50 Tons De Sombras
20 Adoção
Sammantha está nas nuvens. Andamos de um lado para o outro no orfanato, procurando o menino dos sonhos do casal. Mas não é um menino que chama a minha atenção. No canto mais escuro e afastado do orfanato, uma pequena garotinha está sentada, as marcas em seus braços e pernas são visíveis, ela veste um vestido surrado, todo sujo e desbotado. Puxo a assistente social para um canto, falhando em controlar a minha duvida.
-Quem é ela? – aponto para a garotinha.
-Giorgia – ela sorri para mim – Interessada?
-Sim – olho para a menina nervosamente, sentindo-me responsável por ela – O que aconteceu?
-Os pais dela se separaram – ela da de ombros – Até onde sabemos a mãe é uma prostituta viciada, e o marido um cafetão, ou algo do tipo. Espancavam muito a coitadinha.
-Samanntha – Grito. Ela e Dugg vem até onde estamos, curiosos e assustados – É ela que vocês procuram.
-Hã… Ana – Dugg quebra o silêncio desconfortável – Pensamos em pegar um menino.
-Samanntha – apelo – Aquela menina sofreu muito. De uma chance!
-Podemos falar com ela – Samanntha olha de relance para Duug.
Cuidadosamente, todos vamos até a menininha. Eu me antecipo, cheia de compaixão para falar com ela.
-Oi
-Oi – responde timidamente.
-Como é seu nome? – Vamos Ana, puxe conversa.
-Giorgia – sua voz é fraquinha e doce.
-Que lindo nome – sorrio afetuosamente para ela. – Esses são Samanntha e Dug.
-Oi – a menininha os cumprimenta igualmente tímidas.
-Você quer tomar um sorvete com nos? – Samanntha propõe, encantada com a menina.
-Vocês vão me bater? – ela levanta os olhinhos tristes para nós.
-Oque?! Não – Dugg está apavorado.
-Sr. e Sra. Sonzin, a Giorgia foi muito maltratada pelos pais – a assistente social intervém.
-Por que vocês não vão falar com ela – olho para Dugg – Eu fico com a Giorgia.
-Certo – eles se retiram, deixando-me sozinha com a menina.
-Quantos aninhos você tem Giorgia?
-Cinco – ela me olha – Você vai me adotar?
-Não – seu olhos se desmoronam – Mas aquele casal vai – aponto para Dugg e Samanntha.
-Eles não vão me querer – declara triste.
-Por que diz isso? – pergunto horrorizada.
-Ninguém me quer.
-Bom, se eu não estivesse para ter um filho – aponto para minha barriga e Giorgia ri baixinho – Eu adotava você.
-Ana – Samanntah está vindo até mim – Você estava certa, eu a quero.
-Obrigada – suspiro aliviada.
-A assistente social disse que teremos que esperar…
-Eu resolvo isso – saio deixando Giorgia com a nova mãe.
-Dugg – chamo – Posso falar com a assistente social?
-Claro! – ele me olha com um alerta silencioso “não faça bobagem”, mas eu o ignoro.
-Sim? – a assistente pergunta assim que me aproximo.
-Quero a menina – puxo da minha bolsa um cheque generoso – De um jeito, quero levar a menina agora!
-Sr…Sr…Sra. – ela está horrorizada com a quantia que jogo em seu colo – Hoje?
-Sim – dou de ombros – Agora. Precisa de mais incentivo?
-Não Sra. – ela ri, tentando guardar o cheque – Só deixe ela pegar a malinha…
-Não é preciso – corto-a – Nós compraremos tudo novo. Até mais.
Giorgia está se dando muito bem com Samanntha, ela está falando algo que faz o casal rir.
-Ana? – Samanntha me olha.
-Pronto – olho para a menininha – Vamos para casa?
-Eu vou poder ir? – seus pequenos olhos brilham em expectativa.
-No momento…
-Sim, agora – interrompo Dugg. – Já resolvi tudo.
-Tudo bem – Samanntha se vira radiante para Giorgia – Vamos filha?
-Sim – a menina praticamente nos puxa para fora. – Eu preciso pegar as minhas roupas – Giorgia para abruptamente.
-Não precisa – puxo a menina e lhe tasco um beijo na bochecha – Vamos fazer compras, por conta da madrinha.
-Compras? – ela franze o cenho
-No shopping! – finjo entusiasmo.
-Eu nunca fui num shopping – ela baixa os olhinhos.
-Agora nos vamos – levanto seu queixo com a mão.
Giorgia está mais que se divertindo. Permito que ela compre todas as roupas que quer, Samanntha também ajuda, pegando o que a filha esquece. Dugg está coberto de sacolas de compras, mas não reclama, apenas sorri e incentiva a filha a comprar mais. Paramos para tomar um lanche na praça de alimentação, Gi olha para mim com entusiasmo, seu primeiro hambúrguer! Peço um completo, mas não e o suficiente para satisfazê-la, então peço mais um que também termina rápido. Totalmente com fome, peço um completo também, devorando-o rapidamente. Giorgia e Samanntha estão no parquinho infantil á frente da praça de alimentação, Dugg está finalmente fazendo compras para ele mesmo, e eu estou sozinha, tomando meu suco de laranja delicioso. Pense em passar na loja de lingerie, mas assim que viro a cabeça para a loja, levo um susto. Christian. Com. Uma. Mulher.
A Sra. Shortinho-curto-blusa-de-seda-sem-sutiã está jogando charme em cima do meu marido, fico colérica. Filha da puta. Vou mata-la! Christian se vira para ver quem o está encarando e se depara comigo. Seus olhos se arregalam quando me vê. Rapidamente ele da ordens para a Sra. Shortinho-curto-blusa-de-seda-sem-sutiã e ela se retira. Chritian caminha em minha direção, os olhos fulminantes, cheios de raiva. Ele se senta ao meu lado.
-O que você está fazendo aqui? – rosna baixinho.
-Acho que sou eu quem deve perguntar – olho desafiante para ele – Não sou eu quem estava com uma mulher enquanto ela fazia compras.
-Ela é sua compradora – devolve furioso.
-Não preciso – rio sem humor – Já sou bem grandinha, posso comprar para mim mesma.
-Está sozinha? – ele aponta para o resto de comida a nossa frente.
-Não – aponto para o parquinho infantil – Samanntha, Giorgia e Dugg.
-Quem é Dugg? – ele é cautelosamente frio.
-O marido de Samanntha – bufo. – Aquela é Giorgia – indico com a cabeça levemente para ela no parquinho – Nós a pegamos agora no orfanato.
-Orfanato? – seus olhos se arregalam.
-Sim – pego sua mão e levo ao rosto, sentindo sua pele – A mãe dela era uma prostituta viciada, e tanto ela quanto o cafetão – que é pai dela – batiam nela.
-Meu Deus! – arqueja chocado.
-Eu sei – abraço-o – Lembrei-me também. Por isso pedi a Samanntha e Dugg que a adotassem.
- Ninguém merece passar por isso – sua voz esta embargada.
-Não chore – acaricio o seu rosto – Ela é uma menina feliz, ou será á partir de hoje. – olho para trás e vejo que eles estão voltando – Você quer conhece-la? – Christian assente.
-Gioriga – pego suas mãozinhas – Esse é meu marido, Christian.
-Oi – ela diz docemente.
-Oi – ele sorri para ela – A Ana estava me contando que você teve uma historia parecida com a minha – ele continua.
-Seus pais também batiam em você? – ela está horrorizada.
-Sim – Christian tira um dos seus cartões do bolso e entrega a ela – Quando quiser conversar é só me ligar. – Giorgia ri. Christian puxa minha mão – Temos que ir.
Despedimo-nos do pessoal e Christian me arrasta para fora, sem falar mais nada. Oh Droga! Ele está brabo, muito brabo. Ele olha para um lado e para o outro e subitamente me puxa para uma sala de limpeza pouco antes da saída. Sua boca exige a minha, sua língua explora minha boca numa sensualidade torturante, despertando minha deusa interior. Lembro-me de quando estávamos brincando e ele pediu resistência, quero brincar também. Tento empurra-lo, mas ele não se meche, seus olhos se abrem surpresos.
-Nem tente isso – rosna em meu ouvido.
-Quero brincar – provoco.
-Em casa – devolve rispidamente – Agora, estou colérico com você Sra. Grey, apenas quero fode-la rapidamente – ele olha para mim – Isso é para mim, não para você, ok?
Sem folego, concordo com um aceno de cabeça. Sem piedade, Christian abaixa minha saia e se mete dentro de mim, gritando meu nome. Sinto minhas pernas amolecerem me encosto nele, deixando me levar por essa deliciosa sensação. Sinto meu corpo corresponder ao seu e Christian sai de mim. O que? Não!
-Isso é punição? – pergunto fazendo um beicinho.
-Sim – ele fecha a calça – Mas não chegamos nem a trancar a porta, então é melhor irmos.
Fico branca. Não trancamos a porta? Para provar, Christian abre a porta e desliza par fora, deixando-me sozinha e desorientada. Christian está me esperando do lado de fora, ele está no telefone, mas desliga assim que me vê.
-Deixe-me adivinhar – caminho para longe dele – Você tem que voltar a trabalhar.
-Não – ele está confuso – Você quer que eu volte.
-Sr. Grey – paro de frente a ele e ajeito sua gravata – Acabei de receber uma prévia do que está me esperando em casa, e acredite, o espetáculo é imperdível.
-Então vamos ao espetáculo Sra. Grey.
-Sr. Grey – acaricio seu rosto – Eu adoraria, mas tenho que voltar a trabalhar.
-Você vem comigo – sussurra ameaçadoramente – Ou eu terei que carrega-la?
-Não se atreva! – aviso, mas já é tarde.
Christian se abaixa e me pega no ombro. Todos estão olhando, mas pela primeira vez eu não me importo, olhem, eu amo esse homem instável. Dou um tapa na sua bunda e ele devolve forte. Ai! Não acho que vamos conseguir chegara até em casa. Foda-se, eu o quero, agora.
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