Notas iniciais
gente confesso que esse cap me deixa meio que amedrontada pois ele é meio que chave, tentei ao maximo colocar todas emoçoes e sentimentos do Dam, oq é dificil pois n sou homem para pensar como tal, mas é isso leiam logo pq estou enrolando tanto n é msm?

Sentado em meu escritório, devaneava absorto em meus pensamentos, pensamentos esses que se dirigiam automaticamente à Elena, minha Elena, minha nova submissa... Ou dominadora, não sei ao certo, o que sei é que temos uma ligação forte, tanto sexual como sentimental... E isso me preocupa... Experiências totalmente diferentes de nossos conceitos, mundos iguais de perspectivas diferentes, são isso que nós enfrentamos, mas não importa o que seja ou como seja, temos um acordo, um contrato, uma ligação...

HORAS ANTES DESSE MESMO DIA:

Sai do carro deparando-me com a linda morena de preto que me esperava na portaria. Entramos no hotel em que ela estava hospedada rapidamente, porém ninguém se pronunciou em nenhum momento, fazendo assim com que o clima pesasse ao nosso redor, tudo isso piorou quando entramos no elevador, a tensão sexual pairava sobre nós e o tempo parecia nunca passar ao decorrer desses vinte e cinco andares.

Elena, claro, estava hospedada em uma suíte na cobertura do “The New York Palace”, de onde jazia uma magnífica e esplendorosa vista da minha cidade favorita, a belíssima New York, cidade essa que se assemelha muito comigo por ser conhecida como a “cidade que nunca dorme”... Assim como eu...

Entramos na suíte, suados e ofegantes, nos beijando loucamente de uma forma selvagem, forma essa que adoro compartilhar com minha morena... Sim, já considerava como minha, pois hoje a traria para o meu mundo de sexo submisso, trouxe comigo uma cópia dos dois contratos que iria propor a ela esta noite.

Explorava suas curvas com destreza, queria mostrá-la do que sou capaz, incitá-la ao máximo, de uma forma que ela não teria escolha e acabaria por assinar o contrato antes de sucumbir totalmente de desejo e luxúria. Todavia, Elena aparentava contradizer-se, tentando raciocinar ou lembrar-se de algo que estava perdido no momento em que começamos a nos beijar. Reunindo forças, quase insuficientes, ela me empurra cortando nosso beijo e deixando evidente minha necessidade por mais.

- O que foi? – Resmungo irritado.

- Preciso fazer uma coisa antes. – Elena disse ofegante, seus lábios vermelhos e inchados me hipnotizavam e imploravam por ser beijados, lambidos e chupados.

- Então faça logo. – Falei impaciente.

- Venha comigo até o escritório. – A olhei incrédulo.

- Você interrompeu a prévia da nossa transa para falar de negócios? – Esbravejei.

- Vem logo ou não terminamos isso. – Ameaçou. Rapidamente intimidei-me com o fato de não poder tê-la hoje, só então percebi o quanto precisava dela. Você tem certeza de que será o dominador nessa relação? Porque me parece totalmente o contrário... Bufei mentalmente com a ideia.

- Aqui. – Entregou-me um punhado de papéis intermináveis. Olhei-a curioso.

- O que é? – Pergunto confuso.

- Leia. – Passo rapidamente os olhos pelas páginas, fito-a confuso.

- Um contrato de confiabilidade? – Assenti. – Para o quê? – Respirei fundo. E pensar que logo também mostraria um a ela, só que tinha absoluta certeza de que o que eu tinha a esconder seria mais obscuro.

- Assine e verá. – Confesso que fiquei um tanto curioso com isso, seu olhar transparecia ansiedade e certa obscuridade. Revisei olhares entre os papéis e ela, por fim assinei os dois entregando-os a ela que guardou apenas um me dando outro. Joguei por qualquer lugar aquele papel, do qual não tinha menor interesse e fitei-a impaciente.

- E agora, podemos terminar o que começamos? – Sinto o ar fugir de meus pulmões pelo olhar lascivo que é dirigido a mim por ela.

- Agora vou lhe mostrar do que sou capaz. – Beija-me desesperadamente, querendo de algum modo mostrar que não havia escapatória de fugir de seus braços. – Espere aqui. – Nem havia notado que fui puxado e caminhei pela suíte chegando a um quarto desconhecido.

- Quantas vezes você ainda irá cortar o clima? – pergunto furioso.

- Relaxa, você será bem recompensado. – Dá-me um último selinho antes de sumir pela porta. Desconheço o tempo passar até que me deparo com a figura de uma Elena que trajava preto dos pés a cabeça, um salto agulha e chicote como acessórios.

- O que é... – Antes de completar minha frase sinto um arder em minha perna esquerda fazendo-me gemer em um misto de dor e excitação. – Elena? – Sou chicoteado mais uma vez. Desespero-me, ninguém nunca havia agido assim comigo, é tudo tão novo e diferente...

- Senhora para você. – Sou abordado com um sorriso maligno. – Hoje você saciará meus desejos mais primitivos, Salvatore. – Sem nem deixar que eu a impedisse, foi tirando toda minha roupa. Rasgou minha camisa, fazendo botões voar pelo quarto, e pode deliciar-se com a visão de meu peitoral nu. Por fim me deixou apenas de cueca Box preta, que já se mostrava apertada devido a minha evidente ereção. Empurrou-me para a cama algemando-me e sentando em meu colo.

Como descrever o meu estado? Emocionalmente ou físico? Bom, fisicamente, até agora, estava tudo bem. Meu físico forte e bem trabalhado não me permitia sentir dor com apenas duas chibatadas. Emocionalmente? Isso ai já era mais complicado de se revelar, até de se saber. Meu corpo estava aceso, minha mente desligada, não havia um modo operacional para restringir a meu consciente, pois ele não estava operando. Só conseguia lembrar-me de todas as vezes que me encontrava assim... Algemado a uma cama... Sendo submisso...

- Elena... O que é isso? – Apenas a menção de passar por tudo aquilo de novo me fazia tremer... Toda a dor... Medo... Elena, porém, divertia-se com minha expressão exasperada. – Para com isso. – Quando pensei que ela iria desistir de suas façanhas, leva as mãos a meu membro o apertando com força me fazendo suspirar. Ah... Ela queria e iria brincar com você, Salvatore... Faz movimentos de vai e vem para cima e para baixo enquanto gemo. Que delícia... Se não me preocupasse tanto em ser submisso, não me importaria em ter mais um satisfatório orgasmo na boca deliciosa da Sra. Gilbert.

- Você quer que eu pare? – Pergunta cinicamente.

- N-não. – Gaguejo.

- Não o que?

- Não, senhora. – Suspiro. Senhora? Pensei que fosse o contrário...

- Bom garoto! – Exclama com orgulho, orgulho esse que tinha quando minhas submissas obedeciam minhas regras. Elena deu mais uma apertada em meu membro antes de levantar-se e sentar a um sofá, que até agora não tinha notado, em frente à cama. – Agora, Damon... Como um bom submisso me diga: O que você quer?

- Você. – Respondo ofegante.

- E como você me quer? – Ah... Quanto ainda ela me torturará? Pergunto-me mentalmente. Isso é tão... Diferente e absurdamente bom, a sensação de necessidade, de ter que implorar para ser tocado é eroticamente excitante.

- Eu te quero nua, em cima de mim, me beijando... Lambendo... – Exasperei-me erguendo as mãos bruscamente, em vão, pois só provoquei um barulho metálico percorrer pelo quarto.

- Calma, baby. Você me terá. – Elena tinha a voz debochadamente excitada que se misturava à música que soava ao fundo do quarto, The Pussycat Dolls, acho eu. Era inacreditável a maneira que me encontrava, literalmente, submissa, tanto física como emocionalmente. Lembranças do passado sempre me assombravam quando era tocado de alguma maneira, passava por transtornos, pesadelos e até surtos, dos quais controlava com meu psiquiatra John Flynn.

Elena lentamente despiu-se, tirando minha última peça de roupa quando estava totalmente nua. Parou por um momento fitando meu corpo, totalmente a sua mercê, antes de pular em cima de mim, beijando meu peitoral e distribuindo mordidas pelo mesmo. Não, aquilo de novo não... Não podia permitir ser tocado assim, o que vinha depois era sombriamente assustador, ser açoitado, sangrar abertamente e ter esse mesmo sangue lambido com lascívia... Só o pensamento e as lembranças faziam meu corpo tremer.

- Hum... Elena. – Gemi. Apesar de tudo isso ser amedrontador, era esquecido com os espasmos e arrepios que eram causados pela boca de minha morena mordendo minha barriga, lambendo minha virilha... Beijando meu membro...

- Você quer ser tocado? – Olhei-a desesperado. Meu corpo era pura antítese, um lado satisfeito e excitado, outro, amedrontado e repugnado.

- Elena, para com isso... Eu não... Eu não sou isso... – Respirei fundo. Dei tudo de mim para achar forças inalcançáveis e impedi-la de concluir aquela transa, pelo menos não comigo amarrado. Iria contá-la de uma vez o que era para Elena, que me desamarraria, e se postaria em meu lugar, após assinar o contrato, exercendo sua função de submissa para comigo. – Eu sou um... Do... – Meu plano esvaiu-se no momento em que Elena, ávida, levou meu membro à sua boca o chupando com vontade, e esse foi o momento de capitulação, não havia mais como resistir... – Ah... – Gemi ensandecido de prazer.

- Você gosta? Quer que eu continue? – Não encontrei forças para responder, apenas fiz um leve “sim” com a cabeça e ela voltou sua boca para meu membro. Chupou aquela parte de meu corpo tão carente de sua atenção, rodeou a língua, simulou investidas, enquanto eu, apenas, não tendo capacidades de nada mais fazer, gemia. Por fim meu orgasmo deu-se após um urro selvagem de minha garganta. Fitei Elena que me olhava satisfeita, lancei-lhe um olhar reprovador, que logo se deu lugar a um gemido de antecipação por sentir a cabeça de meu membro bater em sua entrada encharcada. Saiu me fazendo soltar um muxoxo de reprovação, voltou com uma garrafa de Whisky, abriu-a bebendo direto do gargalo... Como ela ficava sexy fazendo isso...

- Você quer? – Perguntou-me cínica, assenti mecanicamente. – Quero ouvir sua linda e rouca voz, delícia. – Ah... Ela estava me provocando.

- Sim. – Sussurrei. – Despejou o conteúdo em minha boca entreaberta fazendo o líquido escorrer pelo meu pescoço indo de encontro a meu peito. Abaixou-se e lambeu todas as gotas de Whisky que tinha em meu corpo. Derramou um pouco em minha barriga, o bastante para escorrer pelo meu membro que se animou assim que sentiu o toque gelado da bebida quente.

- Você é tão gostoso e com Whisky, então... – Lambeu mais uma vez meu membro, eu senti uma forte fisgada e foi arrancados suspiros de mim que revirava os olhos de prazer. — Você é um menino tão mal, não pode revirar os olhos para mim. – Pegou seu chicote que estava em cima do sofá e chicoteou minha perna mais uma vez.

- Ahhh... Penetra logo, caramba! – Gritei raivoso. Isso já havia passado de todos os limites.

- Sinto muito, docinho, mas as coisas não são do jeito que você quer. – Sorriu maliciosa.

- Elena, me desamarra, é sério. – Pedi com o semblante sério, todavia, em um momento aparentemente de loucura, Elena leva meu membro para sua entrada fazendo-nos gemer em uníssono. Um coro de “Aleluia” invade minha mente por conta da tão esperada penetração entre Damon Salvatore e Elena Gilbert.

- Não se preocupe. – Gemeu. – Eu tomo pílula e sou livre de doenças. – Me tranquilizou por não ter usado preservativo. Eu, porém, nada respondi, estava absorto demais para pensar em prevenção, apenas mexi o quadril indicando que queria mais rápido. Ela prontamente obedeceu e eu gemi. Ficamos naquele ritmo louco por pelo menos mais três vezes, eu nada falava, apensa gemia. Por fim, Elena desabou em cima de mim e enrijeci abaixo dela. Apoiou-se sobre os cotovelos me fitando. Suspirei e finalmente pronunciei-me.

- Eu sou um dominador. – Presenciei sua expressão mudar de satisfeita e entristecida para surpresa e incrédula.

- Como? – Murmurou o que aparentemente era a única coisa que conseguiria.

- Tecnicamente eu sou virgem quando se trata de ser submisso, e... Eu bem... – Limpei a garganta. – Ia lhe mostrar o contrato hoje. – Encarou-me mais surpresa ainda. Pensou por um momento até que pronunciou a última esperada, e mais aceita coisa, que queria ouvir:

- Eu aceito. – A olhei confuso.

- Aceita o que? – Apesar de vagamente já ter ideia do que tratávamos, queria ouvir palavra por palavra, sílaba por sílaba daquela boca deliciosa.

- Ser sua submissa. – Disse por fim.

- Sério? Mas como se você é como eu?

- Podíamos entrar em um acordo e dividir a dominação ou vai dizer que não gostou de se submeter a meu mercê?

- Tenho absoluta certeza de que ninguém saberia me dominar melhor que você, senhorita. – Sorri safado.

- Então? Temos um acordo? – Sorriu esperançosa.

- Primeiro: Tem certeza de que entrar nesse jogo comigo... Pode se machucar no caminho. – Sorriu indignada.

- Claro que quero, mas só me prometa uma coisa.

- O que?

- Não se apaixone por mim. – Gargalhei

- Você também não, isso é uma regra.

- Sim.

- Ótimo. Então temos um acordo, agora pode me soltar. – Soltou-me e apertamos as mãos. A surpreendi pulando em cima de seu colo e a algemando onde antes eu estava.

- O que é isso? – Perguntou com um leve sorriso. Estava eufórico por finalmente efetuar minha dominação para com ela, e sem nem ter que discutir termos brandos, rígidos ou merda alguma... Era hoje, exatamente agora, não tão como previsto, porém melhor do que o esperado...

- Isso é você sendo minha submissa. – Beijei seu pescoço e ali eu tinha certeza que iria treinar coisas novas, no meu mundo, mas de outras perspectivas e devia admitir que, adorava essas experiências diferentes.

Continua...

Notas finais
bom, é isso aguardo os reviews
XOXO