3 meses depois

-Jeff – resmungo ao telefone – Ligue para Savannah e mande-a desmarcar tudo que tenho para hoje.

-Certo – meu diretor administrativo responde – Precisa de ajuda.

-Não – sorrio – Tudo bem. – desligo.

É inacreditável, hoje vou me mudar para minha mansão nova. A IGLESIAS tem crescido muito ultimamente, e agora ela é somente minha, pelo menos 80% dela. Meu filho terá todo o conforto que merece meu pequeno Theodore Raymond Steele. Acaricio a minha barriga, somente mais quatro meses filho, e você virá para que eu possa te abraçar bem forte. Nesse instante meus pensamentos correm para Christian, o que ele anda fazendo? Provavelmente deve ter outra submissa, sem ao menos se lembrar de mim, do seu filho.

Sem me importar com mais nada vou checar a minha nova casa. É no mínimo três vezes maior que a de Christian, ele nunca poderá dizer que fui uma péssima mãe, afinal tudo o que eu tenho feito é pelo nos… meu filho, só meu. A casa tem oito quartos de casal e três de solteiro, mais o quarto extra do Theodore, todos os quartos são suítes. A cozinha é gigantesca, juntamente com a sala de estar e a piscina. Samanntha cuidou da decoração, ela tem muito bom gosto, agora só falta você filho, e meu mundo será completo.

-Ana? – A voz de Sam me assuta.

-Sim?

-Temos um jantar hoje, Jeff e eu não podemos ir.

Merda! Isso significa encontrar Christian. Eu o estou evitando á quase quatro meses, não posso falhara agora, pelo bem do meu filho.

-E Samanntha?

-Jantar com a família do namorado. – ele faz uma pausa – E também é a semana de férias dela Ana, da uma folga.

-Tudo bem, eu irei. – Mas antes, me certificarei que o Grey não esteja lá.

-Ah, Ana – Sam fala pouco antes de desligar – O Grey não vai estar, eu já chequei isso, ele esta em Aspen. – e desliga.

Fico nervosa. Aspen traz muitas lembranças, balanço a cabeça para me libertar das lembranças de nos dos abraçados, na cama. Chega Anastásia! Ele traiu você! Deixe de ser fraca! Pense em seu filho, o filho que ele rejeitou, concentre-se!

Preciso sair para espairecer. Preciso de tempo. Theodore se meche e chuta forte. Eu não esperava isso, caio de joelhos no chão e em seguida estou rodeada de empregados preocupados, levanto a mão numa ordem silenciosa para saírem, eles acatam relutantes. Deliberadamente devagar levanto, acariciando a barriga.

-Filho, calma. – Acaricio a barriga – Mais quatro meses e você estará aqui comigo, não seja apressado.

Decido ir fazer compras, afinal o enxoval de Theodore ainda não está completo, e eu quero tudo perfeito. Pego as chaves do meu novo Audi R8 branco e não consigo deixar de sorrir, sou muito sentimental mesmo.

O transito está calmo, estranho. Dirijo mais devagar, não quero por em risco a vida do meu filho, eu jamais me perdoaria se fosse a responsável. Após alguns minutos chego ao Shopping, sem animo algum. Pense em Theodore, pense nele Ana.

Fazer compras é entediante. Não consegui ir a uma loja que não tenha aumentado o preço após ver meu sobrenome de casada, Grey! Eca! Após quase uma hora de compras, estou exausta, Theodore não para de se mexer, e estou faminta. Termino de pagar a ultima loja quando Theodore chuta mais forte e eu caio de cara no chão. Filho! Repreendo-o mentalmente. Ai! Isso doeu. As atendentes ficaram desesperadas, propondo ligar para a emergência, mas dispenso qualquer ajuda. Nós só estamos com fome. Devagar, dirijo-me a praça de alimentação, deixando as compras na ultima loja. Sem perceber peço hambúrgueres, fritas, suco e bolo, realmente estou faminta, ou melhor, estamos famintos! Estendo o cartão de credito assim que a atendente aparece com a comida e devoro-a vorazmente.

Saciada, levanto prestes a ir embora, quando dou de cara com Mia Grey. Fico paralisada. Ela esta com os olhos arregalados, provavelmente olhando para minha barriga redonda, abre a boca mas não sai som algum.

-Mia – sorrio educadamente para ela.

-A…Ana – ela gagueja.

-Você quer sentar? – Pergunto educadamente.

-Sim – Mia me abraça forte, chorando.

-Hey, calma – passo a mão pelos seus lindos cabelos.

-Chris colocou Seattle abaixo por você – ela chora em meu ombro – Onde você estava?

-Aconteceram algumas coisas Mia – minto, sem querer jogar Mia contra Christian – Tive que partir.

-Você está gravida – ela se afasta de mim, passando a mão pela minha barriga.

-Mia. – Puxo seu braço, até que ela olhe para mim – Acha que consegue me fazer um favor?

-Si…Sim – ela gagueja, tentando controlar o choro.

-Você nunca me ouviu, entendeu? – aperto seu braço – Christian não quis nosso filho, nosso pontinho, mas eu não vou deixa-lo levar ele de mim. Mia, por favor, ele não pode saber que você me viu.

-Ele não faria isso Ana – disse entre lagrimas – Ele ama você.

-Me ama a ponto de me abandonar para passar a noite com a pedófila que molestou ele na juventude.

-Ele não faria isso – Mia abre a boca em surpresa, pestanejando baixinho.

-Preciso ir – Dou um leve beijo em sua face – Você nunca me viu.

-Ana, espere – Mia grita, mas já estou na saída.

Não posso falhar. Não posso falhar! Devo isso ao meu filho. Theodore.

Jogo-me dentro do carro, e dou a partida. Eles não vão levar meu filho de mim, ele é meu, só meu. Estou nervosa, tentando prestar atenção na estrada, talvez eu esteja tonta, as pessoas estão perdendo a forma, são somente borrões. O ponteiro marca 190 Km/h. Meu deus, a escuridão esta vindo… Theodore.