50 Tons De Sombras
14 Elena
Notas iniciais
Elena.
Estou fervendo de raiva. Quem. Ela. Pensa. Que. É. Deitada em meu quarto, juro vingança a você, Anastásia Grey. Vou tirar tudo que você tem, começando pelo meu garoto. Pego meu telefone sem pensar, preciso de Isaac.
-Venha – ordeno – Seja de onde estiver.
-Não. – fico espantada. O que?
-Isso não é um pedido Isaac – rosno.
-Elena, você não manda mais em mim.
-Por favor – imploro.
Isaac desliga na minha cara. Filho da puta, quando você aparecer precisando de dinheiro, vou fazer você rastejar. Desesperada, ligo para Christian. Ele não atende. Desesperada e sem alternativas, decido ir até o apartamento dele. Meu motorista está pronto como sempre.
-James – cumprimento-o – Apartamento de Christian.
-Sim senhora
Olho para fora, a escuridão domina o céu. Quero meu garoto de volta. Quero Isaac de volta. Aquela vadia os tomou de mim, mas vou recupera-los. A casa de Christian não fica muito longe, mas hoje, James dirige excessivamente devagar. Merda!
-Vá mais rápido – ordeno impaciente.
Taylor está na entrada, guardando um dos carros de Christian. Ele arregala os olhos ao me ver, praguejando baixinho. Taylor tenta me impedir de subir, como se isso fosse possível. Passo por ele feito um raio, derrubando quem estivesse em meu caminho. Ninguém vai me impedir de ver meu garoto, nem aquela garotinha insignificante. Toco a campainha e Gail está a porta, os olhos arregalados, sem saber o que fazer, Taylor aparece atrás de mim, mas já é tarde. Entre sem ser convidada, berrando para Christian aparecer. Porra! Ele esta no quarto de jogos! A porta do quarto se abre e Christian aparece só de calça. Anastásia sai logo atrás, vestindo somente as camisetas dele. Vagabunda! Ele odeia que mecham em suas roupas. Ah, Anastásia, vou fazer você sofrer muito.
-Elena – Christian rosna – O que você está fazendo aqui?
-Preciso de você – sussurro, apavorada com seu tom.
-Vá embora! – ele grita. Anastásia entra no quarto.
-Por favor – imploro.
-VÁ. EMBORA. – seu tom é ameaçador.
Transtornada, deixo o apartamento. Escuto Anastásia gritar. Isso! Brigue com meu menino, para que eu possa consola-lo. Sem dizer nada, entro no carro. Graças a Deus, James não se atreve a me perguntar para onde vamos, apenas deixo-o me guiar. Eu preciso tanto de alguém, talvez Isaac já tenha superado sua crise. Pego meu celular e tento mais uma vez.
-Isaac?
-O que foi Elena? – resmunga sonolento.
-Estou passando ai – aviso.
-Estou dormindo – sussurra.
-Vou ser sua – tento – Hoje, você comanda. – ele fica em silêncio.
-Você bebeu? – por fim diz.
-Por favor, não me negue – imploro.
-Venha – sorrio e desligo.
-James?
-Para o apartamento de Isaac – informo.
-Sim senhora.
Isaac esta me esperando. Pela primeira vez em muito tempo, fico feliz por ter alguém. Estendo a mão e ele pega, levando-me para dentro, olho para James, num pedido silencioso de “espere!” e sigo Isaac.
Ao contrario do que penso, ele não me leva para o seu quarto, mas sim para a sala. Que seja então! Estou prestes a tirar a roupa quando ele me serve uma bebida, sentando a minha frente. Oque? Conversar? Agora? Não! Eu quero ação, não papo!
-Isaac – começo sem saber o que falar.
-Sente-se – ordena baixinho – Elena não vou foder você. – Fico boquiaberta – Nem hoje, nem nunca mais!
-Mas, Isaac…
-Sem essa de “mas Isaac” – cita acidamente – Cansei dos seus joguinhos, arrume outra marionete. Eu quero uma vida normal!
-Não posso te oferecer isso, sabe disso – resmungo irritada.
-Podemos ser amigos então – propõe.
-Sem sexo? – faço uma careta.
-Nada de sexo – ele sorri carinhosamente.
-Você vai se arrepende – mudo minha estratégia – Sabe disso, não é?
-Elena cheguei a conclusão – anuncia animado – Que se estivermos juntos, poderíamos continuar com esse sexo selvagem, e nas horas vagas ser um casal normal.
- Eu não quero uma relação normal! – grito exasperada.
-Eu quero – responde calmamente – Se você não pode me oferecer isso, então… — ele da de ombros.
-Isaac Price, você vai se arrepender amargamente por isso – grito enquanto saio.
James mais uma vez não demonstra reação ao me ver. Hum, ele seria um bom submisso. Isso me da uma ideia. Faço uma ligação rápida para Franco, avisando que amanhã não poderei ir trabalhar. Graças a Deusa, Franco também não resolve me atormentar com suas perguntas indiscretas. Oh, meu salão, somente meu! Meu Escavla. Tenho certeza que aquela garotinha insignificante vai tentar tira-lo de mim, mas não deixarei! Isso eu não permitirei.
-James – murmuro irritada – Acelere!
-Sim Sra. – Uh, amei o Sra. Foi tão… sexy!
Volto para meu apartamento, ordenando a James que me siga. Isaac e Christian me enxotaram, não tenho ninguém, ou talvez tenha, James, meu novo submisso! Oh, teremos que conversar primeiro, mas isso pode ficar para depois. Espio pelo ombro, certificando-me que ele esta me seguindo. Bom garoto! James não tem o padrão que procuro, mas terá que servir para hoje. Crianças, tão inexperientes! Abro a porta e o convido para entrar, ele esta tenso. Oh!
-James, você sabe o tipo de relações que tenho, não é? – questiono.
-Sim Sra. – responde de imediato.
-E o que pensa sobre isso?
-Não tenho que pensar Sra. – ele é tão cauteloso. Oh! – Apenas fazer meu trabalho.
-Muito bom James – elogio – Você é casado?
-Não Sra.
-Namorada?
-Não Sra.
-Ótimo – sorrio feliz – O que diria de ser meu submisso?
James fica branco. Seus olhos estão arregalados e ele esta boquiaberto. Bingo! Ele me quer,
-James?
-Eu n..não sei Sra. – gagueja.
-Por que não passa a noite comigo? – sugiro – Pode decidir pela manhã.
-Eu.. Eu
-Shhh! – ponho meu indicador em seus lábios, silenciando-o – Não pense, é perda de tempo.
Agarro James e o jogo na cama, sentindo sua ereção em minha barriga. Oh! Oh! Abro a gaveta e puxo o delicioso pacote de papel alumínio. Hora do Show!
-Vou dar uma pequena demonstração – sussurro mordendo sua orelha.
-Sra. Lincoln – geme baixinho.
Tiro sua camisa, usando-a para amarrar suas mãos. Lentamente, deixo-o nu, oh, que bela visão! Estou prestes a começar o show quando uma voz me impede. Christian! Merda, o que ele faz aqui? Será que meu garoto voltou para mim? E James? Saio do quarto sem me importar com meu novo brinquedo, correndo até onde Christian está. Porra, ele esta furioso! Amo vê-lo furioso, me excita! Desço as escadas dando pulinho de felicidades, vamos brincar muito hoje Christian! Aproximo-me dele, louca para abraça-lo e espanca-lo fortemente quando ele levanta a mão e atinge meu rosto. Oh! Não! Ele não fez isso! Levanto a cabeça levando minha mão até minha bochecha dolorida. Filho da puta! O que deu em você?
-Se você for perturbar á mim e a Anastásia mais uma vez – rosna – Eu coloco você na cadeia Elena!
-Christian – me apavoro – O que ela fez com você?!
-Ela me salvou – cospe as palavras para mim – Ao contrario de você, sua pedófila!
-Christian!
-Eu achei que entendia Elena – seu tom é ácido – O que agente fazia. Achei que era o certo, mas Anastácia está certa! Eu deveria ter pedido ajuda aos meus pais, eles iriam me ajudar mais do que você, sem me perturbar tanto, como você fez!
-Você não sabe o que diz, seu moleque – estou muito irritada – Eu salvei sua vida, ela é apenas uma garotinha insignificante – seu rosto perde a cor, mas continuo – Ela nunca satisfará você. Ela só quer seu dinheiro, esse filho, aposto que nem é seu!
Fui longe de mais! Christian me acerta dois tapas forte no rosto, deixando-me no chão. Ah Christian, quando a mascara cair, você virá correndo para mim. Ele se ajoelha ao meu lado. Ah, eu sabia, ele se arrependeu. Ele puxa meu cabelo, fazendo-me encara-lo.
-Se você falar mais uma vez da minha esposa – ameaça – Ou do meu filho, eu te mato Elena, juro por Deus!
Ele sai. Deitada no chão, não consigo segurar o choro. Depois de um tempo, volto para meu quarto. Droga! James ainda está lá. Cuidadosamente desamarro os nós e deito ao seu lado, surpreso, ele me abraça carinhosamente, deixando que eu chore. Sem forças, eu não o afasto, dormindo ali mesmo, em seus braços.
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