Notas iniciais
Pessoal, quero agradecer muito a todos que acompanharam a minha fanfic e mais ainda aqueles que á recomendaram. Amei escrever essa historia, amei cada comentário, e por favor, preciso de uma sugestão para a minha próxima história.
Obrigada meus amores, e até a próxima!

-É minha vez! – A voz de Grace aparece.

-Não mãe, é minha vez! – Christian e Grace estão brigando?

-Christian Grey! – ela está braba – Você o alimentou o dia inteiro, é minha vez!

-Mãe! – Christian resmunga – Anastásia não vai tirar nosso filho de você, ela não é assim.

-Me de essa mamadeira Christian! – Grace e Christian brigam para amamentar Ted.

-Eu preciso disso mãe – ele faz uma pausa e continua – Me leva mais para perto da Ana.

-Ana está bem filho – Grace ameniza a voz – E está deitada a menos de cinquenta metros de você, agora me de essa criança ou eu vou te dar umas palmadas!

-Tudo bem – Christian cede. – Ana? – Oh, não percebi que tinha aberto os olhos.

-Ana? – Grace se vira com meu filho no colo. – Como você está se sentindo querida?

-Dói – opto pela verdade.

-Seu quadro é complicado, mas a Dra. Greene é uma ótima profissional, ele vai cuidar de você.

-Ana – Christian acaricia meu rosto e eu viro a cara. Obrigada corpo por me obedecer dessa vez.

-Grace – chamo com a voz fraquinha – Meu filho.

-Ele está aqui querida – ela se aproxima, revelando Ted grudado em uma mamadeira.

-É lindo – murmuro.

-Sim ele é – Grace faz seu papel de vovó coruja.

-Desculpe – Christian sussurra em meu ouvido – Por aquil…

-Saia – choro – Essa foi a gota d’agua, não quero mais você em minha vida, nem na de Theodore.

-Ana! – Grace me olha apavorada.

-Não vou impedir você de ver seu neto Grace – tranquilizo-a – Mas Christian não!

-Ana, por favor – Christian tenta.

-Não haverá discussão – essa é minha decisão – Se quiser uma batalha judicial por mim tudo bem, mas o máximo é uma vez por mês.

-Não faça isso – implora.

-Não faça isso? – grito e Ted chora.

-Chega, os dois! – Grace ordena.

-Grace, leve Ted para fora – peço.

-Ana…

-Por favor?

Grace sai, me deixando sozinha com Christian. Alguns dias atrás, a ideia de agarra-lo e joga-lo na cama seria tentador, mas agora, estou com raiva, muita raiva.

-Ana, por favor, deixe-me explicar – implora.

-Não – viro a cara, não quero que ele me veja chorar.

-Ana…

-Saia! Vá embora! Como você pode Christian? – choro.

-Não vou.

-Vá embora! – afundo meu rosto no travesseiro e choro.

-Não.

-Vá!

-Não – ele vem até mim.

-Não chegue perto de mim – aviso.

-Tudo bem, foi você quem pediu – diz com raiva.

Christian puxa meus braços e os aperta contra a cama. Não consigo me mover, estou paralisada e ele está ao meu lado. Jesus.

-Anastásia, olhe para mim – ordena – Não vou sair ou soltar você até que conversemos.

-Não quero conversar – choro – Quero você longe de mim. Tire suas mãos de mim.

-Ana – ele libera um das minhas mãos e puxa meu rosto, obrigando-me a olha-lo – Susannah tem fotos minhas.

-Ah Christian, obrigado – cuspo as palavras – Isso ameniza tudo.

-Você quer me escutar? – Christian liberou justo a mão que não posso mexer, justo a mão que está cheia de agulhas e soro – Ela não pode publicar o livro, mas se publicar aquelas fotos… Ana, fiz isso pensando no nosso filho, não quero que ele passe vergonha por minha causa. – ele aproxima seu rosto do meu e eu tento virar a cara – Susannah me agarrou um segundo antes de você entrar, eu não imaginei que ela fosse fazer isso, então eu ouvi o barulho do álbum que você deixou cair e… — ele larga meu rosto – Foi á coisa mais linda que eu já vi Ana.

-Fique com ele Grey – estou com medo, muito medo – Olhe para as fotos todos os dias e veja o que você perdeu.

-Não faça isso – pede. – Dei uma boa quantia a Susannah e ela não irá nos incomodar, nunca mais – fico pasma, quanto ele deu a ela?

-Estou cansada Christian, não quero mais isso – minto – Eu quero uma vida para o meu filho, onde a mãe dele não precise sair correndo com ele no colo a cada vez que o pai dele resolva matar a saudade das suas submissas.

-Não vou deixar você ir – diz decidido.

-Não cabe a você – seus olhos se enchem de lágrimas – Você irá vê-lo uma vez por mês, pode leva-lo ver sua família.

-Não.

-Não estou discutindo Christian – olho para ele – Estou decidida.

-Você pode não me querer, mas você vai comigo para casa e nós vamos criar nosso filho juntos – isso é uma ameaça? Um aviso? – Isso não está em discussão.

-Não.

-Sim.

-Chega Christian! – grito – Saia daqui!

Christian parece a ponto de me matar, mas não diz nada, apenas fica me olhando com um olhar triste. Achei que ele estava indo embora, meu coração dói, mas é o certo a fazer, quando ele se vira e investe contra mim, sua boca pedindo a minha. Tento resistir, mas seu gosto é tão bom, ah, que se dane, posso dizer que foi efeito do remédio depois. Correspondo ao beijo, envolvendo minha língua na dele, deixo o momento cuidar de mim, sei que será pior depois com isso, mas eu o quero tanto, não posso perdoa-lo, mas eu o quero, muito. Christian se afasta depois de uns minutos ofegante, eu também estou ofegante, ele pressiona nossas testas e sussurra algo para mim, mas não consigo entender o que é.

-Eu te amo – ofega – Não vou deixar você ir, prometo que vou contar tudo quando formos para casa.

-Me deixa sozinha – peço.

-Não, nunca mais – ele se afasta – Por que não senta?

Christian não espera que eu responda e me senta. Ele caminha elegantemente até o berço de Ted e o ergue nos braços. Ah, ele vai trazer meu filho para mim. Pego desajeitadamente Ted nos braços, ele está em sono profundo, tão lindo, tão parecido com Christian.

-Oi filho – beijei seu cabelo. Nossa o cabelo dele crescia rápido, assim como… Christian.

-É lindo não é? – Christian se sentou na cama comigo.

-O cabelo dele cresce rápido – sussurro inconsciente da sua presença.

-Assim como o meu – ele ri e passa a mão desajeitadamente pelo cabelo.

Ted abre os olhos e resmunga um pouco. Christian se levanta para pegar a mamadeira, mas para no meio do caminho. Ora essa, eu sou a mãe, posso amamenta-lo! Percebo que a única mão que posso usar é a que não tem agulhas em toda parte, oh merda! Christian tenta ocultar um sorriso sem sucesso, ele levanta a mão pedindo permissão, mas finjo não ver, nossa, me sinto tão… exposta. Ele puxa um dos meus seios e meu corpo fica quente, minha Deusa interior joga flores para a plateia, agradecendo. Ele demora propositalmente, deixando-me quente e molhada. Ted se gruda em meu seio assim que Christian disponibiliza, sugando com força. Meu pequeno bebê, tão faminto, tão lindo, eu o amo tanto. Christian senta ao meu lado e assiste maravilhado eu amamentando nosso filho pela primeira vez. Observo Ted mamar até que ele cai no sono, até dormindo ele é lindo, ressona tão tranquilamente no meu colo. Christian se levanta e estende os braços para pegar Ted, mas não quero que ele ou ninguém tire meu filho de mim, eu sinto tanta saudades desse pequenino.

-Ana, você precisa descansar – Christian tira Ted do meu colo.

-Estou bem – argumento.

-Ou você vai dormir ou vamos conversar – ele põem Ted no berço e olha para mim.

-Prefiro dormir – escorrego desajeitadamente para a cama e quase caio.

-Ana! – Christian me pega antes que caio – Cuidado baby.

-Não me chama assim – choro em seu colo.

-Shhh – ele beija meu cabelo, ah Christian – Desculpe baby.

-Ah Christian.

Christian permite que eu fique me seu colo. Ele me aninha em seus braços e canta baixinho uma musica para mim, sinto a escuridão vir me buscar, mas ela está diferente, mais… clara. Aceito-a de bom grado, porque sei que não é permanente.

Em meus sonhos, Christian embala Ted, que ressona tranquilo em seu colo. Os dois me olham assim que me aproximo, sorrindo abertamente. Ted vem para o meu colo sem resistência, me abraça carinhosamente, fico sem palavras, ah meu filho. Christian passa o braço ao nosso arredor e nos conduz até uma casa branca, toda decorada com flores.

“Mamãe – Christian beija meu rosto”

“Papai – abro meu melhor sorriso para meu marido”

A casa é maravilhosa, tem cheiro de rosas brancas com o melhor cheiro do mundo, o cheiro de Christian. Inalo várias vezes o ar, apreciando o cheiro do meu marido, meu marido, meu.

- Dois a três dias Sr. Grey – A voz da Dra. Greene me acorda.

-Ótimo – Christian parece feliz.

-Fizemos todos os exames e os dois estão bem – Dra. Greene garante.

-Depositarei hoje mesmo Dra. – Ah meu Deus, Christian está comprando a médica? Por isso estou sendo tão bem tratada.

-Certo.

-Dra. – Christian chama – Acho que Ana estará com fome, posso pediu algo para ela?

-Claro – concorda – Mas leve, vou pedir que tragam alguma coisa para el…

-Dra. Se me permite eu prefiro comprar algo – Christian meche no bolso do calça, escuto o som da chave do Escala, do Blackberry, ele entrega algo a ela, dinheiro? – Eu já comi a comida de hospital e é terrível.

-Claro Sr. Grey – Dra. Greene sai.

-Não é justo – resmungo.

-Oi – ele sorri abertamente – Como está se sentindo?

-Bem – tiro uma das cobertas, está muito quente – Por que está comprando a médica?

-Porque eu posso e porque quero o melhor tratamento para a minha mulher e meu filho.

-Sua ex-mulher – seu sorriso se desmancha – Desculpe.

-Ainda quero conversar sobre isso – ele vem se sentar na cama.

-Eu sei – agarro sua mão, inconsciente do meu movimento – Eu tive um sonho bom.

-É mesmo? – ele beija minha mão – Sra. Grey, seus movimentos voltaram.

-Aham – descanso minha cabeça em seu ombro – Fico feliz que não precise mais do Sr. para puxar meus seios.

-Ah baby – ri maliciosamente – Ninguém vai encostar em seus seios a não ser eu.

-Nem Ted? – provoco.

-Ele é uma criança – resmunga – Você entendeu.

-Sim Sr. Possessivo – viro a cabeça e permito que Christian me beije – Sei que vou me arrepender disso depois, mas eu preciso tanto agora.

-Eu sei baby – ele me beija de novo – Eu também.

-O que vai ser da gente daqui para frente?

-Não vou mais me esconder de você – ele beija meu cabelo – Vamos viver numa casa perto da praia, com uma campina linda e vamos criar nossos filho lá.

-Filhos? – olho assustada.

-Muitos e muitos filhos – brinca.

-Tenho a leve impressão que Theodore ocupará bastante tempo – comento.

-Uns vinte pelo menos – olho apavorada. – Brincadeira, mas pelo menos cinco.

-Christian! – bato de leve em seu peito – Você realmente quer me matar!

-Nunca baby – ele me aperta em seus braços – Não vou mais trabalhar, vou deixar Ros ocupar meu lugar, só vou quando realmente necessário. Vou ficar com você Ana, vamos ser uma grande família.

-Acho que dois está bom Grey – comento.

-Só dois? – finge decepção.

-Três? – arrisco.

-Cinco – ele ri.

-Grey não vou ter CINCO filhos! – não consigo resistir e sorrio também – É muito!

-Vamos amar cada um!

-Sim, nós vamos – aceito seus beijos de bom grado.

Christian cumpriu sua promessa sete dias depois da alta, levando-nos para morar na casa da branca de neve. A casa ficava de frente para uma campina maravilhosa, cheia de flores, era perfeito para criarmos nosso filho. Fico pasma olhando a casa á minha frente, depois de tudo que passamos conseguimos, finalmente conseguimos. Gail, agora a Sra. Taylor e o Sr. Taylor vem morar conosco, a filinha de Taylor vem visita-lo frequentemente e Ted fica cada dia mais lindo, mas como sou a mãe, sou suspeita em falar. Fico tentada a olhar para trás, lembrar de tudo que passou, tirar a limpo com Christian, mas desisto, não é preciso, nós vamos recomeçar de verdade agora, tenho Christian só para mim agora, não preciso ficar me perguntando onde ele estará, porque sei que será sempre ao meu lado. Sinto a mão de Christian em meu ombro.

-Vamos baby? – Christian segura Ted e me conduz até a casa nova.

-Vamos – sorrio e deixo o passado em seu lugar, agora vou abraçar meu futuro com Christian e viver o presente.