Notas iniciais
Pessoal, acho que esse é o penúltimo capitulo. Quero pedir muito a opinião de vocês sobre a minha próxima fanfic, sobre o que devo escrever? Aguardo a opinião de vocês.

Um mês inteiro se passou sem noticias, tudo que sabíamos era que o dominador de Susannah havia pagado o valor da causa. Christian havia ficado paranoico com o quarto do bebê, mudando todo dia alguma coisa e não aceitava opinião de ninguém, nem a minha, ele estava apegado de mais ao nosso filho. Esse é meu ultimo dia de trabalho, não porque eu não estava em condições de trabalhar, mas sim porque Christian não queria, e uma discussão nessa época não era nada boa. Meu telefone toca.

-Sim?

-Ana – Dra. Greene chama – Está atrasada! Quero você no meu consultório agora!

-Droga! – droga, droga, droga! – Eu me esqueci. Estou indo.

-Estarei esperando – e desliga.

-Ana – Christian aparece – Tudo bem?

-Meus exames – explico – Esqueci.

-Jesus Anastásia – oh, ele está brabo – Vamos, eu mesmo vou leva-la.

-Não é preciso Christian – cruzo os braços feito uma criança marrenta.

-Não discuta comigo – ah, o Christian mandão aparece – Venha.

Christian e a Dra. Greene brigam comigo, dizendo que eu estava sendo irresponsável e descuidada. Tento argumentar varias vezes, mas os dois estão unidos contra mim. A Dra. Greene faz os exames e constata que Theodore está pra nascer, todo formadinho, só esperando o momento certo. Ela deixa bem claro que há muitas chances de Ted nascer antes do tempo. Christian obriga a Dra. Greene a imprimir dezenas de fotos da ultrassonografia, reviro os olhos ao ver o tanto de fotos que ele vai levar, mas não discuto. As coisas andam realmente calmas ultimamente, nem sinal de Susannah ou de Elena, tudo parece… perfeito.

-Onde está Elena – pergunto a caminho de casa.

-Não sei – ele da de ombros – Acho que está viajando com Isaac – ele se vira para me olhar – Ela disse que foi ideia sua.

-Ela teve um passado horrível, fez o seu passado ser terrível e continua a seguir uma vida ruim – suspiro – Está na hora de mudar.

-Anastásia – Christian pega minha mão – Só você conseguiria mudar pessoas como eu e Elena.

-Isaac conseguiu – defendo meu amigo.

-Ele era submisso dela.

-Eu fui sua submissa – lembro.

-Você nunca chegou a ser minha submissa Ana – ele ri – Ao contrário do que eu pensei, você jamais me obedeceu, ou obedece – ele faz um beicinho.

-Meu Deus – ofego – Você não tem noção de quão sexy fica fazendo beicinho.

-Sra. Grey! – finge estar ofendido – Controle-se.

-Não consigo – mordo o lábio inferior e seus olhos mudam de cor – Estou louca por meu marido.

-Eu estava pensando em levar você para meu escritório – ele balança a cabeça indeciso – Mas acho que vou levar você para casa.

-Christian não! – fico desesperada – Esse é meu último dia no trabalho, quero aproveitar cada momento.

-Anastásia – ele está irritado – Se dependesse de mim você jamais trabalharia!

-Christian – respondo no mesmo tom de voz – Eu sei que mesmo perdendo muitas coisas você continuou multimilionário e que agora está superultramegamilionário, mas eu quero trabalhar!

-Ana – ele estaciona em frente á IGLESIAS – Eu quero cuidar de você. Meu dinheiro nunca prestou para nada a não ser... Enfim Ana, eu quero usar cada centavo meu com você e o nosso filho.

-Obrigado – beijo sua bochecha – Você vem me buscar?

-Sempre Sra. Grey – ele me puxa para um beijo quente. Afasto-me rápido ou nunca vamos terminar.

A IGLESIAS está uma loucura, Jeff e Samanntha correm de um lado para o outro, organizando papéis e procurando Sam. À tarde a correria não para, todos estão se preparando para a grande festa de cinco anos da IGLESIAS, pena que eu só estive seis meses trabalhando aqui. Depois de uma reunião cansativa sobre quem ficaria no meu lugar, e graças a Deus, Jeff foi o escolhido, estou na minha sala, acariciando minha barrigona e desejando que Christian estivesse aqui comigo. Abro a gaveta da direita e encontro meu envelope preferido, todas as fotinhos de Ted estão ai dentro, guardadas com amor. Verifico o relógio e vejo que não falta muito para acabar meu expediente, oh, isso é bom, eu adoro trabalhar, mas descansar é tentador. Faço os últimos ajustes.

-Savannah – chamo.

-Sim Sra? – ela aparece em segundos.

-Consiga um álbum lindo para mim colocar fotos pequenas.

-Que tamanho? – ela anota tudo em seu tablete.

-Desse tamanho – mostro uma das fotos.

-Sim Sra. – e sai.

Christian vai adorar o presente, talvez eu deva dar mais alguma coisa, algo movido á energia solar, ele adora a nova tecnologia. Eu mesmo poderia ir fazer as compras, mas talvez Christian vai ficar zangado, muito zangado, a não ser que eu de uma fugidinha. Savannah consegue um álbum de bebê lindo, as fotos ficaram perfeitas no álbum.

Assim que saio da IGLESIAS vejo a carro de Taylor. Que droga! Christian é maluco! Volto para dentro e resolvo sair pela porta dos fundos, essa perseguição do meu cinquenta tons é maluquice. Graças a isso não posso dirigir meu carro, tenho eu pegar um táxi, ótimo! Acho uma loja no centro da cidade que vende brinquedos apenas movidos á luz solar, é maravilhoso! Penso em comprar um carro ou algo assim, mas vejo um conjunto que me chama atenção. Numa caixa há um helicóptero, um barco, um carro, um planador e mais algum tipo de trem eu acho, é perfeito. O preço combina com o brinquedo, é muito caro, mas não poupo esforços para ver meu marido feliz. Ele vai amar todos os seus brinquedos com a nova tecnologia! Assim que saio da loja dou de cara com Taylor, encostado no Audi, braços cruzados e expressão irritada. Ele não fala nada, mas gesticula para mim entrar, ops, Christian deve saber que fugi.

-Taylor? – chamo.

-Sim?

-Christian sabe?

-Não Sra. – meu corpo relaxa completamente. – O Sr. Grey me dispensou, pediu apenas para que eu cuidasse da Sra.

-Onde ele está? – verifico o relógio, já fazem horas que estou na loja escolhendo os presentes, Christian já deveria estar em casa.

-Na empresa – Taylor é muito profissional.

-Me leve até lá – ordeno.

-Não posso Sra. – O que? Meu coração para.

-Se não der a volta e me levara até lá eu vou pular para fora desse carro! – ameaço, mas percebo que o carro tem tranca eletrônica. – Isso é uma ordem Taylor.

-Não posso Sra. Grey.

-Agora! – grito.

Taylor não me obedece e me leva para o Escala. Perfeito. Preciso dar um jeito de fugir. Já é noite e Christian ainda não veio, onde ele está? Pense Ana, deve haver algo que faça Taylor se afastar um pouco! Oh, o bebê, Taylor é muito ligado a ele.

-Taylor? – chamo da sala

-Sra. – ele aparece da cozinha.

-Temos sorvete de… granola? – nossa, eu preciso praticar mais minhas mentiras.

-Não Sra. – ele me olha confuso.

-Estou morrendo de vontade – olho inocentemente – Acho que é desejo.

-Vou comprar – ele se vai. Ótimo.

Espero para ter certeza que ele se foi e vou de táxi até a empresa de Christian. Enquanto o táxi atravessa Seattle, olho para o álbum que estou segurando, ah Christian, não vejo a hora de ver a sua cara. Pago o táxi e vejo que no estacionamento há dois carros, o carro de Christian e um Audi A3, o mesmo que Christian dava a todas as submissas. Ted chuta violentamente a minha barriga, calma filho. Subo tremendo até o escritório de Christian, até minha respiração me causa dor, talvez seja o nervosismo. Ted está muito impaciente e isso me causa dor, ai, meu corpo inteiro está dolorido. Com as mãos tremulas abro a porta do escritório de Christian e meu mundo para. As lágrimas escorrem sem controle por meu rosto e eu quero morrer. Susannah está beijando Christian violentamente e ele não parece estar querendo resistir. Os dois estão alheios a minha presença, mas não aguento ficar mais nem um segundo ali, quero morrer. Largo o álbum no chão, fazendo um barulhão e saio da sala. Escuto o grito de Christian, mas não quero ouvi-lo, não quero vê-lo, por que ele fez isso? Ele nunca me quis de verdade, ele sempre quis uma submissa e eu nunca consegui dar a ele o que ele queria, talvez a culpa de tudo isso seja minha. Saio correndo do elevador, tomando o cuidado de não cair, meu filho não tem que pagar por meus erros. Taylor está me esperando, mais irritado que antes, mas sua expressão muda quando me vê. Sei que estou de dar pena, mas não quero falar agora, estou sufocada, estou morta por dentro.

-Sra. Grey – Taylor me agarra. – Venha vou leva-la para o hospital.

-Não – olho para baixo e vejo que fiz xixi, oh, que vergonha! – Me leve para casa.

-Sra. Grey – Taylor me coloca no carro e dirige – A Sra. Está em trabalho de parto.

-Para minha casa – grito – Ahh!

-Tudo bem? – Taylor está preocupado

-Dói – choramingo.

O telefone de Taylor toca, mas ele tem a decência de não atender. Quero agradecer á Taylor por ser meu amigo, mas não consigo falar, a dor é demais. Pego meu telefone e disco o primeiro número da chamada.

-Jeff – ofego.

-Ana? Está tudo bem? – ele está preocupado.

-Chame um medico – paro de falar, ai, isso dói – Ahh – grito, mais uma contração!

-Ana? – Jeff está desesperado.

-Ted está nascendo.

-Vou te buscar e te levar para um hospital.

-Não! – arfo – Quero ganhar meu filho em casa.

-Ana – Jeff está debatendo a ideia mentalmente.

-Agora! – grito mais uma vez de dor e desligo.

-Ana, tudo bem? – Taylor está indo o mais rápido que consegue.

-Sim – minto. O telefone de Taylor toca de novo e desta vez ele atende.

-O QUE? – grita.

-Taylor? – Christian fica surpreso.

-SR. GREY ESTOU OCUPADO.

-Anastásia está ai com você?

-Sim – e desliga na cara de Christian.

-Obrigado – sussurro.

-Christian é meu amigo Ana, assim como você – ele da de ombros – Não estou em serviço.

Taylor ignora meu pedido de em levar para casa e me leva direto para o hospital, onde a Dra. Greene está de plantão. Ela arregala os olhos ao me ver, mas não fala nada. Imediatamente eles começam a por soros e me furar com agulha, não consigo me importar com a dor, porque as contrações doem muito mais. Escuto pessoas gritando, mas estou perdendo a consciência. Meu filho, como está meu filho? Perco o foco e nada mais está em forma, tudo vira um borrão colorido. Onde estou? Meu filho? O que estão fazendo comigo? Sinto um leve aperto e viro meus olhos para ver quem é, ah, Taylor, ele vai ver meu filho nascer? Vai ser ele e não Christian? Ah claro! Christian está ocupado de mais se pegando com a submissa dele. Ted chuta minha barriga, tentando sair, procurando espaço. Estou impotente em cima de uma mesa dura e fria, exatamente como nos meus sonhos. Algum está gritando do lado de fora, Jeff? Sei que conheço essa voz, mas não consigo identificar, estou zonza. Dra. Greene ordena alguma coisa e me sinto sufocada, estão tirando meu ar, o que está acontecendo?

-Morfina! – alguém grita.

-Vamos mata-la! – outra pessoa grita.

-Tirem o bebê – Taylor grita ao meu lado. Quero agradece-lo, mas minha voz sumiu, não sinto meu corpo, não sinto… nada.

-Hemorragia!

-Aqui está!

-Ana – Taylor solta minha mão – Seu filho é lindo – escuto um choro fraquinho. Meu filho? Eu quero vê-lo! Me de!

-Aumentem a dose! – alguém grita.

Tento virar a cabeça para ver meu filho, mas não consigo me mover. O borrão colorido vai perdendo a cor, o que está acontecendo? Uma dor horrível invade meu corpo, ah! Achei que iriam me anestesiar! Junto com essa dor vem uma luz, mas ela não brilha, por quê? A luz vai se apagando a cada vez que se aproxima, estou no escuro. Sinto algumas picadinhas, mas não sei de onde vem, o que estão fazendo comigo? Não consigo encontrar a saída dessa escuridão, deve ter uma saída. Uma onda repentina de sono me domina, mas não quero dormir, quero ver meu filho! Que porra está acontecendo? Por que tiraram Taylor e meu filho de perto de mim? A escuridão amortece minha dor, se isso for o inferno, eu aceito. Sinto como se estivesse flutuando, deitada em penas macias, á dor foi embora, mas a escuridão teima em ficar. Vozes invadem minha cabeça, o choro do bebê, o grito de Christian, a voz de Jeff, Dra. Greene.

- Ana, sei que você pode me ouvir – Jeff? Sam? Não, é Christian – Desculpe meu anjo, eu te amo muito.

- Christian – a voz de Grace se sobressai – Deixe Ana descansar!

-Eu quero ficar mãe – Christian chora.

-Ela vai ficar boa filho – Grace deve ter abraçado Christian, porque seu choro cessa – Vamos cuidar do pequeno Ted.

-Ele é lindo – Oh, meu filho, falem do meu filho – Tem meus olhos, o meu nariz.

-Christian — Grace repreende – Ele é parecido com você, mas também com a Ana.

-É verdade – admite.

-Quanto tempo ainda mamãe?

-Eu não sei filho – Grace responde – O quadro da Ana é complicado, hemorragia, parada cardíaca, estresse, pressão alta.

-Tudo culpa minha!

-Tudo culpa sua – Grace concorda.

-Eu queria poder falar com ela, explicar o real motivo – Christian volta a chorar.

-Filho, eu te amo – Grace está apoiando Christian? – Mas realmente há justificativa para o que você fez?

-Eu não sei – admite.

-Então prepare-se para o pior – alguém meche no meu cabelo – Ela talvez não te perdoe, sabe disso, não é?

-Sim, eu sei – ele chora alto – Eu a amo mãe.

-Você já fez muita burrada filho – isso Grace, ele fez! – Ela já perdoou diversas vezes, você sabe o quanto isso é cansativo? Perdoar, perdoar? Ser enganada e sempre ser aquela que tem que abrir mão das coisas? – Christian fica em silêncio, acho bom! – Quantas vezes ela te perdoou? Três? Quatro?

-Não sei – ele ri sem humor – Perdi as contas de quanta burrada eu fiz.

-Não leve por surpresa se ela te rejeitar filho.

-Eu não sobreviveria sem ela mãe!

-O pior é se ela quiser tirar meu neto de mim – Grace chora – Eu sei que a Ana não é assim, vingativa, mas eu realmente temo não ver mais meu netinho.

-Ela não vai fazer isso mãe! – Christian a tranquiliza.

Droga, a escuridão de novo! Não! Eu quero ouvir mais! Por favor! Meu corpo afunda em uma agonia insuportável, meu filho está bem, mas e agora? Será que eu vou ter forças de abandonar tudo e ir embora com Theodore? A escuridão não quer me deixar ver, ela está me afogando. Preciso de um pilar. Ted. Não posso desistir, pelo meu filho. Agarro-me àquele choro familiar, eu preciso ouvir mais uma vez, saber que meu filho está bem. Eu não sei como ele é, isso é tão injusto.

-Shh! – Christian canta – Tudo bem filho, está tudo bem.

Abro os olhos e vejo Christian embalando Ted me seus braços. As lágrimas inundam meus olhos, meu filho é a coisa mais linda do mundo. Tão pequeno, tão forte, ele tem os olhos de Christian. Meu corpo não obedece ao meu comando, mas pelo menos posso ver meu filho, e ele é tão lindo. Ted chora no colo de Christian, mas se acalma assim que seus olhos encontram os meus, meu filho, uma parte de mim. Christian não parece ter consciência da minha presença, ele continua embalando nosso filho e cantando uma canção de ninar para fazê-lo dormir. Os grandes olhos cinzentos de Ted se fixam em mim, eu quero pega-lo no colo, eu quero toca-lo, mas meu corpo não se meche. Ted abre um sorriso tímido me minha direção e eu não consigo conter os soluços. Christian se vira apavorado, está com a mesma roupa daquela dia… Esqueço isso, meu filho é mais importante.

-Ana – ele me olha como se me visse pela primeira vez. Ele larga Ted no berço e sai chamando alguém. A Dra. Greene aparece imediatamente.

-Anastásia – ela sorri para mim – Como se sente?

-Morta.

-É compreensível – admite – Até porque você esteve.

-Por quanto tempo? – fico apavorada.

- Por quase um minuto inteiro.

-Meu filho – preciso mudar de assunto.

-Ele é perfeito Ana – Dra. Greene me examina e pela primeira vez percebo que não estou num quarto normal.

-Onde estou? – Pergunto curiosa.

-É mais complicado que uma CTI.

-Você vai ficar bem – Christian aparece atrás dela e sinto meu coração parar de novo.

-Grey – Dra. Greene o afasta – Saia, a pressão dela está caindo.

-O que? – Christian me olha desesperado. Droga, a escuridão está voltando – Ana, eu sinto muito, eu te amo.

Tento me concentrar na minha respiração, mas não consigo. Ele me ama? Como alguém pode amar uma pessoa se está se pegando com outra? Como ele pode dizer isso? Droga de escuridão, eu quero voltar para a luz, preciso falar com Christian, volta… volt… a.