50 Tons De Sombras
26 Sorvete de Baunilha
Notas iniciais
Você tem certeza que é esse nome Jeff? – merda, merda, merda.
-Sim – ele arqueia as sobrancelhas confuso – Devo mandar entrar?
-Sim – Oh Susannah, agora será só eu e você.
-Ok – Jeff sai e eu me preparo para receber a vagabunda.
-Sra. Grey? – ela ri ao ler a placa na minha porta.
-Sim – respondo friamente – No que posso ser útil?
-Acha mesmo que pode satisfazer o dominador? – aceno para Savannah fechar a porta.
-Susannah, eu já tive essa conversa com meu marido, com Leila, com Elena e agora estou tendo com você – encaro-a furiosa – Sim, eu posso, porque não sou uma donzela em perigo – levanto minha aliança.
-Inesperado – ela faz um gesto de desdém – Você não pode.
-Pense o que quiser – viro de costas para ela e encaro a bela paisagem a minha frente, Seattle – A única diferença entre você e uma mosca é que a mosca ainda é útil para a natureza, já você nem pra isso serve.
-Mesmo? – ela ri sem humor – Eu vou me encontrar com SEU marido e vou leva-lo para cama, para que ele se lembre o quão bom é ser o dominador.
-Você vai falar com ele para acertar o valor – viro-me para ela – Não dormir com ele, a menos que você seja uma prostituta.
-Pode me ofender – ela pega a bolsa – Já terminei.
-Até nunca Susannah – aceno.
-Sra. Grey –ela para na porta – Se quiser saber se estou mentindo, estaremos hoje ás 16h30min no restaurante na frente do escritório do dominador. Espero que apareça.
-Sonhe – aceno para ela sair.
Não consigo conter a fúria. Filha da puta! Jogo meu laptop no chão e ele se desfaz em mil pedaços. Christian que nem se atreva! Não consigo voltar para o trabalho, me sinto ferida. Peço para Savannah chamar Jeff a minha sala, hoje eles terão que se virar sem mim. Jeff aceita numa boa ocupar meu cargo por hoje, e eu vou embora. Droga! Eu vim com Sam e Christian, não vim de carro, cacete! Peço um taxi, mas não sei para onde ir, estou perdida.
Me vejo na frente do Escavla, totalmente perdida entro, ignorando a recepcionista. Isaac está trabalhando ao lado de Elena, porra, ele não podia estar sozinho? Quando ele me vê se apavora, mas não dou chance dele falar, puxo-o para um abraço e desabo em lágrimas, vejo pelo canto do olho que Elena nos encara, mas não está braba, parece comovida.
-Ei – Isaac me abraça forte – O que houve?
Não consigo falar, graças a Deus, Isaac não enciste para mim falar, só deixa que eu chore minhas dores. Elena volta um tempo depois trazendo um copo de água com açúcar.
-Você está bem? – ela pergunta.
-Não – soluço.
-Ana, senta – Isaac me leva até o sofá do escritório – O que houve?
Conto a história para eles, sem me incomodar por Elena estar ali. Isaac trinca o maxilar ao ouvir, mas Elena apenas balança a cabeça em desaprovação, mas não sei para quem, para mim ou Christian?
-Ana – Elena interrompe – Christian é assim, ele vai tentar resolver tudo sozinho, mas não acho que ele vá te trair.
-Mesmo? – soluço – Elena, eu disse que iria embora se ele encontrasse com aquela mulher e ele vai encontrar com ela!
-Você não sabe – Isaac interfere.
-Isaac – bufo em descrença – Se não fosse verdade ela não viria no meu escritório falar isso! Ela quer que eu encontre eles dois juntos!
-Acalme-se – Elena intervém.
Elena e Isaac me deixam ficar muito tempo, mas preciso saber se Christian realmente foi se encontrar com aquela vagabunda. Estranhamente Elena se oferece para ir.
-Você me odeia Elena – lembro a ela.
-Sim – admite – Mas isso não é justo com ninguém, eu vou Ana, sem discussão.
-Você vai me contar a verdade? – pergunto.
-Prometo – ela sai e eu desabo em lágrimas.
Aguardo o telefonema de Elena junto com Isaac, mas será que eu quero saber a verdade? O telefone toca e Isaac não me deixa atender, mas pela sua expressão já sei a resposta. Os olhos de Isaac ficam escuros, a raiva se sobressaindo. Pego meu telefone e ligo para a casa de Christian.
-Casa do Sr. Grey – Gail atende.
-Sra. Jones aqui é a Ana – minha voz está embargada – Arrume todas as minhas roupas, por favor, vou mandar alguém ir buscar.
-Sim Sra. – ela está desconfiada – Devo ligar para o Sr. Grey?
-O Sr. Grey está muito ocupado – lanchando uma vagabunda. – Não avise.
Desligo e me largo em lágrimas. Isaac me abraça e os soluços enormes escapam de mim, como ele pode trair minha confiança desse jeito? Peço a Isaac que chame o meu motorista, se é que ainda tenho um. Graças a Deus Jeff manteve meus empregados na casa que eu nunca usei, mas que é minha. Elena volta um tempo depois e eu ainda estou chorando, como pude ser tão burra? Ela se comove comigo e me abraça também, talvez ela não seja tão ruim assim, talvez. A atendente do Escavla avisa que meu motorista chegou e é a hora de dizer adeus. Despeço-me de Isaac e Elena e deixo que meu motorista que eu não sei o nome me leve para minha casa Meu telefone toca. É Christian.
-Ana – ele grita
-O que você quer? – estou exausta de tanto chorar.
-Está me deixando? – ele também estava chorando.
-Estou me deixando Christian – uma lágrima escorre por meu rosto – Estou me deixando ser livre, cansei disso.
-Por favor, não! – implora.
-Tenho certeza que Susannah será uma ótima submissa – seco meu rosto – Adeus.
Desligo sem dar a ele chances e falar, o que ele quer falar? Eu pedi a ele para não ir, eu pedi, eu avisei que iria embora se ele fosse, e mesmo assim ele fosse. Talvez ele não tenha tanta consideração assim por mim e meu filho. Meu telefone toca de novo.
-O que você quer? – grito.
-Não faça isso, por favor – Christian chora ao telefone.
-Já fiz – olho para fora da janela, minha casa – Vou seguir com a minha vida, vou fingir que você nunca existiu DOMINADOR.
-Ana, eu imploro – ele está desesperado.
-Não sou seu brinquedo Christian – desligo de novo e desta vez eu sei que é definitivo.
Eu não deveria ter deixado nada acontecer entre nós, eu deveria tê-lo deixado sozinho no hospital, teria sido melhor. Meu motorista cujo nome eu não sei leva minhas malas para minha casa. Não tenho vontade para ver ninguém, então subo direto para o meu quarto e me jogo na cama, sei que se dormir agora vou sonhar com ele e não quero.
Acordo atordoada, onde estou? Christian? Oh, não mesmo, estou na minha casa, sozinha. Estou com uma vontade loca de comer sorvete, de baunilha, verifico o relógio, meia noite! Não vou achar sorvete em lugar nenhum! Desço as escadas correndo, deve ter algo no congelador, merda, não tem nada! Ligo para Jeff, mas ele não atende. Droga! Só me resta ligar para Isaac.
-Ana? – sua voz está cheia de preocupação.
-Não ria, mas você tem sorvete de baunilha em casa?
-Não estou em casa – ele ri, oh, porra! – Elena tem em casa, venha aqui.
-Não – sinto-me envergonhada – Desculpe, não sabia que você não estava em casa.
-Ana – A voz de Elena aparece – Venha aqui, eu tenho – ela ri – Não tem problema, pode vir.
-Obrigado – Ted se meche, ah mocinho, por que você faz isso?
Pego meu carro e dirijo até a casa se Isaac, merda, eu não sei onde é a casa de Elena. Porra, não posso ligar e perguntar onde fica, é humilhante. Meu telefone vibra, uma mensagem de Isaac.
Condomínio Dught
apt 409
Esperamos você.
Isaac e Elena.
Não posso acreditar que no meio da madrugada vou para a casa da Sra. Robinson comer sorvete com ela e seu submisso, ou ex submisso. Dirijo até o apartamento de Elena e subo até o apartamento. Isaac e Elena estão me esperando com um pote de sorvete de baunilha, oba! Comemos o sorvete rindo das terríveis piadas de Isaac, ele não leva jeito para isso! Elena ri pelo esforço dele e eu para não perder a amizade, mas no final acabo rindo das tentativas frustradas dele de nos fazer rir.
-Satisfeitas Senhoras? – Isaac se levanta com o pote vazia e nós assentimos.
-Quem diria não é Ana? – Elena ri.
-Pois é – rio também – Se tivessem me dito que eu estaria comendo sorvete na madrugada com você eu iria rir.
-Eu também – ela admite – As coisas estão…
-Diferentes? – termino a frase entendendo o que ela queria dizer – Você está diferente.
-Estou – ela sorri para Isaac que está na cozinha – Ele me disse que teve ajuda – ela direciona o sorriso para mim.
-Confie nele Elena – ora de retribuir os favores de Isaac – De uma chance de verdade. Christian me disse que você era uma esposa troféu entediada, você já pensou em te ruma família de verdade? Filhos, netos?
-Não é meu estilo – ela vira a cara.
-Ah Elena, você é igual a Christian quando eu o conheci – o pensamento me entristece – Você não é eterna Elena, sua beleza não vai durar para sempre, deveria pensar em construir uma família de verdade com Isaac, ele te ama.
-Eu sei – suspira – Mas eu não mereço.
-Então faça por merecer – retruco.
-Não sei como lidar com isso – ela me olha triste.
-Você não tem que mudar do dia para a noite – pego sua mão – Vai quebrando suas barreiras uma de cada vez, ao lado dele – inclino a cabeça para a cozinha.
-Acho que vou tentar – ela sorri para mim e Isaac retorna a sala.
-Ana, quer dormir aqui? – pergunta.
-Não Isaac, obrigada – rio maliciosamente – Eu quero D.O.R.M.I.R – soletro – E tenho certeza que vocês vão manter a casa acordada a noite inteira.
-Quer que eu te leve? – Isaac se oferece.
-Posso fazer isso – me levanto – Obrigada, pela paciência, pelo sorvete, por tudo – sorrio para o lindo casal a minha frente – Tchau.
Dirijo para casa satisfeita. Elena gentil? Essa é nova. O desejo por sorvete passou, mas a dor no meu peito não, ah Christian, por que você fez isso? Olho para fora da janela e percebo que estou na frente do Escala, não consigo conter as lágrimas, oh Christian, eu realmente vou te amar para sempre. Pego meu telefone.
-Dean – meu advogado responde.
-Aqui é Anastásia Gr… Steele – faço uma pausa – Dean onde estão os papéis da minha separação?
-Estão aqui comigo – responde sonolento.
-Amanhã na primeira hora quero que vá até a Grey Enterprise Holding e entregue ao Sr. Grey – ordeno.
-Sim Sra. – ele espera mais ordens – Mais alguma coisa Sra.?
-Não Dean – seco as lágrimas que escorrem pelo meu rosto – Isso é tudo, desculpe o horário – desligo.
Amanhã Christian, será o fim, o meu, o seu, o nosso fim.
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