50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade
7 Capítulo 6 -> Excitado X Amedrontado
Notas iniciais
2 recomendaçoes???? WTF??? JaquelineFelix thanks mto obg msm de coraçao amei sua recomendaçao e esse cap vai pra vc bjs...
ENJOY 3..2..NOW
Olhei para a janela, de onde o sol transparecia em uma bela manhã, mas que janela? Era ela pequena de uma forma que só permitia a passagem do vento e luz, nada mais. Levanto vagarosamente, sem recordações de onde estou ou como fiz para chegar aqui. Noto que minhas mãos estão presas a correntes fortes e enferrujadas, que me impedem de fazer qualquer movimento.
– Oh! Vejo que acordou querido. – Anastasia permanecia sentada a uma poltrona em frente à cama, em seus lábios brincava um sorriso diabólico e hostil.
– Mas que merda é essa? – Rosno.
– Isso é você exercendo a minha vontade. – Ela se despiu em minha frente, ficando apenas de lingerie, com um sorriso malicioso.
– O que você vai fazer? – Pergunto amedrontado.
– Vou lhe fazer meu, querido. – Acaricia meu rosto. – Só meu. – Aproxima-se de mim sussurrando em meus lábios.
– Anastasia, pare com isso. – Pedi. Na verdade estava implorando por dentro para que ela não realizasse o que eu estava pensando.
– Por que você é tão difícil, Dam? – Alcança uma faca que estava à cabeceira da cama. – Ao contrário de seu irmão que se rendeu a mim tão facilmente. – Despeja um líquido aromático nessa mesma faca antes de vir em minha direção.
– O que você fez com meu irmão? – Tento me distanciar dela, sem sucesso, pois, só o que consigo é machucar mais meus punhos.
– Oh, nada que ele não queira isso eu garanto. – Sorriu satisfeita. – Ele me pediu, para dominá-lo. – Sussurrou em meu olvido.
– Por favor, pare, não estrague a minha vida como fez com meu irmão. – Implorei com os olhos marejados.
– Seu irmão... – Gargalhou. – Você é tão amável com a pessoa que menos se importa com você.
– Do que está falando? – Perguntei confuso.
– A inveja o domina, o consome. – Cada palavra era sussurrada em minha orelha com desejo e sedução. – Você não sabe como ele lhe odeia.
– Está mentindo. – Gritei.
– Não estou não. Ele me disse isso... Enquanto gemia meu nome depois de... Será que devo lhe dizer o que eu fiz com ele? – Deposita mão no queixo em dúvida. – Afinal, você é só um garoto inocente de doze anos, não é mesmo? – Beijou meus lábios com fúria, porém, não correspondi. Não queria isso, não queria ela...
– Pare, saia de cima de mim. – Gritei inutilmente.
– Não adianta resistir, você já está amarrado totalmente submisso a mim. – Passou a faca em meu ombro, formando um corte profundo, em seguida, lambeu o sangue que escorria se deliciando com ele. – Seu sangue é tão bom, vou cortá-lo em pedacinhos, depois esperar cicatrizar só para poder cortá-lo de novo. – Fez um novo corte em minha barriga, em seguida desceu intercalando cortes pequenos, porém profundos em minha coxa e perna.
– Irmão, me ajude. – Pedi com a voz fraca enquanto fitava meu irmão que estava na soleira da porta olhando tudo aquilo com um semblante sério. Seus olhos faiscavam escuridão e luxúria e eu não podia estar mais desesperado.
– Olha quem chegou para a festa. – Zombou Anastácia. – O irmão invejoso e cruel. – Completou. – Junte-se a nós, aceita um pouco de sangue?
– Claro. – Sorriu caminhando em minha direção. Despiu-se ficando apenas de cueca antes de ajudá-la em suas tarefas.
Enquanto era torturado, implorava mentalmente para que alguém chegasse e impedisse o que estava por vir. Meu pai, que estava de viagem a trabalho, meu tio, que sempre vinha me visitar, ou até mesma a Senhora Berry, a idosa da casa à frente, que sempre nos visitava com seus gatos limpos e bem cuidados. Qualquer pessoa que pudesse impedir essa minha sádica madrasta de tirar minha virgindade à força, me amarrando em uma cama e torturando-me junto a meu irmão que impressionantemente compartilhava desse sadismo.
– Não! Parem, por favor! Parem... – Implorava enquanto meu rosto era banhado por lágrimas incensáveis. – Por favor... – Sussurrei antes de senti-la fazer o que tanto queria comigo, enquanto ela cavalgava em meu colo, meu irmão, se é que ainda devo chamá-lo assim, a penetrava por trás e beijava suas costas desnudas.
– Ah... Damon, que delícia. – Ela gemia meu nome. – Damon... Damon...
(***)
– Damon? Acorda Damon. – Ouvi uma voz conhecida me tirando da “terra dos sonhos”... Elena.
– Oi. – Levanto afobado e confuso. – O que aconteceu? – Pergunto à morena que me fitava com carinho e preocupação.
– Eu estava te observando dormir, quando você começou a se debater e pedir para pararem. – Acariciou meu rosto ternamente, lembrei-me daquelas mesmas carícias, aqueles toques ousados que tive em meu pesadelo e me desviei de seu carinho.
– Que horas são? – Ela me encarava confusa por ter desviado de seu carinho. Droga! Não podia ser rude com ela, logo a única pessoa que tinha a capacidade de meu acalmar.
– Pouco mais de nove. – Respondeu simplesmente.
– Você parece cansada, não dormiu? – Noto grandes olheiras abaixo de seus olhos.
– Não consegui. – Solta um riso pelo nariz. – Você estava tão lindo dormindo que poderia ficar o dia todo lhe observando. – Sorri com seu comentário. Ela era tão carinhosa. Isso foi tão gay... Não foi não! Foi sim, você fica desse jeito quando estas perto da “senhorita primeiras vezes”. – Estava cansado não é? – Lembrei-me o porquê de estar cansado e rapidamente um sorriso malicioso se formou em meus lábios.
– Também, como não estaria depois do que fizemos neste inesquecível elevador. – Ela pareceu também recuperar a malícia em suas atitudes e tão rápido como me afastei dela, queria estar de volta em seus braços.
– Você gostou? – Aproxima-se novamente de mim com um sorriso sacana nos lábios.
– E você ainda pergunta? – A olhei incrédulo.
– Por quê? Por acaso quer repetir? – Espalmou as mãos pelo meu peito. Era engraçado e muito novo as “primeiras vezes” que sofria com essa linda e inusitada mulher. Primeira vez que durmo com alguém, primeira vez em que fazem sexo oral em que uma mulher me submete e primeira vez em que desejo seu toque... Seu beijo... Ela me deixa louco e confuso, cheio de perguntas sem respostas...
– Quero muito, mas dessa vez eu comando. – Ela me olhou irritada.
– Nada disso, Salvatore. – Nem deixei que ela terminasse, pois sabia que seria uma luta perdida de minha parte, fui a pegando no colo e imprensando na parede do elevador. Beijei-a com fervor explorando e deliciando-me com aquela boca que tanto atiçava minha libido. – Não, eu comando essa.
– Você comandou a outra, essa é minha. – Gemi relutante em seus lábios.
– Quer saber? Dane-se quero que você coloque dentro de mim isso no meio das suas pernas.
– Com prazer. – Joguei-a contra a parede, mordi seu pescoço enquanto ela se deliciava beijando meu ombro. Beijei seus seios descendo por sua barriga antes de fazer todo o percurso de volta para sua boca. Sustentei seu peso enquanto me preparava para penetrá-la. Seria meu primeiro sexo oficial com a Elena, estava louco de tesão por ela e mal via a hora de estar dentro da mesma. Ouvi o elevador apitar ao mesmo tempo em que minha excitação dava um adeus a meu corpo. Merda. A energia havia voltado e junto a ela, o elevador lentamente descia pelo prédio até alcançar o térreo. Elena rapidamente largou meu colo, e pôs-se a vestir seus trajes ao mesmo tempo em que soltava suspiros e muxoxos de reclamação.
– Como está meu cabelo? – Perguntei após estar completamente vestido, exceto pela gravata que necessitava ser laçada.
– Lindo ao contrário do meu que obviamente indica o que estávamos fazendo. – Reclamou claramente irritada. – Mas tudo bem, vem cá para eu dar um jeito nessa gravata. – Postei-me a sua frente enquanto ela habilmente enlaçava a gravata borboleta de meu Smolking. A nostalgia tomou conta de mim, relembrando a época em que eu era mais próximo do meu irmão. Não aquele que ainda era presente em meus pesadelos, aquele culpado de trazer a mim todos os males e desgraças de minha vida. O meu irmão adotivo, Klaus.
Quando fui adotado com quatorze anos, ele mostrou compaixão e compreensão com meus problemas, muitas vezes dormíamos juntos após algum pesadelo meu, ele que me ensinou a dar nó na gravata, dentre de outras coisas, às vezes boas e em outras vezes nem tanto. Algum tempo depois nos afastamos, ele se tornou rebelde e eu um jovem reprimido que não sabia o que confiar ou amar uma mulher. Tudo mudou quando ele deu um desfalque na empresa de nosso pai, que o expulsou de casa e o renegou como filho, porém apesar de tudo, amo meu irmão e jamais o renegaria como tal, ao contrário do monstro que tem o mesmo sangue que eu, Stefan, do qual nunca mais ouvi o nome, e nem quero.
– Obrigado. – Agradeci após ter a gravata enlaçada. – Vamos? – Saímos separados do elevador, fora dele o segurança junto ao zelador nos esperava. Deram instruções do porque da descarga de energia do elevador, não ouvi direito, confusão, tensão e nostalgia preenchia minha mente. Lembranças quase inalcançáveis vinham à tona quando estava perto de Elena, porém ainda desconhecia o motivo. Quando finalmente pudemos respirar o ar livre do lado de fora do prédio, Elena me abordou:
– Jantar, no hotel em que estou hospedada, 8hrs... Não se atrase. – Beijou-me com força antes de entrar em seu carro não me dando nem chances de responder. Atordoado, deixei a rua indo à direção a meu veículo, do qual me esquecera onde estava.
Mal podia acreditar que tinha um jantar agendado essa noite e com nada mais nada menos que Elena Gilbert. Meu corpo alucinava de empolgação com só a menção do pensamento. E de pensar no que faríamos depois do jantar... Nem quero imaginar...
Liguei para Rose e desmarquei todos meus compromissos profissionais. Naquele momento, só um compromisso ocupava minha mente, ele e uma morena misteriosa, culpada pela confusão e desejo adquiridos por mim ultimamente. Não havia nada nem ninguém nesse mundo que me impedisse de explorar a Elena essa noite, em todos os sentidos cabíveis a frase, nem profissionalismo, ou lembranças do passado, nada... Absolutamente nada...
Continua...
Notas finais
XOXO
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