Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEEEY GIRLS! Para início de conversa, quero dizer o quão chateada estou pelo número pequeno de comentários no último capítulo. 146 pessoas estão acompanhando a fic, e só isso de comentários? Estou começando a pensar seriamente em um hiatus da fic, até que em tempo oportuno para todas, eu volte. MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS, está aqui mais um capítulo de 50TL! Bem, enjoy it e até o final õ/

POV's Phoebe

Maldita lábia. Maldita beleza. Maldito sorriso sedutor. Maldito Ethan!

Como ele poderia ter me mandado calar a boca? Ele acha que eu tenho quantos anos? Seis? Filho da puta. Este é o único conjunto de palavras que descrevem aquele babaca com perfeição.

Não presto muita atenção no trânsito, e deve ser por isso que vários carros estão buzinando para mim. Dirijo a minha BMW para o colégio, sabendo que já estava na hora para começar a ficar atrasada. Estaciono o carro na vaga que o papai alugou para mim e desço.

Papai. Não sei por que pensar nele, sempre faz a mesma lembrança surgir...

FLASH BACK ON (Narrador on)

— Phoebe, eu já disse que você não vai levar aquela boneca para casa. — Christian Grey repete pela milésima vez para uma garotinha de aproximadamente três anos, que chorava apontando para a boneca. — Não adianta chorar, eu já disse que já comprei o seu presente de Natal.

Phoebe bateu o pé e desatou a chorar estridentemente na frente de todo o shopping, chamando atenção de várias pessoas que passavam por perto. Christian dá alguns passos, quando vê Theodore correndo à sua frente, até a irmã. Ele fala algo no ouvido da irmã, que só a faz chorar mais.

— Theodore! Não perturbe a sua irmã! — Anastasia disse, chamando o filho com a mão. Theodore correu para a mãe.

— Eu não fiz nada, mamãe. Eu disse para ela que ela estava deixando o papai irritado...

— Filho, deixe que seu pai resolva isso com Phoebe, sim? Afinal de contas, ele não quer comprar o presente de Natal que ela quer.

Christian respirou fundo diversas vezes, caminhando até Phoebe, pegando-a no colo. A menininha continuava a chorar, olhando para a loja de brinquedos, que cada vez ficava mais longe.

— Ana, ela precisa entender que eu já comprei algo para ela, e que eu não comprarei aquela boneca para ela, já que eu já tenho algo para dar.

— Christian, é Natal! Não irei discutir com você. — ela disse, segurando a mão de Theodore, que tentava arrumar o seu casaco.

Phoebe ainda chorava no colo de seu pai, e as vezes, apenas para perturbá-lo, ela chorava mais alto.

— Se você não parar de chorar agora Phoebe, eu não irei lhe dar presente nenhum! — ele sussurrou no ouvido da mais nova, fazendo-o engolir o choro.

No caminho para casa, todos estavam em silêncio. Era o dia 25 de dezembro, e haveria um jantar em família, onde os presentes seriam abertos por todos.

Os olhos de Christian observaram a filha, que chorava em silêncio. Seus olhos castanho e brilhantes, estavam avermelhados por conta do choro, assim como a ponta de seu nariz, que sempre ficava vermelha quando a pequena chorava.

— Mamãe, por que o papai não comprou o presente que a Phoe queria? — Phoebe ouviu seu irmão sussurrar para a mãe, fazendo-a reprimir o choro.

— Não sei, pergunte para o seu pai. — Anastasia disse, olhando para a janela.

Quando em fim chegaram em casa, Phoebe subiu as escadas apressada, tropeçando duas vezes. Ela chegou em seu quarto e fechou a porta com um pouco de força, ouvindo sua mãe repreendendo-a no andar de baixo.

A menina jogou-se em sua cama e adormeceu, cansada de tanto chorar.

*50TL*

— Phoebe, acorda! Tá todo mundo aqui, e está na hora dos presentes!

Phoebe franziu o cenho, esfregando os olhos com as mãos.

O irmão segurou na mão de Phoebe, ajudando-a a descer as escadas. A menina era a sobrinha e neta mais nova da família, então era muito mimada, mas naquele momento, todos conversavam alegremente, e se abraçavam pelos presentes ganhados.

A menininha caminhou até a árvore de natal, vendo alguns presentes para ela. Teddy pegou um dos embrulhos e entregou para Phoebe.

— Este é do papai. — ele sussurrou.

A pequena o pegou, franzindo o cenho pelo tamanho do pacote. Ele era grande e um pouquinho pesado. A menina olhou de relance para o pai, que semicerrava os olhos para a filha.

Sem mais delongas, Phoebe abriu o presente, encontrando lá dentro nada mais nada menos do que a boneca que ela tanto queria.

O sorriso que ela abriu era de extrema felicidade. Ela virou-se para o pai, encontrando-o agachado, com os braços abertos para a filha, que deixando o presente de lado, correu e o abraçou.

— Bigada! Tinhamo, papai! — ela disse, envolvendo o pescoço do pai.

— Eu sei, filha. Eu também a amo, e jamais lhe negaria nada, jamais.

FLASH BACK OFF (Narrador Off)

O sinal do colégio tocou, fazendo-me pegar meus livros e minha bolsa e sair correndo para sala. Quando chego na mesma, o sinal de tempo limite para os alunos entrarem tocasse.

— Phoebe! — Ashley gritou de uma das carteiras duplas do fundo. — Sente-se aqui, temos muito o que conversar.

Caminhei até a carteira dupla, sentindo vários olhares masculinos sobre minhas coxas.

— O que eu fiz de errado agora? — pergunto, olhando para aquela menina que desde o jardim de infância era/é minha amiga.

— Você estava a onde ontem a noite? — engulo em seco. — Por que sua mãe ligou no meu celular, perguntando de você, já que você não atendia o seu, e eu disse para ela que você já estava dormindo — respiro, aliviada. — Mas provavelmente, dormindo era a última coisa que você deveria estar fazendo, então eu volto para a minha pergunta original: você estava a onde ontem a noite?

*50TL*

Se eu contei para Ashley onde eu estava? Não. Eu menti na cara de pau, dizendo que havia dormido na balada, e lógico, ela não acreditou, por que eu jamais faria isso.

— Eu vou arrancar esta informação de você nem que eu precise arrancar seus cabelos! — ela falava, irritada. — Acha que eu vou fazer o que? Contar pros seus pais? Jamais!

Já estávamos no intervalo do almoço, comendo alguma coisa, ou melhor, beliscando alguma coisa, esperando o sinal tocar para as últimas três aulas do dia.

— Eu sei! Mas eu não posso falar que eu fui transar na casa de um cara, Ashley. — disse, me confessando.

Ela arregalou os olhos e abriu um sorriso de surpresa.

— VOCÊ O QUE? — ela gritou, chamando a atenção de um grupo de garotos que passava.

— Quer falar mais baixo? — sussurrei. — Ninguém pode saber.

— Qual é o nome dele? — quis saber.

— Er... Adam. — foi o primeiro nome que veio na minha mente. — Mas por favor, não conte para ninguém, se um dia meu pai sonhar que eu fiz isso, eu estou fodida, ok?

— Phoebe, quando foi que eu já contei alguma coisa para seus pais?

— Nunca, mas...

— Mas nada! Dá pra confiar em mim? Eu não vou contar nada! — ela pareceu um pouco chateada com a minha desconfiança. — Tudo bem, eu teria um pouco de receio de contar isso para alguém também.

Fui obrigada a abraça-la. E como uma boa amiga, ela retribuiu.

— Agora que estamos resolvidas... — continuou. — Quero detalhes. Como foi? Doeu? Ele te levou a loucura? Ele tinha um pau grosso?

A cada pergunta dela, eu ficava mais vermelha. Será que Ashley não conhecia a palavra 'discrição'?

— Sim, para as últimas três perguntas.

Só faltava aquela menina soltar rojão de felicidade.

— Phoe! Estava esquecendo! Meu pai vai fazer uma festa de gala, em comemoração a mais uma boyband que ele lançou. — já disse que o pai dela é produtor? — Ele deixou eu levar quem eu quisesse, e bem... Nada melhor do que a minha melhor amiga, certo?

— Certo. — sorrio, ouvindo o sinal tocar e voltando para a sala abraçada com Ashley.

*50TL*

Se tem uma coisa pior do que ter uma aula de álgebra, é ter duas aulas de álgebras, seguidas. Meus olhos já estavam se fechando quando a diretora bateu na sala de aula, chamando a atenção dos alunos para si.

— Professor, alunos, eu só vim trazer o aluno novo. — me remexo inquieta. Será que o aluno era bonito? Será que ele era solteiro? Ashley me cutuca, sabendo exatamente quais são meus pensamentos. — Ian, por favor, entre.

Meu sangue gela. O moreno a minha frente, quando encontra os meus olhos, me fita com uma intensidade diferente. As marcas roxas em sua face, o porte atlético, o jeito arrogante... É ele. O mesmo Ian que tentou me estuprar na Lunae.

— Ele é uma graça! — Ashley diz, olhando para o rapaz.

— Ashley, você não sabe de nada. — digo, sem conseguir desviar meus olhos dos que Ian.

*50TL*

Saio correndo para o meu carro, com Ashley no meu encalço. Dou uma desculpa para ela, dizendo que as 19h eu vou estar na premier, mas que preciso de pelo menos meia hora de descanso. Quando ligo o carro, a figura de Ian chama novamente a minha atenção. Ele parece procurar alguém, mas não a encontra. Se ele estiver me procurando, agradeço ao papai pelo meu carro ter insulfilme.

Dirijo até a minha casa, nervosa e sem cabeça para nada. Quando paro o carro em um semáforo, sinto a extrema necessidade de ligar para Ethan, e avisá-lo.

E é isso o que faço.

— Wiegraft.– ele atende de forma ríspida.

— Ethan, sou seu. — minha voz sai trêmula, por causa do nervosismo.

— Phoebe, o que aconteceu?– ele pergunta. Ethan me conhece a tão pouco tempo e mesmo assim, parece que me conhece a anos.

— Lembra-se do rapaz que você surrou na Lunae?

— Você o encontrou novamente? Ele fez alguma coisa com você? Onde você está?– a última pergunta foi feita de forma raivosa e descontrolada, e isso me assusta, mas não me impede de respondê-lo.

— Ele... Ele entrou no mesmo colégio que eu, e está na mesma sala que eu. E não, ele não tentou nada ainda, mas estou com medo, Ethan.

Fui sincera em cada palavra.

— Phoebe, se ele encostar um dedo em você, me avise. Ele irá se arrepender de ter nascido. Pode acreditar. – apesar da calma aparente, eu sei que ele está totalmente irritado, raivoso, possesso...

— Ok. — isso é tudo o que consigo dizer.

— Tenho que ir, podemos conversar mais tarde, talvez? Estava no meio de uma reunião.

— Tudo bem. — respondo, tentando parecer feliz. — Mais tarde eu irei sair, então amanhã talvez eu possa te ligar e...

— Vai sair com quer?

Possessivo? Magina!

— Com Ashley, Ethan. Uma festa de gala, para o lançamento de uma boyband que o pai de Ashley promoveu.

— Tudo bem.– ele suspira. — Preciso ir, pequena. Até mais.

Ele desliga.

Nem percebo, mas estou na rua de minha casa. Estaciono o carro no meio fio e caminho direto para a cozinha, sem nem prestar atenção em quem está na sala.

— Phoebe, não tem educação não? — aquela voz não era de Teddy, mas era quase tão familiar quanto.

Volto alguns passos, mesmo de costas e olho para a sala. Teddy está com um sorriso brilhante, abraçado a Georgia, porém há outro rapaz com ele.

— Jeremy? — pergunto, apenas para tirar uma pequena parcela de dúvida que persiste, por que eu sei, é ele.

— O próprio, Phoe. — ele continua com aquele sorriso branco e sedutor.

Jeremy é praticamente meu outro irmão. Como a mãe de Jer era (e é) super amiga de minha mãe, ele cresceu em casa, e várias vezes já entrou em brigas junto com Teddy.

Mas hoje ele é um homem, que nem Theodore. Jeremy cursava direito em Harvard, portanto, morava em Massachusetts, o que dificultava suas visitas.

Me joguei em cima de Jeremy, sentindo-o me abraçar, como ele fizera várias vezes.

— Senti a sua falta, Jer! — disse, abraçando-o apertado.

— Eu também senti a sua falta, Be. — Be. A forma carinhosa que ele sempre me chamava. Não me pergunte por que, nem eu sei como isso surgiu. — Cada dia que passa você está mais linda!

— Sossega aí, Jeremy, ela ainda é minha irmã. — Teddy disse, fazendo papel de irmão mais velho ciumento.

— E...? — Jeremy disse, fazendo-se de desentendido, e por consequência, levou uma almofadada na cara, que também me acertou.

— Porra! -Jer e eu exclamamos juntos, fazendo o casal rir.

— Então... — começou Jer, erguendo uma das sobrancelhas. — Quando foi que você começou a me trair com a ruiva, Teddy? Pensei que nosso amor era para sempre!

Uma teoria: todo homem é meio gay.

— Ah, Jer... — Teddy começou, fazendo uma voz um pouco afeminada e usando o apelido que eu havia dado para o Jeremy. — Você não veio mais me visitar, então eu tive que fazer a fila andar!

Georgia e eu riamos, por mais ridícula que a situação fosse.

— Meninos, eu tenho que subir, tenho uma festa de gala para ir, e tenho que estar apresentável. — disse, saindo do colo de Jer e caminhando para o andar de cima.

— Quer ajuda, Phoebe? — Georgia disse, abrindo um sorriso branco e sincero.

— Claro! Adoraria! — Teddy franziu o cenho para mim, parecendo confuso, mas logo começou uma conversa animada com Jeremy.

Subimos as escadas juntas, jogando conversa fora. Georgia era a primeira namorada de Theodore que conseguira a minha simpatia.

— Tem alguma ideia para roupa, Phoebe? — ela perguntou, logo rindo da minha careta.

— Eu não pensei em nada, para ser sincera. — confesso.

— Bem, deixe-me escolher a roupa, e eu faço o seu cabelo e maquiagem.

— Você não chama alguém para fazer? É sempre você quem faz?

Ela assentiu, sorrindo. A ruiva caminha até o meu closet, olhando alguns vestidos novos pendurados.

— Pode ir tomar banho, Phoebe, eu irei deixar você deslumbrante!

*50TL*

— Uau. — esta é a única palavra que me vem a mente quando me olho no espelho.

Georgia fez um ótimo trabalho com o vestido, a maquiagem e o cabelo. Até com as minha unhas!

— Gostou? — ela pergunta.

— Claro! — respondo. — Ge, onde você aprendeu a fazer tudo isso?

— Tutorial na internet. — responde, dando de ombros.

Meu telefone toca, e abro um sorriso ao ver o nome que brilha na tela: Ashley.

— Ash?

— Phoe! Eu estou pronta, estou saindo de casa com a limousine, você quer me acompanhar?

— Claro! Estou te esperando. — desligo o telefone e olho o meu reflexo novamente. — Ge, te amo.

Ela ri, segurando a minha mão e ajudando-me a descer as escadas. Quando chego no último degrau, Teddy e Jeremy me encaram, abrindo um sorriso.

— Uau! — os dois dizem juntos.

Coro levemente.

— Phoe, você está linda! — Teddy caminha até mim, dando-me um abraço. — Se algum marmanjo mexer com você, me avise, por que ele será um homem morto, certo Jeremy?

— Certíssimo! — assim que Teddy se afasta e abraça a namorada, Jer me envolve em um abraço, beijando calmamente a minha bochecha. — Está linda, Be.

Ouço a campainha tocar, e quando faço menção a ir atendê-la, Jer faz uma reverência e caminha até a porta, e eu o sigo.

— Pois não...? — Vejo um Jeremy deslumbrado, olhando para uma Ashley deslumbrante e surpresa. Ela havia dado uns efeitos de roxo no cabelo ou era impressão minha?

— Er... Ahm... Ah... Phoebe! Estamos atrasas! — ela consegue dizer quando desvia os olhos de Jer, para mim.

— Ah, claro... Teddy, avisa para a mamãe e para o papai aonde eu fui, ok?

Escuto um 'tá' abafado e dou um abraço em Jer.

— Quero o número dela depois. — ele sussurra em meu ouvido, fazendo-me rir.

*50TL*

— Qual era o nome daquele pedaço de mal caminho? — era a quinta vez que Ashley perguntava isso, e era a quinta vez que eu tentava ignorar, mas não consegui.

— Jeremy Hoyer. Melhor amigo e irmão, Ash.

— Eu não disse nada, Phoe!

Abro um mínimo sorriso ao ver uma passarela vermelha e um mar de repórteres na porta de entrada da casa de eventos Kowalski, que pertencia a Joshua Kowalski, pai de Ashley.

— Pronta para ficar cega? — Ash brincou, esperando o motorista dar a volta no carro e abrir a porta.

— Pronta.

Nesse momento, o motorista abre a porta, segurando a mão de Ashley e a ajudando a levantar. Ele faz o mesmo comigo. Demoramos um pouco, dando algumas respostas e posando para algumas fotos, quando outra limousine aparece, chamando atenção dos repórteres.

Quando a pessoa sai, meu queixo cai ao chão.

O que ela está fazendo aqui?

Notas finais
Então, eu gostaria de mais comentários e uma recomendação, se possível, mas vai de cada uma certo? ;/