Notas iniciais
Quero agradecer a todos que favoritaram a minha fanfic e mais ainda aqueles que recomendaram. Muito obrigado mesmo!

Estou trabalhando quando Dean entra com um envelope. Meu Deus, Christian assinou. Sinto meu coração parar de bater, não vou suportar viver sem ele. Tento sem sucesso controlar minha respiração, a escolha foi sua Ana! Meu subconsciente me xinga.

-Srta. Steele? – Dean larga o envelope na minha mesa.

-Obrigada – digo com a voz embargada

-Srta. É melhor você abrir – Dean me olha zangado. Droga, o que Christian fez?

Abro o envelope e os papeis caem na mesa, picados! Não consigo deixar de sorrir, ah Christian! Meus olhos se enchem de lágrimas, estou tão feliz, chocada, e um pouco braba.

-Dean prepare outro – seco as lágrimas ainda rindo – Eu mesma vou levar.

-Sim Srta. – Dean sai e eu ainda continuo rindo. Oh, meu cinquenta tons.

Dean larga os papéis na minha mesa vinte minutos depois. Tomo coragem e vou até o escritório de Christian, não posso mudar de ideia agora, seja forte Ana. Entro no elevador lembrando cada momento que passamos lá dentro, um melhor que o outro, mas agora é passado. As recepcionistas loiras de Christian arregalam os olhos ao me ver.

-Sra. Grey – a loira um me cumprimenta.

-Srta. Steele – corrijo.

-Vou avisar o Sr. Grey que a Srta. está aqui – ela sorri.

-Não é necessário – tranquilizo-a – Eu espero aqui.

-Sra…Srta. Eu tenho ordens expressar que se a Srta. Vier eu tenho que chama-lo imediatamente – ela me olha confusa.

-Não sou mais a Sra. Grey – informo – Então não é necessário chama-lo.

-Certo – ela pega o telefone – Sr. Grey, o Sr. tem visita. – Christian grita no telefone alguma coisa mas não consigo ouvir o que é – Sim Sr. Eu mando esperar.

-Obrigado.

-Sra. Tem certeza que não quer que eu o chame? – pergunta apavorada – O Sr. Grey ficará muito brabo.

-Não se preocupe, não é necessário – pisco para ela e me sento, esperando Christian.

Ele aparece um tempo depois, sua expressão é carrancuda, ah, ele não está nada feliz. Seus olhos se arregalam quando me vem, mas mantenho a expressão neutra, não posso demonstrar o quanto eu ainda o amo, preciso ser forte. Levanto-me para cumprimenta-lo formalmente mas ele começa a gritar com as loiras da recepção.

-Sr. Grey – interrompo – Eu pedi que as suas secretarias não o chamassem, não era necessário – Christian me ignora.

-O QUE EU DISSE? – grita com elas – QUANDO A SRA. GREY VIER É PARA ME CHAMAR IMEDIATAMENTE!

-Srta. Steele – corrijo-o e ele fica branco. – Sr. Grey, preciso de uma assinatura sua – falo usando minha voz mais falsa.

-Vamos conversar no escritório SRTA. Steele – ele gesticula para que eu entre na sala. Ops! Péssima ideia! Eu e Christian, sozinhos numa sala que pode ser trancada por dentro, terrível ideia!

-Sr. Grey serei breve – jogo os papéis em cima da mesa dele – Só preciso que assine isso.

-Ana – ele fecha os olhos – Por favor.

-Assine Christian – viro a cara não querendo encara-lo. Merda, é mais difícil do que pensei.

-Não faça isso – ele chora.

-Não faça você isso Grey – sou 100% formal.

-Anastásia, por favor – ele se ajoelha na minha frente – Eu te conto tudo…

-Não quero saber se a sua submissa te deixa amarra-la ou não! Eu não quero saber de nada – saio da frente dele – Já chega disso Christian.

-Ela não é minha submissa, você é minha mulher – ele se levanta – Você realmente quer isso?

-Está na hora de por um ponto final nisso, antes que nós nos machuquemos mais – as lágrimas escapam dos meus olhos, merda! – Não quero nada seu, pode ler a vontade Christian.

-Eu não quero perder você – escuto seus passos, ele está vindo.

-Christian – me viro e ele está parado a minha frente – Eu já consegui quebrar suas barreiras, você é um novo homem – toco seus braços – Você vai encontrar alguém que seja boa suficiente para você.

-Eu não quero ninguém Anastásia – ele pega minha mão – Só você.

-Não posso mais me machucar assim Christian – tento soltar minha mão.

-Não faça isso – ele recomeça o choro, droga.

-Chega – chego mais perto e seco as lágrimas que encharcam seu rosto – Não vamos mais nos machucar, vai ser melhor.

-Não posso viver sem você – ele me abraça forte e enterra o rosto no meu cabelo. Lembro-me do garotinho pequeno de olhos cinzentos chorando, oh Christian, eu também não quero perder você, eu te amo tanto. – Por favor – implora.

Não consigo responder, estou paralisada, oh, meu cinquenta tons, eu não quero deixar você. Christian se afasta um pouco de mim e me beija. Sou pega desprevenida, ah, jamais imaginei que ele faria isso, deixo que sua língua invada minha boca, merda, é tão bom, definitivamente não vou conseguir viver sem ele. Aproveito esse último momento sentindo-me um monstro por faze-lo passar o inferno quando eu for, mas não tenho escolha, sempre vamos nos separar até que ele tenha a brilhante ideia de transarmos. Não posso mais me machucar, não assim.

-Christian – me afasto – Não faça isso.

Christian bate palmas e as cortinas se fecham, ops! Mudanças de planos. Christian me beija novamente e minha mente fica em branco, Jesus, como depois de tanto tempo ele ainda tem esse efeito sobre mim? Minha deusa interior volta com força total, ah, isso não vai prestar. Christian nos deita no sofá, ficando por cima de mim, por um momento a minha mente clareia, é minha única chance. Tento me libertar de seus braços, mas ele não deixa, depois de um tempo e de varias tentativas frustradas, percebo que Christian está com o rosto enterrado em um cabelo e ele está molhado, droga, Christian ainda está chorando. Talvez pudessem ter mais um momento, somente um, antes do adeus. Pego seu rosto entre minhas mãos e seus olhos estão inchados de tanto chorar.

-Eu sempre vou amar você – sussurro em sua boca.

-Então não me deixei – implora.

Beijo seus lábios suavemente e sinto seu gemido, merda, isso não vai prestar mesmo. Rapidamente Christian tira minha calcinha e minha saia sobre, ah, como sinto sua falta. Ele não espera e entra em mim, ah, isso é tão bom. Levanto o queixo, saboreando a plenitude, ele é tudo em minha vida, como posso pensar em deixa-lo?

-Por favor – implora.

Christian não demora a atingir o clímax, levando-me com ele. Sinto que estou em mil pedaços, não quero deixa-lo, mas não sei como agir diante dessa situação.

-Eu amo você – ele beija meu rosto, meu pescoço, deixando lágrimas.

-Eu também amo você – acaricio seu cabelo – Nunca vou deixar de amar Christian.

-Não me deixe – ele levanta os olhos e me encara – Eu juro que nada aconteceu entre mim e Susannah.

-Não é o fato de ter acontecido algo ou não Christian – suspiro, ah, lá vamos nos de novo – Christian se eu achasse que você transou com Susannah eu nem estaria aqui! Mas eu pedi para você não ir vê-la.

-Eu sei – ele fecha os olhos.

-Sempre vamos nos machucar, não podemos continuar juntos – beijo o canto da sua boca – Eu te amo e sempre vou te amar, mas não podemos ficar juntos.

-Eu vou mudar – ele me fita.

-De novo? – rio sem humor – Quantas chances precisa Christian? Talvez pudéssemos fazer um contrato. – me levanto.

-Diga o que eu preciso fazer – ele se levanta também – Eu faço Ana, juro.

-Não jure – respondo friamente.

-Susannah quebrou o contrato de confidencialidade, ela sabe disso – merda, ele está falando, mas será que eu quero ouvir? – Ela quis se vingar pelo que eu fiz com Leila, pelo jeito que eu a deixei… transtornada.

-Bela desculpa Sr. Grey – procuro a minha calcinha, onde está?

-Anastásia, tudo o que Susannah quer é dinheiro e fama – Christian se aproxima e eu fico paralisada. – Ela nunca me teve e não vai ter.

-Que bom para você – tento me esquivar, mas seus braços me pegam – Christian.

-Vamos conversar com calma – ele beija meu pescoço e morde – Só nós dois, hoje a noite, na sua casa – ele me larga.

-Estou ocupada – retruco.

-Não, não esta – ele ajeita a gravata – Não vou desistir de você.

Meu coração se aperta, merda!

-Sra. Grey nos vemos hoje á noite – ele sorri docemente para mim.

Tento manter a calma, mas meu Deus, eu amo esse homem. Saio correndo da sua sala para não cair no caminho da tentação de novo, como ele pode ter esse efeito sobre mim? Preciso organizar meus pensamentos. Droga de elevador que não vem! O que eu faria por aquele homem? Uma loucura? Volto correndo até a sala de Christian e ele está com a minha calcinha na mão, ele arregala os olhos ao me ver, mas não ligo. Vou até ele, pegando-o pelo colarinho e tasco um beijo nele. Sei que eu não deveria ter feito isso, mas como posso resistir? Não consigo viver sem ele, não consigo respirar sem ele. Ficamos presos na nossa própria bolha por um bom tempo, até que ele se afasta, ofegante.

-Segure isto – toco a calcinha em sua mão – Vai precisar para hoje de noite Sr. Grey – sorrindo, saio da sala.

Certo, isso sim foi maluquice. Temos muito para conversar, mas isso não pode atrapalhar nossas vidas, eu o amo e quero-o perto de mim.