50 Tons De Sombras
13 Theodore
Christian entra feito um furacão em meu escritório, gritando para Isaac sair. Ele caminha em minha direção, mas para no meio do caminho, andando até as cortinas. Droga! Ele fecha as cortinas. Nada bom. Nada bom. Ele caminha de um lado pro outro, passando as duas mãos no cabelo, ele está duplamente irritado.
-Quando você parar com a sua crise infantil, talvez agente possa conversar – tento parecer confiante.
-Não sou o suficiente para você? – sussurra apavorado
-Christian! – caminho até ele, prendendo-o num abraço apertado – Você é mais do que eu posso pedir.
-Então, porque precisa de um submisso – ele chora. Oh, não!
-Céus, Christian! O que eu fiz com você – limpo suas lágrimas.
- Já perdi você, duas vezes – ele gesticula com os dedos.
-Vamos almoçar – pego sua mão e levo-nos até o elevador – Prometo contar tudo, mas primeiro, vamos almoçar.
-Isso é frustrante – ele diz, apertando o botão do elevador – Não imagina como quero fode-la fortemente agora, somente para ter certeza que é minha.
-Tudo bem – suspiro e paro o elevador.
Mudo o código, mandando-nos para o deposito. Perfeito, é hora do almoço, não haverá ninguém lá. Christian me olha com um olhar curioso, mas não diz nada. O elevador para, e eu o puxo para fora, conduzo-o até o fundo do deposito. Sem esperar, jogo-o nas caixas, pegando-o de surpresa, beijo seu rosto, tentando suavizar sua raiva. Christian me prende na parede, puxando minha saia para cima, ele abre minha blusa num puxão, estourando os botões. Oh merda, ele está muito brabo! Ele me penetra, abafando meu grito com um beijo, ele não esta sendo nada gentil. Preenche-me completamente sem dó, chegando ao orgasmo rapidamente. Minha deusa interior surta, por que ele pode gozar e eu não? Droga! Christian sai de mim, sem me deixar gozar, agora quem esta furiosa sou eu! Percebo que estou de olhos fechados e penso em aproveitar a oportunidade para brincar, mas paro no meio do caminho, Christian bravo não é nada brincalhão.
-Da próxima vez, vou chamar Isaac – murmuro sem pensar. Christian rosna e se abaixa, metendo a língua em meu clitóris. Oh! Não demora muito até sentir meu corpo se convulsionar, conheço essa sensação. Gozo em sua boca, mas Christian não para. Droga! Ele esta indo longe de mais.
-Chri… Christian! – gemo – Pare. Eu estava brin… Brincando.
-Diga amor – ele rosna em minha virilha – VOCÊ. É. SÓ. MINHA.
-Sim – gemo – Sua.
Sinto-me feita de gelatina quando Christian me larga. Caio no chão sem conseguir acreditar no que acabou de acontecer. Meu Deus Ana, e quando ele descobrir que você recuperou todas as propriedades dele? Ele vai me deixar de cama por meses! Ted acaricia minha barriga, feliz. Não posso acreditar. Theodore nem saiu e já esta do lado do pai. Christian me ajuda levantar, beijando-me por todas as partes que consegue alcançar.
-Agora – sussurra em meu ouvido – Vamos almoçar Sra. Grey.
-Vamos – seguro sua mão e caminhamos até a saída.
Christian escolhe o restaurante mais caro de Seattle para me levar, se fosse alguns meses atrás, teria sido motivo de discussão, mas agora, estou acostumada a este mundo, sinto-me mais próxima de Christian do que nunca. Permito que ele escolha nossa comida e nosso vinho… Ou melhor, o seu vinho, já que para mim ele pede uma água com gás. Melhor não discutir, Christian já esta pronto para me dar palmadas.
-Então –ele começa – Conte-me o que o filha da puta do Isaac estava fazendo no seu escritório.
-Elena tirou tudo de você por causa de uma chantagem barata de Isaac – começo, sentindo-me estupida, sem motivos – Estava preparada para usar, sei lá, chantagens ou até mesmo a força, mas não foi preciso – olho ao redor, certificando-me que ninguém esteja nos ouvindo – Isaac acreditou que os papeis que eu tinha sobre a mesa eram um contrato de submissão, então assinou sem ao menos perguntar.
-Filho da puta – Christian resmunga.
-Mandei hoje, antes de entrar para uma reunião, que meu advogado fizesse um documento, passando todas as propriedades de Isaac para o seu nome, mas o incompetente fez para o meu nome – olho para Christian, ele esta boquiaberto e arregala os olhos – Passarei pra você assim que tiver tempo.
-Ana! – ele exclama apavorado.
-Isaac concordou em ajudar, hum, no bem comum – não consigo encarar Christian, ele deve estar furioso – Não tem que se preocupar com nada, juro.
-Meu deus! – ele pula da cadeira e me ergue num abraço de urso – Nunca vou conseguir agradecer por tudo que você fez! – murmura em meu ouvido.
-Fiz porque te amo, Christian – rio maliciosamente – Posso pensar em muitas maneiras diferentes de você me pagar.
-Isso é uma provocação, Sra. Grey?
-Sr. Grey – mordo sua orelha – Ainda não inauguramos o quarto de jogos, talvez hoje à noite…
-Agora – ele me puxa para fora, largando o cartão de credito e o pegando de volta rapidamente – Venha, vou pagar minha divida agora.
-Christian – engasgo só de pensar no que esta por vir – Eu preciso ir trabalhar!
-Não! – ele chama um táxi e me joga dentro, sentando ao meu lado – Você tem sua própria empresa, pode ficar em casa!
-Christian não! – mordo o lábio para esconder um sorriso – Eu realmente preciso ir. Você poderia passar á tarde comigo – proponho – Mas terá que se comportar!
-Acho que posso trabalhar fora da empresa – ele reflete, aceitando minha oferta. – Mas me comportar? – ela passa a mão no queixo, num movimento sexy. Minha virilha se contorce. Meu Deus! – Veremos sobre isso depois.
Temos ainda meia hora antes de voltar ao trabalho. Christian da ordens ao motorista, mas estou tão cansada que não consigo acompanhar. Alguns minutos depois, o motorista nos deixa num bairro desconhecido, pelo menos para mim. Christian sorri abertamente, ele realmente conhece o lugar. Ele me conduz até o fim do bairro, levando-me até um lugar abandonado. Oh Deus, aqui? Ele me conduz por uma entrada escura, passando por uma balconista e entrando em uma porta completamente cor de rosa. Oh merda! É um Sexshop! Christian parece estar completamente á vontade, ele cumprimenta a vendedora, que some imediatamente. Coro até o dedo do pé, seguindo-o de cabeça baixa.
-Vaginal ou anal? – sorri, divertindo-se.
-Você esta brincando, não é? – aponto para a loja a nossa frente – Christian!
-Precisamos renovar os estoques! – defende-se – Quero brincar, mas não vou usar nada em você que eu já tenha usado antes – em outra pessoa, completo mentalmente.
-Hum, vamos de vagar – oh, isso é realmente constrangedor – Que tal começarmos com o básico?
-Certo – ele me puxa para dentro. Quero morrer! – Vamos pegar óleos.
-Não esqueça das bolas de metal – ruborizo
-Jamais, Sra. Grey – ele me conduz entre as prateleiras, pegando um pouco de tudo. Jesus! Não vou andar por meses! Solto um suspiro ao ver um urso panda pequeno. Sem pensar, o pego e abraço, sentindo seu pelo macio.
-Você não quer abraçar isso – Christian ri.
-Por quê? – não vejo motivos.
Christian solta uma gargalhada, deixando-me confusa. Tira o urso de minha mão e arranca a cabeça. Merda! É um vibrador! Christian não consegue esconder seu divertimento ao ver minha reação. Estou mais vermelha que a camisola de cetim que ele pegou para mim, mas não me deixo intimidar. Envergonhada, corro até a próxima seção, fingindo analisar lingeries.
-Você é a mulher mais frustrante que conheço – ele me abraça por trás.
-Christian – balbucio – Você sabe que não sou nada experiente.
-Eu sei – murmura – Tem algo me incomodando.
-O que foi? – Droga, o que eu fiz agora?
-Anastásia, confio plenamente em você – ele me vira, encarando-me com os olhos cinza. Estão
-Christian, você esta me matando!
-Você esteve com alguém? – Oque?! Fito-o boquiaberta – Enquanto estivemos separados?
-Não! – grito – É claro que não! – estou furioso – Christian, minha única preocupação enquanto estivemos separados era cuidar do nosso bebê! Passei noites trabalhando para poder ganhar um bom salário e dar a ele tudo que merece!
-Ana, não estou duvidando de você – ele me abraça, enterrando seu rosto em meu cabelo. Relutante, agarro sua cintura e me enterro em seu cheiro gostoso – Isso estava me matando – sussurra em meu ouvido – Eu te amo.
-Eu te amo – afasto-me e beijo seus lábios.
-Ah, Sra. Grey – ele morde minha orelha – Não acho que aqui seria um lugar apropriado, ainda estou furioso com você – avisa-me.
-Eu sei – Droga! – Eu realmente queria lhe contar qual são meus planos, mas não creio que vá concordar.
-Concordo com qualquer coisa que você queira, Anastásia – uma lagrima brota em seus olhos, fico apavorada – Perdi você por cinco dias e pensei que iria morrer. Perder você por quase quatro meses… Prefiro o inferno.
-Eu sinto muito – murmuro arrependida.
-Não sinta baby – seco a única lágrima com um beijo – A culpa foi toda minha, fui o maior imbecil do mundo.
-É, você foi – concordo, achando graça.
-Esta rindo de mim, Sra. Grey?
-Sim, Sr. Grey – entrelaço nossos dedos – O que fará respeito disso?
-Ah, Anastásia – seus olhos se incendeiam. Paixão e desejo disputando o primeiro lugar – Hoje a noite, vamos jogar.
Minha deusa interior tira os óculos e larga o livro, pronta para voltar ao quarto de jogos. Oba!
Christian e eu terminamos nossas comprinhas e voltamos para a Escala. Gentilmente ele abre a porta para mim e entramos no elevador. Merda! Christian segura a sacola com vários brinquedos, e agora estamos sozinhos num elevador. Ele vê minha expressão e ri, ele passa a mão pelo cabelo, decidindo se queremos repetir a trepada no elevador. Desvio o olhar, sem querer incentiva-lo, ele ainda esta furioso, preciso dar um jeito nisso.
- Sinto saudades do piano – murmuro sem pensar. Porra!
-Eu também baby – ele ri – Mas hoje, quarto de jogos.
Jesus. Meu coração para. Hoje promete. Theodore chuta forte demais minha barriga e eu caio, sem conseguir me agarrar. Christian esta ao meu lado no mesmo instante, desesperado.
-Ted – sussurro. Christian assente.
-Vamos – ele me pega no colo – Vou ligar para a Dra. Greene.
-Estou bem – arfo.
-Não discuta – ele é severo.
Oh, Christian. Meu cinquenta tons esta de volta. Ted se remexe, fazendo-me gritar. Droga! Filho, o que foi? Tento acariciar a barriga, mas ele esta inquieto. Christian me leva até o quarto, murmurando ordens para Taylor e Sra. Jones. Ele se deita ao meu lado, abraçando-me forte, mas as dores não diminuem.
-Ana, fique quieta – Christian me adverte.
-Não consigo – arfo.
Dra. Greene chega em tempo recorde, não consigo imaginar o quanto Christian deve ter lhe pago para que chegasse tão rápido. Ela manda Christian sair, que obedece relutante. Dra. Greene me examina, fazendo todo tipo de exame, certificando-se que Ted esteja bem. Ela escreve varias receitas médicas, inclinando-se para sentir a intensidade dos movimentos de Ted. Ela balança a cabeça, como se estivesse apavorada. Droga! O que meu filho tem? Não consigo conter as lagrimas, meu bebe.
-Acalme-se Anastásia – ela faz um carinho em minha barriga e chama Christian, que entra correndo.
-O que eles têm? – pergunta desesperado.
-Nada, Sr. Grey – ela sorri afetuosamente para mim – Seu pequeno anjo só esta inquieto.
-Então porque tantas receitas? – murmuro apavorada
-Sra. Grey, não quero apavora-la – ela esta brincado. Eu. Já. Estou. Apavorada – Mas, seu filho não é o que chamamos de calmo.
-Explique-se, Dra. – rosno.
-Há uma grande chance dele nascer antes do tempo – ela se vira para Christian – Não acho que será perigoso para o bebê, ele já esta se desenvolvendo com uma rapidez impressionante, mas…
-Mas…? – Christian sibila.
-Há um risco, mesmo que pequeno, para a Anastásia – Ela completa.
-Meu filho ficara bem? – Ufa! Estou aliviada. Se meu pequeno Ted ficar bem, o resto não me importa. Ops! Christian! Ele não vai ficar legal se eu partir.
-Ana! – Christian grita.
-Sim, Sra. Grey – Dra. Greene se dirige a porta – Recomendei alguns remédios que vão diminuir a dor, mas é temporário. Ligue-me se acontecer qualquer coisa. Qualquer coisa Ana!
Dra. Greene sai, deixando-me feliz. Ted. Meu filho. Bem. Christian deita-se ao meu lado, acariciando meu rosto com uma mão e a barriga com a outra.
-Teremos que brincar outro dia – murmura triste
Sinto muito – tento me virar para encara-lo melhor, mas não consigo, dói muito – Ai!
-Durma Anastásia – ele beija minhas pálpebras – Mandarei Taylor comprar seus remédios. Depois lhe trarei o jantar.
-Que pena – murmuro cansada – Queria ver meu ursinho.
Christian cora. Meu Deus! Eu sabia! Eu o vi pegando o urso-vibrador, mas não tinha certeza se tinha comprado. Jesus! Preciso deixar isso longe de Ted. Estou prestes a começar discutir meus planos para nosso futuro, quando Christian sai, apagando as luzes. Minha deusa interior faz beicinho, oh, nós queríamos brincar. Não demoro e pego no sono.
Em meu pesadelo, vejo Christian. Esta vestindo aquela calça rasgada do quarto de jogos, somente. Seu peito está nu e ele também não usa nada por baixo da calça, sua ereção é visível. Minha deusa interior se joga no chão, implorando para ser tocada. Tento chamar-lhe atenção, mas ele simplesmente finge não me ouvir. Estranho, quem Christian levaria para o quarto de jogos agora? Viro-me lentamente para dar de cara com Elena. Puta que pariu! Até em sonho essa piranha desgraçada vem incomodar. Devo estar sonhando com algum momento PASSADO, lembro a mim mesma. Desesperada, corro até a mesa onde Christian deixa seu relógio. Merda dupla! É dia três! Exatamente o dia em que eu o deixei na primeira vez!
Rapidamente lembro-me de suas palavras “Você acha isso engraçado Anastásia?” – disse desanimada – “Você não o viu no ultimo sábado!”
Mas você sim, sua piranha vagabunda! Tento correr, mas meus músculos estão paralisados. Involuntariamente, meus olhos voam até Christian, sua expressão é indecisa, talvez de dor. Canalha! Quero gritar, mas minha voz não sai. Elena se aproxima dele, tirando-lhe a calça, e agarrando firmemente sua ereção. Não! Filha da puta, ela não vai! Lentamente, ele abaixa a cabeça, chegando perto… Não! Grito.
-Ana – Christian me sacode – O que foi Ana? Por favor, não chore baby, por favor. – Christian me pega no colo, e eu choro. Ele realmente mentiu, ou foi só um sonho? – O que foi Anastácia?
-Você estava com ela – balbucio.
-Quem? Elena? – ele franze o cenho.
-Quando eu te deixei pela primeira vez – explico entre soluços – Você a levou para o quarto de jogos.
-Ah, o pesadelo – ele entende – Ana, eu jamais procurei Elena depois que você me deixou.
-Foi horrível – Agarrei-me a ele como se fosse o ultimo pilar do meu mundo.
-Hey, passou – ele aperta os braços ao meu redor – Eu estou aqui Ana.
-Acho que ela vai ficar muito zangada quando souber – rio internamente.
-Dane-se ela – Christian ri – Você foi muito esperta. Mas ainda estou brabo.
-Depois daquela cena na minha empresa, você ainda tem coragem de me dizer isso? – resmungo
-Ana, se bem me lembro, você adorou – ele passa o dedo pela minha camiseta rasgada – Ficou sexy com a camisa aberta.
-Christian Grey – finjo mau humor – Você me fez almoçar e sair por ai com a camisa aberta.
-Não estava totalmente aberta – ele brinca com meu sutiã – Você enfiou dentro da saia, nem apareceu.
-Grey! – falo em descrença – Esse era o objetivo? Matar-me de vergonha?
-Na verdade Sra. Grey – ele morde meu seio – Eu tinha intenção de lhe comer no lugar mais próximo que chegássemos.
-O que te fez mudar de ideia? – Minha deusa acorda, junto com Ted.
-Tive a ideia de fazer compras – lembro-me vagamente dele falar em fazer compras com suas submissas.
-Christian Grey! – agora estou furiosa – Você não ousou me levar onde levava suas submissas!
-É claro que não! – ele parece ofendido – Ana, depois que levei você ao Escavla, você ficou furiosa. Fiquei com medo que me deixasse.
-Não sei o que dizer – confesso envergonhada – Prometi não te deixar, mas deixei por duas vezes.
-Temos um bom motivo para acreditar que desta vez você vai manter sua palavra, não é? – acaricia minha barriga. Ted chuta fraquinho.
-Esse motivo está faminto – Ted concorda.
-Eu trouxe o jantar – aponta para a enorme bandeja ao lado da cama – Mas quando cheguei à escada, você começou a gritar.
-Obrigado – puxo a bandeja e devoro a janta. Christian me observa, divertindo-se claramente.
-Adoro ver você comer – sussurra em meu ouvido.
-Ted estava com fome – limpo meu prato.
-Caramba Sra. Grey – ele está admirado – Comeu tudinho!
-Podemos brincar agora?
-Ah, Sra. Grey – ele sorri maliciosamente – Com certeza.
Ele me puxa da cama, colocando-me sobre o ombro. Dou um tapa na sua bunda e ele me devolve com força Uou! Christian Grey realmente voltou. A noite vai ser quente.
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