50 anos em 3 meses
7 Capítulo 7
Todas as minhas juntas doíam. Meu corpo estava gritando de dor, todo centímetro de osso, músculo estava implorando por ajuda. Tudo oque eu conseguia pensar era em um modo de amenizar aquela dor escruciante.
Senti que algo pesado estava me pressionando. Estava tudo escuro, não consia ver absolutamente nada. Tento mover minha cabeça para olhar em volta, mas ela não se mexe. A cada tentativa de se mexer, só agonizava ainda mais a dor.Ouço barulho de pessoas gritando bem ao fundo. Senti um cheiro de fumaça, seguido por um cheiro de gasolina. Tentei captar o máximo dos cheiros que eu sentia, pois era o meu único modo de saber oque estava acontecendo. Senti um cheiro estranho... parecia sangue.De repente, sinto que o objeto que estava me impressionando começa a se abalar e a tremer. Parecia ser uma gigante placa de metal, pelo ruído que estava fazendo. Enquanto isso, mais gritos eu podia ouvir, seguido de sirenes do bombeiro e da polícia.Então sinto algo tocando minhas mãos. Tento ver com minha visão periférica, mas não consigo. Consigo perceber que é uma mão, e meu cérebro dá um estalo de esclarecimento.– É claro. Meu sono... tarde da noite. Eu provavelmente dormi na estrada. Essa mão.. ela é da.. Cassandra? — pensei. Desesperadamente tento apertar a mão que me segura, mas minhas forças eram quase igual a zero. Tento falar alguma coisa, mas nada sai. Apenas uma voz fraca e rouca. A estrutura de metal acima de mim mais uma vez dá uma forte abalada.– Provavelmente o teto do carro. — pensei novamente.Então, sem aviso prévio, sinto minha visão se escurecendo e meu corpo relaxando. – Estou morrendo? — minha cabeça não parava. E minha consciência é engolida na escuridão.&&&&&&Novamente, acordei com a dor escruciante que sentia. Mas agora eu não conseguia sentir nada sobre mim, me pressionando. Tento abrir os olhos, mas imediatamente fecho por conta de uma forte luz. Desta vez conseguia ouvir mais nitidamente o som da ambulância, e sinto que estava em movimento dentro de algum veículo.Lentamente, tento abrir minhas pálpebras de novo. A luz invade meus olhos, que tinha a sensação de que estava queimando. Mas mesmo assim, tento seguir em frente o máximo possível.Experimento mexer os dedos da perna, e por minha surpresa consigo. Forço o meu tórax a se levantar, e em segundos estou sentado. Agora com os olhos já completamente aberto, consigo ver que eu estava dentro de uma ambulância. Um paramédico que estava destraído olhando no meu monitor de batidas cardíacas, olha pra mim subitamente e leva um susto.– Senhor! Deite-se! — ele se apressa em minha direção para me forçar a deitar.Ele, gentilmente, pega sua mão e me deita na maca, e desliga a luz forte que estava sobre mim. Desta vez, pude olhar melhor a minha situação... Eu estava horrível.Minhas roupas, quase não existiam mais. Minha camisa estava rasgada ao meio, e minhas calças foram arrancadas. Meu tórax estava completamente machucado, com vários e vários arranhados e machucados.Meus braços estavam todos vermelhos e roxos por conta dos machucados. Tento forçar meu tórax a se levantar mais uma vez, e não consigo. Sinto que meus ossos no tórax estavam fora do lugar, com alguns pontos mais altos do que outro. Com a voz rouca e fraca, consigo dizer:– Onde está... Cassandra? — disse.O paramédico me olha com um olhar nada feliz, e espero o pior. Ele me ajuda a ficar sentado, com a mão o tempo todo nas minhas costas para o apoio. – Tome, beba isto. — ele me dá um copo de água. Só então percebo o quanto estava com sede e seco o copo em segundos. – Obrigado. Mas agora, onde está Cassandra? — mesmo todo machucado tento manter o tom imperativo.– Senhor... ela.. é um caso a parte. — ele disse.– Como assim um caso a parte?! Me responda! EU TENHO O DIREITO DE SABER! — dou uma crise de tossida após forçar muito minhas cordas vocais. – Ela.. ela infelizmente.. — ele começa, mas eu não o deixei terminar.– NÃO! NÃO, NÃO E NÃO. Não me diga que... — meu mundo estava perdendo o seu chão.Ele olha para mim com os olhos brilhando de lágrimas, e continua.– Infelizmente, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Notas finais
Possível final? Talvez.
Aguardem que algo grande pode estar por vir.
Fale com o autor