gemido baixo escapar.

— Desconte sua raiva em mim. – murmurou a mulher, acariciando os cabelos de Ethan.

— Phoebe, você não sabe o que está pedindo. – a voz dele saiu mais rouca do que o normal.

— Foda-me com força. – ela pediu, passando as mãos perigosamente perto das costas do loiro.

— Phoebe...

— Shh. – ela beijou os lábios dele, sentindo o gosto de whisky impregnado em sua boca, mas era uma mistura perfeita com o sabor de Ethan. Moveu suas pernas para que ele ficasse exatamente entre suas pernas, sentindo seu membro rijo contra sua intimidade.

Ele segurou a bunda de Phoebe levantando-se da cadeira e deitando-a sobre mesa pouco depois de colocar o copo no alpendre da janela. Os lábios de Ethan percorreram lentamente um dos braços de Phoebe, começando pelo o pulso. A morena suspirou ao sentir os beijos quentes plantados. Sentia a umidade deles sobre a sua pele. Sua mente já estava entrando em ebulição, e Ethan nem se quer havia começado.

— Ethan...

— Quieta, ou terei de mantê-la quieta, ma belle. – apesar do tom de voz estar sussurrado, soava como uma ordem. — Mantenha seu braço erguido para que eu não tenha de segurá-lo. – Ele interrompeu os beijos, abrindo a gaveta de sua escrivaninha. — Sabe, Phoebe, eu imaginei várias vezes o que eu faria com você quando eu a encontrasse. Tantas vezes que até perdi a conta. – Ethan virou a garota, deixando-a de costas para ele. — Ver você assim, com a bunda empinada pra mim... – ele desferiu um tapa forte em uma das nádegas. — Só me faz querer te foder com tanta força que você não vai conseguir andar direito durante dias!

Ele segurou as mãos de Phoebe, prendendo-as com fita atrás das costas. Phoebe virou o rosto, vendo o cenho franzido de Ethan que envolvia seus punhos com a fita. Ela deu um passo para trás, roçando sua bunda contra o membro pulsante do loiro, ouvindo um rosnado baixo escapar dos lábios rosados. O CEO ergueu os olhos, encontrando os olhos de Phoebe. Ele observou cada detalhe da imagem que com certeza era a mais sexy que ele já vira em sua vida. Ethan abriu o zíper de sua calça, deixando-a escorregar até o chão. Phoebe deixou de olhar nos olhos do loiro, focando no membro de Ethan, que estava maravilhosamente desenhado pela cueca, porém a morena não teve muito tempo para observar, já que ele rapidamente a retirou e no segundo depois já estava dentro dela.

Rápido e duro. As paredes internas de Phoebe o apertavam, massageando seu pau. Os dois gemeram quando ele recuou e estocou novamente. Ethan segurou os pulsos de Phoebe, puxando-a contra si enquanto investia com força. Por deus, aquilo era o paraíso.

Phoebe encostou a cabeça contra a mesa, mordendo o lábio inferior com força, mas não contendo seus gemidos. E para que contê-los? Ela sabia que Ethan gostava de ouvi-la gemer. A Steele empinou mais a bunda, recebendo um tapa.

Gemeu.

— Safada. – ele murmurou com a voz carregada de tesão. Ele saiu de dentro dela, puxando-a para si. Começou a andar, arrastando-a consigo, jogando-a contra o sofá. — Fique de joelhos e de costas para mim. – ela o fez.

Ele empurrou a face de Phoebe até tocar o assento do sofá, deixando-a completamente exposta. Ele escorregou um dedo para dentro da cavidade encharcada da mulher, que gemeu sofregamente. Ansiava por um organismo, mas parecia que aquele não era o plano de Ethan.

— Faça-me gozar. – implorou a morena, ouvindo um baixo riso em resposta.

— Você só irá gozar quando eu permitir que você goze. Este é seu castigo por ter dito para a sua amiga que eu tinha um pau pequeno. – ele desferiu um tapa forte, fazendo Phoebe arquejar. — Achou que eu tinha esquecido? – ele se inclinou, beijando o pescoço de Phoebe, enquanto entrava lentamente dentro dela. — Pareço pequeno para você?

Ele começou a se movimentar rápido dentro dela, gemendo. Naquela posição, ele sabia que ela podia senti-lo melhor e mais profundamente. Ethan apertou a carne macia da cinta de Phoebe, trazendo-a para mais perto. Ela se contorcia, sentindo seu orgasmo tão próximo que poderia abraçá-lo. Ethan saiu de dentro dela, dando tapinhas na boceta de Phoebe.

— Nada de gozar agora. – disse, voltando a penetrá-la.

— P-Por fav-vor, E-Ethan! – gaguejou ela entre gemidos.

— Não. Não serei benevolente desta vez.

Firme, forte, rápido e duro. Ele continuou a fode-la, sentindo-a cada vez mais apertada. Ambos já estavam em seus limites, mas quando estavam prestes a gozar, Ethan parava.

Phoebe sentia o suor escorrer por seu corpo. Os cabelos grudavam em sua testa. Por deus, Ethan sabia foder. Era um amante incansável. Ela gemeu alto ao senti-lo fundo.

— Irei gozar, Phoebe. – ele disse, ofegante. — Se você gozar, haverá consequências.

Ela apertou os olhos, concentrando-se em não gozar, o que era praticamente inevitável. Ethan apertou a cintura de Phoebe, gozando dentro dela, gemendo roucamente. Ela respirou fundo, sentindo o gozo dele escorrer dentro de si. O loiro saiu de dentro dela, retirando a fita que prendia os pulsos da mulher. Phoebe o acompanhou com os olhos, vendo-o andar até a escrivaninha, vestindo suas roupas que antes estavam no chão.

Ele sentou-se na cadeira, olhando a Steele.

— Não quero que se masturbe. Saberei se o fizer. Agora, tenho que trabalhar.

Phoebe arregalou ligeiramente os olhos. Era só isso? Ela realmente iria ficar sem gozar?

— Está falando sério? Terei de ficar... Frustrada sexualmente?

— Sim. – ele nem se quer a olhou. — Agora, se me der licença, tenho trabalho a fazer.

Phoebe bufou, irritada, abrindo a porta do escritório, deixando-o. É claro que ela bateu a porta com toda a força que tinha, ouvindo um sonoro “puta que pariu, Phoebe!” de dentro da sala. Ela andou até o quarto onde Sophie dormia, vendo-a com os olhinhos arregalados de susto.

— Perdoe-me, querida. – ela caminhou até o armário, vestindo uma camisa de Ethan. — A mamãe não quis te assustar. – disse, deitando-se ao lado da filha, alisando os cabelos da pequenina. — Vem, minha querida, iremos tomar banho.

Phoebe pegou a pequena no colo, carregando-a até o banheiro. Colocou a pequena sentada na privada, enquanto retirava o vestido que Ethan comprara ainda naquela manhã. Sophie balançava as perninhas, olhando pacientemente para a mãe, que agora ligava a torneira da banheira.

— As vezes eu queria ser igual você, Sophie: inocente. – a pequena apenas sorriu, exibindo seus dentes de leite branquinhos.

Phoebe desligou a torneira, pegando Sophie e a colocando dentro da banheira. A pequena começou a dar risada, batendo as mãos contra a água. A morena despejou sais na água e, colocando sabonete líquido nas mãos, começou a esfregas o pequeno corpo de Sophie, mas ela não parava de se mexer.

— Sophie, por favor! Assim fica difícil conseguir dar banho em você!

A pequena bateu as mãos com tanta força que a água acabou respingando no rosto de Phoebe. Sophie parou, encarando a mãe com os olhinhos arregalados, começando a gargalhar.

— Mas o que... Sophie! – Phoebe forçou uma carranca, mas rapidamente começou a dar risada. — Que coisa, Sophie!

Sophie ficou em silêncio, olhando para a porta do quarto com atenção. Phoebe franziu o cenho, olhando para onde Sophie estava observando.

Ethan estava a soleira da porta, olhando atentamente a cena. Ele caminhou até ficar ao lado de Phoebe, que estava agachada ao lado da banheira.

— A pirralha é bem esperta. – falou, agachando-se.

— Eu não achei graça. – reclamou a morena, enxugando o rosto com a manga da camisa.

— Eu achei. – o loiro deixou um sorriso escapar, mas rapidamente o desfez. — Além disso, cheguei a tempo de vê-la ainda rindo.

Phoebe sorriu, colocando shampoo em uma das mãos, logo esfregando os cabelos loiros da filha.

— Ela é arteira. Teve a quem puxar. – ela suspirou. Ainda estava frustrada sexualmente. — Muita maldade sua não permitir que eu gozasse.

Ethan arregalou ligeiramente os olhos.

— Não fale isso perto de Sophie!

Phoebe o encarou, começando a dar risada. Ethan ainda estava com os olhos arregalados.

— Ethan, ela tem quase três anos, não faz a menor ideia do que seja isso!

— Eu sei, mas eu não quero que ela escute algo assim nunca. Nunca. – ele fitou a pequena, que brincava com a água. — Acho que eu seria capaz de matar o rapaz que se aproximasse dela.

— Meu pai dizia a mesma coisa, sabia? – ela mordeu o lábio inferior. — E acredite, se Christian Grey não conseguiu impedir a filha de ficar perto de um rapaz, você não vai conseguir.

— Isso é um desafio? – ele arqueou uma sobrancelha, observando a morena.

— Não, não é. Por mais que você não queira, ela irá encontrar alguém quando chegar a hora certa.

— Essa hora certa será quando ela tiver trinta anos. – o loiro soou autoritário. — Na verdade, preferia que ela fosse lésbica.

— Ethan!

— O que? Assim não teria machos atrás dela. Acho que seria muito mais fácil.

Phoebe riu, fazendo sua pequena a olhar e também dar risada. A morena colocou a mão sobre os olhos da filha, em quanto enxaguava os cabelos da garotinha.

— Bom, ela irá descobrir isso mais para frente. Mas eu adoraria ter netos.

— Existe inseminação, Phoebe. – falou o Wiegraft. — Além disso, podemos tem outro filho, de preferência menino, assim ele poderá dar netos para você.

Phoebe parou por um instante, virando-se para encarar o homem. Será que ele ouvira o que acabara de falar? Ela piscou algumas vezes, repassando a fala dele.

— Você quer ter outros filhos? Comigo? – ela perguntou. Sua voz saiu miúda, um tanto rouca.

— E por que não teria? Phoebe, já disse que você é importante para mim. Eu... – ele respirou fundo – Eu não consigo ver um futuro sem você. Na verdade, eu não teria um futuro sem você.

Ele aproximou o rosto do dela, beijando os lábios da morena. Foi breve, mas um sorriso surgiu na boca de Phoebe, que logo voltou sua atenção para a filha, que ainda os encarava com os olhinhos azul-esverdeados levemente arregalados.

— Ela encara todo mundo assim? – perguntou o Wiegraft, vendo que a pequena não parava de encará-lo.

— Não. Ela tem essa reação com você e... Henry.

Ethan bufou.

— Aquele filho da puta não perde por esperar.

— Ethan, olha o linguajar! – Phoebe apontou para a filha. — Eu não posso falar ‘gozar’, mas você pode falar ‘filho da puta'?

Ele fez uma careta.

— Basicamente isso. O que me faz lembrar que não quero que você vá jantar com eles esta noite.

Phoebe olhou espantada para o loiro.

— E por que não?

— Porque eu estou pedindo.

— Não soou como um pedido. – disse Phoebe, pegando uma toalha e tirando a pequena da banheira, que já estava fica do com a pele enrugada pela água. — Eles vão embora em pouco tempo, Ethan. Além disso, são meus amigos.

— Clöe é sua amiga. Já o babaca não a vê desta forma. – o tom de voz do homem era ríspido. — Ele quer foder você, Phoebe. Ele quer te comer, entrar nas suas calças, meter, transar. Quer que eu seja mais específico? Tenho certeza que existem mais palavras para descrever.

Phoebe ficou vermelha até a raiz de seus cabelos, enquanto enxugava a filha com rapidez.

— Você não confia em mim? – apesar de baixa, a voz dela soou clara.

— Não confio nele.

— Você não respondeu minha pergunta.

O silêncio que se formou era desconfortável. Phoebe se levantou, pegando Sophie no colo e, levando-a para o quarto, vestiu-a com o mesmo vestidinho.

Ouviu passos atrás de si e suspirou novamente.

— Cuide de Sophie enquanto me banho. Preciso me arrumar para um jantar.

— Phoebe...

— Não, Ethan. – ela o cortou, virando-se na direção dele. — Você tem que confiar em mim. Precisa confiar em mim! Eu confio cegamente em você, sempre confiei, e você não pode confiar também em mim? Confiança em um relacionamento não pode ser unilateral.

Ethan bagunçou os cabelos nervosamente. Ele tentou caminhar até Phoebe, mas ela se afastou. Expirando, Ethan pegou Sophie no colo e a levou para fora do quarto, deixando Phoebe sozinha, presa em pensamentos.

ღ

Das sacolas de roupas que Phoebe comprara no dia anterior, a morena retirou a roupa que usaria no jantar. Era um vestido cinza justo, com mangas longas. O comprimento era descente – pouco acima do joelho – e não era nada extravagante. Não era muito decotado na frente, mas ainda sim chamava atenção.

Vestiu-o, olhando-se no espelho. Sentia-se bonita. Os cabelos estavam ondulados, sendo que a franja estava presa. Os saltos pretos peep toe traziam elegância, juntamente com os brincos que Phoebe acabara de colocar.

Virou-se ao ver a porta ser aberta e quase perdeu o fôlego.

Ethan estava magnífico. O terno que utilizava era completamente preto, assim como a camisa e a grava. Os sapatos não escapavam desta mesma cor. Nem mesmo Sophie parecia ter escapado do preto, visto que o vestido que usava agora também era preto.

— De onde surgiu este vestido que Sophie está usando? – ela andou até Ethan, pegando a filha no colo.

— Pedi para Holland, meu novo motorista, comprar.

— Tinha que ser preto?

— E você pergunta para mim? Já disse que mandei Holland comprar.

Phoebe fez uma careta. Adorava quando Ethan era assim, doce como limão.

— Ok. Temos que ir, já estamos ficando atrasados.

Phoebe passou por Ethan, descendo as escadas com cautela, já que carregava a pequena no colo. Sophie mexia nos cabelos de Phoebe, entretida com as ondulações. Phoebe esperou Ethan descer, vendo-o caminhar sem pegar as chaves do carro.

— Não vai dirigir? – quis saber a morena.

— Eu já mencionei que tenho um novo motorista chamado Holland? Tenho quase certeza que sim.

Phoebe bufou. Que bicho tinha mordido ele?

Eles entraram no carro em completo silêncio. Phoebe sentiu o celular vibrar dentro da pequena bolsa de mão, tento um pouco de dificuldade para pegá-lo, já que Sophie estava em seu colo. Quando finalmente conseguiu pegá-lo, era uma mensagem de Henry:

Henry @ 07:48PM

Chérie, o restaurante se chama Utalle, e fica embaixo do hotel que estamos hospedados. Aguardo ansiosamente poder vê-la.

— Restaurante Utalle, Holland.

— Sim, senhora.

Parte da viagem foi feita em silêncio. Um silêncio constrangedor para o casal, mas não para Sophie, que não parava se se mexer, indo colo se Phoebe para o de Ethan e do de Ethan para Phoebe a casa um minuto.

— Perdoe-me por estar sendo um tremendo filho da mãe, ma belle. – Phoebe se conteve para não virar e olhar nos olhos de Ethan, optando por olhar o movimento pela janela. — Não gostei deste Henry, sabe disso, não sabe? Apenas não quero que ele fique perto demais de você.

— Por que? – perguntou ela.

— Porque o que?

— Por que não quer ele perto de mim?

Ethan ficou alguns minutos sem responder. Phoebe já estava desistindo de obter uma resposta quando ele começou a falar:

— Tenho medo de você gostar mais dele do que de mim. Ele parece ser melhor do que eu. Pelo menos não é fodido como eu.

Phoebe o encarou. Sophie estava no colo dele, brincando com a gravata que Ethan usava.

— Isso jamais vai acontecer, está me escutando? – ela disse. — Eu amo você. Durante estes últimos anos que estivemos afastados, era você que dominava meus pensamentos, não ele, e não será agora que isso irá mudar.

O carro parou antes mesmo que Ethan pudesse responder. Holland abriu a porta, ajudando Phoebe a sair. Ethan apertou Sophie contra si, enquanto com o outro braço buscou a mão de Phoebe.

Adentraram no restaurante ouvindo o tilintar dos talheres e uma melodia de piano ao fundo. Phoebe logo encontrou Henry e Clöe. Céus, Henry estava fantástico com terno cinza. Parecia que estava combinando com a morena.

— Phoebe, você está linda! – disse Clöe, a abraçando.

— Obrigada, você também está!

Henry se aproximou, abraçando Phoebe pela cintura, beijando-a a testa.

— Moreau. – Phoebe se afastou ao ouvir o tom de voz seco de Ethan cumprimentar Henry.

— Wiegraft. – o tom usado por Henry não foi muito diferente do de Ethan.

E naquele momento, Phoebe sabia que aquele jantar não poderia acabar bem.

Notas finais
Dita: Já que a Boo esqueceu de falar, irei falar eu. Sobre o sistema de postagem, iremos mudar. Será um capítulo por mês, todos os meses. As postagens estarão agendadas, assim não haverá falhas. Então, no dia 28 do próximo mês haverá um novo capítulo, ok? E não esqueçam de mandar o whats por mensagem para a Boo, assim ela irá criar o grupo e vocês terão mais contato conosco! :D bejão, gatenhas