Christian resolve trabalhar no meu escritório, por algum motivo não quer me deixar sozinha. Trabalho sem conseguir tirar os olhos do meu lindo marido.

-Hora do almoço – ele levanta os olhos e sorri para mim.

-Tenho que trabalhar – suspiro – Vou pedir para Savannah trazer algo para mim.

-Não mesmo – ele levanta e vem até mim, fechando meu laptop – Minha mulher tem que se alimentar, pense em Theodore.

-Tudo bem – levanto as mãos, aceitando a derrota – Aonde você vai me levar?

-Somente almoçar – ele ri – Chega de emoções por hoje Sra. Grey, a menos que você tenha alguma coisa em mente…

-Comida – mordo o lábio.

-Sim, sei – ele me puxa para um abraço – Vamos almoçar, antes que eu mude de ideia.

O restaurante é muito sofisticado. Depois do episodio Susannah minha fome evaporou, junto com meu bom humor. Christian murmura algo para a hostess e se junta a mim.

-Não estou com fome – resmungo.

-Você vai comer – ele olha desafiando-me a responder – Já pedi a comida.

-Quando? – puxo assunto rezando para a hostess ter esquecido o pedido.

-Pedi a hostess – ele sorri.

-Ela estava dando em cima de você, sabe disso não é? – olho para ele.

-Não sei o que falar – ele passa a mão no cabelo e fecha os olhos, como se sentisse dor – Você está tendo que lidar com meu passado e eu realmente não queria que isso acontecesse.

-Não é culpa sua – eu não o culpo, mas deposito minha raiva nele. Boa Ana!

-É sim – ele levanta e arrasta a cadeira para o meu lado – Não quero que se sinta insegura, eu amo você – ele acaricia meu rosto – Sinto muito que tenha que passar por isso.

-Eu sei, desculpe – oh, eu o amo.

-Mas isso não vai livrar você do almoço – ele sorri – Você vai comer, ou vou por você no meu colo.

-Tudo bem – reviro os olhos.

-Sra. Grey, está revirando os olhos para mim? – uh, meu cinquenta tons…

-Sim – respondo com expectativa.

-Teremos que conversar sobre isso depois do almoço – oh, palavras cheias de promessas.

-Veremos Sr. Grey – empurro a cadeira dele para longe – Mas depois, agora, almoço.

A garçonete chega com a comida, mas eu realmente não estou com fome. Como controladamente, feito uma adolescente maluca, a cada vez que penso em parar de comer, Christian me olha ameaçadoramente. Nego a sobremesa, céus, vou explodir.

-Pronta Sra. Grey? – seus olhos estão escuros e famintos.

-Sempre Sr. Grey – ele ri ao entender o duplo sentido.

Christian paga a conta e me conduz até o carro, aonde vamos? Fico tentada a perguntar, mas escolho a surpresa. Christian me conduz até uma gigante casa, fico pasma.

-Um motel? – pergunto incrédula.

-Não – ele ri – É a casa do Welch.

Olho para ele envergonhada, ops! Christian nos guia pelo interior da casa, dispensando os empregados. O chefe da segurança do meu marido está em seu escritório, discutindo com alguém, acho que ele está passando tempo de mais com Christian. Assim que Welch nos vê, desliga o telefone e vem nos cumprimentar. Estou tão aborrecida por não estar com Christian na cama que não ligo para a conversa, só sei que Christian está questionando Welch pelo que Susannah fez. Entediada, mecho e remexo no meu Blackberry, nenhuma mensagem de Isaac, droga! Christian e Welch conversam algum tempo, depois nos despedimos e voltamos para o carro. Christian me olha divertido e curioso, ele sabe, que filho da puta!

-Você está muito quieta – ele tenta sem sucesso esconder o sorriso.

-Posso pensar em no mínimo trinta lugares que eu gostaria de estar com meu marido, e nenhum deles é a casa do chefe de segurança – resmungo.

-Eu sei baby – ele suspira e me encara, ainda se divertindo – Mas eu quero cuidar de você, não que você cuide de mim.

-Eu quero cuidar de você – retruco – Ainda mais agora que posso.

-Você já cuidou de mais de mim – ele sorri docemente, como posso vencer uma briga quando ele abre um sorriso desses? Estou prestes a responder quando o celular dele toca.

-Grey – atende.

-Aqui é a Susannah – trinco os dentes – Aceito sua proposta.

-Certo – Christian murmura indiferente – Vou depositar o dinheiro. Mais alguma coisa?

-Sim – ela ri maliciosamente. Vou mata-la – Quero falar com você, em particular.

-Posso mata-la? – pergunto baixinho. Christian me ignora.

-Susannah, não tenho nada para falar com você – e desliga.

Fico em silencio absorvendo a noticia. Primeiro, ela aceitou fácil de mais, segundo ele não respondeu a pergunta dela, apenas disse que ELE não tinha nada para falar. Filho da puta, nem pense Grey, eu mato você!

-Ana? – ele me olha com medo.

-Nem pense Grey – aviso – Se encontrar com ela, vou viver com Ted na Etiópia e você nunca mais vai nos ver!

-Meio longe não acha? – ele ri – Tudo bem, não vou falar com ela sem avisar a você.

-Não! – merda, ele tem planos para encontrar com ela – Nada de encontrar com ela, comigo ou sem!

-Certo – ele levanta as mãos momentaneamente em sinal de derrota.

-Grey, estou avisando…

-Eu não vou – ele sorri docemente, mas minha fúria não diminui… Talvez um pouquinho – Prometo.

-Quero voltar para o meu trabalho – resmungo.

-Ana…

-Agora – grito.

Não consigo controlar a minha fúria, sei que ele vai quebrar a promessa, só não sei se ele vai resistir a ela, então o Christian Grey que eu conheci vai dar as caras, o dominador. Assim que chegamos a editora, pulo para fora do carro e dou as costas a Christian, podemos nos resolver de noite, agora preciso ir trabalhar.

-Sra. Grey? – Savannah me chama.

-O que foi? – pergunto rabugenta.

-Tem um moço esperando na sua sala, eu pedi para ele esperar, mas ele entrou…

-Obrigada Savannah, não precisa chamar os seguranças, eu sei quem é.

Isaac está no sofá, me esperando. Quando me dou conta, estou presa em seus braços, ele me abraça. Oh Deus, que Christian não veja isso. Afasto-me constrangida e me deparo com um jovem feliz.

-Isaac? – pergunto surpresa.

-Fiz exatamente o que você fez – declara sem fôlego. O que?

-Mesmo? – pergunto sem entender nada.

-Dei a melhor noite da vida dela e depois fui embora – ele ri feito um moleque arteiro.

-O que? – pergunto sem acreditar.

-Ela ficou espantada – ele ri sem parar – Próximo passo é nega-la e desafia-la, certo?

-Bem, acho que sim – sua alegria me contagia – Fico feliz que esteja bem, mas como assim ela foi abusada?

-Ela não quis dar detalhes – ele funga – Mas deixou escapar que quando tinha três anos foi abusada pelo pai.

-Mas e a mãe? – isso tem algo errado.

-Não sei Ana – suspira – Mas quero saber tudo sobre ela, acha que consegue tudo?

-Vou tentar – para que ele quer isso.

-Vou quebrar todas as paredes que ela se esconde atrás – ele me da um beijo na bochecha e sai. Bom, pelo menos alguém está feliz hoje. Volto ao trabalho, triste por ter sido tão infantil com Christian, minha deusa interior se tranca no quarto, me deixando sozinha. Ótimo, nada pode piorar o dia.

-Ana! – Jeff entra correndo – Tem uma tal de Susannah Wolff ali fora querendo falar com você.

Puta merda, oque?

Notas finais
Aguardo ansiosamente e roendo as unhas os comentários de vocês.