50 Tons De Escuridão - Princípios Da Igualdade
3 Capítulo 2 -> Olhos Escuros
Notas iniciais
ENJOY
Ah... New York! Essa era a minha cidade... Gostava de como o trânsito se movia ágil e reluzente, como em um desfile, onde se encontravam os melhores e mais modernos modelos de carros americanos e europeus. O meu Audi, é claro, era um deles. Desfilava sedutoramente com ele enquanto, em meus lindos olhos, jazia um Ray-Ban e um chapéu panamá, preto com listras cinza, cobria em partes meu sedoso cabelo preto.
Desci do carro, joguei as chaves para o manobrista, agradecendo apenas com um aceno de cabeça e rumei para minha empresa. Cumprimentei a todos formalmente, como sempre fazia, sabia que não encontraria Andie aqui nem hoje e nem nunca mais, ela era minha assistente antes de se tornar minha submissa. Antes de ser corrompida por mim... A culpa era inevitável, mas em partes me sentia até aliviado. Aliviado pelo fato de mesmo sendo esse monstro que sou poder despertar em alguém amor, um sentimento que desconheço totalmente e nunca tive a chance de sentir.
Deixando esta parte melancólica de lado e partindo para o trabalho, a única coisa que conseguia me distrair, observei as pessoas que corriam destrambelhadas por todas as partes, tentando em vão mostrarem-se eficientes e determinadas. Aquilo era sem dúvida, patético! Eu ralei tanto para hoje está ocupando o cargo de CEO e esses inúteis desperdiçam oportunidades significativas de subirem de vida para depois se lamentarem do quão, incompetentes e incapazes são. Eu tenho que dizer que tiro o chapéu para esse bando de idiotas.
– Senhor Salvatore. – Era Rose provavelmente minha nova assistente. – A empresa Gilbert ligou e lamentou dizendo que o CEO não poderia comparecer... – A interrompi.
– Como assim? Depois de meses de preparação para uma reunião de tamanha importância eles simplesmente desmarcam? – Perguntei enfurecido.
– N-não, senhor. – Gaguejou. – Eles não iram desmarcar, disseram que irão mandar uma substituta para selar a sociedade. – Sabia que o CEO da empresa Gilbert era muito reservado, no entanto mandar alguém abaixo do seu cargo para confrontar-me... Era muita ousadia e desrespeito. Praguejei mentalmente por ter se quer perdido meu tempo ponderando a ideia de fechar um negócio com essa empresa de Marketing barata. Respirei fundo, algumas vezes, antes de responder a minha assistente que me encarava temerosa:
– Tudo bem, Rose. Prepare a sala de reuniões. – Cerrei os punhos em uma demonstração de raiva. – A que horas disseram que viriam?
– Às dez horas, senhor. Mais alguma coisa?
– Não, obrigado. – Retirei-me dali o mais rápido possível, antes que pudesse cometer um ato de loucura. – Calma Damon Estressado Salvatore! O que temos aqui? Um viciado necessitando de saciar sua vontade de droga? – Zombou meu consciente referindo-se ao sexo. Calado! – Ordenei.
(***)
– Damon! Não seja mal com sua mãe! – Repreendeu meu pai.
– Ela não é minha mãe. – Gritei. – Ela é um monstro... Um monstro... – Escorreguei pela parede chorando violentamente.
– Peça desculpa a ela, seu estúpido. – Senti mãos fortes contra meu rosto indicando o forte tapa que o mesmo havia levado.
– Não. – Ralhei.
– Não precisa John. – Ouvi uma voz fina e enjoada fingindo inocência.
– Não se finja de inocente! – Esbravejei. – Diga a ele a verdade, Anastasia! Mostre a verdadeira cobra nojenta e escrota que você é! – Senti outro tapa, desta vez mais forte, em minha face.
– Suba agora para o seu quarto, Damon! Você não pode desrespeitar minha mulher e MINHA casa! – Meu pai gritou, todos estavam gritando agora.
– Então talvez essa não seja mais a minha casa...
(***)
Acordei com o som agudo e estridente do telefone que tocava do ramal de Rose. Ainda atordoado atendi:
– Diga. – Fui ríspido e incoerente.
– Mando o seu almoço, senhor Salvatore? – Perguntou doce.
– Não precisa, Rose. – Disse sério. Não estava com a menor fome.
– Sinto muito em lhe dizer, senhor, mas sua mãe me ordenou que regulasse sua alimentação e repreendesse sempre que não quisesse cumpri-la.
– Claro. – Revirei os olhos e pude ouvir uma leve risada do outro lado da linha. – Mande então trazerem um Hossomaki, com uma salada de vegetais e camarão com molho de Missô e Mostarda. – Pedi uma de minhas comidas japonesa favoritas.
– Certo. Do mesmo restaurante japonês que o senhor janta aos feriados familiares?
– Exatamente! – Exclamei com empolgação pelo desempenho espetacular de minha nova assistente. Pensara que ela não seria tão boa como Andie fora. Ah... Andie fora espetacular... Aquela boca sabe bater um boquete maravilhoso... Ui! – Não nesse sentido, Deuso! Quis dizer que ela é ótima no trabalho de me auxiliar na empresa! – Repreendi meu Deuso com excesso de libido. Mas é claro que para todas as assistentes passarem para minha empresa, antes se arrastavam pelo “pequeno interrogatório” de minha mãe preocupada.
Apesar de adotiva, minha mãe sempre se mostrou cuidadosa, afetuosa, carinhosa, entre outras qualidades impossíveis de serem relatadas por sua extensão imensurável. Além de tudo ela sempre foi determinada em seu principal objetivo, que era me fazer sentir-me feliz e esquecer todos os males e traumas do passado.
Ainda devaneava sobre aquele terrível pesadelo. Uma lembrança de meu passado hostil. Minha pior fase, que era a “adolescência”, sempre aparecia quando estava em meus dias mais solitários, que geralmente se resumiam à, noites sozinho lendo, trabalhando ou o que era pior “batendo punheta”, tudo isso quando dispensava ou era abandonado, cheio de sexo gostoso para dar, por uma submissa.
Rapidamente meu almoço chegou, e quando pude abrir a marmita e sentir aquele cheiro quente de comida recém cozinhada, que notei a falta de alimento e meu organismo e meu grande apetite. Provei minha salada de camarões e ela realmente estava divina, os camarões foram bem selecionados e com certeza cozinhados a vapor, para estarem tão deliciosos.
Fui interrompido por meu telefone que novamente tocava do ramal de minha assistente. Bufei irritado. Detestava ser interrompido em refeições, pois, achava esse um dos momentos mais importantes do dia, onde tirávamos tempo para silêncio enquanto saboreávamos uma bela comida.
– Diga Rose. – Tentei ser mais paciente desta vez, afinal, era seu primeiro dia na empresa, sei que se a demitisse acharia outra tão rápido quanto a achei, mas mesmo assim queria ser gentil, por incrível que pareça.
– Senhor, a CEO Gilbert chegou. – Enfureci com tais palavras. Para quem iria chegar às dez horas, houve um atraso bem irresponsável de sua parte por já ser duas horas da tarde. Essa CEO com certeza estava incontrolavelmente perdendo pontos significativos comigo. Primeiro: odeio atrasos e essa por sua vez, conseguiu bater o recorde de pessoas a se atrasarem comigo. Segundo: como já disse odeio que interrompam minhas refeições, e mais uma vez, isso foi realizado de sua parte.
– Mande entrar. – Não pude controlar a rispidez em meu tom de voz.
– O-o-ok, senhor – Repreendi-me mentalmente mais uma vez por ter sido tão grosso com a novata da empresa. Senti batidas na porta e logo alguém entrou. Como estava de costas observando a vista que tinha pela janela da paisagem fabulosa de New York, não pude ver quem era a CEO intrusa.
Virei-me abruptamente quase tendo um enfarte fulminante pela visão. Não tenho problemas com o coração, mas confesso que com a beleza da mulher à minha frente, você teria um ataque em qualquer parte do corpo. – Sei bem de uma parte que rapidamente se levanta por estar tendo um ataque de animação aqui em baixo! – Quieto Deuso! Não precisamos de palhaçadinhas agora. – Rosnei.
– Senhor Salvatore. – A morena a minha frente caminhou em passos largos e seguros em minha direção. Permite-me imaginá-la realizando essa caminhada desprovida de roupas e meu Júnior se animou lá em baixo, com tal ideia depravada.
– Senhorita Gilbert. – Ou como intimamente apelidei em meu subconsciente imaginativo “Senhorita Desperta Júnior”. – É um prazer tê-la aqui. – Apertei sua mão usando um tom falso e sarcástico. Ela sorriu debochada e minha libido se ascendeu a alturas inimagináveis.
Enquanto conversávamos sobre a empresa e suas propostas de Marketing para meus produtos tecnológicos, eu devaneava sobre como seria seu corpo nu, ou como seria em estar com ela amarrada a minha mercê, ou até mesmo em como seria passar horas de meu dia dedicando a ela, coisa inacreditável vindo de mim, sendo que até meus pais me consideram e acreditam que eu seja um homossexual.
Essa mulher não era como nenhuma das submissas que já tivera. Ela era confiante, desinibida e principalmente provocativa. Desde que entrou por aquela porta, não parou de me fitar com seu olhar chamativo e seu sorriso debochado. Ela assumia uma posição tão confiante que me deixava desnorteado. Geralmente eu provocava isso nas mulheres e não o contrário. – O que houve com você? – Não faço à mínima ideia...
Quando acabou nossa reunião, após fechar negócio, ela deu dois simples beijos em minha bochecha, seu toque era como o choque de fogo e gelo, como uma onda que batia contra uma rocha grotesca em meio ao oceano, me despertava sensações desconhecidas e inusitadas.
Ela me deixava totalmente afobado. Sua boca tentadora, com lábios chamativos. Seus seios perfeitos, suas pernas torneadas, tudo nela me davam água na boca. Mordi o lábio claramente excitado, quando ela deixou minha sala naquela mesma pose superior e confiante de antes, talvez até maior que antes.
Merda! Eu precisava loucamente de sexo selvagem ou enlouqueceria!
Eu precisava de sexo sim. Selvagem com certeza. Mas não com qualquer uma. Tinha que ser com ela... A mulher que despertou minha libido como nenhuma outra já fizera. Hoje com toda certeza teria belos sonhos... Ou talvez nem dormisse. Mas de uma coisa tenho certeza... Na minha memória ficaria sempre a lembrança da parte mais chamativa de seu corpo... Os seus lindos olhos escuros...
(***)
– Então como foi? – Klaus perguntava-me animado ao telefone.
– Foi bem... Ótimo... – Gargalhei. – Foi perfeito, meu amor. Ele caiu como um patinho no negócio falso de Marketing.
– Logo você será uma mulher da imensa lista dele... Só tome cuidado ok? – Pediu temeroso.
– O que tão ruim ele faz? – Perguntei debochada.
– É sério, Elena. Damon não é o homem mais aconselhável para se ter uma relação sexual. Agora tenho que desligar. Bom trabalho! – Ouvi o bipe do telefone indicando que Klaus tinha desligado na outra linha. Acomodei-me na cama lembrando-me o quão gostoso era Damon Salvatore. Nossa... Que corpo!
Pensar nele me fez acender um desejo insuportável. Tão insuportável que tive que apelar para o vibrador. Impressionante era uma mulher dominadora como eu, usar um vibrador. O que o Salvatore não faz em uma pessoa em? Que sonho de homem... Dormi com as lembranças de seu corpo maravilhoso e planejando as horas de malhação que faríamos em breve... Na certa Damon Salvatore seria meu quando o plano estivesse executado...
Continua...
Notas finais
BJs
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