50 tons de Luxúria
17 Chapter 16
Notas iniciais
✝

❝Caráter é aquilo que você é quando ninguém está te olhando. ❞
●●
POV's Phoebe.
Quando já estava em casa, enrolei um pouco com Jer e depois subi para o meu quarto, pegando o meu telefone e ligando para Ethan com o número restrito, já que ele não atendia de forma alguma quando eu ligava.
Tocou uma, duas, três, quatro...
— Wiegraft. — ele fala de forma grossa.
— Ethan, ele era apenas o meu amigo, não há por que ficar assim.
A linha parecia muda, mas eu conseguia ouvir a respiração descompassada do loiro.
— Ligou com a chamada restrita para que eu não visse o seu número e atendesse? Belo truque! — sua voz pingava sarcasmo.
— Ah, pelo amor de deus, Ethan, Jer é praticamente meu irmão! — gritei, exasperada. Pare de ser imaturo e insensível!
— Justamente por eu ter sensibilidade que estou agindo assim, Grey.
Recuso-me a falar qualquer coisa, por que não sei se realmente entendi o que ele quis dizer.
— Você é minha. — sua voz, apesar de sussurrada, é firme.
— Não assinei aquele contrato ainda, Ethan.
— Ah, Phoebe... Você vai assinar. Você quer assinar. — como ele sabia disso? — E está curiosa demais para conhecer este mundo.
Abro a boca, mas nada de inteligente surge.
— I-isso não é ve-verdade. — viu? Nada de inteligente saiu.
Ouço sua risada, e sou obrigada a abrir um leve sorriso.
— Não minta para si mesma, pequena. Sei como você pensa. — ele suspira. — Não quero você saindo com garotos, e estou pouco me fodendo se ele é 'praticamente seu irmão' ou se ele é o papa. Estamos entendidos?
Reviro os olhos. A situação parece ridícula demais, e sou obrigada a sufocar minha risada.
— Sim senhor. — minto na cara dura, sufocando meu riso.
— Não deboche de mim, Phoebe. Sei que você quer rir. Dá para ouvir na sua voz. — ele fala de uma forma perigosa. — Acho que você merece um castigo. Hoje a noite eu quero você em minha casa, com o contrato que eu escrevi para você. Assinado.
— E seu eu não levá-lo assinado? — pergunto, franzindo a testa.
— Phoebe, nós dois sabemos que esta possibilidade não existe, então por que não pular para a parte do sexo bom e prazeroso aqui na minha casa logo?
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Resolvi apagar todas as anotações e rasuras que havia feito no contrato. Por que? Por que eu estava louca para conhecer aquele mundo, e eu sabia que eu cumpriria todas as merdas daquele contrato, assinado ou não.
Meu subconsciente me alerta o dia todo para que eu não assine aquele contrato, mas minhas mãos escrevem meu nome com uma caligrafia perfeita no papel.
Estava feito, e provavelmente, não teria volta. Guardo o contrato dentro de uma bolsinha, e suspiro.
Olho para o relógio e constato que são apenas 13h. Não almocei, mas não sinto fome.
Tomo um banho rápido e pinto minhas unhas de vermelho. Fico contente com o resultado. Caminho para o closet, escolhendo uma blusa que vai até um pouco acima do umbigo, e coloco um shorts com estampa da bandeira dos Estados Unidos. Calço sandálias e vou cuidar da maquiagem. Prendo meus cabelos em um coque, e quando me olho no espelho, fico contente com o resultado final. Pego meu celular e ligo para a minha mãe.
— Phoebe, querida, está tudo bem?– minha mãe pergunta assim que atende o telefone.
— Está tudo ótimo, mamãe, mas eu vou para a casa da Ash, ok? Vou dormir por lá, e não precisa me ligar, ok? Se acontecer alguma coisa eu te ligo, mamãe.
— Ah, filha, é que eu fico preocupada, mas então me ligue quando você chegar, ok?
— Ok, eu mando uma mensagem, mamãe.
— Tome cuidado, Phoebe!– ela diz, e posso sentir o sorriso em sua voz.
— Tomarei, mamãe! Amo você.
— Também te amo, meu amor.
Desligo o telefone, e o coloco dentro de uma bolsa, correndo escada a baixo. Eram 17h! E eu demorei no banho, acho. Acho não, tenho certeza.
Encontro Jeremy na sala, e quando ele olha para a minha roupa, ele arregala os olhos, e eu apenas dou risada de suas feições.
— Phoebe Grey, aonde você pensa que vai com esta roupa? — ele pergunta, caminhando até mim. — Tem muita pele aparecendo aí, pode ir se trocar!
Abraço ele, e sinto ele acariciar os fios de cabelo de minha nuca.
— Eu vou para a casa da Ashley, ok? Por isso estou indo assim. Imagine sair assim na rua? Seria mais alguma coisa para o meu pai falar de mim. — reclamo, ouvindo a risada de Jeremy.
— Gosto do seu pai. — diz, e estapeio seu braço, fazendo nós dois rirmos.
— Vou indo, Jer! Manda um beijo para o Teddy e para a Georgia quando eles chegarem, ok?
— Se o Teddy chegar, né? Bem capaz que ele fique cansado de tanto sexo e durma na casa dela. — retruca, me fazendo rir baixo.
Beijo a bochecha dele, saindo de casa e caminhando para o meu carro, dirigindo-o para a casa de Ethan.
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Graças ao trânsito, demorei mais de uma hora para chegar na casa do loiro. Tive que ligar para a minha mãe e dizer que já estava quase chegando, e só havia demorado tanto por causa do trânsito. Logicamente, ela acreditou.
Ela confiava muito em mim, e me partia o coração saber que estava quebrando aquela confiança.
Rick, o porteiro, deixou-me passar sem maiores problemas, e abriu um sorriso malicioso quando viu as minhas roupas, o que me fez fechar a cara e passar reto, sem ao menos lhe desejar uma 'boa noite'. Queria mais é que ele morresse.
Aperto o botão do penúltimo andar, sabendo que era um apartamento por andar, sendo que o penúltimo e o último pertenciam a Ethan.
Aperto a campainha, sentindo o nervosismo tomar conta de mim pela primeira vez, desde que eu saí de casa. Ouço passos até a porta, e escuto o barulho das chaves ao destrancá-la. Quando a porta se abre, fixo meus olhos nos castanho-esverdeados do loiro a minha frente, que me olhou com certa admiração.
— Você quer me deixar louco, porra? — ele sussurra, fitando meu corpo de cima a baixo, não deixando nem um detalhe passar. Minha face queima quando ele olha diretamente nos meus olhos, e abre um sorriso sacana.
— Entre, Phoebe. O jantar está na mesa. — quando a palavra 'jantar' é mencionada, meu estômago ronca, e só então percebo que estou realmente com fome. Sento-me à mesa, ouvindo alguém mexer nas panelas e falar algumas coisas em francês.
Ethan havia subido as escadas para o andar de cima, fazer alguma coisa que ele não havia me falado. Caminho até a cozinha, visualizando uma mulher jovem, porém descuidada de perfil.
— Oi. — digo, tentando parecer simpática. A mulher leva um susto, deixando uma panela com água fervendo cair no chão, e por pouco não a molha. — Me desculpe!
— Tudo bem. — ela murmura, pegando a panela do chão e evitando a todo custo me encarar.
— Qual é o seu nome? — pergunto, curiosa.
— Desirée. — noto um sotaque francês inconfundível em sua voz.
— Très heureux, Desirée, mon nom est Phoebe. (Muito prazer, Desirée, me chamo Phoebe.) — falo para ela, que apenas abre um sorriso.
— O prazer é meu, senhorita.
— Já pararam de conversar? — eu me assusto com Ethan, que está bem atrás de mim, mas quando olho para Desirée, ela parece totalmente amedrontada.
— Sim, Ethan, que tal irmos jantar? — digo, arrastando-o para a sala de jantar. Ele apenas me segue, sem falar nada.
— Por que foi para a cozinha? Eu disse que o jantar estava na mesa, por que caralhos você foi para a cozinha? — ele perguntou rispidamente.
— Eu ouvi alguém na cozinha, e só fui ver quem era, e vi Desirée lá, é apenas isso, Ethan. — sussurro, sentando-me à mesa.
Ele resmunga alguma coisa e abre uma das panelas, e meus olhos brilham ao ver o que é.
— Não acredito! Como sabia que eu amo macarrão à carbonara? — indago, olhando para Ethan que apenas esboça um leve sorriso.
— Eu não sabia. — diz, indiferente.
Comemos de forma tranquila, jogando conversa fora, como um casal comum, e eu me senti feliz por isso.
— Assinou aquele contrato, Phoebe? — ele perguntou, olhando para o nada enquanto bebericava um gole de vinho.
— Sim. — murmuro.
Seus olhos voltam para mim, e posso ver neles que ele estava surpreso. Como ele poderia estar surpreso se ele mesmo sabia que eu assinaria?
— Você o assinou? — ele está se levantando. Você fez mesmo isso? — ele me pega pela mão, colando nossos corpos. Seus olhos encaram as minhas orbes castanhas, que o fitam intensamente.
— Sim, eu fiz. Por que? Era para eu não fazê-lo? — pergunto, curiosa.
As mãos de Ethan estão inquietas pelo meu corpo pouco coberto pelas roupas, e isso me deixa um pouco mais nervosa e cheia de luxúria.
— Claro que sim. — diz simplesmente, e me beija.
Seu beijo era voraz e arrebatador. Não tinha como não me render a ele. Era tão incrível o fato de que simplesmente um beijo já me fazia querê-lo intensamente. Seus lábios desviaram da minha boca e foram para a meu pescoço, me fazendo soltar um gemido baixo e contínuo.
As mãos dele foram para a minha bunda, a levantando, fazendo-me envolver minhas pernas em sua cintura.
Ele começou a andar, e a cada passo que dávamos, praticamente alguma coisa caia. Eu sorria entre os beijos, afagando seu cabelo, e sabia que ele estava gostando.
Mesmo estando de olhos fechados, posso sentir que ele está subindo as escadas, caminhando para uma das portas que eu desconheço, e que quando eu estive aqui na última vez, ela estava trancada.
Ele me colocou no chão vagarosamente, e pude sentir cada célula do meu corpo esquentar quando ele abriu a porta. O quarto era escuro, mas havia uma luz fraca de um abajur no canto do quarto, que possibilitava ver um pouco do quarto.
Percebo que estou no dentro do quarto de forma involuntária, já que meus pés me guiaram por pura curiosidade.
— Bem vinda ao Quarto Escuro, como eu gosto de chamar. — ele falou de forma rouca bem próximo ao meu ouvido, o que vez cada célula do meu corpo entrar em combustão. — Aqui sou eu quem mando, como você leu no contrato, no Quarto Escuro o dominador é quem manda.
Eu li isso? Eu não lembro.
— Quero que tire a sua blusa bem lentamente, Phoebe. — disse o loiro, virando-me para que ele pudesse me olhar.
Desço uma alça da minha blusa, e logo em seguida já desço a outra. Minhas mãos vão para o zíper lateral da blusa, e eu o subo, deixando o tecido escuro da blusa escorregar até meus pés. Faço menção a tirar meu shorts, mas ele dá um tapa em minha coxa, fazendo-me arfar.
— Eu disse a blusa, não o shots. Eu quero tirá-lo de você. — ele se ajoelha e abre o botão lentamente. Tanta demora está me deixando cheia de tesão, que não posso reprimir. Quero ajudá-lo, mas sei que não devo. Ele desce o zíper calmamente, olhando para o shorts. — God bless the America. — sorrio ao entender a brincadeira. Tudo por causa de um shorts com a estampa da bandeira nacional.
Ele beija minha barriga, enquanto puxa o shorts jeans para baixo, deixando-me apenas de calcinha. Sinto um calafrio delicioso percorrer o meu corpo.
— Vem. — ele se levanta e me leva guia até a cama. Vejo cordas ali, e rapidamente sinto meu coração bater mais rápido, assustado e cheio de expectativa. — Não precisa ficar assustada. — ele diz, como se tivesse lido a minha mente. — Isso é apenas para proporcionar mais prazer. Você irá ver.
Apenas balanço minha cabeça, concordando.
— Fique de quatro na beirada da cama.
Eu obedeço.
Ele amarra minhas pernas naquela posição, o que me faz gemer de forma antecipada. Ele também amarra meus braços, e entendo que ele me quer parada.
Ouço um barulho de plástico e reconheço como preservativo.
— Lembra-se da sua petulância? — ele espalma a sua mão na minha bunda, e logo sinto a ardência de seu tapa. Gemo baixo com o formigamento da minha pele, que bem possivelmente, estava avermelhada. — Lembra-se do que você me disse em minha própria casa? — ele me dá mais um tapa, só que agora, na outra nádega. — Lembra-se do seu 'amiguinho'? — recebo mais um tapa, mas este é mais doído, e sei que ele está com raiva por causa de Jeremy. — Você não poderá me tocar de forma alguma, e só sentirá o que eu tenho a te dar.
Gemo baixo. Sinto o moreno tirar as minhas sandálias, e só agora percebo que ainda as estou usando.
Recebo mais um tapa, e deixo um gritinho escapar.
— Vou te dar cinco tapas bem dados, e quero que você os conte mentalmente, e apenas quando chegar no cinco você vai falar o número, estamos entendidos?
— Sim. — digo em um muxoxo.
Ele me dá o primeiro tapa da contagem, e eu estremeço. Minha intimidade está se contraindo apenas com a ideia do membro de Ethan dentro de mim.
O segundo tapa chega, mais forte que o primeiro. Arfo, e sinto a pele da minha bunda formigar.
O terceiro tapa chega, mais forte que os outros, e este dói, e sei que os outros dois serão ainda piores.
— Não quero você você com outros garotos. — sussurra baixo, e então recebo o quarto tapa. Um grito de surpresa e dor escapa, e ele acaricia a minha bunda. — Tudo bem? — pergunta, e apenas murmuro algo como 'Tô'.
O quinto tapa estala na minha bunda, e grito um 'cinco'. Grito por que dói, mas por que é bom. Esta dor não é uma dor totalmente ruim. Cada parte de mim, apesar desta parte me assustar, quer mais alguns. Sinto um beijo onde Ethan deu o último tapa e gemo.
Minhas falas já estão meio desconexas sem nem Ethan ao menos me possuir.
Algo molhado e quente percorre a minha intimidade, e um gemido alto e contínuo escapa. Sei que é a língua habilidosa de Ethan que está me tocando, e fazendo aquela sensação de prazer percorrer todo o meu corpo.
Quero tocá-lo, mas estou amarrada, e gemo em frustração. Mexo meus quadris, em busca de mais contato, mas o loiro para .
— Não. — ele sussurra, e volta a brincar com sua língua em meu clitóris.
Gemo o nome de Ethan de forma alta e clara, e sua língua aumenta a velocidade no meu ponto sensível. Quero rebolar, mas sei que se o fizer, ele irá parar de fazê-lo.
Sei que meu orgasmo está próximo, e gemo intensamente, querendo-o mais e mais. Quando estou praticamente no meu ápice, Ethan para com as lambidas e enfia seu membro todo de uma só vez em mim, e gozo assim, com o membro de Ethan recém estocado em mim.
Não sei como ele consegue me deixar tão exausta apenas com um orgasmo, mas ele consegue.
Ele começa a movimentar-se lentamente dentro de mim, quando escuto meu celular tocar. Ethan sai de dentro de mim e coloca o celular em minha frente, no modo viva-voz.
— Filha, desculpa te ligar, é que eu não resisti.– escuto minha mãe falar, e sinto Ethan me penetrar vagarosamente.
— N-não tem problema, mamãe. — digo, tentando fazer minha voz sair mais clara possível. Ethan se choca contra mim com mais violência, e eu reprimo um gemido.
— Está tudo bem, querida?– ela pergunta, realmente preocupada.
— Tá ótimo, mamãe, é que eu e Ash estávamos... — Ethan começa a brincar com meu clitóris de novo, e mordo minha boca, para não gemer. — Estávamos gritando aqui.
— Ah, tudo bem então... Bem, filha, boa noite, ok? Amo você!
— Eu tamb-bém te amo, mamãe. — digo, e escuto o telefone desligar.
Quero bater em Ethan, mas foi excitante demais. O loiro começa a investir contra mim mais lentamente, e isso me frustra.
— Mais rápido, por favor. — peço, quase chorando.
As mãos do loiro percorrem meu corpo, e param na minha cintura, puxando-a contra si, fazendo mais gemidos escaparem de minha boca. A velocidade é aumentada, e os nossos gemidos inundam o quarto. Gozo em segundos.
— Phoe, você é tão apertada. — ele sussurra de forma rouca. — Quero fazer você gozar intensamente comigo, e somente comigo.
Os movimentos continuam, e sinto meu corpo responder a ele novamente. Meu corpo era um código que Ethan já havia desvendado a tempos. Ele sabia como me deixar estasiada e satisfeita, e somente com suas palavras, fazia-me esquecer o cansaço e querer mais ele.
Os movimentos eram rápidos, e os gemidos saíam sem consentimento. Palavras desconexas saem de minha boca, e da de Ethan também. Quando sinto meu clímax próximo, Ethan começa a fazer movimentos circulares com os dedos sobre o meu clitóris, o que faz o meu orgasmo se multiplicar. Ethan goza junto comigo, e cai sobre minhas costas.
Estamos exaustos. Ele tira a camisinha, fazendo um nó com a mesma e a jogando no lixo, enquanto eu tentava a todo custo normalizar a minha respiração. Ele desamarra as minhas pernas, e beija as marcas que a corda deixou. Ele dá a volta na cama, desamarrando meus braços, e logo despenco na cama, sem forças.
O loiro me puxa para perto de si, mas não estou tão acordada quanto gostaria. Meus olhos estão se fechando.
— Gostou? — pergunta.
— Adorei. — suspiro, deixando o sono me levar.
Talvez seja coisa da minha cabeça, mas eu juro que ouvi um 'eu te amo' antes de apagar completamente.
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