50 tons de Verdade
3 2 - Surprise?
Notas iniciais
Phoebe saiu correndo no momento seguinte, mesmo ouvindo gritos de protestos de sua mãe. Ninguém tentou segui-la, e a morena estranhou este fato, principalmente da parte de seu pai, que agora sabia sobre o seu segredo.
Caminhou a passos largos até o berçário, pegando Sophie no colo saindo do hospital. Felizmente, Jeremy ainda estava com o carro estacionado ali, e olhando de relance para trás, viu Jer conversando animadamente com a recepcionista.
— Jeremy! – bradou Phoebe, chamando a atenção do moreno, que se despediu rapidamente, não antes de pegar o número da garota.
— Achei que você demoraria mais! Você nem ficou dez minutos lá dentro, Bê! – disse Jeremy, entrando no carro, enquanto esperava Phoebe ajeitar-se no banco detrás, visto que Sophie dormia calmamente no colo da mãe.
— E eu não sabia que você iria me esperar aqui.
— Eu imaginei que você precisaria de carona depois, então eu esperei.
Jeremy arrancou com o carro e Phoebe respirou fundo. Sentia seu coração acelerado contra o peito e uma leve tontura. Sabia que teria de enfrentar seus pais mais cedo ou mais tarde, mas não sabia por onde começar. Como contar a eles que o pai de sua filha era Ethan Wiegraft? Como contar que Phoebe mantinha relações com ele à base de mentiras contadas para acobertar o fato de seus pais?
— O que foi Bê? – perguntou Jeremy olhando o rosto da mais nova pelo retrovisor. — Eles estavam lá, não é?
— Sim, estavam. – concordou Phoebe, retirando os fios dourados de Sophie que caiam pelo rosto da pequena com um sorriso bobo no rosto.
— Conversou com eles?
— Se com ‘conversar’ você quer dizer que quando o meu pai me ouviu dizer que eu fugi por que estava grávida, eu saí correndo do quarto... – Jeremy deixou uma risada baixa escapar.
O restante do caminho foi feito em silêncio. Phoebe estava presa no emaranhado de pensamentos em sua cabeça. Pensava em sua família, em como eles eram há dois anos e pouco atrás. Em como Phoebe agia, e em como sentia falta daqueles tempos. Como sentia falta de Ethan! Sentia-se extremamente idiota por admitir isso, mas sentia falta do loiro.
Olhando para a janela do carro, viu quando o carro passou em frente Wiegraft Enterprises, e com um pouco de dificuldade, olhou para o último andar do prédio, vendo as luzes acesas. Um sorriso brotou lentamente nos lábios de Phoebe.
A morena respirou fundo, olhando para o rostinho de Sophie, abrindo um sorriso largo quando viu os olhos azul-esverdeados da loirinha fitarem o rosto da mãe de forma atenta. Lembrava-se perfeitamente da primeira vez que os vira abertos.
FLASH BACK ON
Phoebe sentia as contrações cada vez mais fortes. Optara pelo parto normal, mas começara a se arrepender tremendamente. Ao seu lado, Chöe segurava a mão da amiga calmamente, enquanto os médicos gritavam incentivos.
— Mais um pouco de força, Phoebe! – disse o Dr. Gerard, o obstetra da morena. — Falta pouco para você conhecer a sua pequena.
Phoebe fez mais força, gritando de dor. Sentia o suor escorrer por sua face, misturando-se com as lágrimas de dor que a morena sentia. Apertou a mão de Chöe com mais força, ouvindo um resmungo de dor da amiga, porém a morena o ignorou, afinal de contas, quem estava sentindo mais dor ali era ela.
— Já conseguimos ver a cabeça, Phoebe! Você está indo muito bem, só mais um pouquinho! – gritou o médico sobre os gritos de Phoebe, que fez mais força.
A sala foi inundada pelo choro de bebê, e Phoebe esqueceu-se da dor incômoda em sua intimidade. Viu claramente o Dr. Gerard cortando o cordão umbilical e carregando a sua pequena para uma área mais reservada.
Os olhos da morena fitavam a sua filha a poucos metros de distância, onde uma enfermeira a embrulhava em um cobertorzinho rosa. A enfermeira olhou para o bebê e abriu um lindo sorriso, carregando-a até Phoebe, que neste momento já derramava lágrimas me felicidade. Esperara nove meses para poder ver a sua pequena, e finalmente ela estava ali, sendo entregue em seus braços.
Os grandes olhos de sua pequena estavam abertos, olhando Phoebe atentamente, como se a reconhecesse como sua mãe. Phoebe afagou as bochechinhas rosadas da pequena. Ela tinha incríveis olhos azul-esverdeados encantadores, diferente dos castanhos de Phoebe.
— Ela é linda! Eu a imaginei muito diferente do que ela realmente é. Nunca que os meus pensamentos chegariam perto da beleza que ela tem. – falou Phoebe para Chöe, que enxugava as lágrimas que escorriam pelo rosto.
— Ela é perfeita, amiga. Parabéns, você fez um ótimo trabalho.
— Qual é o nome da pequena? Precisamos escrevê-lo na fita de identificação da nova mamãe e da pequenina. – disse uma enfermeira simpática já com a caneta em mãos.
— Sophie. – Phoebe a respondeu, vendo a mulher escrever o nome da sua pequena e colocá-lo em seu pulso e em seguida, escrevendo o nome de Phoebe e colocando-o no pulso pequeno de Sophie.
— Preciso levar a Sophie para fazer alguns exames, mais tarde a traremos para você, tudo bem?
FLASH BACK OFF
— Chegamos! – disse Jeremy, tirando Phoebe de seus pensamentos.
A morena encarou a garagem onde estava com o cenho franzido. Não se lembrava do caminho que fizera para estar ali, e nem sabia onde estava. Abriu a porta do carro, saindo do mesmo com Sophie em seu colo, que agora estava apenas sonolenta. Jeremy chamou Sophie com as mãos, e a pequena jogou-se no colo de Jer, que sorriu vitoriosamente para Phoebe.
— Onde estamos Jer?
—No meu apartamento. Tem três quatro quartos com suíte, Phoebe, seria ridículo se você fosse para um hotel enquanto tem espaço de sobra aqui.
Phoebe revirou os olhos, entrando no elevador, vendo o moreno apertar o oitavo andar logo após digitar uma senha. Enquanto o elevador subia, Jeremy conversava com Sophie, que olhava sempre de relance para a mãe antes de responder alguma pergunta. Phoebe apenas sorria.
A porta do elevador se abriu diretamente no apartamento do moreno, que colocou Sophie no chão, dizendo que iria pegar as malas no carro e que já estaria de volta. Phoebe viu Sophie correr com o patinho de pelúcia em uma das mãos de desajeitada para uma mesinha, pegando alguns enfeites de vidro.
— Não, não, Sophie! – repreendeu Phoebe, vendo Sophie olhar a mãe com um bico enorme. — Brinque com o Patinho, amor.
Sophie deixou os objetos em cima da mesinha, apertando Patinho com um abraço. Jeremy entrou novamente no apartamento carregando as malas – tanto as dele como as de Phoebe e Sophie – para um corredor, onde a morena imaginava serem os quartos.
Após jantarem a pizza que Jeremy pedira, Phoebe deu um banho rápido em Sophie, colocando um pijama mais fresquinho na loirinha. Colocou-a na cama e afagou os cabelos da pequenina até que ela pegasse no sono novamente, o que não demorou muito.
Caminhou para a sala, vendo Jeremy no celular, olhando para o rosto de Phoebe como se lhe pedisse desculpas.
— Sim, senhor Grey, Phoebe está comigo. – Phoebe gemou baixo. — Sim, eu aviso ela, pode deixar.
Jeremy desligou o telefone, encarando Phoebe, que suspirou baixo, massageando as têmporas, sentindo sua cabeça latejar levemente.
— O que ele queria?
— Pediu para você almoçar amanhã na residência Grey. De noite haverá um jantar onde toda a família estará reunida. Bem, menos o Teddy, mas o resto...
— Obrigada, Jer. Irei dormir agora, tudo bem? Será que amanhã cedo você pode ficar com a Sophie? Irei dar uma saída e passarei aqui antes do almoço para pegá-la.
— Claro. Boa noite, Bê.
— Boa noite, Jer.
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Ethan apoiou sua cabeça nas mãos, cansado de analisar tantos documentos. Apesar de já passar da uma hora da manhã, o loiro continuava em seu escritório. Sua rotina havia mudado bastante, desde que Phoebe sumira do mapa.
Ele pagara vários detetives ao longo do ano, que investigavam qualquer aparição da morena em alguns países do mundo, porém ele não a encontrou. Phoebe parecia ter morrido, e tal pensamento tirava o sono do Wiegraft.
O loiro se levantou da sua cadeira, pegando as chaves de seu carro e caminhando para o elevador. Suspirou pesadamente, colocando suas mãos dentro do bolso assim que apertou o botão do subsolo. Seus dedos roçaram em algo metálico, e rapidamente o homem o tirou do bolso.
Era um colar de ouro branco, cujo pingente era em forma de coração. Era delicado sem ser muito extravagante. Este colar o loiro comprara a mais de dois anos atrás. Ele iria dá-lo para Phoebe no dia de sua formatura.
— Merda, Phoebe! – gemeu, vendo a porta do elevador se abrir, colocando o colar novamente em seu bolso.
Andou calmamente até o seu carro, dirigindo o veículo pelas ruas pouco movimentadas – no momento – de Seattle. Chegou a seu apartamento, sendo recepcionado com alguém pulando em seu colo.
— Amor! – disse a jovem em um tom estridente.
— Oi Alexandra. – disse Ethan desanimadamente.
Alexandra Harper tinha vinte e três anos, mas parecia que a sua mentalidade parara de evoluir aos quinze anos. Alex era dona de longos cabelos castanhos e olhos extremamente azuis. Fora o corpo cheio de curvas que a moça possuía.
— Nossa, que felicidade toda é essa? – a moça fez biquinho. — Até parece que não está feliz em me ver.
“E não estou”, pensou em dizer, mas apenas respirou fundo, colocando Alex no chão.
— É mais de uma da manhã, Alexandra, eu esperava que você estivesse dormindo. – ele retrucou. — E o que você faz no meu apartamento? Pelo que me lembro, você tem o seu.
Alexandra revirou os olhos, mas sem abandonar o sorrisinho bobo dos lábios.
— Eu esperava que nós dois pudéssemos nos divertir esta noite. – Alex, como gostava de ser chamada, colocou as mãos nos ombros de Ethan, afagando-os gentilmente. — O que acha de subirmos para o seu quarto?
Ethan deixou uma lufada de ar escapar seus lábios, evitando a todo custo fitar os olhos de Alexandra, que carregavam expectativa.
— Hoje não, Alex.
Alex bateu o pé no chão, frustrada. Ethan conteve-se para não dar uma surra naquela pele branquinha que Alex possuía.
Depois que Phoebe partiu, Ethan tentou realmente encontrá-la, e sabia que não era o único. Investigando a vida pessoal de Christian Grey, descobriu que o dono da Grey Enterprises Holdings estava gastando muito dinheiro com detetives particulares na Europa. Assim como Ethan, Christian tentava achar a sua princesa.
— Você não me quer mais, não é? – Alex falou com a voz embargada. —Eu não estou mais com o corpo bonito, é isso? Eu fiz alguma coisa? Eu não sei o que fazer mais, Ethan, isso não está funcionando. E-eu... Eu vou sair.
Alex pegou seu casaco em cima do sofá e saiu do apartamento do loiro. Ethan desejou se sentir triste por Alexandra ter deixado seu apartamento, mas a única coisa que ele conseguiu sentir foi alívio.
Subiu para o seu quarto, jogando-se em sua cama sem ao menos trocar de roupa. Não teve dificuldades para dormir, mas em seus sonhos, Phoebe o assombrava continuamente.
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Phoebe acordou cedo na manhã seguinte. Sentia-se extremamente nervosa e ansiosa ao mesmo tempo. Não sabia se iria fazer o certo, mas precisava fazer aquilo. Mesmo tendo acordado tão cedo, Jeremy já estava de pé, sentado na bancada vestindo apenas uma cueca box preta e bebericando uma xícara de café.
— Ai senhor! – disse a morena, virando-se de costas, ouvindo a risada de Jeremy. — Você não conhece a existência de uma calça? Bermuda?
— Bê, eu estou na minha casa, quer mesmo me mandar colocar uma calça? E vamos lá, você já teve visões piores de mim.
Phoebe colocou a mão no rosto, sentindo uma quentura em suas bochechas. Ele tinha razão, já que em seu primeiro ano, Phoebe vira Jeremy transar com uma líder de torcida nas arquibancadas do ginásio.
— Ok, mas pelo menos tenha respeito pela Sophie! – pediu Phoebe, choramingando. — Ela não merece ser traumatizada tão cedo!
— Tem razão, não posso traumatizá-la com algo tão grande, não é?
Phoebe retirou suas mãos do rosto, olhando atentamente para Jer, que prendia o riso. Phoebe começou a gargalhar, assim como Jeremy.
— Você não presta Jer!
—Você tem dito muito isso ultimamente, Bê. – ele falou, bebericando seu café. — Vai sair para onde, mocinha?
— Vou apenas conversar com um amigo, nada demais.
Jeremy olhou para Phoebe atentamente. A garota não desviou o olhar, pois sabia que se o fizesse, Jeremy possivelmente veria que ela estava mentindo. Sorriu docemente para o amigo, que retribuiu de igual forma.
— Juízo, mocinha. – retrucou, arrancando um riso baixo da morena. — Posso levar Sophie em algum parque?
— Pode, mas nada de sorvete de baunilha, ela é alérgica. – disse a morena, sorrindo fracamente. — Vou me arrumar, preciso sair. Caso a Sophie pergunte por mim, diga que eu já estou voltando, tudo bem?
— Claro, madame!
Phoebe mostrou a língua para Jeremy, que revirou os olhos. Saiu a passos rápidos da cozinha, correndo para seu quarto. Abriu a porta silenciosamente para não acordar a sua pequena, e logo pegou um vestido preto decotado que trouxera de Quebec. Vestiu-o rapidamente, sentindo toda a ansiedade percorrer as suas veias. Calçou saltos igualmente pretos e maquiou-se no banheiro. Deixou seus cabelos soltos. Por um momento, sentiu falta de seus longos cabelos castanhos, mas logo ignorou o fato, saindo do banheiro, pegando a sua bolsa, beijando a testa de Sophie e caminhando silenciosamente para fora do cômodo.
— Você vai ver um amigo, vestida assim? – Phoebe pulou de susto, o que fez o homem rir baixo. — Que decote é esse?
— Um decote, Jeremy. Agora eu realmente preciso ir. Volto dentro de duas horas, tudo bem? – disse, ajeitando sua bolsa no ombro. — Sophie adora assistir a Barney e seus amigos, Galinha Pintadinha e Bob, o construtor. – Jeremy apenas assentiu. — Eu trouxe o DVD da Galinha Pintadinha, e está dentro da mochilinha da Sophie. Peça para ela que ela irá te entregar.
— Tudo bem, Phoebe, não fique preocupada, eu consigo cuidar de uma criança, tudo bem? – disse Jer a abraçando. — Agora relaxe e vá encontrar este seu amigo, acho que você está precisando conversar com ele.
Phoebe revirou os olhos, ligando para um táxi que não tardou a aparecer.
— Qual é o destino, senhora?
— Wiegraft Enterprises Holdings.
(n/a Dita: eu juro que a Boo iria parar o capítulo aqui, mas eu paguei um Milk-shake para que ela continuasse. Amem-me)
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Phoebe chegara ao saguão da empresa de Ethan com as mãos suando. Seu coração parecia bater cada vez mais rápido contra o peito, querendo desesperadamente sair dali. A passos lentos – muito lentos – Phoebe aproximou-se da recepcionista, que sorriu amigavelmente para Phoebe.
— Posso ajudá-la? – perguntou a jovem recepcionista.
— Ahm... Ethan Wiegraft está? – perguntou Phoebe, sorrindo nervosamente.
— Só um momento. – disse a recepcionista, olhando alguma coisa no computador. — Pelo o que me consta aqui, ele acabou de chegar. Saiu depois da meia noite e chegou agora. Ele é bem dedicado.
— Ou está com muita coisa na cabeça o perturbando. – murmurou Phoebe, conhecendo muito bem o seu loiro.
— Perdão, eu não a entendi.
— Ah, não é nada. Qual é o seu nome? – perguntou Phoebe, vendo a recepcionista olhar para a morena, desconfiada.
— Wendy.
— Wendy, tem como eu subir? Preciso realmente falar com ele, mas não tenho hora marcada.
— Desculpe, senhorita, eu não posso, a não ser que você tenha passe livre dado por ele. Qual é o seu nome?
— Phoebe. – disse, sorrindo. Lembrava-se da antiga recepcionista dizer que poderia passar sempre que quisesse, já que Ethan havia a autorizado.
— Ele liberou... – murmurou Wendy. — Pode subir! Sabe como chegar ao escritório dele?
Phoebe apenas assentiu, afastando-se de Wendy.
Caminhou até o elevador sentindo calafrios percorrer o seu corpo. Calafrios de nervosismo, entusiasmo e aflição. Não fazia ideia de como seria reencontrá-lo, sendo que ele nem sabia que a morena havia voltado para Seattle com uma filha. Uma filha dele.
Quando a porta se abriu, Phoebe respirou fundo, vendo a porta dupla de madeira no final do corredor.
A passos curtos, Phoebe caminhou até as portas de madeira, ouvindo seus saltos ecoarem pelo corredor. A secretária de Ethan olhou para a morena com um sorriso. Era a mesma secretária da época quando ela o visitava na empresa.
Sutilmente, Phoebe bateu à porta do escritório, sentindo seu coração vacilar quando ouviu um audível ‘entre’ de Ethan. Abriu a porta lentamente, vendo o loiro de cabeça baixa, avaliando alguns papéis. Sua gravata estava desfeita envolta de seu pescoço e seus cabelos, bagunçados. A barba continuava da mesma forma que Phoebe se lembrava: por fazer.
Os olhos do Wiegraft ergueram-se para fitar a pessoa que entrara, e Phoebe o viu ficar pálido.
— Não, não pode ser. – ele murmurou. — Ph-Phoebe?
Phoebe apenas o fitou, sem reação. Mas no momento seguinte, seu corpo estava prensado contra a porta do escritório. Agilmente, Ethan a trancou, deixando a morena encurralada. Phoebe sentiu a sua respiração misturar-se a de Ethan, de tão próximos que estavam.
Phoebe encarou Ethan, não o reconhecendo. Ele parecia mais maduro, porém um tanto abatido, como se não tivesse uma noite tranquila há tempos. O corpo de Ethan apertou ainda mais o de Phoebe contra a porta, e a morena reprimiu um sorriso.
“Você se rende tão facilmente com uma carinha triste e um olhar murcho?” A consciência da morena a repreendeu, mas Phoebe nem teve tempo de raciocinar o que estava acontecendo, quando os lábios do loiro tocaram os seus por breves segundos.
Phoebe foi fraca, aprofundando o beijo nos lábios do homem. A morena podia sentir claramente o membro do loiro criando vida perto de sua intimidade.
O contato entre eles era tão carnal! Phoebe envolveu suas pernas contra a cintura do loiro, vendo-o carregar para o sofá da sala. O sofá que a morena já conhecia, pois já havia transado com o loiro ali.
Ethan deslizou o zíper do vestido, precisando se lembrar de que Phoebe estava em seu escritório e que a castanha não tinha roupas ali, já que a sua maior vontade era de rasgar aquele vestido ousado e decotado em mil pedacinhos.
Sentando-se – com Phoebe em seu colo – viu o vestido deslizar até a cintura da moça. Os seios de Phoebe estavam mais fartos do que o homem se lembrava. Ele franziu levemente o cenho, mas não fez perguntas.
Nenhum dos dois abriu a boca. Era um momento que ninguém precisava realmente falar, já que um conhecia o outro.
Ethan sentia-se completamente intrigado e surpreso com a presença de Phoebe. Já a morena sentia um misto de saudades e carinho, mesmo sendo ela a pessoa que o deixara. Sentia-se, também, culpada. Agora, olhando nos olhos do homem, não sabia se o seu julgamento havia sido o certo.
Ethan desferiu beijos na clavícula da morena, que inclinou a cabeça para trás, deixando o pescoço livre para que os lábios macios de Ethan o percorresse. As mãos da morena brincavam com os fios curtos da nuca do loiro, que rosnava baixo, aprovando as carícias da castanha.
As mãos do Wiegraft foram para os seios da mais nova – ainda cobertos pelo sutiã – os massageando de forma bruta, mas ainda sim Phoebe podia sentir um certo carinho vindo dele. Ethan reivindicou os lábios da morena, sentindo o hálito de hortelã de Phoebe misturar-se com o de menta que o loiro possuía.
Levantou-a rapidamente, deixando o vestido cair por seus pés. Ethan sentiu os dedos finos de Phoebe roçar levemente em sua pele a cada botão que a morena desabotoava. A morena puxou a camisa para fora da calça, retirando-a calmamente, assim como Ethan abria o feixe do sutiã de Phoebe.
A morena sentiu-se um tanto envergonhada quando os olhos de Ethan cravaram-se em seus seios. Ethan abriu um leve sorriu, voltando a beijá-la possessivamente. Suas mãos foram para a barra de sua calcinha, brincando com o tecido enquanto Phoebe desafivelava seu cinto e abria a sua calça com pressa.
Ethan também estava apressado. Fazia anos que ele não tocava o corpo da pessoa que julgava amar, e agora ela estava ali, praticamente nua à sua frente. Retirou a calcinha da morena com violência, que por sorte, não rasgou. Ajudou a morena a retirar a cueca box branca que utilizava, deixando seu membro ereto completamente exposto aos olhos de Phoebe.
A morena aprendera uma valiosa lição com Sophie, e começara a tomar anticoncepcionais, e não se importou quando o loiro se sentou, puxando-a para o seu colo e a penetrando rapidamente. Um gemido longo escapou de ambos os lábios.
As estocadas começaram firmes, rápidas. Phoebe gemia bem próximo ao ouvido do loiro, que rosnava baixo. Phoebe sentia falta daquele contato carnal com o loiro. Um contato que ninguém conseguiria ter com a morena de igual forma.
Phoebe rendia-se a Ethan de corpo e alma, e sabia que ele estava fazendo o mesmo naquele momento. O que a fez pensar em Elena, mas rapidamente este pensamento foi retirado da sua cabeça quando Ethan investiu com mais intensidade. Phoebe o ajudava, cavalgando em seu colo, porém era o loiro que ditava o ritmo, segurando a castanha pela cintura, subindo e descendo seus quadris sobre o membro duro de Ethan.
— E-Ethan! – Phoebe gemeu baixo, e sentiu Ethan aplicar mais força em suas investidas.
Estavam, o que parecia, insaciáveis. Ethan deitou-a contra o sofá, investindo contra ela. Era a visão do paraíso para o loiro: Phoebe com seus cabelos bagunçados, o corpo suado e as bochechas avermelhadas de tesão. O loiro beijou os lábios de Phoebe novamente, sentindo a intimidade da morena contrair-se contra seu membro. Ela estava chegando ao clímax, assim como ele.
Phoebe gritou quando teve a sua libertação. Arranhou os braços do loiro, vendo os vergões aparecem quase de imediato. Algumas estocadas depois, Ethan a preencheu com o seu gozo, apoiando-se em um dos braços para não depositar seu corpo completamente sobre o da morena.
Eles se encararam por um tempo, e logo se afastaram. Phoebe levantou-se, catando suas roupas no chão e as vestindo. Ethan a encarou por alguns segundos, até seu cérebro raciocinar as reais intenções da morena: ir embora.
— Você não está pensando em ir, está? – perguntou Ethan com a voz rouca, um tanto insegura.
Phoebe sentiu seu coração apertar-se contra o peito. No fundo, sabia que não deveria ter procurado o loiro tão cedo, mas seu coração sentia falta do rosto masculino de Ethan.
— Eu vou, Ethan. – ela disse, calçando seus sapatos, vendo o loiro já vestido com sua calça social.
— Você não pode ir de novo! – ele bradou, passando as mãos nervosamente pelos cabelos. — Você acabou de voltar! – ele suspirou, olhando diretamente nos olhos da morena. — Você não entende o quão importante é para mim.
Phoebe apenas abaixou o olhar, tentando impedir que as lágrimas corressem por sua face, mas foi uma batalha perdida. Elas inundaram o seu rosto, mas rapidamente a morena as secou.
— Eu... Eu não posso Ethan. Não agora.
Phoebe disse antes de destrancar a porta e sair em direção ao elevador. Olhou de relance para a secretária, que tinha um sorrisinho malicioso nos lábios, mas a ignorou. Quando o elevador chegou ao andar, olhou para a porta da sala de Ethan, vendo seu olhar de tristeza estampado em seu rosto. Mas não foi isso que a matou internamente. Foram às lágrimas que escorriam do rosto do loiro, que foram as últimas coisas que Phoebe viu antes de deixar o edifício.
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— Mamãe? – perguntou Sophie ao olhar a mãe pelo retrovisor.
Phoebe pedira o carro de Jeremy emprestado, já que o homem dissera que não iria sair de casa naquele dia. Fora obrigada a comprar uma cadeirinha para Phoebe, já que ela não podia andar de carro sem ela, e já estavam a caminho da casa de Christian e Anastasia.
— O que foi querida? – perguntou Phoebe, enxugando uma lágrima teimosa.
— Chorando? – perguntou Sophie com um bico enorme.
— Não, querida, entrou um pelinho no olho da mamãe, e está incomodando, não é nada demais, tudo bem?
Sophie apenas assentiu. O clima estava ameno, portanto Phoebe vestira Sophie com um vestidinho amarelo – que realçava os olhos da loirinha – e sapatilhas de mesma cor. Além disso, Sophie usava um casaquinho creme, caso esfriasse.
Phoebe dirigiu o veículo pelas ruas tão conhecidas de Seattle, e – infelizmente – não demorou muito para chegar à casa dos Grey’s. Tocou a campainha, colocando Sophie no chão, que rapidamente escondeu-se atrás de suas pernas.
A porta se abriu, e Phoebe se viu de cara com Anastasia, que sorriu abertamente para a filha. Isso só fez o coração de Phoebe sangrar mais.
— Phoebe, querida! – disse Ana, abraçando a filha de forma apertada. — Cadê a sua criança?
Phoebe olhou para trás, vendo Christian postado logo atrás de Ana. Phoebe virou-se calmamente, pegando Sophie no colo, sorrindo abertamente para a filha, querendo transmitir confiança à pequena.
— Esta é a Sophie. – disse Phoebe, vendo Sophie esconder seu rostinho na curvatura de seu pescoço. — Sophie, não quer conhecer a vovó e o vovô? – nem mesmo a morena acreditava que estava pedindo para a sua filha conhecer o seu avô.
Rapidamente Sophie ergueu seu olhar para Anastasia. A pequena abraçou o seu inseparável patinho de pelúcia em um dos seus bracinhos. Olhou atentamente para Ana, e depois olhou para Christian, que carregava um olhar sério e tempestuoso, porém este não abalou Sophie, surpreendendo a todos quando a mesma pediu colo para o Christian.
— Anda, pega a sua neta! – pediu Ana, vendo Christian fuzila-la com um olhar, mas caminhando até Phoebe, pegando Sophie em seu colo.
Sophie olhou atentamente para os olhos de Christian, que fitavam a pequena, tentando reconhecer de onde ela lhe parecia familiares, já que não se parecia em nada com Phoebe. Phoebe viu claramente Ana emocionada. A morena não esperava isso de sua pequena, e sentiu-se extremamente orgulhosa.
— Ela é linda, não é? – disse Phoebe, vendo a sua pequena colocar uma de suas mãozinhas no rosto de Christian, desarmando-o completamente.
Ele pensara em odiá-la. Queria odiá-la, mas ela parecia tão doce, tão meiga com a sua inocência que era impossível conseguir não se encantar com aqueles olhos azul-esverdeados...
— Ela é linda, querida. – Anastasia disse, afagando os cabelos loiros de Sophie. — Ela me lembra de alguém...
— Eu já ouvi muito isso, mamãe. – Phoebe apressou-se em dizer, entrando na casa, já vendo a mesa posta. — Sinto cheiro de macarrão à carbonara, é isso mesmo? – disse Phoebe, animada.
— Pelo visto você continua gostando deste prato. Mandei que a sra. Jones o fizesse, já que você estava vindo.
Phoebe não abandonou seu olhar um segundo de Christian e Sophie durante o almoço. Sophie parecia ter se encantando com o avô, já que não o largou por um segundo se quer. Atitude que, obviamente, Phoebe estranhou.
Sophie comeu pouco, já que Jeremy a havia levado a um parque e tinha a enchido de sorvete de chocolate.
— Vó! – disse a pequena, esticando seus bracinhos para Anastasia, que rapidamente a pegou nos braços.
— Vamos querida, por que não vamos para o jardim? – disse Ana, olhando para o marido, que não parava de fitar Phoebe.
No momento em que Anastasia deixou o recinto, Christian olhou diretamente nos olhos de Phoebe, que suspirou.
— Agora sim, podemos conversar. – disse Christian, ajeitando-se na cadeira, e Phoebe sabia que esta conversa, de longe, não seria amistosa.
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