50 tons de Luxúria
12 Chapter 11
Notas iniciais

POV's Ethan
Acordo um pouco atordoado, sentindo um peso sobre meu tórax, o que dificultava um pouco a minha respiração. Abro os olhos, visualizando Phoebe, que tinha seus lábios abertos e respirava de forma contínua e suave. Seus cabelos caíam pela minha barriga, dando uma leve sensação de pinicamento, mas nada que não fosse suportável, além do que, ela estava nua.
Puta merda, como era difícil levantar com uma menina nua ao meu lado, afinal de contas, nunca as mulheres com quem eu transava, dormiam em minha cama, a não ser, talvez, se fosse uma transa intensa demais, algo que até me cansasse, o que, geralmente, não era o caso.
Phoebe não estava nesta lista.
Ela conseguia me deixar saciado apenas com seus gemidos de prazer e tesão, e porra, como isso me deixava louco por ela. Louco para me enterrar em seu corpo e fazê-la urrar meu nome e rasgar a porra do lençol de linho.
A retirei de cima de mim com um pouco mais de cuidado do que eu esperava ter.
Merda, o que aquela garota fazia comigo não era normal.
Vi a minha Phoebe franzir o cenho em seu sono quando consegui coloca-la deitada sobre os travesseiros. Levanto-me, encarando aquele corpo nu sobre a minha cama, me sentindo frustrado por ela não estar acordada e eu não poder fode-la com força.
Olho para o relógio e xingo. São ainda 6h15min.
Caminho calmamente para o banheiro, ligando o chuveiro, deixando a água esquentar enquanto retiro a única peça de roupa que usava: minha box. Entro no boxe, sentindo a água quente escorrer por minha pele e por minhas cicatrizes, em minhas costas.
Lembrar delas faz um calafrio percorrer minha espinha. Odeio lembrar-me de quem as causou e de como eu havia me vingado do filho da puta. Lavo meus cabelos, aproveitando a espuma produzida pelo shampoo para lavar o resto do meu corpo. Apesar de estar com tesão pelo corpo de Phoebe nu em minha cama, não quero me masturbar.
Desligo o chuveiro, secando superficialmente o meu corpo, e enrolando a toalha em minha cintura, saindo do banheiro.
Caminho para o meu guarda-roupa, abrindo as portas que rangem, fazendo-me olhar para a minha Phoebe, que ainda não acordara. Isso, de certa forma, deixou-me aliviado. Ela parecia um anjo dormindo, e eu, parecia um gay apaixonado.
Apaixonado.
Este era o único sentimento que eu não poderia sentir. Não poderia de .jeito nenhum. Não de novo. Abro uma das gavetas embutidas do guarda-roupa e deparo-me com um objeto que eu não usara fazia algum tempo: algemas.
Arqueio uma sobrancelha, lembrando-me de algumas submissas passageiras que eu tivera a pouco tempo em que eu as prendia na cabeceira da cama e as fodia até deixa-las exaustas e praticamente sem forças.
Isso me fez lembrar que com Phoebe – a minha submissa em potencial – eu nunca havia exibido o dominador.
Sexo baunilha parecia suficiente? Não. Percebo que devo mostrar para a minha pequena quem é o homem da qual ela está andando. Quem é o homem com quem ela transa, sem compromisso.
Sem compromisso, ainda.
Eu daria um jeito de adicionar novas cláusulas ao contrato, fazendo-a ser apenas minha, sem possibilidade de transas por fora. Ela era apenas minha. Minha Phoebe, a doce garota que com um simples olhar fizera o meu mundo virar de ponta cabeça.
Visto uma cueca box preta e calças sociais, caminhando diretamente para o meu escritório, deixando a porta do quarto aberta, caso a minha pequena acordasse, soubesse que eu havia saído.
Encontro meu Blackberry sobre a mesa do escritório, odiando a agenda do dia. Queria cancelar aquelas cinco reuniões, e as sete visitas de possíveis investidores em potencial. Queria que o filho da puta do Harry Lindberg estivesse aqui, e não viajando a negócios. Se ele estivesse aqui, era somente dizer para ele que eu teria uma garota em casa e que eu queria ficar com ela.
Ele iria me xingar para caralho, mas foda-se, no final ele entenderia.
Sento-me na cadeira giratória, olhando para o monitor do notbook que estava a minha frente. Massageio as têmporas antes mesmo de ficar com dor de cabeça com tantos problemas, e o principal deles era causado pelo papai de minha garota: o poderoso e indestrutível Christian Grey.
Apesar de já ter várias cartas na manga a respeito do Grey, eu não podia atingi-lo ainda. Não ainda.
Algo me impedia de destruir aquela empresa de merda, que surgira do nada. Ou melhor, que surgira as custas do paizinho do Grey.
Foda-se.
Abro meus e-mails, visualizando um em especial: Heinz Aurich, meu investigador particular. Não havia nada escrito, apenas um arquivo anexado.
Minha curiosidade faz com que eu clique no mesmo quase que de imediato.
"Transações comercias da CEO Grey", era o título. Um sorriso sádico brinca em meus lábios.
Ouço o barulho do chuveiro e deduzo que minha Phoebe acordou. Não sei como ela conseguiu acordar tão cedo.
Salvo o arquivo e fecho o mesmo, não deixando rastros a serem seguidos. Como poderia? Seria insano e irresponsável.
Distraio-me com planilhas, documentos e arquivos de transação, quando observo uma figura incrivelmente linda a minha frente.
Phoebe estava vestida de forma levemente largada e sensual. Meus olhos pairam sobre seu corpo com aquele shortzinho jeans e aquela blusa preta que através da manda larga da regata, era possível ver o sutiã de renda igualmente preto. Os cabelos? Presos em uma trança de lado, que estava rebelde. Os lábios estavam rosados e a maquiagem era bem parecida com a do dia anterior.
Phoebe caminha até mim, beijando delicadamente meus lábios, ficando corada em seguida.
Ainda bem que eu sabia como esconder meu constrangimento na frente dos outros. Com Phoebe era difícil esconder o que eu sentia, mas acho que consegui ser convincente e não demonstrar muito a respeito de seu comportamento carinhoso.
— Bom dia, Ethan. — ela disse, abraçando-me pelo pescoço, pendendo seu corpo para a frente, olhando para o monitor do notbook.
— Bom dia, pequena, dormiu bem? — pergunto, olhando para os seus lábios, querendo-os em minha boca.
— Dormi feito uma pedra. Estava exausta. — ela não me olhou, e suspeitei que ela estivesse com vergonha de admitir. — E você? Dormiu bem? Acordou cedo.
— Eu tenho coisas para fazer, e provavelmente só chegarei em casa por volta das 23h hoje. Isso não me agrada, então resolvi começar mais cedo, talvez assim eu saia mais cedo também.
Phoebe ainda não havia olhado para mim.
— Quando quiser me olhar, me avise, assim eu posso olhar para você também e te dar um beijo.
Aquilo saiu tão automaticamente que não consegui frear. Ela virou-se para mim com um sorriso brilhante, que fui obrigado a admirar.
Puta merda, eu estava realmente parecendo um gay apaixonado.
Capturei seus lábios, sentindo-os macios contra os meus. Macios e doces. Percebi que minha ereção estava aumentando, e fui obrigado a parar de beija-la, antes que eu rasgasse a porra da roupa que ela usava e a fodesse em cima da mesa.
— Ethan, eu tenho que ir... — ela murmurou, fazendo uma careta surgir em minha face.
— Agora? São... 7h30. Como isso? Eu nem percebi o tempo passar... Tenho que ir também. Porra, esqueci do café da manhã e... — ela me interrompeu com um selinho.
— Relaxa! Eu tenho dinheiro para tomar alguma coisa no colégio, ok? Além disso, tenho que falar com Ashley, ela precisa saber que eu menti para os meus pais e disse que iria dormir na casa dela para resolver algumas coisas...
— Não fale para ela que está saindo comigo. — uma secura tomou conta do meu tom de voz.
— Mas ela é minha melhor amiga e...
— Phoebe, você é menor de idade, entenda isso. Se alguém ouvir alguma coisa, eu posso ser preso sem nem desmentir este fato. Invente um nome para mim, mas nunca fale que sou eu, sim?
Ela assentiu levemente, suspirando.
— Ótimo. — digo. — Pegue suas coisas, irei colocar os sapatos, uma camisa e o paletó e iremos embora.
Ela afasta retira seus braços de mim, caminhando para fora do escritório. Algo em mim me diz que disse algo que não deveria, mas não identifico nada, então ignoro.
Caminho para o meu quarto, colocando os sapatos sociais, uma camisa social branca e um paletó preto, que era o conjunto com a calça que eu usava.
Phoebe está de costas no quarto de hóspedes, que fica de frente com o meu. Caminho a passos silenciosos, abraçando-a fortemente por trás.
— O que a deixou chateada, minha pequena? — pergunto, não compreendendo o por que da minha preocupação repentina.
— Nada, Ethan, nada. — ela respondeu em um suspiro.
— Não minta para mim. — sussurro ao pé de eu ouvido. — Conheço suas atitudes.
— Eu acho que você não quer que saibam que eu estou com você por que você tem vergonha de mim.
Sou obrigado a me afastar e girar seu corpo, para olha-la nos olhos.
— Percebe o tamanho da merda que acabou de falar? — estou irritado. — Que porra de ideia é essa? Você é Phoebe Grey. Phoebe Grey! Quem não gostaria de estar com você?
— Eu sei, mas não sou a moça mais bonita do mundo e...
— Cale a boca. — meu tom é duro, e percebo que o dominador está mexendo-se inquieto em sua poltrona de couro. Ele não gosta de ser contrariado. — Você não pode falar uma coisa dessas. Nunca mais. Você não faz ideia do tamanho da besteira que você pensou. Eu não lhe dei um motivo plausível para você não dizer o meu nome?
— Sim, mas...
— Então pronto!
— Ethan, quer ficar quieto por um segundo?! — ela disse o que? — Pare de me tratar como uma criança de oito anos! Não mande-me calar a boca, por que assim como você, eu tenho o direito de falar, e se acha que eu vou ficar me submetendo a você sempre que você achar que eu deva, pode retirar seu cavalinho da chuva, por que isso não irá acontecer!
Ela estava puta. Eu estava puto. Semicerro os olhos, olhando fixamente para os seus olhos, querendo prendê-la naquela cama com aquelas algemas que estavam na minha gaveta e bater em sua bunda até minhas palmas da mão arderem. O que demoraria. Muito.
— É melhor você ir. Agora. Mais tarde conversamos.
— Eu vou mesmo!
Ela caminhou até a cama, pegou seus livros, sua bolsa e malas e saiu batendo todas as portas que encontrou.
Respirei fundo diversas vezes, tentando esquecer minha irritação.
Não funcionou.
Olho pela janela e vejo o carro de Phoebe virando a esquina, e isso me deixa mais puto do que antes.
Saio de casa, planejando no castigo que daria a Phoebe assim que a encontrasse novamente.
Ela iria se arrepender.
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