50 Tons De Sombras
29 Marcas
Notas iniciais
Prometo que vou arrumar um tempo só pra vocês.
Quero muito agradecer a Luciene que é uma fofa. Ela me mandou uma mensagem, preocupada com meu sumiço. Muito obrigada Luciene pela preocupação e desculpas a todas vocês pela demora.
Estou deitada no ombro de Christian, ouvindo sua respiração irregular, ah, como eu amo esse homem.
-Temos uma festa hoje á noite – ele beija meu cabelo.
-Mesmo? – levanto a cabeça para olha-lo.
-Sim – reviro os olhos – Sra. Grey, está revirando os olhos para mim?
-Estou – sorrio em expectativa – O que você vai fazer em relação a isso?
-Ana, não me provoque – avisa – Faz tempo que eu não lhe dou umas palmadas.
-Ah, como seria bom umas palmadas agora – brinco.
-Não seja por isso Sra. Grey – num movimento ele me pega no colo e me vira de bruços. Jesus – Se for demais, você tem que me dizer, ok?
-Sim – sussurro.
Christian usa algo para vendar meus olhos, mas não sei o que. Ele me larga e eu fico tensa, meu Deus, ele vai escolher a arma. Não demora muito e eu estou no seu colo de novo, nua e exposta. Ele massageia meu traseiro e eu me preparo para receber sua mão, mas não é o que vem. O chinelo que Christian segura toca a minha pele e deixa marca, minha nossa, isso doeu, mas é excitante pra cacete! Ele continua a tortura contando a cada vez que o chinelo encosta em minha pele, oh. Sei que vou ficar dolorida e minha pele vai ficar marcada por semanas, mas isso não importa agora.
-Tudo bem? – ele lambe meu ouvido.
-Sim – ofego.
-Vamos até o vinte amor – e o chinelo encosta em mim de novo e eu grito, ah!
-Christian – balbucio – Eu vou ficar marcada!
-Não se preocupe, não pretendo deixar a marca do chinelo em você – ele morde meu traseiro, ah!
Estou ofegante quando ele grita “vinte”. Não sei se consigo levantar, mas tento sair do seu colo. Christian me segura forte, céus, o que ele vai fazer agora?
-Ainda não – ele me aperta ainda mais – não vou deixar você com marcas de chinelo – ele ri – Vou te deixar com a minha marca.
Cristo! Não sei o que ele vai fazer, mas estou com medo. Ele morde forte a minha bunda, e eu grito. Ele continua a morder forte todo meu traseiro, nossa, acho que vou ficar rouca. A tortura continua até que sinto que estou quente, meu traseiro está quente.
-Pronto – ele me deita ao seu lado. – Perdeu a fala?
-Sim – ofego.
-Ah Sra. Grey – ele passa seus longos e habilidosos dedos em meu corpo, ui! – Como está meu filho?
-Calmo – me enrosco nele e cochilo.
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-Vamos acordar amor – Christian beija meu rosto.
-Não – protesto sonolenta.
-Vamos nos atrasar – avisa.
-Que horas são? – não poderia ser tão tarde assim, poderia?
-Temos quarenta minutos – informa.
-O que? – salto da cama correndo e corro para o banheiro.
Tomo um banho rápido. Uh, estou dolorida. Quando saio, Christian não está no quarto e nem no closet. Minha deusa interior cruza os braços e faz beicinho, droga! Em cima da cama, há um vestido preto, com um decote farto. Minha nossa, ele escolheu minha roupa! Tiro minha calcinha e coloco uma de suas cuecas, ah Christian, a noite vai ser maravilhosa. Quando desço as escadas dou de cara com o meu Deus grego esperando por mim, não consigo esconder meu sorriso, ele é tão lindo.
-Pronta? – sua língua faz círculos em minha orelha.
-Sim – gemo.
Por algum motivo Christian quer evitar o elevador, droga! Minha deusa interior fecha as portas com uma plaquinha de greve que vai durar até o fim da noite. Taylor está nos esperando no carro. Ficamos em silêncio até chegar na bendita festa, não consigo esconder minha decepção ao ver o tamanho da festa, é a maior que eu já vi! No mínimo está duas mil pessoas na festa, caraca! Christian cumprimenta os convidados e eu faço o mesmo, com um sorriso forçado no rosto. Se Christian esperava que eu ficasse para cumprimentar todos, ele se enganou! Puxo-o do último casal que nos cumprimentou e nos forço a ir até alguma mesa, ele ri da minha expressão quando nos sentamos.
-Sra. Grey, está tudo bem? – ele põem sua mão em minha perna.
-Sim – tiro sua mão
-Está me negando Ana? – ele não consegue esconder sua surpresa – Anastásia? – ele está preocupado.
-Sim? – pisco inocentemente.
-Está me negando?
-Na frente de no mínimo duas mil pessoas? – arqueio as sobrancelhas – Sim Grey!
-Ana – ele geme e enfia a mão por baixo do meu vestido – O que?
Christian não é nada discreto e levanta o meu vestido, sei que alguns olham, mas não consigo esconder meu sorriso de satisfação. Sim Grey, estou usando de novo sua cueca!
-Interessante – resmunga.
-Comporte-se – cochicho.
Um homem começa a falar no microfone, pedindo dinheiro para ajudar crianças, pego minha bolsa e deposito na caixinha da mesa um cheque com valor absurdo. Christian me olha perplexo e deposita algumas notas de cem dólares. O resto da noite foi pior que entediante apesar de ter passado rápido. Eu e Christian tiramos milhares de fotos que vão sair nos jornais, argh! Milhões de dólares foram doados, muitas fotos tiradas, muitas pessoas cumprimentadas e eu cansada! Não sei até que ponto posso mais aguentar, sei que Christian também está cansado.
-vá até o banheiro e tire isso – ele puxa o elástico da cueca.
-Não! – protesto.
-Se não for ao banheiro eu tirarei aqui! – ameaça.
-Você não se atreveria – meu coro cabeludo começa a pinicar, oh Deus!
-Anastásia – ele põe a mão por baixo do meu vestido e eu levanto, quase correndo até o banheiro.
Quando chego ao banheiro estou ofegante. Mas que droga! Como ele pode ter esse efeito sobre mim? A verdade é que eu o quero. Aqui. Agora. Mas é melhor manter a calma. Lavo meu rosto com água bem fria varias vezes, até que sinto minha excitação se acalmar. Estou preparada para voltar á festa quando viro e me dou de cara com Susannah. Filha da puta, o que ela está fazendo aqui? Meu coração acelera, minha pulsação acelera e a adrenalina percorre o meu corpo mais rápido que meu sangue. Minha mão está coçando, ah Susannah, se não estivéssemos numa festa cheia de pessoas você já teria sentindo o peso da minha mão! Viro-me para sair, não quero falar com ela.
- Anastásia – ela chama – Está me evitando?
-Caramba – dou um sorriso debochado – Que esperta você!
-Não deboche de mim – rosna baixinho – Não quero brigar, mas ainda não terminei minha vingança.
-Sua vingança? – rio sem humor – Você é uma piranha que quer meu marido, somente isso, não é vingança, é a sua natureza de prostituta!
-Não se atreva! – ela levanta a mão para me dar um tapa, mas sou mais rápida. Minha mão atinge em cheio seu rosto e ela cambaleia para trás com a força do tapa.
-Não se atreva você! – grito – Christian não quer nada com você!
-Eu vou acabar com você – ela chora.
-Ana? – Christian entra no banheiro e fica paralisado – O que você está fazendo aqui? – grita furiosamente para Susannah.
-Dominador eu…
-Não me chame assim! – ele vem ao meu lado e põe a mão em minha cintura, puxando-me para si – Seu dominador está lá fora, lhe esperando Susannah! Eu já conversei com ele.
- O que? – ela chora.
-Suma daqui – aponto para a porta e ela sai chorando.
-Você está bem? – Christian beija meu cabelo.
-Minha mão está doendo um pouco – confesso.
-Belo tapa – elogia.
-Como sabe que foi só um tapa? – olho desconfiada para ele, a quanto tempo estava assistindo?
-Você ainda está com sua aliança baby – ele puxa minha mão e beija meu anel – Não acho que tenha sido um soco, não é do seu feitio, mas se foi um tapa, foi muito bem dado! – ele ri.
-Não é engraçado – me afasto.
-É sim – ele me puxa de volta – O rosto dela ficou bem vermelho.
-Christian… — ele não me deixa terminar de falar. Vai até a porta e gira a chave. Meu. Deus. Estamos. Trancados. Sozinhos. No. Banheiro!
-Shh! – ele me silencia com um beijo – Estou com saudades.
-Acho melhor nã…o…oh – Christian se abaixa e vê que tirei a cueca.
-Eu acho – ele ri e começa uma tortuosa seção de beijos pelas minhas pernas, até encontrar seu alvo.
-E… eu… vo… vou… cair – gaguejo.
-Eu não deixaria – ele não interrompe os beijos.
Christian não parou até que eu atingisse meu clímax, gritando seu nome e me jogando em cima dele. Para minha surpresa, ele não insistiu em mais nada, depois dessa deliciosa tortura, ele se levanta e me leva de volta a festa. Puta que pariu! Susannah está mesmo com um novo dominador, mas ele não chega nem aos pés de Christian. Vejo que Christian percebe meu olhar e me tira dali, droga, ele entendeu errado! Sem se despedir, ele me leva em direção ao carro, dando ordens para Taylor nos tirar dali. Que merda, ele deve ter entendido errado, completamente errado! Ninguém fala nada até que chegarmos em casa, a tensão no ar está me matando. Christian nem me olha no elevador, mas assim que chegamos em casa ele me leva direto para cima. Porra, o quarto de jogos! Ele abre a porta e a fecha com um chute, ops, ele está brabo, muito brabo.
-Então o dominador da Susannah era bonito? – ele me olha furioso.
-O que? – por essa eu não esperava.
-Você arregalou os olhos ao vê-los – ele anda de um lado para o outro no quarto, passando as duas mãos no cabelo.
-Sim, fiquei surpresa –admito – Por ela ter te trocado por ele. Pelo amor de Deusa Christian! – continuou – O cara nem chega á sola do seu pé!
-Você acha? – ele me olha surpreso.
-É claro que sim – fecho os olhos e tento acalmar minha ansiedade – Mas ela ainda fala de vingança.
-Eu sei – ele vem até mim e eu recuo.
-Anastásia – droga, o Christian controlador, brabo e furioso deu as caras ao mesmo tempo – Essa é a terceira vez que você me nega está noite – rosna – Se fizer isso de novo, vou colocar você de costas e te foder até você não aguentar mais!
-Você está furioso – me encolho com a sua ameaça. Eu o quero, mas não quero me machucar.
-Eu quero machucar você – ele vem para o meu lado e eu fico paralisada – Você não imagina o quanto.
-Christian eu…
-Por favor – ele me agarra por trás – Eu preciso sentir que ainda tenho algum poder sobre você.
-Você sabe que tem – gemo.
-Isso não é o suficiente – retruca.
-O que você quer?
-Você – ele me joga na cama e habilmente amarra minhas mãos.
-Christian – balbucio.
-Shh! – ele me amordaça com alguma coisa. Jesus.
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