Sinto que estou caindo, está doendo muito… Estou ainda tão longe do fim, aonde estou? O que está acontecendo? Avisto o chão, eu vou cair, posso sentir…

-Ana – Christian me sacode – Está tudo bem?

-Sim – caio de costas na cama – Pesadelo.

-Sobre o que era?

-Não sei – respondo sinceramente – Sonhei que estava caindo, mas não sabia aonde ou por que.

-Estranho – concordo com Christian.

-Que horas são? – pergunto sonolenta – Duas horas da manhã.

-Nossa – bocejo – Dormi bastante.

-Sim baby – ele morde meu queixo – Mas volte a descansar, hoje a noite temos um baile.

-Não – gemo baixinho.

-Durma Sra. Grey – ele beija minhas pálpebras e eu me perco em seu cheiro.

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Acordo sentindo cheiro de Waffles e logo em seguida descubro quem está cozinhando.

-Porra – Christian grita.

Desço correndo e encontro meu marido tentando fazer Waffles. Sem conseguir resistir, jogo a cabeça para trás e rio, tentando conter as lagrimas que insistem em escorrer por meu rosto.

-Está rindo de mim Sra. Grey – ele me olha divertido, deixando os Waffles queimarem.

-Sim Sr. Grey – vou até ele e tomo a espátula da sua mão.

-Eu é que devo fazer – protesta.

-Sr. Grey – viro-me para ele esperando os Waffles cozinharem – Quero meu marido inteiro. Você está muito emotivo ultimamente – observo.

-Sra. Grey – ele me olha irritado – Eu á fodi num quartinho de limpeza dentro de um shopping. Eu? Emotivo?

-Sr. Grey, como você é romântico – ironizo.

-Para você – ele levanta e me beija – Só flores e corações.

Faço um café de verdade para mim e Christian. Waffles com caramelo, torradas, suco e cereal com iogurte grego. Terminamos de comer, deixando a louça na pia e subindo para o quarto. Não demora muito para ele me jogar em cima da cama, mas eu saio de seus braços, deixando-o com beicinho.

-Temos muitos lugares para inaugurar – lembro a ele.

-Onde? – seus olhos ficam excitados.

-Que tal a escada? – sugiro.

-Ah, Sra. Grey – ele vem até mim e apalpa minha bunda – Com todo prazer.

Numa mensagem rápida, Christian pede para Taylor tirar a Sra. Jones de casa, deixando-a vazia, só para nós dois. Sei que deveria estar preocupada com o trabalho, mas sinceramente, com um Deus Grego em casa, que se dane o trabalho. Puxo-o para mim, mordendo levemente a sua língua, oh, é deliciosa, ele inteiro é delicioso. Seu corpo corresponde rapidamente as minhas investidas, e não tenho mais certeza se vamos conseguir chegar nas escadas, até porque o quarto não é nada mal. Mas Christian resolve cumprir sua promessa e me arrasta para a escada, sentando-me no penúltimo degrau. Puxo sua camisa e tiro rapidamente sua calça, sentindo sua ereção contra minha barriga, ah, isso de fato libera minha deusa interior. Arranho suas costas, puxando-o para mais perto e ele se enterra em mim. Não tenho a mínima ideia de como ele tirou minhas roupas, mas estou completamente nua, sentindo-o dentro de mim. Hum, é a coisa mais deliciosa do mundo. Christian não demora para atingir o clímax, levando-me junto consigo.

-Satisfeita Sra. Grey? – estou em seu colo, enquanto ele me leva para cama.

-Sim – sorrio sonolenta após nossa atividade extra.

Estou com dor, muita dor. Christian grita ao meu lado então some. Ele reaparece e está todo de azul, o cabelo coberto com uma toca azul. Grito de dor novamente então a Dra. Greene aparece. O que estou fazendo aqui? Aos poucos percebo que estou sendo levada a uma sala. Droga! Meu filho vai nascer! Como não percebi isso antes? Sinto-me culpada e feliz. Tento levantar a mão para acariciar minha barriga, mas ela não obedece. Christian está falando algo, mas estou tonta de mais, dolorida de mais, não consigo formular uma frase coerente para responder seja lá qual for a pergunta. Então sinto-me vazia. Um puxão forte comprova minhas suspeitas, Theodore nasceu. Quero sorrir e pegar meu filho do colo de Christian, mas estou com tanto sono, meus olhos se reviram nas órbitas. Christian está gritando comigo, e com razão, como posso dormir numa hora dessas? Faço um esforço e me levanto, aproximando-me dele. Droga! Ele não esta brabo, mas está chorando. Por quê? Percebo que também não está com Theodore no colo, merda, o que aconteceu? Ele brigou com a Dra. Greene? Saio correndo da sala e encontro meu filho nos braços de uma enfermeira, furiosa, caminho até onde ela está, estendo meus braços para receber meu filho, mas ela finge não perceber. Qual o problema de todo mundo? Christian sai da sala, amparado por enfermeiros, ele chora descontroladamente, sem pensar jogo-me em seus braços, mas ele cai no chão, chorando agarrado ao joelho. Agarro seu braço e tento vira-lo, mas meu esforço é em vão, seu braço não se meche. Por que meu Christian chora? Theodore está bem, não é? Percebo que estou ainda com a roupa hospitalar e a ficha cai. Theodore veio antes, assim como a Dra. Greene previu. Eu não sobrevivi. Pobre Christian. Olho pela última vez para o meu marido, jogado no chão chorando, abraçado por seus pais. Corro até ele, mas jamais chego, droga, alguém ligou as luzes forte de mais. Quando consigo enxergar novamente, me vejo deitada imóvel, pálida e sem vida.

Acordo apavorada e Christian me segura para não cair da cama. Descontroladamente começo a chorar. Eu não posso ir, eles precisam de mim. Estou agarrada a Christian com uma lunática, sem saber o que fazer ou falar. Ele me senta em seu colo, deixando que eu chore, dando-me liberdade.

Depois de algum tempo, meu choro cessa, e eu conto a ele meu sonho. Christian fica pálido quando chego a parte da minha morte, mas no final ele finge despreocupação.

-Sra. Grey – ele força uma risada – Com tudo o que pago, acha mesmo que algo aconteceria a você?

-Você é rico Christian – enxugo uma lagrima – Mas não é Deus.

-Se algo acontecer a você – ele diminui a voz – É melhor aqueles médicos nem saírem com vida da sala de cirurgia, ou eu os mato.

-Acalme-se – rio tentando esconder meu medo.

-Ana – ele me agarra, puxando-me para seu peito – Eu jamais deixaria algo acontecer a você e Theodore.

-Obrigada – enxugo as últimas lagrimas. – Eu te amo.

Levante-me meia hora depois, disposta a fazer um almoço para nós dois. Christian está trabalhando em seu laptop, fazendo ligações e falando alto. Preparo um espaguete á quatro queijos, torta de chocolate e um suco de laranja bem gelado, uh, está delicioso. Sei que Christian não virá se não for chamado, então mando uma mensagem.

De: Anastásia Grey

Assunto: Almoço

22 de março de 2011

Para: Christian Grey

Marido.

Não podemos fazer atividades extras se você não estiver bem alimentado, “ não quero você caindo em cima de mim depois” – palavras suas.

Com amor.

Sua esposa.

Anastásia Grey

IGLESIAS

As vozes no escritório cessam. Ops! Preparo a mesa rapidamente, esquecendo o suco e colocando vinho branco no lugar. Lembro que não posso beber, mas antes que eu tire da mesa Christian chega, calça jean, camisa aberta e descalço. Meu Deus, não existe nada mais sexy. Ele me lança um olhar de reprovação e percebo que estou segurando a garrafa de vinho branco.

-Eu esqueci – apresso me defender – Fiz suco de laranja.

-Ótimo Sra. Grey – Christian toma seu lugar na mesa – Não vamos querer você desmaiando em cima de mim depois.

-Christian – ruborizo – Eu tenho que ir trabalhar. Além disso – acrescento – Tenho que ver da minha casa.

-Essa é a sua casa – oh, Christian mandão da às caras.

-Sim – sento-me ao seu lado – Mas não é necessário manter mais uma casa se não vamos usar, não é?

-Tudo bem – ele abre seu sorriso tímido – Tem mesmo que trabalhar?

-Sim – sorrio de volta.