Notas iniciais
GENTE, ME DESCULPE PELA DEMORA! É que eu estava viajando, então deixa eu escrever aqui algumas possíveis perguntas de vocês Vocês: Ah, Dona Boo, não tem internet onde você estava? R: Tinha, mas só um computador para quatro pessoas, e não dava tempo de escrever 3: Vocês: A onde é que você foi? Acre?? R: Não, Argentina mesmo :3 qqq Vocês: Este capítulo vai ser grande? R: IMENSO! *O* SÓ POR QUE EU AMO VOCÊS

Zilhões de perguntas rondavam a cabeça da jovem. Ela dirigiu sem prestar atenção nenhuma nos sinais de trânsito, o que é perigoso, mas sua mente estava ocupada demais pensando no que Annelise dissera. Investigando a vida pessoal de Phoebe? Ethan não seria capaz de fazer isso. A garota estava com tanta pressa que nem se deu o trabalho de estacionar o carro na garagem, simplesmente desligou-o na frente de casa e desceu. Passou como um furacão pela sala, não percebendo a presença de Theodore ali.

— Phoe? – ele não obteve resposta. Observou a menina subir as escadas e ir direto para o seu quarto.

A morena jogou-se na cama, e deixou algumas lágrimas de puro nervosismo correr pela face. Ela não era assim. Phoebe Grey não chorava por causa de suposições. A jovem tentava entender o que estava acontecendo consigo, mas era em vão.

— Phoe, o que aconteceu, princesa? – a mais nova observou o irmão mais velho na porta, com feições preocupadas. Phoebe era forte demais para chorar na frente de alguém, e Teddy sabia disso. Ele caminhou a passos rápidos até a irmã, chegando a tempo de Phoebe desmoronar e chorar nos braços fortes do moreno. — Maninha você vai ter que me contar o que aconteceu.

Phoebe enxugou algumas lágrimas teimosas que insistiam em cair e sorriu forçadamente para o irmão.

— Não é nada, Teddy. Estou apenas nervosa. – não era de todo mentira. Ela apenas omitiu a parte que um concorrente super-gostoso de seu pai, o solteiro mais cobiçado de Seattle estava em seu encalço, querendo-a, e possivelmente estivesse monitorando os passos da jovem.

— Phoe, eu conheço você. Eu estava no colo do papai quando você nasceu eu vi você no berçário da maternidade, eu cuidei de você quando era pequena, te ajudei nos deveres de casa, fiz tudo o que um irmão mais velho pode fazer pela irmã favorita...

— E única. – Phoebe tentou cortá-lo, sem êxito.

—... Que ele possui. Já dei comida na sua boca, já coloquei você para dormir quando o papai não podia fazê-lo. Já dei conselhos e trocaria qualquer menina que estivesse comigo para te ajudar. – Phoebe não conseguia encará-lo. — No mínimo eu mereço que você diga-me a verdade, e não minta descaradamente quando eu te faço uma pergunta.

Teddy alisou os cabelos de Phoebe, que soluçou baixinho, tentando acalmar o choro, que já queria retornar a sua garganta.

— Eu sei Teddy, mas... Confie em mim, estou bem agora. – conseguiu dizer depois de alguns minutos. Teddy ergueu o rosto de Phoebe, fitando os olhos castanhos da menina.

— Diga isso olhando nos meus olhos. – pediu. Phoebe se assustou. Por um momento, viu seu pai falando.

— Eu estou bem, Teddy. – Phoebe disse, encarando e sorrindo para o irmão. — Como eu disse, era apenas nervosismo.

— Espero que seja apenas isso, Phoebe, você sabe, a mentira aparece em uma hora ou outra. – Teddy apertou Phoebe em seus braços. — Só quero o seu bem.

Phoebe, apertou mais os braços em volta de Teddy e sorriu, dando um beijo na bochecha do mais velho.

— Eu sei, por essas e outras que eu te amo, Teddy.

— Eu também amo você, princesa. Por que não vamos comer alguma coisa lá em baixo?

— Antes... – Phoebe franziu o cenho, lembrando-se de algo. — Fale-me sobre a Georgia.

Teddy revirou os olhos, afrouxando Phoebe, para que ficasse mais fácil de encará-la.

— Eu e Georgia fazemos faculdade de Administração juntos, Phoebe, não tenho muito que dizer sobre ela. – ele deu de ombros, ficando levemente corado.

Phoebe tombou a cabeça, analisando o irmão.

— Você está gostando dela de verdade, não é? – ela não teve respostas de Teddy. — NÃO ACREDITO!

Teddy fez sinal de silêncio para a irmã.

— Eu não estou apaixonado por ela, eu apenas achei que ela foi à mulher virgem que me deu mais prazer na cama. Bem, ela era virgem.

Phoebe arregalou os olhos, fitando o irmão. Ele falava de sexo como se fosse algo normal para ele. Phoebe ficou corada de imediato. Teddy riu.

— Phoebe, desculpa, me esqueci de que você não gosta muito desse assunto, mas é normal sexo.

Phoebe colocou a mão sobre o rosto, sentindo-o queimar, lembrando-se de Ethan, apertando o seu corpo contra o dela, sentindo o quão excitado ele estava por ela. Isso só fez a jovem corar mais.

— Está bem, Teddy! Chega, não quero falar disso, vamos comer lá me baixo, por que não quero falar disso.

**

Ethan esperou que Phoebe ligasse para ele, mas ela não o fez. Isso só fez com que o loiro ficasse de mau humor o resto do dia. Ele precisava foder alguém. Precisava foder qualquer uma para deixar seu estresse esvair. Saiu do trabalho, indo para o seu apartamento.

O apartamento de Ethan era extremamente luxuoso. Ele tinha dois andares, já que o loiro comprara o apartamento de cima também. A sala de estar tinha sofás e poltronas de couro negro, um tapete branco de pelos e uma lareira de pedra. Uma mesa de centro retangular e baixa estava próximo ao sofá, um pouco mais a frente. Ethan jogou seu paletó ali, subindo as escadas para o seu quarto. Despiu-se e foi para debaixo do chuveiro, deixando a água quente escorrer por seu corpo. Por algum motivo, lembrou-se de Phoebe.

Flash Back On

— Interessante. Como deve ser querer algo e ficar com vontade? Ethan, eu vou fazer você clamar por mim, e mesmo assim não irei ceder.

Ethan arqueou uma sobrancelha, olhando para a jovem, que estava com os lábios vermelhos, provavelmente por causa do beijo.

— Veremos, srta. Grey.

— Até logo, sr. Wiegraft.

— Até, srta. Grey.

Flash Back Off

— Ah, Phoebe, você irá ceder. E será cedo. – o loiro disse para si mesmo, colocando a mão sobre o seu membro, sentindo-o criar vida. Sua mente vagava para a de Phoebe. Ele queria que ela estivesse tocando-o forte e lentamente, como ele estava fazendo agora. Um gemido abafado escapou dos lábios de Ethan, que intensificou a velocidade de sua mão.

“Phoebe” pensava

Os movimentos estavam rápidos e violentos, Ethan logo chegaria ao ápice.

“Phoebe”

Ethan sentiu sem membro inchar em sua mão, e um gemido rouco saiu de seus lábios vermelhos. Os jatos quentes foram para a parede do banheiro.

— Ah, doce Phoebe, se não for você hoje, será outra.

**

Anastasia olhou para o relógio e ficou chateada. 23h30. Não acreditava que estava chegando esta hora novamente. Gostava de passar um tempo com seus filhos. Ela abriu a porta de casa, deparando-se com eles.

—Teddy? Phoebe? O que estão fazendo? – Anastasia disse, encarando os filhos, que estavam sentados no sofá, vendo televisão.

— Mãe, está tão óbvio que esta pergunta não merece uma resposta. – Teddy disse, levantando-se para dar um abraço apertado na mãe.

— Theodore, não foi para a faculdade? – Christian disse, olhando para o filho da forma profissional de sempre.

— Não, hoje foi reunião dos diretores. – disse simplesmente. Teddy desviou os olhos para a mãe, que encarava Phoebe. A filha tentava não mantes contato visual com eles, já que toda vez que a menina chorava, seu nariz ficava com a ponta vermelha.

— Phoebe, você está bem? – Anastasia perguntou, tentando ter a atenção da filha, que resmungou um sim para a mãe.

Christian começou a caminhar até a mais nova, mas Teddy interrompeu-o, fazendo um sinal para “esquecer” aquilo.

Anastasia fez um sinal para que os dois a seguissem, e os dois o fizeram. Phoebe ficou atenta ao o que a mãe diria.

— Teddy, o que aconteceu com a Phoebe? – Christian antecipou Ana, encarando o filho.

— Ah, pai, eu não sei direito. Ela chegou em casa, subiu as escadas e nem me deu oi. Ela não é assim, mas eu fui conversar com ela e ela disse que era apenas nervosismo. Eu acredito nela.

“Mentiroso”

— Então tudo bem. – Ana disse, por fim. — Christian, lembra-se de um jovem magnata que estava lhe dando problemas?

— Ethan Wiegraft? – Phoebe sentiu seu coração pulsar ao som do nome do homem.

— Este mesmo. Quando estava saindo do trabalho, vi em um site de notícias que ele foi visto saindo de uma boate, com uma garota de programa, agora mais cedo.

Phoebe sentiu seu sangue ferver. Como ele podia fazer isso? Phoebe levantou-se e correu para o andar de cima. Entrou em seu quarto, trancou a porta e jogou o primeiro objeto que viu pela frente do outro lado do quarto, felizmente, era apenas um porta-lápis, e não fez muito barulho. A jovem pegou o telefone e discou o número de Ethan, esperando que ele atendesse, mas o homem não atendeu.

— Idiota, vagabundo, estúpido e miserável! – ela xingou Ethan, deixando novamente as lágrimas correr pelo rosto. — Filho de uma puta! – murmurou.

Eles não tinham nada juntos, e Phoebe sabia disso, mas ela estava odiando a si mesma, por ter tido esperança de que ele realmente gostasse dela.

— Phoe? – ela ouviu a voz abafada do irmão, tentando abrir a porta. — Sério, menina, você está me assustando com a sua atitude chorosa, dá pra você me dizer o que tá acontecendo?

— Vai embora, Teddy! Só estou me arrumando, vou dar uma saída.

— De verdade?

— Sim, irei sair com a Ashley, ok? – mentiu. Ela caminhou até a porta, limpou as lágrimas na blusa e destrancou a mesma, abrindo-a.

— Vou com você. – Teddy decretou.

— Ah, mas não vai mesmo! Acho que vou a uma balada, me divertir e dançar.

— Papai jamais deixaria você ir, desacompanhada, sabe disso melhor do que eu. – Teddy cruzou os braços. Phoebe sabia que não teria chances. Teria que levar o irmão.

—Está bem, mas quando passarmos pela catraca da boate, você vai esquecer que eu existo, entendeu?

— Entendi. Irei tomar banho.

— Farei o mesmo.

Phoebe fechou a porta e pegou o celular, tentando ligar para Ethan novamente, mas não conseguiu.

— Ethan, você vai se arrepender. – cantarolou, acessando o seu twitter e mandando uma mensagem.

“@phoebe_grey que tal uma baladinha? Lunae balada hj?”

Não demorou muito para obter uma resposta.

“@ashleykowalski_ mais é claro! Meu dia estava chato até agora.”

Se ela tivesse sorte, algum jornal viria esta notícia e apareceria por lá.

**

Ethan estava satisfeito. A puta que ele contratara estava dormindo, mas não por muito tempo. Ele odiava dormir com elas. A função delas era apenas foderem com ele até ele gozar e irem embora, mas como Ethan estava voraz e não dera descanso nos quatro gozos da puta, ele deixou que ela descansasse.

Ligou a televisão e começou a zapear os canais, e deixou em um canal de fofocas, que no momento, estavam falando sobre ele.

—... Seria verdade mesmo? Ethan Wiegraft saiu de uma boate com uma garota de programa? Ah, o que muitas solteira de Seattle não fariam para estar no lugar dela. – disse a mulher loira, que exibia as fotos de Ethan com a puta, que agora, estava deitada ao seu lado. Não pode esconder o sorriso. — Esperem! Fomos avisados de que os irmãos Grey estão na boate Lunae!

Ethan ajeitou-se na cama, prestando mais atenção nas fofocas do que antes.

— Temos imagens da doce Phoebe dançando sensualmente com algum jovem sortudo! Olha que vestido curto e sensual, na melhor cor possível, vermelho! Pois é, solteiros de Seattle, Phoebe Grey, de apenas dezesseis anos está cada dia mais bela do que antes! Claro, com um pai como Christian Grey...

Ethan desligou a televisão, possesso de raiva.

— Acorda. – ele disse, chacoalhando a prostituta.

— O que foi bonitão? Deixe-me dormir. – ela disse.

— Joanna...

— É Jéssica. – corrigiu ela.

— Tanto faz. Eu tenho que sair, e você vai sair também. – decretou ele.

— Ok. Aonde vamos? – Jéssica perguntou.

— Você vai para onde você quiser. Eu tenho negócios a tratar.

— Agora? Fica mais um pouquinho! – Jéssica falou, manhosa, mas isso só fez Ethan ter mais nojo dela do que antes.

— Não! Saia da minha casa, já te paguei o que devia, vai embora. – Ethan falou rudemente.

— Posso pelo menos tomar um banho? – ela cobriu-se com os lençóis, fazendo feições de tristeza.

— Não. Vá embora, tenho certeza que outros homens irão te foder esta noite.

Ethan caminhou até o banheiro, trancando a porta e já entrando debaixo do chuveiro, jogando uma água em seu corpo que fervia de raiva. Como aquela vadiazinha se atrevia? Aquilo era uma humilhação para ele. Se ela fosse sua submissa, levaria uma surra que ela jamais esqueceria.

Ele desligou o chuveiro, caminhando nu para o seu quarto, que para a sua sorte, não havia nem sinal da puta.

Vestiu calça social preta, uma camisa branca e deixou alguns botões na parte de cima abertos. Calçou um sapato social preto e saiu de casa, sem importar-se com as luzes que deixara acesas.

Entrou em sua Ferrari e saiu cantando pneus para a Lunae boate. Que Deus estivesse com Phoebe, por que se ela estivesse sozinha, ele não sabia o que poderia fazer com aquele rostinho de criança.

**

—Phoebe, que ótima ideia de vir na Lunae hoje! – Ashley gritou, rebolando na cintura de um jovem, que dizia chamar-se Jason. Phoebe estava nos braços de outro, chamado Ian, que estava beijando o seu pescoço, enchendo-a de prazer.

— Eu sei, eu tenho boas ideias! – gritou, para que a amiga escutasse, por causa da música alta. Teddy dançava com Georgia, que chamava muita atenção por seus cabelos ruivos e sua dança sensual perto do moreno.

— Phoebe, por que não vamos a um canto mais afastado, hein? – Ian sussurrou no ouvido da morena, que piscou para ele.

— Vamos. Ashley sair com o Ian e já volto ok? – ela resmungou alguma coisa, que por conta da música, Phoebe não ouviu.

Ian puxou Phoebe pela mão até a saída pelos fundos da boate. A saída dava em um beco escuro. Ian, sem esperar, capturou os lábios de Phoebe, que assustada, recuou.

— O que foi, Phoebe? Até parece que você não quer o mesmo que eu. – ele chegou mais perto, apertando a bunda da mais nova, que franziu o cenho.

— Eu não quero isso. Quero apenas alguns beijos e só.

— Então temos um problema, por que eu não vou sair daqui sem antes te comer. – Ian parecia sombrio, e Phoebe estremeceu. Ela pressionou-a contra a parede, querendo levantar o vestido vermelho.

— Ian, para, por favor, eu não quero! – ela disse, sentindo o homem tocar a sua intimidade.

— Quer sim, princesa, quer sim. – ele começou a fazer movimentos circulares sobre o clitóris da jovem, que sentiu o coração pulsar de medo.

Phoebe, em um ato de desespero, deu um chuto no membro duro de Ian, que recuou de dor.

— Vadia!

Phoebe correu até a rua, mas Ian alcançou-a, arrastando-a de volta para o beco.

— Socorro! – Phoe gritou, mas Ian tampou sua boca.

— Cale a boca, se você gritar, eu vou matar você, estamos entendidos?

Phoebe começou a chorar em silencio, já sentindo o que estava por vir. Ian retirou o seu membro da calça, virando Phoebe de costas, levantando o vestido até o meio das costas.

— Eu mencionei que você é gostosa demais? – Ian afastou a calcinha de renda vermelha de Phoebe de sua feminilidade. — Hm... Você é virgem? Se for virgem, vai ser mais gostoso e...

Ian não teve tempo de terminar a frase. Alguém apareceu e deu um soco no rosto do jovem, que caiu no chão. Phoebe aproveitou e abaixou o vestido. O seu “salvador” estava esmurrando Ian, que já parecia desacordado.

— Ei, pare! Você vai mata-lo!

— Você vai mesmo defende-lo? – Quando Phoebe ouviu a voz do homem, ela voltou a encostar-se a e na parede.

— Ethan, como você...

— Como eu? Está até na televisão o jeito sensual com que você dançou com ele. Eu estaria mais puto, se não tivesse visto que ele queria te estuprar. Filho de uma puta. – Ethan caminhou para longe de Phoebe, indo em direção à rua.

— Ei, onde você pensa que vai? – Phoebe correu até ele. — Você tem explicações a me dar!

Ethan parou e virou-se para Phoebe, que graças à luminosidade do poste, ele conseguia vê-la melhor. Os cabelos castanhos estavam soltos e em leves ondas, que desciam até a cintura. O vestido vermelho tomara-que-caia deixava seus seios fartos em evidência, e o comprimento do vestido curto, exibia as coxas brancas e torneadas que Ethan tanto admirava.

— Que tipo de explicações? Você me humilhou, sabia? Uma menina de dezesseis anos que eu não conseguia pegar, e quando eu acho que finalmente consegui, eu a vejo dançando sensualmente com um homem na televisão.

— Então você pensa assim? Você me deu esperança, para depois eu ver você saindo de uma boate com uma puta! – ela abaixou a cabeça, olhando para os pés. — Por que você me dá o céu e depois me joga no inferno? – ela fitou Ethan com os olhos marejados. O loiro deu alguns passos para mais perto de Phoebe, e a envolveu em um abraço.

— Eu não me arrependo de ter contratado a puta, não irei mentir para você. Na verdade, eu quase nunca me arrependo, mas vê-la assim me causa arrependimento. Me... Desculpe-me, Phoebe.

— Nós não temos nada, Ethan, não há o porquê de pedir-me perdão.

— Mas...

— Não temos nada! Nunca teremos, eu que fui burra de pensar assim, Ethan. Eu que fui burra de me dar esperança. – Phoebe sentia seu coração apertado pelas palavras que ela disse, sem querer acreditar nelas.

— Phoebe, você pode me escutar?

— Estou ouvindo, Ethan.

— Eu sei que você tem dezesseis anos, mas... Eu quero propor um acordo com você.

— Continuo ouvindo.

— Que tal eu leva-la para sair e caso você goste, eu proponho algo mais sério, que pode assusta-la, mas...

— Está bem, eu topo.

Ethan encarou a menina com os olhos castanho-esverdeados arregalados. Aos poucos, um leve sorriso foi surgindo.

— Tem certeza?

— Absoluta, Ethan.

Ethan apertou a jovem em seus braços, sentindo o perfume de morangos de Phoebe. Ele afastou o rosto da mais nova e encarou aquelas feições suaves dela. Ele beijou a ponta do nariz da morena, que estava vermelha, e desceu até os lábios rosados, capturando-os em um beijo calmo e suave. Nenhum dos dois deixou o beijo quente ou carregado de desejo. Os dois estavam aliviados por estarem entendidos. Phoebe interrompeu o beijo, encarando os olhos de Ethan, que estavam com um brilho maior do que o de costume.

— Eu tenho que voltar, meu irmão deve estar sentindo a minha falta.

Ethan fez uma careta, claramente não gostando da ideia de Phoebe na Lunae. Phoebe sorriu fraco com a expressão no rosto do mais velho.

— Eu não vou mais dançar com ninguém, ok?

— Acho bom. – ele beijou brevemente a mais nova, caminhando para longe, em direção ao seu carro, deixando uma Phoebe ali. Ela caminhou até a porta dos fundos da Lunae, olhando para o rosto levemente desfigurado de Ian.

— Você mereceu isso. – ela abriu a porta, caminhando até onde o seu irmão e Ashley estava, mas acabou encontrando apenas Teddy, que parecia que iria subir pelas paredes.

— Phoebe Grey, aonde você se meteu? – Theodore perguntou, quando viu a morena se aproximar. Phoebe sorriu, exibindo uma fileira de dentes brancos.

— Dando uma volta lá fora. – disse, dando de ombros. Teddy a encarou, sabendo que ela estava omitindo algo, mas deixou de lado. Georgia apareceu do lado de Teddy.

— Bem, vamos embora? – Phoebe perguntou. — Amanhã é domingo, mas eu estou com sono. – falou, manhosa, fazendo os dois rirem.

— Vamos, princesa. Georgia, você tem como voltar para casa sozinha?

— Claro que sim, Theodore! Eu tenho carro, lembra? – ela deu um selinho rápido no garoto. — Tchau! – disse, já caminhando para fora, deixando um Teddy com cara de bobo.

— Teddy? Teddy? Teddy! – Phoebe começou a estalar os dedos a centímetros da face de Teddy, que fez uma careta.

— Para, Phoebe, temos que ir. – ele abraçou a irmã pelo ombro, caminhando até a saída, vendo alguns fotógrafos tiraram fotos deles.

— Theodore, você vai assumir o império de seu pai? Phoebe, você ajudará o seu irmão nesta tarefa? Estão solteiros mesmo? – alguém perguntou para eles, com o microfone direcionado para eles. Os dois ignoraram. Phoebe caminhou até o Volvo do irmão, abrindo a porta do carona e entrando. O irmão abriu a do motorista, arrancando e dirigindo calmamente para casa.

Durante todo o caminho, nenhum deles falou nada. Teddy estava absorto em seus pensamentos, que voavam para os de Georgia, e Phoebe absorta em seus pensamentos, que em todos eles, Ethan estava presente.