50 Tons De Sombras

28 Reconciliação.


Definitivamente não tenho condições de ir trabalhar. Meu cabelo está todo desarrumado, estou ofegante e corada. Dirijo diretamente para casa, sem condições alguma de falar, rapidamente dou ordens para o jantar ser divino e vou me deitar, sonhar com meu Christian.

Ok, deitar foi uma péssima ideia. Rolo na cama feito uma adolescente apaixonada sem saber o que fazer. Vou até meu guarda roupa e pego meu melhor vestido, e o mais decotado também. Ah Grey, eu também sei brincar, e gosto muito de brincar. Checo o horário, não e nem meio dia! Vou até o banheiro e arrumo meu cabelo, estou… apresentável.

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Dirijo um pouco e entro no primeiro restaurante que encontro, vai ter que servir. Estou morrendo de fome, então escolho a primeira coisa do cardápio, e uma água com gás.

-Posso me sentar? – olho para cima e encontro Christian.

-Não achei que iria ficar de pé mesmo – gesticulo para ele sentar.

Christian chama o garçom.

-Traga-me a cartela de vinhos e para comer o mesmo que a Sra. Grey, por favor – ele me olha divertido.

-Sr. Grey, creio que está com algo que não lhe pertence – finjo desaprovação.

-Sra. Grey –ele ri – Você me pertence e as suas coisas também.

-Realmente precisamos conversar – abaixo os olhos para as minhas mãos.

-Sim, precisamos.

A comida não demora muito para chegar, mas perdi a fome, totalmente. Levanto os olhos esperando ver Christian me encarando com olhar de reprovação, mas não, ele sorri brincalhão.

-Sra. Grey – ele passa a mão no cabelo – Espero que eu não seja o motivo da sua perda de apetite.

-Christian, acho melhor não irmos j…jantar hoje – gaguejo.

-Isso é porque não sabe onde a nossa conversa vai terminar? – ele ri maliciosamente.

-Não quero mais isso – balanço a cabeça e afasto minha cadeira da dele – Christian eu já me machuquei de mais, não quero mais isso, por favor.

-Não quero que você se machuque – ele me olha triste – Eu só não sei o que fazer Ana, eu não consigo ficar longe de você. – ele fecha os olhos – Você tem noção do que me fez passar hoje de manhã quando mandou aquele sujeitinho me entregar os papéis da… separação – ele abre os olhos e me fita apavorado.

-Estou tentando evitar você – explico.

-Onde você foi ontem de noite? – Woah, isso que eu chamo de mudança de assunto.

-Não é da sua conta – me defendo.

-Você é da minha conta – toma um gole de vinho – Fale.

-Fui ver Isaac – confesso. Christian trinca o maxilar.

-Mesmo? – pergunta cético.

-Eu acordei com uma vontade louca de comer sorvete de baunilha – filho vermelha até o dedinho do pé – E Isaac estava com Elena, então fui ao apartamento dela, e nós ficamos lá.

-Você foi comer sorvete de baunilha na madrugada com Elena? – ele ri – Como o destino gosta de brincar.

-Ela está mudando – defendo-a – Isaac está ajudando, ela vai conseguir.

-Eu sei como é isso – ele pisca para mim – Você também me salvou.

-Não tanto quanto eu queria – tomo minha água

-Eu sei.

-Preciso ir – me levanto.

-Vou com você – ele entrega o cartão ao garçom.

-Eu quero pagar! – protesto

-Próxima vez – sua voz está cheia de promessa, ah, me arrepio inteira.

-Até mais – despeço-me.

-Espera – ele segura meu braço – Vou com você, não vim de carro.

-Como assim? – franzo o cenho, tem coisa errada.

-Taylor me deixou aqui – ele abre seu sorriso toro, oh, vou desmaiar.

-Certo Grey – olho desconfiada – Pode vir comigo.

-Vamos – ele pega o cartão e me conduz para a entrada do restaurante.

Dirijo em silêncio, torcendo para que as sinaleiras estejam abertas, mas não tenho sorte, a primeira que passamos está fechada, ótimo!

-Quer conversar? – Christian pergunta.

-Não.

-Quer fazer o que então? – ele sorri maliciosamente.

-Deixar você na sua empresa e ir para a minha – lanço um olhar de “não estou para brincadeiras”.

-Anastásia – ele põe a mão na minha coxa – Eu sei que você me ama, me perdoa, eu juro que vou te contra tudo.

-Não quero saber Grey – merda, estamos parados na segunda sinaleira.

-Susannah conseguiu o que queria – murmura

-Ela não fez nada – resmungo – Foi você.

-Ela queria você longe de mim, para poder me ter só para ela – ele me olha inocentemente – Acho que conseguiu.

Piso no freio na mesma hora. Estou morrendo de raiva, como assim ela conseguiu ele? Acelero o máximo que posso e dirijo direto para minha casa, vendo Christian tentar esconder um sorriso, filho da puta, eu vou te matar! Quase derrubo o portão da casa ao entrar, estou fervendo de raiva. Pego Christian pela mão e levo para dentro de casa, sei que vou me arrepender, mas que se dane, Susannah não vai ganhar ele! Arrasto ele para o meu quarto, fechando a porta com um chute. Coloco Christian contra a parede, agarrando-o pelo colarinho.

-Não mesmo Grey – beijo-o no momento seguinte.

Fico pensando se é isso mesmo que Susannah quer, Christian ou fama? Independente do que ela queira, não vai conseguir, Christian é meu, só meu. Não tenho paciência para abrir botão por botão a camisa de Christian, então rasgo, jogando nós dois na cama. Christian ri feito uma criança contra minha boca, rasgando toda a minha roupa também. Puxo sua calça, estourando os botões, ah Grey, você é meu, só meu. Estou montada nele, beijando todo seu corpo, ele geme embaixo de mim e isso me extasia. No momento seguinte estou embaixo dele e ele está dentro de mim, fazendo-me gritar. Ah, isso é maravilhoso! Christian sai de dentro de mim, deixando um gostinho de quero mais, e eu realmente quero. Ele desce a boca para minha barriga, oh, eu sei suas intenções, e eu amo elas. Ele faz círculos com a língua em meu clitóris e eu grito, sei que estou falando algo, mas não consigo entender o que é. Eu gozo em sua boca, mas ele parece não se importar e continua a tortura gostosa, ah, ah. Puxo seu cabelo forte e ele geme, subindo sua boca até meus seis, oh não Christian, é minha vez. Giro meu corpo até ficar em cima dele e faço uma trilha de beijos do seu pescoço até seu pé e mordo seu dedinho. Arrasto minha boca até seu pênis, e chupo forte. Ah Christian eu disse que sabia jogar também. Ele geme e se contorce em baixo de mim e eu roço os dentes nele, até que ele goza em minha boca. Ah, a quem você pertence Grey? A Susannah que não é. Deito-me sobre seu peito, sentindo-me vitoriosa.

-A quem você pertence mesmo Grey? – mordo seu pescoço.

-A você – ele está ofegante – Somente a você.

-Eu sei – rio em seu pescoço.

-Não me deixe – ele se vira para me encarar.

-Não acho que tenho alternativas – seu rosto desmorona – Não consigo viver sem você.

-Ah Sra. Grey –ele ri – Eu também não.

-Não faça mais isso – peço.

-Não, nunca mais – me garante.