50 Tons De Sombras

30 Quarto de jogos


-Talvez eu deva vendar seus olhos – Christian está parado a minha frente, vestindo aquela calça! A calça do quarto de jogos.

-Humhumhum – droga. Estou amordaçada.

- Eu sei baby – ele acaricia o meu rosto, então tudo fica escuro.

-Humuhum – reclamo.

-Shh! – Christian tira minha roupa. – Ah Ana, você é linda.

Ele percorre a mão por todo meu corpo, fazendo-me gemer alto. Ele enfia um dedo dentro de mim, mas que droga, eu já estava molhada, o que ele queria mais? Sem pressa, ele tira o dedo de dentro de mim e coloca em sua boca. Meu corpo escravo dele estava doendo de tanto desejo. Sinto que estou sozinha, onde Christian foi? Remexo-me na cama em busca dele, mas estou amarrada, droga dupla! Tempos depois ele volta, rindo feito um moleque.

-Sra. Grey – ele passa algo em meu corpo. Um chicote? – Sentiu minha falta?

-Humuhuhm – porra Christian, tira isso!

-Entendo – ele ri.

Christian me bate forte. Oh Deus! Como isso é erótico. Não consigo sentir dor, apenas o desejo que se espalha por meu corpo numa velocidade anormal. Ui. Christian não desacelera o ritmo, batendo-me, vingando-se e me dando prazer. Sei que deveria estar apavorada, mas minha mente está dominada pelo desejo, e também não consigo falar, mesmo se não estivesse amordaçada.

-Sente? – ele se inclina e beija meu rosto – Eu realmente queria te punir Ana, mas lhe dar prazer é melhor, me deixa… feliz.

-Humhuhm – Droga de mordaça!

-Eu sei baby – escuto o barulho do zíper abrir. Jesus – Eu também quero você.

Christian não liga para as preliminares, e me preenche. Fico fascinada com a ligação que ele tem com meu corpo. Christian aumenta o ritmo, me levando junto ao paraíso, meu Deus. Ele chega ao clímax eu pouco depois de mim, jogando-se por cima de mim e saindo rapidamente. Estranho, ele nunca faz isso.

-O bebe – responde a minha pergunta silenciosa.

Droga! Estou tão entretida com Christian que não fui fazer meus exames de rotina esse mês! Caralho! Christian tira a mordaça, as vendas e as amarras, puxando-me para si.

-Se divertiu?

-Sim – me afasto para vê-lo – Mas nada de mordaça a próxima vez!

-Ah Ana, foi divertido – ele ri – Você não podia fazer nada, estava exposta e entregue a mim.

-Christian você me deixou sem opção! – acuso.

-Você faz isso frequentemente – contra-ataca.

-Desculpe, eu não sabia que…

-Não é exatamente você baby – me abraça – Acho que nunca vou me acostumar com isso, com nós, é tão… maravilhoso.

-Maravilhoso – repito – Mais que isso.

-Você não tem noção de quão furioso fiquei ao flagrar você olhando para aquele desprezível do Carlos – sua voz é cheia de medo.

-Quem? – franzo o cenho – Christian em primeiro lugar, eu me deparei com a piranha da Susannah no banheiro, então eu escuto você dizer que ela tem um novo dominador, fiquei imaginando os motivos que levaram ela a fazer isso.

-Eu que larguei ela – esclarece – Não ao contrário.

-Eu sei, mas… — faço um pausa, procurando as palavras certas – Eu sei que você tinha a mesma intenção de fazer isso comigo, no inicio – esclareço – Me usar, me comer de todos os jeitos e então me largar – acaricio seu rosto… meu marido – Então saio e vejo um homem que comparado a você é NADA – rio.

-Susannah só quer prazer e dinheiro – Christian se vira e sai do quarto, me deixando sozinha.

Fico surpresa. Cacete, o que eu fiz agora? Rapidamente coloco sua camisa e vou atrás dele. Christian está em pé, ao lado da nossa cama, ele não se vira quando entro, apenas continua a brincar com o lençol de seda em nossa cama.

-Christian – abraço-o por trás – Desculpe – pelo que eu não sei, mas peço desculpas o mesmo.

-Não peça desculpas baby – ele se vira e seus olhos estão distantes e frios – Isso não é culpa sua, é culpa minha.

-Posso pelo menos saber sobre o que é? – faço charminho e ele cede.

-Ana, você tem razão – confessa com a voz embargada – Eu jamais pensei em ter uma relação de verdade com você.

-Eu sabia – acaricio seu rosto.

-Não sei como não fugiu de mim – balança a cabeça em descrença – Você era tão jovem, inocente e linda.

-Hey! – soco de brincadeira seu peito – Não sou mais jovem? Concordo que inocente não sou, mas não estou velha.

-Ainda – ele ri.

-Christian Grey! – grito e caio na gargalhada.

-Ah Ana – ele me abraça – Como eu amo você!

-Sr. Grey – beijo o canto da sua boca – Se pensa que vai se livrar de mim está enganado!

-Não quero me livrar de você – ele devolve o beijo

-Então pare de lembrar o passado – censuro.

-Como você quiser Sra. Grey.

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Acordo soada. Caramba que calor. Percebo que Christian está agarrado a mim feito uma trepadeira, uh, afasto o pensamento, nada bom esse tipo de pensamento a essa hora da noite. Tento me afastar, mas ele não permite. Christian me segura firmemente contra seu peito, quase não consigo respirar. Tento mais duas vezes me libertar, mas sem sucesso. Droga, será que os sonhos voltaram?

-Christian – tento me soltar e ele acorda.

-O que foi? – ele me aperta mais ainda.

-Não… consigo… respirar – com isso, ele me solta.

-Desculpe – levanto tonta.

-Estava sonhando com o que? – não consigo deixar de perguntar.

-Eu estava abraçando você – ele sorri sonolento.

-Eu vejo – sorrio de volta.

-Aonde vai?

-Tomar um suco – vou até a porta e antes de sair olho para meu marido, deitado me observando – Está muito quente.

-Oh, concordo Sra. Grey – ele ri maliciosamente.

Desço rapidamente para a cozinha, afim de afastar a imagem de Christian, nu em nossa cama me esperando. Paro na frente da geladeira, estou morrendo de fome. Graças a Deus a Sra. Jones sempre mantem a geladeira cheia, hum, tudo é delicioso. Opto por comer um sanduiche natural, mas Ted reclama, ele também está com fome. Preparo uma massa ao molho bolonhesa e como vorazmente, caramba, eu estava com fome.

-Com fome Sra. Grey? – Christian aparece atrás de mim, descalço. Ui, que delicia.

-Eu não, mas seu filho sim, Sr. Grey – dou uma piscadela para ele.

-Bom garoto – ele ri e vem se sentar ao meu lado.

-Você quer? – ofereço.

-Massa a essa hora da noite? – ele solta uma gargalhada – Quem sabe um sanduiche natural?

-Ofereci um sanduiche ao seu filho, mas ele recuso – resmungo.

-Vai ser um garotão forte – ele acaricia minha barriga. Ted chuta forte. – E ainda está acordado – murmura em desaprovação.

-Estava com fome – defendi meu filho – Estávamos – corrigi.

-Bom, já comeu o suficiente? – ele me olha divertido e eu concordo com a cabeça – Ótimo. – ele se inclina e beija minha barriga – Filhão, eu até deixaria você e sua mãe fica um tempo acordados, mas amanhã, a teimosa da sua mãe quer ir trabalhar, então temos que ir dormir.

-Hey! – protesto – Eu tenho que trabalhar.

-Não, não tem – discorda – Ana, a GEH está indo mais do que bem, recuperei tudo e mais um pouco do que havia perdido.

-Não vamos discutir de novo – levanto-me e subo as escadas quase correndo. Grito sobre o ombro – Você jamais vai me sustentar Grey!

Christian vem atrás de mim, rindo feito um garotinho que acabou de aprontar. Não quero discutir, mas não sou mulher de ser sustentada, jamais! Deito em nosso cama e espero meu marido chegar, para conseguir dormir tranquilamente. Ele não demora para se aconchegar ao meu lado e eu caio em sono profundo.