Cap=13

~Pov Anastásia~

Eu não acredito que eu estou grávida, se isso for um sonho eu não quero acordar, não acredito que meu sonho se tornou realidade.

A reação de Christian me surpreendeu, de uma forma positiva, a reação que eu queria que ele tivesse tido da primeira vez.

Durante a ida para o Escala, Christian não tira a mão do meu ventre, e fica a alisando, e eu coloco a minha mão por cima da dele.

Quando chegamos ao Escala, Christian abre a porta do carro e eu saio, e ele pega minha mão e vamos para o elevador privativo, assim que estamos sozinhos, ele me pega no colo me rodopiando, fico sorrindo feito uma doida, pois sempre quis que ele reagisse assim.

—Christian, para com isso seu louco.

— sou louco por você baby.

Ele continua me rodopiando, e beijando meu rosto.

— Christian, me coloca no chão.

Depois de mais alguns minutos, ele me coloca no chão lentamente, e depois disso ele vai se abaixando e em seguida levanta a minha blusa e começa a beijar meu ventre, e a emoção toma conta de mim.

Mais não posso falar nada, porque a porta do elevador se abre, então nos recompomos e saímos, claro que o sorriso não sai dos nossos rostos.

— vou até o meu escritório, não demoro.

— tudo bem, vou falar com a Gail- ele concorda e me dá um beijo, e em seguida sai, ainda sorrindo eu vou para a cozinha.

— Gail, Gail, Gail.

— o que foi menina? Que sorriso todo é esse?

— Gail, aconteceu algo maravilhoso hoje- sento no banco e encaro Gail sorrindo.

— que notícia? Agora estou curiosa Ana.

— agora a pouco eu fui a uma consulta com a Dra. Greene e tive uma grande e maravilhosa surpresa, ainda não estou conseguindo acreditar.

Falo e ela me olha com expectativa, não consigo fazer surpresa, pois estou gritando de felicidade.

— vai me falar ou me deixar curiosa?

Pergunta sorrindo.

— Gail, eu estou grávida.

— aí meu Deus Ana, isso é maravilhoso. Eu sabia que você iria conseguir- emocionada eu me Levanto e a abraço.

— você merece Ana.

E mais uma vez, estou chorando e carinhosamente Gail seca minhas lágrimas.

— obrigada por tudo Gail, você foi a única que sempre ficou ao meu lado aqui.

— não precisa agradecer Ana, eu gosto muito de você.

— não acredito que vamos ter bebê na mesma época. Taylor já sabe?

— claro que sim, não conseguiria esconder mais tempo isso e não iria contar por telefone. Ele está radiante de felicidade.

— imagino, mais não consigo vê Taylor com uma criança nos braços.

— ele é um excelente pai, Sophie o ama e ele a ama mais que tudo.

— Gail, porque Sophie não mora com vocês?

—Jason, prefere que ela fique na casa da mãe dele, ele acredita que ela irá da trabalho aqui, afinal crianças as vezes são levadas.

— bem... Nem todas as crianças.

— eu até já tentei fazer ele mudar de ideia, mas ele é cabeça dura.

— mais talvez com o nascimento do bebê ele mude de ideia.

— assim espero, mas voltando a outro assunto, quando você vai contar aos outros, que você está grávida.

— ainda não sei, mais logo vou contar, só para meus pais que vou contar depois, quero contar pessoalmente.

— entendo, mais nada de fazer maluquices como fez antes.

— não vou, prometo- sorrio, enquanto aliso meu ventre, e fico pensando, quando foi que eu engravidei, será que foi em Amsterdã ou em Londres?

Mais isso não importa, o importante é que meu pontinho fique seguro, e para isso não vou fazer nenhuma loucura.

Converso mais um pouco com Gail e depois vou para meu quarto, não vejo Christian, então resolvo tomar um banho bem relaxante, vou para o banheiro e ligo a banheira, e coloco sais relaxantes.

Quando a banheira está cheia, a desligo e tiro minha roupa, e entro nela, a água morna me relaxa imediatamente, fecho os olhos e fico pensando que em alguns meses estarei com meu bebezinho em meus braços.

— é meu amorzinho, da primeira vez a mamãe agiu feito uma doida, mais agora prometo fazer as coisas diferentes, e você vai nascer forte e saudável, a mamãe não te conhece mais já te ama demais, e todos vão te amar também.

Fico ali conversando com o bebê e perco a noção do tempo, minha felicidade não cabe em mim.

— o que tanto pensa baby? — me assusto ao ouvir Christian, abro os olhos e vejo que ele já está nu, dou espaço pra ele entrar e sentar atrás de mim, e após isso, suas mãos circulam minha cintura.

— estava aqui falando com o bebê.

— hum... Boa ideia meu amor- ainda com as mãos em minha cintura- meu amor, aqui é o papai, e quero dizer que você é muito amado, você não vai saber o que é passar fome, sede, medo, tristeza, nada desse tipo, pois eu vou te proteger de tudo, você só vai conhecer o lado bom da vida. Termina de falar e é impossível não chorar com isso, este Christian é tão diferente do anterior, com cuidado eu me viro, ficando de frente pra ele.

— ei, o que aconteceu? — pergunta secando as minhas lágrimas.

— são os hormônios Christian, estou chorando de felicidade, por você ter aceitado o bebê, porque agora me veio à cabeça sua reação da minha gravidez anterior.

Ele não fala nada, somente me abraça, e começa a alisar meu cabelo.

— sempre vou me culpar por ter sido tão estúpido com você, não quero que você chore por isso, não voltarei a ser aquele idiota, eu só fiquei assustado, por medo de ser um pai de merda, por causa do meu passado.

— eu sei, entendi isso em Amsterdã, só que é meio impossível não lembrar daquele dia.

— faça um esforço pra esquecer, agora só terá lembranças boas.

Ele me dá um selinho, e eu o abraço, ficamos assim por não sei quanto tempo, só saímos quando a água começou a esfriar, então tomamos banho e voltamos para o quarto, nos vestimos, e em seguida deitamos na cama.

— o jantar ficará pronto em meia hora mais ou menos.

— tudo bem.

Estamos deitados em forma de conchinha, e nossas mãos estão em meu ventre.

— baby.

— sim- falo.

— porque você tem uma nova assistente?

— Hannah está passando por alguns problemas pessoais, que pioraram dias após nossa viagem, e teve que sair da empresa então Roach fez uma seleção e acabou contratando a Alice.

— e o que você achou dela? — mudo de posição, ficando de frente pra ele.

— ela me pareceu ser uma boa pessoa, jovem, mas tem responsabilidade, é esperta e aprende rápido.

— mais mesmo assim irei mandar investigá-la, ainda mais agora que você está grávida, não iremos da brechas para nada acontecer.

— isso não é meio exagerado?

— quando se trata de você, e agora do bebê, sem chances, amanhã mesmo irei pedi para welch investigar sua nova assistente.

— vai lá, não adianta mesmo eu falar que não.

— isso mesmo baby, mais voltando ao bebê, quando iremos contar a todos a grande novidade?

— ainda não sei, mais preferiria que a gente esperasse mais um pouco, queria que a gente, curtisse mais um pouco, sem a euforia de todos eles.

— podemos esperar para contar, até o final de semana.

— está bem então, no final de semana contaremos a todos, assim meus pais podem vir pra cá.

Falo, pois sinto muita falta deles, principalmente da minha mãe não é fácil casar ainda jovem e morar a quilômetros de distância da sua mãe, e não ter diariamente seus conselhos, colo, um abraço. Sempre fui filha única, e por isso sou muito apegada a eles.

— Ana... Ana...

Christian me traz de volta a realidade.

— desculpa, acabei viajando.

— tudo bem, não se desculpe, mais se você quiser na sexta-feira eu mando o jatinho ir buscá-los.

— você já usou o jatinho indevidamente na nossa viagem.

—não tem problema algum nisso baby, e seus pais vão economizar tempo, e isso não é um pedido, na quinta feira, ligue pra eles e fale que meu piloto está indo buscá-los.

— como quiser Christian, só não quero brigar com você- faço alisando seu rosto e o beijo em seguida.

—também não quero brigar baby- ele retribui o beijo, nos beijamos mais uma vez, até que ouvimos uma batida na porta.

—Senhor Grey, o jantar está servido.

— estamos indo Gail- Christian fala e saímos da cama. E descemos as escadas.

— provavelmente o anúncio da vaga de emprego sairá no jornal- Christian fala.

— senhor Grey, estou perfeitamente bem para continuar trabalhando.

— o anúncio já foi feito, e na semana que vem, então vocês duas irão fazer as entrevistas com as selecionadas.

— tudo bem- falamos juntas e Gail serviu o jantar. A refeição foi feita de forma alegre, mais diferente das outras vezes.

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Estamos aqui no quarto, nos arrumando para dormir, eu tiro minha roupa e de frente para o espelho fico olhando minha barriga, que ainda não dá sinais de que a um ser humano crescendo ali, a aliso e logo Christian aparece e me abraça por trás.

— você está linda baby.

— não parece que tem um ser crescendo aqui.

— sim, não parece mesmo, mais ele está aí, crescendo forte.

— você disse ele, mais pode ser ela.

— pode parar baby, porque não sei ser pai de menina, então...

— ser pai de menina e menino é a mesma coisa, você vai se sair bem.

— não mesmo amor, porque se ela nascer linda como você, eu terei problemas sérios, porque os babacas vão querer entrar na calcinha dela e por isso eu vou ter que matar todos eles, então ter meninos é mais fácil, não vou me estressar tanto.

— eu não gostei dessa ideia não, porque não vou permitir que uma interesseira se aproxime do meu bebê para depois quebrar seu coraçãozinho.

Falo e ele sorri, enquanto ele beija meu ombro.

— mais criar um menino é fácil do que menina.

Ele rebate, sorrindo.

— não vamos discutir isso amor, deixa pra discutir depois.

— tudo bem- ele concorda e então vamos deitar, ficamos conversando até o sono nos vencer.

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No dia seguinte acordo primeiro que o Christian, e isso é por culpa do enjoou que estou sentindo, então acabo me debruçando sob o vaso e colocando tudo pra fora. Quando sinto uma mão segurando meu cabelo.

— não quero que você veja isso.

— não irei deixar você aqui sozinha e vomitando horrores.

Fala em um tom sério, demonstrando que não está para discussão. Continuo vomitando, enquanto ele segura meu cabelo.

É graças a Deus que não vomito mais por muito tempo, então depois eu escovo os dentes.

— você está bem mesmo? Devo chamar a Dra. Greene?

— eu estou bem, não precisa se preocupar, é normal isso Christian.

— da outra vez, você não vomitava assim.

— cada gravidez é diferente uma da outra. Fique calmo.

— não me peça para ficar calmo, isso é impossível ao vê você vomitando.

Ele fala enquanto tiro minha roupa e vou tomar meu banho, deixado Christian ali.

Quando ele terminou, se juntou a mim no banho.

Ele se aproxima da minha barriga e a beija.

— bom dia meu amor, você não pode deixar a mamãe vomitando assim, tem que ser um bebê bonzinho e deixar o papai orgulhoso meu bebê- da outro beijo em meu ventre e se levanta. — até o final da minha gravidez você vai me deixar desidratada.

— pelo contrário meu amor, você vai muito saudável, não irei sair do seu pé.

Fala e tomamos o banho e em seguida vamos para o quarto nos arrumar para irmos para o trabalho.

Depois disso, descemos para tomar nosso café da manhã.

— bom dia Gail- eu falo enquanto me sento.

— bom dia Ana, Senhor Grey, vão querer o café da manhã agora?

— sim Gail, eu vou querer leite com granola, panquecas, ovos mexidos e suco de laranja- falo e olho para Christian, que está de boca aberta.

— eu irei querer apenas panquecas e suco de laranja.

Christian fala, Gail concorda e vai preparar o que pedimos.

— pelo que vejo, seu apetite está aflorado.

— eu estou grávida, e estou com uma fome de maluca.

— se eu soubesse que seria assim, já estaria te engravidado antes.

— porque não é você que vai ficar gorda e horrorosa.

— é impossível você ficar feia baby.

Não falo nada já que Gail está nos servindo, e sorri pra nós dois e em seguida se retira.

Comemos em silêncio, mais não é algo desagradável, pois apenas a presença de Christian me deixa feliz.

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Tomamos o café da manhã, terminamos de nos arrumar, e descemos as escadas. Christian insiste para levar minha pasta mesmo eu falando que não é preciso, que a pasta não é pesada.

Mais ele não me ouve, vamos para o elevador, o percurso é feito em silêncio, Taylor e Sawyer nos acompanham.

— baby eu adoraria te levar hoje, mas não poderei, tenho que fazer algumas coisas.

— tudo bem, eu entendo isso, não se preocupe.

— se você sentir qualquer coisa, me avisa, promete?

— eu prometo, não se preocupe amor- me aproximo dele e o beijo, entro no carro e ele coloca a pasta ao meu lado, e em seguida se vira para Sawyer.

— Sawyer, fique de olhos bem abertos, Ana está grávida e não queremos correr qualquer risco.

— tudo bem Senhor Grey, irei ficar de olhos bem abertos.

Christian as sente e em seguida fecha a porta do carro, e Sawyer entra no carro em seguida e sai do estacionamento.

O caminho para a editora é tranquilo, o trânsito a esta hora é calmo, e assim logo chegamos e saímos do carro. E entramos na editora e seguimos para minha sala.

— Senhora Grey estarei aqui se precisar de alguma coisa, não tente fazer nada perigoso.

— não irei fazer nada de errado Sawyer, tem a minha palavra, e SE, eu precisar irei te chamar.

Ele assente e sai em seguida, entro e sento em minha cadeira para começar o exaustivo dia de trabalho.

Resolvo chamar logo Alice, que logo aparece.

— pois não Senhora Grey.

— já pedi para me chamar de Ana.

— tudo bem, me desculpe- fala com seu sotaque diferente e totalmente adorável, resolvo matar minha curiosidade.

— Alice, desculpe minha curiosidade, mas de onde você é? — não tem problema, eu sou brasileira e vim morar aqui a pouco tempo.

— sério? Não imaginava que fosse brasileira, apesar do sotaque diferente.

— apesar de falar inglês bem, o sotaque não é o mesmo.

— mais você tem algum parente aqui?

— sim, meu pai é americano e minha mãe é brasileira, e eu vim pra cá pra morar com ele e mudar minha vida.

— legal isso, ainda não conheço o Brasil.

— é um país lindo, você iria amar- fala sorrindo.

— pena que não poderei ir agora, ou pelos próximos meses.

— desculpe a indiscrição, mais porque não poderia viajar agora? — pergunta meio tímida.

— o que irei falar aqui por enquanto é segredo.

— não irei falar nada.

— estou em um momento delicado e Christian certamente não iria me deixar viajar, eu estou grávida Alice, mais como eu disse, por enquanto é segredo.

— meus parabéns Ana, este é um momento incrível.

— sim, e por conta de alguns acontecimentos do passado, esta gravidez é muito especial pra mim e para o Christian.

—e vai da tudo certo.

— é o que queremos Alice.

— vai querer sua agenda agora?

—sim

— pois bem- ela abre o Tablet- agora pela manhã você terá uma reunião com um provável novo autor e a tarde duas reuniões, uma com Renata Lins sobre a publicação do seu novo livro e a outra reunião é com Mariah Evans.

— tudo bem, estava com saudades dessa agitação toda.

Falo sorrindo.

— estou indo, avisarei quando a reunião estiver para começar.

— obrigada — falo e ela sai, me deixando sozinha, aproveito que estou sozinha e começo a lê um manuscrito de um novo autor.

.....

Os dias se passaram rapidamente, e hoje é sexta feira e estou ansiosa, pois em horas minha mãe estará aqui e nós anunciaremos a grande novidade.

Não estou enfrentando grandes problemas com a gravidez, os enjoos não estão muito fortes, a ponto de interferir em minha rotina, estão suportáveis.

E agora estamos indo para a primeira consulta pré Natal, Christian insistiu que fosse hoje, assim já daríamos a notícia com o DVD da ultra.

Chegamos ao consultório da Dra. Greene e não demorou para que fossemos chamados.

— então Ana, como você tem passado nestes últimos dias?

— estou bem, os enjoos não estão tão fortes.

— isso é bom, agora irei medir seu peso, e depois iremos fazer uma estimativa de quanto tempo é sua gestação e assim ter noção de quando ele irá nascer.

Concordo, primeiro vamos vê meu peso, e segundo ela, estou um pouquinho a baixo do peso, e isso foi suficiente para que Christian ficasse bravo comigo.

Depois vamos vê meu bebê, e graças a Deus ele está bem, e estou grávida de seis semanas, e com o peso ideal para seu tempo de seis semanas.

E quando Dra. Greene pegou o transdutor em formato de pênis o Christian não gostou, disse que ela não iria enfiar aquilo em mim, e foi muito complicado explicar que com seis semanas de gestação, com a ultra normal não é possível vê se está tudo bem com o bebê, pois ele é muito pequeno, então o recomendado é a ultra transvaginal, mais no final ele acabou concordando. E como ele disse que o bebê vai ter sempre o melhor, pediu a ultra em 3D.

Assim que ela liga o monitor, Christian abre um enorme sorriso. Mais a expressão da médica muda e isso ascende o sinal vermelho.

— Dra. Greene está tudo bem com o bebê?

— estou um pouco surpresa com o que estou vendo aqui, na ultra normal não deu pra identificar, ou o óvulo se dividiu depois, fato é que, vocês terão dois bebês.

Fala com a maior naturalidade e sorrindo, enquanto o susto toma conta de mim, dois, tipo, gêmeos. — tem certeza Dra? — Christian pergunta sorrindo.

— absoluta senhor Grey, e pelo que estou vendo, serão gêmeos idênticos, ou seja, dois meninos ou duas meninas.

— baby, isso é incrível- ele beija minha testa totalmente feliz, enquanto eu estou em estado de choque.

— amor, está tudo bem? — pergunta ao vê minha reação, mais eu não falo nada, apenas balanço a cabeça, negando.

— baby....

— quero ir pra casa.

Falo.

— da pra ouvir os coraçãozinhos deles?

— vamos tentar- fala enquanto mexe nos botões e depois de minutos ouvimos os corações dos bebês.

— não é rápido demais não?

— não, está é a velocidade normal, os seus bebês estão bem, não se preocupe, vão querer o DVD?

— sim, três cópias- Christian diz, enquanto a médica concorda e grava o DVD, e pede para que eu me troque, faço isso sem pensar muito, volto para o consultório e Christian está conversando animadamente com a médica.

— não senhor Grey, não tem nenhum problema sua esposa manter uma vida sexual ativa.

O chão já pode se abrir e me levar, não acredito que estou ouvindo isso, ele certamente não sabe o que é limites.

— não acredito que eu estou ouvindo isso- falo envergonhada. — eu preciso saber disso baby, porque não quero que nada aconteça com vocês três.

— pelo amor de Deus Christian, perguntar isso é demais.

— Senhora Grey, é normal este tipo de pergunta, ainda mais de pais de primeira viagem, como é o caso de vocês.

— Christian, podemos ir pra casa? Estou um pouco cansada.

— voltem daqui a algumas semanas, mas caso aconteça algo me liguem imediatamente, atenção redobrada agora, já que você está grávida de gêmeos.

— não se preocupe com isso Dra. Greene, irei ficar com meus olhos abertos e não deixar nada acontecer com eles.

— e aqui estão alguns exames para você fazer e me trazer na próxima consulta.

— claro Dra. — falo enquanto pego o papel e o coloco em minha bolsa, saímos da sala dela e vamos para o carro, durante o caminho, vou em silêncio, enquanto Christian vai sorrindo, abre a porta do carro para que eu entre, depois ele entra, e Taylor fecha a porta e entra no lado do motorista.

Cinco minutos depois que saímos, continuo em silêncio, e as mãos de Christian estão em meu ventre.

— baby, porque está tão calada? Até parece que não está feliz por saber que está grávida de gêmeos.

— estou feliz, é claro que estou — falo sem olhar pra ele, que segura meu rosto, me fazendo encará-lo.

— você não sabe mentir Anastásia.

— não estou mentindo Christian, só estou ansiosa para contar a todos, a grande novidade- falo tentando convencê-lo, que estou falando a verdade.

— eu conheço você muito bem meu amor.

Me diz enquanto alisa meu rosto, e em seguida me beija, e fazemos o resto do caminho em silêncio, e assim que chegamos ao Escala eu saio do carro sem esperar Taylor a abrir, e vou para o elevador.

Christian ainda consegue me alcançar, quando eu já estava no elevador.

E fica me olhando seriamente, e não é de um jeito bom.

— eu já disse que estou bem, só estou um pouco cansada, tinha esquecido como é cansativo fazer várias reuniões ao mesmo tempo.

— essa não é verdade Anastásia, você não sabe mentir, ainda mais pra mim.

— eu não estou mentindo caramba.

Ele não fala nada, e graças a Deus o elevador logo chega a cobertura e assim eu posso sair desse lugar e das inquisições de Christian, e assim que abrimos a porta tenho uma grande surpresa, minha mãe já está aqui, corro para abraçá-la.

— mamãe.

— meu amor, que saudade de você- fala alisando meu rosto.

— também estava com saudades de você mãe.

— Carla, como vai?

— estou bem, e você Christian?

Minha mãe pergunta.

— estou bem também Carla e seja bem vinda aqui.

— obrigada, e pelo que estou vendo, os dois estão muito bem.

— sim estamos, se me dê licença Carla, irei ao meu escritório, fique à vontade- ela concorda e ele sai, nos deixando sozinhas.

— seja sincera meu amor, você está bem mesmo?

— sim mãe, estou muito feliz. A viagem com Christian foi maravilhosa mãe, fomos para Amsterdã e depois para Londres.

— como eu te conheço muito bem, sei que está acontecendo algo, que ainda não me contou, você está com uma luz diferente, algo que somente quem é mãe consegue identificar os detalhes dos filhos.

Minha mãe fala sorrindo, e eu queria muito falar pra ela, o que está acontecendo, mais agora estou me sentindo em uma realidade paralela, não sei o que fazer, eu amei saber que estou grávida, só que agora não sei se conseguirei cuidar de dois bebês ao mesmo tempo.

—Mãe, eu só estou feliz por ter me entendido com o Christian, não iria suportar ter que me separar dele, eu o amo demais.

— da pra ver de longe isso filha, assim como ele ama você.

— sim, só que as vezes acho que somos tão diferentes.

— meu bem, é claro que os casais são diferentes, mais basta saber levar isso, pois as diferenças completam os casais, porque imagina se todos fossem iguais? Você tem que saber como levar, vocês se amam e sempre devem está juntos, segurando o outro.

— sim mãe, a senhora tem razão, só que não é só isso, o Christian é mais velho que eu, mais experiente e em vários sentidos, e algumas pessoas me veem como uma golpista, mesmo sendo de uma família de classe média alta.

— princesa, sempre tem pessoas maldosas, não ligue para isso, mantenha a cabeça erguida, porque você não é golpista, você ama o Christian e ele a ama, você não deve ligar para o que dizem.

— Christian fala a mesma coisa mãe.

— porque estamos certos meu amor.

Dou um sorriso e abraço minha mãe novamente, estava com saudades de está assim com ela, enquanto estava com depressão era o que eu mais queria, ela fica alisando meu cabelo, depois de alguns minutos depois, Christian retorna.

— baby, você já falou com Gail?

Ele me chama a atenção, enquanto eu me endireito no sofá, o olhando.

— esqueci completamente Christian, mais pode deixar que eu vou agora.

Levanto quase que correndo e vou para a cozinha e encontro Gail fazendo alguma coisa.

— Gail...

— oi Ana, deseja algo?

— sim, eu devo ter esquecido de falar antes, mais a família do Christian vem aqui hoje jantar, desculpa mesmo não ter falado antes.

— está tudo bem, ainda é cedo então dá pra fazer um jantar.

— ok, obrigada mesmo Gail — falo e saio da cozinha deixando Gail fazer a janta.

Volto para a sala, e minha mãe não está mais lá, apenas Christian se levanta e vem em minha direção.

— Anastásia agora vamos conversar seriamente.

— Christian, por Deus não temos nada para conversar.

—Anastásia, parece que você não está feliz com a novidade.

— não é isso Christian, é claro que estou feliz, você sabe que sim, é meu sonho Christian, só que...

— só que....?

— Christian eu estou confusa, não estava esperando por isso, digo, está grávida de gêmeos, isso é demais pra mim, e se eu não conseguir me sair bem, e se eu errar, se eu falhar com eles? estou apavorada, não sei o que pensar, tenho medo de não conseguir ser uma boa mãe, cuidar de dois bebês é diferente, e eu não quero errar com eles.

Falo e ele me abraça, beijando meu pescoço, suas mãos vão para meu ventre e o acaricia lentamente.

— você vai se sair muito bem, você vai ser uma mãe maravilhosa Ana, você é amorosa, carinhosa, doce, vai ser uma mãe incrível, não tem com o que se preocupar, juntos seremos bons pais.

É por isso que eu amo o Christian, ele sempre consegue me acalmar, ficamos abraçados por alguns minutos, até que depois vamos para o quarto, tomar banho e nos arrumar.

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Não demoramos para nos arrumar, e quando chegamos a sala, minha mãe já estava sentada, me sento ao seu lado e não demora para que todos cheguem.

Minha mãe os cumprimenta e logo eles se sentam e começamos a conversar animadamente.

— então, Christian e Ana, porque esse jantar às pressas? — Mia pergunta curiosa como sempre.

— Mia, não tem nada demais pra isso, apenas reunir todos- Christian fala como se não fosse nada demais.

— Christian, por acaso você decidiu revelar que é gay? — Elliot pergunta sorrindo, e Christian fecha a cara.

— como você é engraçado Elliot, eu não sou gay, só não gosto de ficar me expondo como você- fala enquanto pega minha mão e a beija.

Se o Elliot soubesse o que o Christian já fez jamais insinuaria que ele é gay.

Continuamos conversando até Gail aparecer e avisar que o jantar está servido. Então vamos Para a sala de jantar.

E assim que eu chego e sinto o cheiro da comida sinto uma enorme vontade de vomitar, então saio correndo para o banheiro vomitar e Christian vem atrás, assim como os outros, me jogo sob o vaso sanitário e coloco tudo para fora.

— o que foi baby?

— nada, foi apenas sentir o cheiro da comida e senti vontade de vomitar- falo enquanto limpo minha boca e dou descarga no vaso.

— Anastásia, abre essa porta agora- Kate grita do lado de fora.

— é Ana- é a vez de Mia falar.

— você está bem?

— estou sim Christian- falo enquanto ele abre a porta e Kate e Mia entram rapidamente, ficando de frente pra mim.

— Ana, o que você tem?

— você está doente?

—vocês podem parar agora, ela está bem, não está doente.

Christian fala meio bravo.

— Ana... — Kate insiste.

— Kate, Christian está certo, eu não estou doente, foi apenas um enjoou, mais já estou melhor.

— enjoou? — Grace pergunta sorrindo.

— será que podemos voltar para a sala de jantar?- eu pergunto, e eles concordam.

— tem alguma coisa que devemos saber? — minha mãe perguntou sorrindo.

— não sei do que a Senhora está falando mãe- digo, e assim que entro, tento me controlar para não vomitar novamente.

— você está bem mesmo? — Christian sussurra.

— estou- falo baixo, nos sentamos, e todos os olhares estão voltados pra mim, e isso está me deixando desconcertada, mais tento não pensar nisso e tento comer um pouco, ou depois Christian vai ficar enchendo minha paciência.

O jantar foi feito em silêncio, o que eu gostei, após a refeição voltamos para a sala de estar e voltamos a nos sentar no sofá.

E Grace não para de me olhar.

— está preparada? — Christian pergunta sussurrando meu ouvido.

E eu apenas balanço a cabeça disfarçadamente, confirmando, e seguro a mão dele.

— bem, a Ana e eu temos uma novidade pra contar- ele começa.

— eu sabia que tinha algo- Mia fala sorrindo e batendo palmas.

— continuando, depois que voltamos de Londres, Ana teve uma consulta com a Dra. Greene e bem... Descobrimos que ela está.... Grávida.

Fala e nesse momento todos arregalam os olhos, e depois sinto o peso do corpo de Kate, enquanto ela está me abraçando.

— aí meu Deus... Parabéns Ana, você merece.

— obrigada Kate.

— meu amor, eu sabia que você estava escondendo alguma coisa, parabéns meu amor- minha mãe fala enquanto me abraça.

— obrigada mãe, era pra fazer surpresa- sorrio pra ela.

— minha menina, não sei o que dizer, meu Deus, um neto, obrigada minha menina- Grace fala emocionada.

— Ana, que este bebê possa unir a todos nós, parabéns menina e nada de loucuras- Carrick fala enquanto beija minha testa.

— pode deixar, não vou fazer nada de errado- falo meio tímida, pois me lembro do nosso último encontro, aqui mesmo no escala.

Elliot e Mia vem me cumprimentar, enquanto olho para Ethan e ele está estranho mais tenta disfarçar, e depois eles vão cumprimentar Christian. — e tem mais uma coisa- Christian fala, e todos se voltam pra nós.

— mais...? — todos perguntam

— sim...hoje tivemos uma nova consulta e descobrimos que Ana está grávida de gêmeos.

Ele fala de uma só vez enquanto vejo todos abrirem a boca em forma de O e as meninas correm pra me abraçarem.

— porra, dois? — Elliot fala ainda sem acreditar e Christian sorri.

— sim, Lelliot, gêmeos e idênticos. Lelliot eu sou muito foda, pra que um bebê se eu posso ter dois? Aqui o serviço é completo- Christian fala e eu fico da cor da bandeira chinesa.

— meus parabéns Ana, espero que sejam duas menininhas, com os olhos azuis como os seus- Kate fala.

— Que sejam dois meninos- Elliot fala- porra, duas meninas é pra matar um rapidinho.

— Kate está certa, que sejam duas meninas lindas com os olhos da Ana- Mia rebate.

— não importa se é menina ou menino, o que importa é ter saúde- Grace fala.

— Grace está certa, o mais importante é que eles sejam saudáveis- minha mãe fala enquanto me abraça sorrindo.

Só Ethan que não fala nada, apenas me encara sério. O que será que está acontecendo com ele?

Eles ficam mais um pouco com a gente, mais depois vão embora, ficando minha mãe, que não para de sorri.

— Ana, estou muito feliz por você filha.

—obrigada mãe, ainda estou meio assustada com a notícia de serem gêmeos.

— você vai se sair muito bem Ana.

— foi o que eu falei pra ela Carla.

— não precisa ter medo filha, você vai ser uma ótima mãe- ela me abraça, ela conversa com a gente mais um pouco e depois vai para seu quarto, ficando apenas Christian e eu.

— te amo tanto Ana.

— e eu amo você Christian- sorrio e o abraço, ficamos ali mais não muito, pois o sono começa a chegar, então vamos nos arrumar para irmos dormir.

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