50 Tons De Sombras
4 Grey II
Notas iniciais
Acordo encharcado de suor. É só um sonho Grey, é só um sonho. Espio a paisagem fora da janela e relaxo. Aspen. Foi tudo um sonho, Ana está bem, tudo isso é parte da sua imaginação Christian, você precisa parar com isso. Saber que Ana é a dona da Editora IGLESIAS me deixou em choque, e desde então os pesadelos só tem aumentado. Pego meu Blackberry e rapidamente Taylor atende.
-Verifique como anda a Anastásia, Taylor. – comando.
-Sim senhor – e desliga.
Taylor liga poucos minutos depois e eu suspiro aliviado. Vale a pena cada centavo que eu pago a ele.
-Sim? – indago.
-Sr. Grey, a Srta. Steele sofreu um acidente de carro, mas está bem. As fraturas foram superficiais. Ela já esta em casa, Sr.
-Obrigado Taylor – desligo pasmo.
Meu sonho não foi completamente irreal. Eu preciso falar com ela, preciso vê-la. Corro até meu Macbook e digito.
De: Christian Grey
Assunto: Sonho
14 de junho de 2011
Para: Anastásia Grey
Ana.
Sei que este é o milésimo e-mail que lhe mando e não obtenho resposta. Estou desesperado. Tive um sonho horrível. Por favor, pelo menos uma vez, responda-me. Estou morrendo aos poucos.
PS: Melhoras.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprise Holdings.
Aperto “enviar” e meu se aperta. Ah Ana, porque não me responde? Sei que fui horrível, mas esta espera esta me matando. Horas se passam e nenhuma resposta. Volto para a cama e me enrolo no cobertor. Acabou não tenho mais o que fazer. Cansado de despedidas, estendo o braço e pego os remédios. Por que viver Grey? Ela não vai deixar você chegar perto da criança. Por que viver, se as duas pessoas que eu mais amo não estão comigo? Por minha culpa! Engulo tudo e deixo a escuridão se apossar de mim.
-Senhoooor! – a voz de Taylor é alarmante.
Quero lhe pedir para fazer silencio. Mas que drogas! Nem quando a pessoa esta morrendo pode ter sossego? Então estou balançando, estou nos braços de alguém? Taylor? Não, me largue! Não quero mais. Pare! Percebo que não estou falando, estou no escuro, mas sei que alguém esta falando, minha cabeça lateja. Ana. Meu filho. Anastásia. Estou chorando no meu interior, eu a quero. Sou uma criança mimada, a quero, mas não como eu queria meus brinquedos, eu preciso dela, não consigo respirar. Não é birra, é necessidade. Lentamente permito que a escuridão me leve, eu não posso tê-la, mas eu a quero, não posso viver sem ela, sem eles. É melhor dormir, assim não dói tanto.
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