Notas iniciais
De volta com mais um capitulinho *.* Está tb disponivel no wattpad, geralmente eu atualizo lá primeiro. AH! Se quiserem ficar no meu pé para ter certeza que eu nao vou sumir dessa vez me siga lá ou acompanhe meu feed lá. Se algum capitula atrasar avisarei lá a nova data de postagem. bjs chuchus

Eu e minha mania de nunca terminar as coisas que começo...

" Ah, deixa prá la, quem sabe na próxima."

Sabe quando se tem uma hábito irritante inelutável que volta e meia voltamos a reproduzi-lo? Eu tenho UM habito desse tipo...

Tá bom, vários!

Um deles é o hábito de procrastinar e eu me odeio tanto por isso. Já perdi as contas de quantas vezes me freei ou evitei acontecimentos em minha vida que poderiam ter resultados maravilhosos... Ou não. Eu nunca vou saber.
A mania de controlar e tentar fazer tudo certinho é tão grande que quando algo sai do controle (sempre sai) eu acho que acabou que tudo vai dar errado. Fatalista? Talvez. Mas quem tem medo de se arriscar tem medo de viver, de ser feliz.

Tem medo de ter medo.

Ter medo de ter medo.

De não ser o suficientemente boa, bonita ou o que seja para qualquer situação da vida. Esses medos me levam sempre a procrastinar e a traçar uma série de consequências trágicas do que pode ocorrer se eu fizer tal coisa. Quero minha vida certinha, ajeitadinha. Então sempre andei nessa linha hipotética que tracei, e para mim é real tá? Parece que eu tenho algum tipo de mutação genética que me permite saber todas as coisas ruins que podem me acontecer antes que aconteçam.

FATO, eu vi no Discovery.
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Mentira, eu não sou a Mãe Dináh. São apenas minha ansiedade e meu complexo de rejeição juntos mesmo. Bem light.

Afinal o mundo me odeia. É, mais um hábito: achar que todo mundo me odeia e tem raiva de mim. Sou muito orgulhosa também, confesso, tenho medo de ser rejeitada, ignorada, feita de boba ou ate mesmo feita de atração principal num show de comedia, onde eu recebo todos os tomates podres na cabeça.

Tenho medo de ter medo.

Tenho medo de me arriscar.

Por isso eu nunca vou ate o fim em nada que começo. Tantos livros... Tantos jogos que eu comecei a jogar, mas era só chegar numa fase mais escura que eu imediatamente desistia do jogo prevendo que algum bicho iria aparecer e me atacar (até coelhos me dão medo se aparecerem do nada no escuro então...). Tá, eu sei que é só um jogo e que em The Sims não tem "bicho" para me atacar, mas é o que eu te falei "fia".

EU TENHO CERTEZA QUE VAI APARECER. E olha, acho que as únicas coisas que eu tenho realmente certeza na minha vida são essas certezas hipotéticas. Malditas. Ou sei-la, tipo agora, com esse cara lindo e um tanto prepotente me beijando o que seria sensato fazer segundo a minha cabecinha? Nessas horas parece que mora mais alguém na minha cabeça. Dizem que é a consciência... Tipo o grilo do Pinóquio... Que não seja um grilo, que não seja um grilo.

" Bem né, vamos...né... afastar esse ser né... Se Fazer de difícil, ate pq né... Mt fácil não né... será?"

" Aposto que ele vai ficar rindo da minha cara depois, falando que eu gosto dele e bla bla."

" Eu não vou sair como a rejeitada apaixonada naoo. NÃO mesmooo!"

" Da um safanão nele e finge que não gostou e que nunca haverá ínfima possibilidade de algo acontecer.HA HA. "

"Mesmo eu querendo?"

"Ta, chega eu não vou deixar que ele faça o que eu sei que ele vai fazer comigo. "

Aparentemente não é um grilo, e sim uma pré-adolescente que comanda meus pensamentos. Mas eu já estou de saco cheio disso tudo, não tenho treze anos, eu comando minha vida, minhas decisões. Apesar de manter um dialogo com meu alter ego em varias situações...

Muito maduro!

"Que tal começar a fazer tudo ao contrario do que você pensa?" – Meu eu de treze anos me sugere empolgada.

"Eu hein, até parece que aprendeu a aplicar a Formula de Bhaskara e ta se achando. Te contar um segredo? Ce nunca aprendeu, a gente colava!"- ela revira os olhos e me mostra o famoso dedo feio, que eu costumava a pintar de uma cor diferente das demais unhas (sabe aquele filme Garota Infernal? Então, super perigosa né? Só que não!). ... tsc tsc tsc.

"Você que sabe. O que vai ser então? Vai ficar igual a mim, quer dizer, igual a você com treze adiando tudo? Medrosa! Ta vendo essa unha aqui, a Megan Fox era super corajosa e demoníaca... Fica só com a parte da coragem... melhor." – A adolescente falava sem paciência (adolescentes... sempre sem paciência) me mostrando a unha com esmalte preto.

"Pode ser, mas quem sabe depois né migo?" – Disse meio que imitando o Sergio Malandro. Pelo menos foi o que eu achei que tava fazendo.

"ARG! Fecha a porta antes de sair." – Encerrei a conversa com a menina da unha perigosa sendo expulsa do meu próprio quarto. Como eu falava assim comigo mesma? Eu nem tinha menstruado ainda... Ate isso eu deixei pra depois.

Cho-ca- da.

Eu estava chocada com o que eu tinha acabado de fazer enquanto ficava pensando demais.

—Ei, vai com calma baby.

Eu acabei me empolgando e entrando em modo macaco e me pendurando no homem, quase atirando nós dois na frente dos carros. Ai Deus, só merda mesmo. #FACEPALM.

— Eu... me desculpa! Eu não sei o que... Olha eu sou muito desastrada e como você ousa – dei um tapa no cara confuso que ainda me mantinha em seus braços- Não te dei essa liberdade toda não, cretino! – Acabou que na hora eu misturei tudo, fiz o que eu faria e não faria.

Resultado desastroso.

— Calma, eu... Ai! Você me bateu após tentar matar nós dois me empurrando na frente dos carros? – Ele deu uma pausa me encarando incrédulo e sério, até que começou a rir do nada. – Baby, você é foda!- falou entre risos.

— Baby, você é foda!- Murmurei sua frase fazendo uma imitação ridícula e infantil da sua voz. O que só fez com que o idiota risse mais.

Foi, muito puta, e observando esse jeito descontraído que fui me dando conta que algo estava errado. De repente o terno caro não fazia mais sentido, aquela pose de dono do mundo também não. Cadê aquela formalidade toda?

— O que você ta... – fui interrompida antes de concluir a frase, vendo seu motorista/faz tudo/ sei-la o que se aproximar rapidamente.

— Sr Christian, o Sr. Grey o aguarda em uma chamada. Disse que não atendia o celular, então tomei a liberdade de informa-lo. Ele parecia bem bravo. – Christian passa a mão na cabeça e olha para Taylor como se o mesmo tivesse feito a maior burrada da vida dele.

— Taylor, você é muito eficiente! – diz lançando-me um sorriso sem graça e fuzilando o pobre do empregado. O que ta acontecendo aqui? Existem quantos Senhores Grey? – Diga a... — ele vacila um pouco – você sabe quem, que entrarei em contato em um minuto. Eu só preciso resolver uma coisinha aqui. – terminou direcionando seu olhar para mim, que nesse momento devo estar com as minhas sobrancelhas quase grudadas de tamanha confusão que se fez na minha cabeça.

O Comensal da Morte apenas acena para aquele que, já que no momento não sabemos o nome, não podemos pronunciar. Eu só quis tornar o momento mais legal fazendo uma referencia a Harry Potter. Eu ate riria dela, em outras circunstancias, se não estivesse cheia de pontos de interrogação me rondando. Foi uma coisa bem sem graça e normal, o cara lá acenou pro outro.

— Você me da um minuto? Ainda não acabamos aqui. – Sou desperta de minha confusão quando sinto um dedo macio desfazer o nó no meio da minha testa.

Eu nem tenho tempo de responder e, você sabe quem, sai andando em direção à parte de traz do café que eu costumava frequentar aproximando o celular do rosto. Ele parecia encrencado, isso não ta me cheirando bem. Decido ir escondidinha na direção de Christian, que estava de costas, para bisbilhotar sua conversa.

Me abaixo atrás da caçamba de lixo e presto atenção. Isso não ta me cheirando bem mesmo, e eu não falo do lixo ao meu lado que alias... Lembrem-me de nunca mais frequentar essa cafeteria, eles devem desovar cadáveres aqui.

— Não! Eu não quero! Eu sei que eu devia, mas... Olha eu já sou grandinho o bastante para saber se vai dar certo ou não.

Se desse para ficar mais confusa nesse momento eu ficaria. Do outro lado da linha só conseguia ouvir murmúrios incisivos e raivosos. Ele estava levando uma bronca? O senhor maravilhoso? Tive que conter uma gargalhada alta levando a mão esquerda na boca enquanto com a outra me apoiava para não cair no chão. Ele parece um idiota levando bronca do chefe. Então o Sr. Grey na verdade é o chefe dele?

Cretino! Mil vezes cretino! Tentando me enganar, mas... Espera e aquele apartamento e os carros?

EUREKA! BINGO!

Era o chefe deleeeeee. Fiz uma dancinha imaginaria comemorando minha descoberta.

Tipo naquele filme "A filha do Chefe", só que o Kutcher era legal e não fingia ser ninguém. Se fosse um jogo de bingo esse seria o momento em que anunciaria minha vitória. Dou o suspiro da descoberta mais alto que planejava, porque ao levar as duas mãos a boca para conte-lo, me dei conta de que antes apoiava a direita na caçamba imunda de lixo.

— Olha pai... Eu tenho que ir, te ligo mais tarde. – Ele encerra a ligação me com uma sobrancelha erguida como se dissesse " serio, mesmo?".

— Pai? Quem é você afinal? Porque o Grey que eu conheço não tem idade para ser seu pai, até porque ele é você. – Ele ri da minha confusão.

— Olha eu... – ele passa a mão nervosamente pelo cabelo. — Eu posso te explicar tudo no caminho – começou a se aproximar tirando a gravata e o blazer adotando uma postura mais relaxada, me fazendo arregalar os olhos em seguida. Como eu não percebi antes? – temos que buscar seu carro.

Nesse momento todas as minhas certezas hipotéticas caíram por terra, porque isso... Isso é que eu chamo de surpresa. Miro em seus olhos azuis e tomo minha decisão como um estalo ao ouvir o som de sua voz.

— Vamos? – ele me estende a mão com um sorriso faceiro nos lábios esperando minha resposta. Que quando veio o fez arregalar os olhos de surpresa.

"Parece que mais alguém aqui tem certezas hipotéticas!" – O meu eu adolescente aparece no final do beco com um dedão de espuma apontando para o bonitão, agora desconhecido, do outro lado da caçamba de lixo.

— Bem, vamos! Sr. Ninguém.

Zombo sobre nossa atual situação de desconhecidos. Nós sorrimos cúmplices como se fossemos velhos amigos e andamos juntos em direção à saída, com você sabe quem me enlaçando pela cintura e me direcionando ate o seu carro.

Dessa vez eu não deixaria para depois, eu nem estava pensando no que poderia acontecer futuramente. Eu só fui. Com a certeza de que, o que viesse não seria mais tão assustador assim. Já que eu decidi ali, permanecer em seus braços e me deixar ser guiada pelo menos uma vez.

Ali, sem perceber, eu deixava algo para depois e esse foi o meu maior erro.

Notas finais
E vcs? Acreditam no que o Christian falou? Ou foi só um truque para trazer Anastasia para perto? COMENTEMMM