Notas iniciais
Boo: EU VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEI, QUERIDAS, E DEVO DIZER QUE ESTOU TREMENDAMENTE CHATEADA COM VOCÊS. SÓ AQUILO DE COMENTÁRIOS? EU ESPERAVA MUITO MAIS DE VOCÊS, SUAS COISAS. Dita, pode raspar o cabelinho de cada uma delas. De preferência com uma navalha para que corte o couro cabeludo delas, ok? u-ú Dita: Pódexa, Boozinha. u.u OIE! Eu esperava mais de vocês, sabe? Não gostei muito dos poucos comentários, e isso desanima. O dia que pararmos de postar sem aviso, não reclamem. Além disso, estar recomendações são antigas, e queremos novas. Não sabia que era difícil recomendar. Temos 187 acompanhamentos e 43 favoritamentos e só oito, OI-TO, O-I-T-O pessoas comentaram. Boo: Bem... É isso. Dita: Nos vemos lá em baixo.

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❝{..}When all the roads you took came back to me, So I'm following the map that leads to you, the map that leads to you {..}❞ — Maps, by: Maroon 5

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POV's Phoebe

Quando saio da casa de Ethan, a primeira coisa que faço ao ligar o carro é colocar o rádio para tocar. Precisava ouvir alguma música que me distraísse e fizesse as lágrimas pararem de escorrer. Eu nunca havia ouvido aquela música, mas apesar do ritmo dançante, a letra fazia muito sentido para mim.

Aquilo só fez meu choro aumentar mais ainda. Os soluços escapavam do meu peito. Resolvo que é melhor ir para a casa de Ashley, do que ir para casa e ser confrontada com perguntas do por que do meu choro.

— Phoebe, o que aconteceu? — Ashley pergunta, ao abrir a porta, me abraçando fortemente.

— Nada, só estou triste. — falo, com a voz embargada por causa do choro.

— Sh... Tá tudo bem, Phoe, vem vamos subir para o meu quarto. Valentina está no meu quarto.

Valentina, ou Tina, como costumávamos chamá-la era a irmã mais velha de Ashley. Elas eram muito parecidas, mas acredite ou não, elas tinham nove anos de diferença, ou seja, Tina tinha seus 25 anos e já havia cursado medicina, e era obstetra.

Fui arrastada para o andar de cima, contendo os soluços. Eles doíam no meu peito, demonstrando um sentimento de tristeza, misturado com, logicamente, dor.

— Ash, quem era na... Phoebe, você está bem? — Tina pergunta, caminhando até nós. Ashley me deixou sentada na cama, e me abraçou de lado, enquanto Tina afagava meus cabelos.

— Eu... Me desculpem. — falo, em meio aos soluços chorosos. — É que... Dói. Dói aqui ser tratada de um jeito ruim. — digo, apontando para o meu peito. — Ele é um babaca, e eu só o queria ajudar.

— Ajudar quem, Phoebe? Aconteceu alguma coisa? Alguém te violentou? Que marcas são essas no seu pescoço? — Tina franze o cenho ao entender que marcas eram aquelas. — Você "dormiu" com alguém que te rejeitou pela manhã. — ela diz, fazendo aspas com os dedos, e levantando-se, pegou um cachecol e me entregou.

— Ele não me rejeitou. É só que... Ele está passando por maus bocados, e bem, ele disse que queria ficar sozinho, mas ele não precisava gritar, eu não sou surda.

— Foi o Adam, Phoe? — franzo o cenho, ao tentar me lembrar quem é Adam. Pisco algumas vezes, ao lembrar da mentira que contei.

— É, foi o Adam. — digo por fim.

— Vou arrancar as bolas dele. — Ashley fala, fazendo um riso baixo escapar de meus lábios.

Aos poucos, vou me acalmando.

— Phoe, olha esta foto que foi tirada de mim e de Ashley, para uma revista que entrevistou o meu pai. — Tina mostra a fotografia, e não tem como não reparar no sorriso de felicidade das duas, e sinto uma pontada de inveja.

Elas eram felizes, e não escondiam nada do pai delas, ao contrário de mim, que sentia um remorso imenso toda vez que pensava no que eu estava fazendo de errado. Isso sim me machucava.

— Não chora, menina! — Tina disse. — Nunca chore por alguém, pois aquele que merece suas lagrimas nunca o faria chorar, querida.

Encaro Tina e Ashley por alguns segundos, e um sorriso brinca em meus lábios.

— Viu esta frase aonde, Tina?

A morena finge-se ofendida.

— No para-choque de um caminhão, se quer saber.

Rimos. Ashley se jogou na sua cama king size, assim como eu e Valentina. Ash ligou a TV, zapeando os canais.

— ... o pai do empresário Ethan Wiegraft faleceu de câncer na madrugada de hoje.

Ashley sentou-se, ouvindo a chamada daquele canal de fofocas.

Ouvimos umas batidas na porta, e o pai de Tina e Ash coloca a cabeça para dentro.

— Meninas, a homenagem ao pai do sr. Wiegraft será amanhã, vocês querem ir? Tenho que confirmar a presença de vocês.

— Eu não posso ir, papai. Tenho plantão amanhã. — Tina diz, dando de ombros.

— Ah, eu vou, se a Phoebe for, papai. — Ashley de pronuncia.

— Ash, eu não sei se eu vou. Sabe como é, né? Meu pai não vai com a cara dele. -resmungo. Na verdade, não era este o motivo principal. O motivo era o que Ethan falou, hoje de manhã.

— Dane-se o tio Christian! — desde pequena ela o chama assim, e bem... ele aceita. — Você não está indo lá por causa de negócios, você está indo lá por que você está realmente sentindo muito pela família.

Faço uma careta. Odeio quando Ashley está certa.

— Não sei se o nome de Phoebe está na lista dos convidados a irem...

— Eu tenho certeza que estou.

O homem assente, fechando a porta.

— Como pode ter certeza? — Ashley pergunta, lançando-me um olhar acusador.

— Eu só sei, está bem? — resmungo, ouvindo uma risadinha de Tina, que está me observando. Porra, sinto que ela sabe de alguma coisa.

— Está bem, não falo mais nada.

Sinto meu celular vibrar no bolso da minha calça, e pego, vendo que um número restrito mandou-me uma mensagem com o endereço do lugar e um 'desculpe-me' no final.

Realmente, o pai dele deve fazer falta, por que ele não pede desculpas.

Dou a descarga, fingindo ter usado o banheiro e volto para o quarto, ouvindo as meninas rindo de alguma coisa.

— Phoebe! O que acha deste vestido para amanhã? — Ash perguntou, erguendo-o para que eu o visse. Por acaso aquilo havia se tornado um desfile e eu não sabia?

— Está ótimo, Ash. Meninas, eu tenho que ir para casa, ok? Vejo vocês amanhã. — digo, abraçando-as e caminhando para fora da casa, dirigindo-o para a minha casa.

●••●

— Você não vai. — meu pai disse, pela milésima vez.

Estávamos em uma discussão séria, já que eu havia os avisado de que iria para o velório do pai de Ethan, e ele disse não. Disse não! Por que ele diria não?

— Papai, entenda, eu não estou indo lá pelo morto, estou indo lá apenas para dizer que sinto muito! E já que o senhor não vai, veja isso como uma representação da família Grey. — digo, esgotando os meus argumentos.

— Eu entendo, mas não quero que você vá.

Bato o pé irritada.

— O que aconteceu com "eu não te negaria nada"? — falo, alterando meu tom de voz.

— Abaixe o tom de voz quando fala comigo. — o poderoso Christian Grey responde.

Olho para ele de forma incrédula.

— Então a resposta é 'não'. Tem certeza?

— Esta é a minha última resposta, e não quero falar mais disso. — fala, voltando a mexer na papelada que estava sobre a sua mesa.

Eu como uma pessoa muito madura, saio do escritório e bato a porta com a maior força que tenho no braço, e escuto ele gritar comigo do outro lado, chamando-me, mas o ignoro, trancando-me no quarto.

Pego uma mochila e coloco um vestido cuidadosamente bem dobrado ali dentro. Coloco um par de sapatos e algumas jóias, que talvez eu quisesse usar. Aciono o despertador para as 3h da manhã, e deito na cama, dormindo.

●••●

Meu despertador toca. Dormi com as mesmas roupas do dia anterior, e isso me incomoda, mas não tenho tempo. Pego a mochila, colocando-a em meus ombros, abrindo a porta lentamente, sem querer fazer barulho.

Se Christian Grey não quer que eu vá, eu vou assim mesmo.

Desço as escada, vendo que tudo está apagado. Provavelmente, todos estão dormindo. Abro a porta de casa, saindo, e trancando-a logo em seguida. O velório seria as 8h da manhã, então eu não teria muitos problemas com o horário.

Resolvo chamar um táxi, para que meus pais não acordem quando eu ligar o meu carro e sair da garagem. Passo o endereço, e o táxi me deixa lá.

Me deixa na casa de Ethan.

O porteiro, Rick, nem interfona para a casa do loiro, e me deixa subir. Minhas suspeitas estão corretas: Ethan não trancou a porta. Abro-a com o máximo de cuidado e trato de trancá-la. Subo as escadas em silencio, abrindo a porta do quarto do loiro, o vendo deitado, com feições abatidas.

Caminho até ele, sentando-me ao seu lado na cama, vendo-o abrir os olhos.

— Isso é um sonho? — pergunta, sonolento.

— Se for um sonho, é o melhor que você poderia ter? — pergunto, curiosa.

— No momento, sim. — sussurra, enquanto afago seus cabelos. — Por que está aqui? — pergunta.

— Meu pai não me deixou ir ao... — detenho-me, quando o vejo suspirar de forma cansada. — Bem, ele não me deixou ir, então eu vim para cá.

— Ele não faz ideia, não é? — murmura, e devo admitir que tive certa dificuldade para entendê-lo.

— Não. — respondo.

— Deita. — ele pede, e eu, como sempre, faço.

Deito-me ao seu lado, e ele me envolve em um abraço. Um abraço, como se não quisesse que eu escapasse. Sinto a ponta de seu nariz gelado tocar meu pescoço quente. Logicamente, eu já estava sem o cachecol.

●••●

O velório foi triste, logicamente. Quando chegamos — tive que ir de táxi, para que não me vissem chegando com Ethan — o caixão estava lá, fechado, com apenas uma janelinha para que pudéssemos ver o rosto. Ethan não se assemelhava muito com ele. Abracei Ethan de forma forte. Estávamos de óculos de sol, mas eu podia ver claramente que ele estava triste. Afago os cabelos dele, chorando também.

Vejo Ashley vestida de preto, assim como eu.

Abraço Emily, a namorada do pai de Ethan, que parece desolada ao lado de Amanda, a irmã de Ethan. O velório, na verdade, foi em um crematório, então não podia ser algo muito demorado.

Quando acabou, novamente abracei os familiares — vulgo Ethan — e saí do crematório, que estava cercado de fotógrafos. Quando finalmente consigo me afastar deles, vejo uma figura engravatada fuzilando-me com os olhos.

— Pai, o que faz aqui? — pergunto, sentindo o meu sangue gelar.

Notas finais
Boo: YEEEEEEEEEES! Comentários? Dita: RECOMENDEM! ò.ó